História A Fazenda Storm - Capítulo 8


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 8 - Um fantasma?


Fanfic / Fanfiction A Fazenda Storm - Capítulo 8 - Um fantasma?

Saulo se via correndo em direção ao lago, onde os patos costumavam nadar. Sabia que não estava mais onde costumava estar, as coisas estavam diferentes, e não sabia o que iria encontrar no lago, então resolveu correr para o celeiro onde os patos ficavam quando não estavam no lago. Então modificou mais um pouco seu trajeto fazendo mais uma leve curva para esquerda. 
Naquele momento notou que não ouvia mais o barulho do estranho atrás dele, mas não queria arriscar, então continuou correndo. Quando chegou na porta do celeiro, bateu com força, arrebentando a frágil tranca que servia apenas para prender os patos.

A porta abriu com força, bateu em uma caixa de madeira que se encontrava no seu caminho e voltou a posição de fechada. Saulo olhou para trás e não viu ninguém, olhou ao redor e o celeiro não parecia assustador como o restante da fazenda, estava apenas com aspecto de abandonado.

- Saulo… - Sussurrou uma voz leve e suave.

O menino mais uma vez se assustou e começou a procurar ao redor quem o chamava, apesar de estar com medo, aquela voz o trazia conforto.

- Sei que está com medo, mas você precisa continuar, não deixe aquele monstro entrar na estufa, você tem que entrar lá sozinho e se trancar lá dentro. - Disse a suave voz.

- Quem é você? Onde você está? Você tem que me ajudar. - falou Saulo com a voz trêmula.

Naquele momento os olhos de Saulo começaram a lacrimejar, não apenas de medo dessa vez, mas sim por ter visto que não estava sozinho, que ainda tinha alguma chance.

E então…. ouvia-se apenas o silêncio. A voz sumiu, e Saulo insistiu.

- Cadê você? Por favor, me responda!! Estou com medo…

Saulo sentou-se em um canto, abraçou os joelhos e ali ficou por um tempo. Uns 5 minutos depois, levantou-se, sentia-se mais corajoso. Foi até a escada do celeiro, onde dava para uma pequena plataforma localizada no topo daquela grande estrutura de madeira. Ao subir, dava para uma janela de frente para o jardim, onde podia-se ver boa parte da fazenda.

Olhando para o jardim via que as flores negras haviam sumido e dado lugar aquele velho jardim abandonado. Saulo sentiu-se como quando sonhou no dormitório, onde no sonho a fazenda era uma, e quando acordava era outra. Por que isso estava acontecendo.

Continuou cautelosamente olhando a fazenda, procurando alguma pista do estranho, ou da voz que ouviu há pouco.

Nada… A fazenda aparentemente estava calma e vazia. Desceu a escada, foi em direção a porta, abriu vagarosamente olhando pela fresta que se abria. Saiu lentamente, com medo de fazer qualquer barulho. Não queria passar pelo jardim novamente com medo que aquele estranho estivesse escondido aguardando por ele.

Saulo agora sabia o que tinha que fazer. Pegar a chave na casa, e ir para a estufa.
Antes de começar a caminhar, ficou pensando de quem seria aquela voz confortante que ouviu no celeiro.

“Como assim o jardim e tudo voltaram ao normal?” pensou Saulo parado na porta da estufa enquanto tomava coragem para caminhar.

Deu o primeiro passo e ouviu um barulho de papel sendo amassado, olhou para o chão e viu uma folha pequena, abaixou-se e pegou a folha. “NEM COM AJUDA VOCÊ VAI SE LIVRAR DE MIM!!!”.

Ajuda? Seria aquela voz?

Saulo precisava de alguma coisa para se defender, resolveu ir para a esquerda, até o galinheiro pois sabia que lá havia uma caixa de ferramentas que seu pai usava frequentemente para consertar a grade do galinheiro.

Caminhou em direção ao lago, estava normal, não parecia assustador como imaginou que seria quando estava naquela “outra fazenda”. Foi contornando o lago cautelosamente com medo de fazer algum tipo de barulho.

Enquanto Saulo caminhava começou a lembrar dos dias felizes que se passaram por aquele lago, a avó de Saulo adorava sentar-se de frente para o lago e ficar ali observando e alimentando os patos, e Saulo por muitos anos a acompanhava nesses momentos.

Saulo olhou bem para o lago, e lá estavam os patos, nadando alegremente por aquela bela água, parcialmente coberta por vitórias-régias, também era possível ver alguns sapos em cima das plantas. Saulo está parado em frente ao lago, quando uma mão lhe toca o ombro.

- Que bom ver que meu garoto ainda está bem.

Saulo olha para o lado, e lá está Judith, sua avó. Seus cabelos grisalhos reluziam, sua mão lhe aquecia levemente o ombro. Agora Saulo reconhecia aquela voz do celeiro.

