História A Fazenda Storm - Capítulo 7


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 7 - Corre!!


Fanfic / Fanfiction A Fazenda Storm - Capítulo 7 - Corre!!

 

Saulo tenta resistir, mas é arrastado pela casa, as mãos do estranho seguram o braço do menino com uma força surpreendente.

Chegam na porta principal de casa.

- O que você vê, garoto? – Pergunta o estranho.

Saulo não responde, apenas chora e se debate.

- O QUE VOCÊ VÊ???!!! – Insiste o estranho com mais agressividade e dando um tranco no braço do menino.

Saulo que olhava apenas para baixo, olha para frente e vê o portão de casa.

- Eu só vejo o portão de casa. Me solte por fa…

- Cala a boca! – interrompe com mais um tranco no braço de Saulo. – Vou te mostrar a verdadeira visão do seu mundinho.

Saulo olha novamente para frente, e na frente do portão de casa ele vê uma enorme estaca fincada no chão, e no meio dela está um corpo, de costas para eles. A estaca penetrava pelo ânus da vitima, que estava nua, e saía pela boca. Muito sangue descia pela estaca até o chão barroso. Saulo já não entrava mais em estado de choque. Após tudo o que havia passado, as reações já vinham instantaneamente.

- Não!!!! Por que você fez isso??? – diz Saulo sem ainda identificar a vitima.

O estranho apenas da um sorriso macabro e doentio. Volta a puxar o menino, dando a volta na estaca até que a vitima fica levemente de lado para eles.

Era o Sr. Aurélio, um dos seguranças da fazenda. Saulo tinha aulas na mesma turma do filho de Aurélio, e as vezes estudavam juntos.

Saulo já não chora mais, porém, a tristeza é inevitável.

- Seja educado, Saulo. Dê um “oi” ao nosso amigo. – diz o estranho.

Antes que Saulo se perguntasse o porque daquela pergunta, olhou para cima, e viu o Sr. Aurélio com os olhos arregalados de medo olhando o menino nos olhos.

- Vamos continuar nosso passeio, amiguinho, deixe nosso hospede quieto, creio que ele não vai sair do lugar, e assim ele não dorme no trabalho. – debocha o estranho, voltando a puxar o menino.

Saulo se deixa levar, não se debate mais, apenas pensa em todas aquelas pessoas da fazenda. De todo aquele tempo que passou sozinho na fazenda, que não havia visto mais ninguém por anos. Quando aquilo teria acontecido?

Saulo sabia que muitas respostas viriam a partir dali, e viriam muito rápido. Ele só não sabia se estava preparado para de saber tudo. 

O estranho ia puxando Saulo, que não reagia mais, estavam indo para parte de trás da mansão pelo caminho da piscina.

- Incrível a quantidade de pessoas que trabalhavam aqui, não acha? - disse o estranho apontando para a piscina.

Lá estava a piscina, cheia de sangue, com vários corpos boiando, os que davam para ver o rosto estavam com os olhos abertos. Um pouco mais a frente, via-se o jardim que um dia foi belo, e agora, havia outro tipo de beleza, flores negras ornamentavam aquele enorme espaço.

Então Saulo teve uma ideia, ele era pequeno e conhecia aquele jardim como a palma de sua mão, por diversas vezes usava o jardim como esconderijo quando fazia algo errado e tinha que se esconder para não receber castigo, seu pai passava horas o procurando por meio as flores, porém sem sucesso.

Saulo já não ouvia mais o que o estranho dizia, apenas observada a distancia entre eles e o jardim, que se reduzia cada vez mais. Mas o estranho continuava o segurando com força, era impossível correr para o jardim.

- Se eu abrir a estufa, você me deixa ver meu pai? - pergunta Saulo.

o estranho subitamente suspende os passos e olha para o menino.

- Você está querendo uma troca? Você realmente acha que você está em condições de barganhar, garoto?

- Sim. Você pode me torturar e até me matar, mas se eu não quiser, você nunca entrará lá. Todos estão mortos, e pelo que você disse, meu pai ainda está vivo, quero ter certeza disso, depois que eu tiver essa certeza, eu abro a estufa.

- Saulo, se você não abrir, eu mato seu pai na sua frente. É isso que você quer? - Diz o estranho já com raiva e apertando ainda mais o braço de Saulo.

- Se você pudesse matá-lo, você já teria feito, você mesmo disse que ele escapou vivo. E se ele estiver morto, mais um motivo para eu não abrir essa merda de estufa! - Diz Saulo, já com raiva nos olhos.

O estranho fica parado olhando para Saulo por um tempo, recua, e então diz:

- OK, Garoto, você venceu. Se você abrir a estufa, eu te deixo ver seu pai.

Saulo se decepcionou quando a mão do estranho não afrouxou, pois era o que ele queria desde o inicio.

- Espere! Eu quero ir sozinho. - Disse Saulo

- O que? HAHAHAHA. Não faça piadas, seu idiotinha.

- Seu babaca, eu estou preso nessa fazenda cheio de pessoas que eu gostava, mortas. Minha mãe está morta! Vou fugir e ficar preso aqui, sendo que você disse que posso ver meu pai? Você que é o idiota aqui!

O estranho já estava sem paciência, não falou nada, ficou por 20 segundos olhando para o menino, então Saulo completou:

- Você pode vir atrás de mim, se quiser. Aquela estufa é especial para mim, então quero abri-la sem um monstro como você ficar segurando no meu braço.

- Está bem, mas saiba que não adianta tentar fugir, você sabe que vou te achar.

O estranho soltou Saulo com um empurrão bruto.

Ainda estavam na lateral da casa, Saulo teria que andar mais uns metros antes de tentar correr para o jardim e assim o fez. Foi andando lentamente, e o estranho o seguindo.

O estranho, de repente, lembrou-se de um detalhe importante, eles não haviam encontrado a chave da estufa.

Saulo olhava para o lado, de canto de olho, quando viu o movimento rápido do braço do estranho em sua direção. Então rapidamente, se jogou no chão, deu algumas engatinhadas desesperadas para frente e se levantou correndo. O estranho vinha bufando de raiva atrás do garoto.

- Seu merdinha!! É melhor você parar!!

Saulo não olhava para trás, apenas corria. Mas algo havia dado errado, o estranho estava perto demais para que ele pudesse se esconder no meio das flores em segurança. Quando chegou no jardim, continuava correndo e o estranho logo atrás, o plano não saiu como queria.

Agora Saulo apenas corria em meio a flores negras com um monstro logo atrás dele. Então Saulo lembrou-se que pelo jardim, haviam irrigadores, onde por um erro de planejamento, ficavam escondidos, e todos que andavam por ali, acabavam tropeçando, incluindo o pai de Saulo, quando corria atrás do menino. Saulo e Sr. Luiz, eram os únicos que sabiam exatamente o posicionamento de cada irrigador.

Saulo foi fazendo uma curva para esquerda, que além de ir em direção a um dos irrigadores, saía da direção da estufa.

Quando chegou ao irrigador, Saulo cautelosamente deu um pequeno salto e continuou correndo. Mas não ouviu barulho do estranho cair, estranhamente o estranho continuava correndo logo atrás de Saulo, o plano não tinha funcionado.

 



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