- Desculpe que te colocado em encrenca Saulo, realmente não foi minha intenção. - Disse Judith.

Saulo não disse nada, apenas abraçou a avó, que o encobriu em seus braços.

- Eu sinto sua falta! - Diz Saulo chorando de alegria em ver a falecida avó.

- Eu também sinto sua falta, querido. Mas agora não é hora de conversar, você tem que ter forças.

- O que eu faço vovó? Você veio me salvar?

- Saulo, me escute, não posso te contar algumas coisas agora, mas em breve saberá o motivo. Vim apenas lhe dar um recado. Está prestando atenção?

- Sim.

- O estranho sempre saberá onde te encontrar, mas você também pode saber onde ele está.

- Como eu faço isso vovó? Esse colar que te dei, Saulo. Olhe dentro dele, mas cuidado… NUNCA olhe para quem estiver usando uma capa vermelha.

Saulo segurou o colar com a posta dos dedos e olhou para aquela bolinha branca, e então viu… A fazenda naquele estado dos sonhos, com pessoas mortas, viu o jardim com flores negras. E lá cruzando o jardim, viu o lago, próximo ao celeiro. Em frente ao lago havia uma enorme luz branca, ofuscando a vista, e se deu conta que via onde ele estava, a partir do outro lado do jardim. Era lá que o estranho estava o observando.

- Vovó!!! Temos que…. - Disse Saulo olhando para o lado e percebendo que sua avó já não estava mais lá.

Agora Saulo sabia de quem era a voz que ouviu. E sabia como evitar o estranho. Mas quem era a pessoa com capa vermelha que Judith mencionou?

Saulo olhou para o galinheiro, e continuou a caminhada, desta vez mais tranquilo por saber onde o estranho estava, mas também sabia que o estranho também sabia onde ele estava.

O antes que Saulo chegasse ao galinheiro, viu o lago começar a borbulhar, bolhas enormes saíam da água, que começou a ficar vermelha como sangue.

Uma voz alta se ouve pela fazenda…

- NÃO ADIANTA AQUELA VELHA TENTAR TE AJUDAR!!! NESSE MUNDO, QUEM MANDA SOU EU!!!

Saulo olhou o colar para saber onde o estranho estava. Estava no meio do jardim, correndo com grande velocidade na direção de Saulo.

O menino começa a correr em direção ao galinheiro..

- Idiota, um martelo não vai te salvar!!! – Gritou o estranho.

“Como ele sabe que eu vou pegar o martelo?” pensou Saulo confuso. Aquela agora não parecia uma boa ideia, afinal, o estranho sabia, e não tentou o impedir, apenas serviu para afasta-lo mais da estufa.

O estranho surge na frente de Saulo, e o martelo estava em suas mãos.

- É isso que você quer? Usar o martelo para me bater? Estão pegue-o!!! – Disse o estranho estendendo o martelo para que Saulo pegasse.

Saulo ficou desconfiado, relutou pegar.

- PEGUE-O!!! Esqueceu que matei sua mãe e todos os seus amigos??? PEGUE-O E MATE-ME!!!

“Como assim? Por que ele quer que eu o mate?” pensou Saulo sem saber em que acreditar.

- Você não está com ódio Saulo?? Pois então… bata com esse martelo em mim, e mate-me!! – Insistiu o estranho.

Mas Saulo continuou parado, ele jamais mataria alguém, mesmo que tivesse feito tudo aquilo. Mas ainda sim sentia raiva.

O estranho continuou:

- Vou lhe mostrar como sua mãe esteve por um tempo, talvez assim você queira me matar…

Saulo então se encontrava na cozinha de sua casa, parecia estar tudo normal, seu pai e sua mãe estavam conversando sobre o aniversário de Saulo. Era o dia em que tudo aconteceu. Saulo tentou estender o braço e gritar para avisar sua mãe para fugir, mas não conseguia, se deu conta de que não tinha controle de nada, ele apenas via pelos olhos de outra pessoa.

De repente sua mãe é suspensa no ar, seu pai grita - “O que?? Solte-a!!!”  - Mas antes que pudesse chegar, foi jogado pelo corredor com força.

- Me solte!!! Por favor!! Me solte … – e antes que pudesse completar a frase, foi jogada contra o armário da cozinha e caiu no chão, ajoelhada de cabeça baixa.

Uma mão puxou o cabelo de Tânia para que ela então a visão voltou-se para o vidro de um dos armários e o reflexo pôde ser visto, aquele capuz, olhos vermelhos… Era o estranho.
Saulo estava vendo a visão do estranho, tudo o que se passou naquele dia.

A visão voltou-se novamente para Tânia, que segurava no braço do estranho tentando se soltar.

- Você queria ver seus pais não é, Saulo? Vou te mostrar… – Disse o estranho diretamente na mente de Saulo, como que numa telepatia…



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