História A Fazenda Storm - Capítulo 9


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 9 - A verdadeira face


Fanfic / Fanfiction A Fazenda Storm - Capítulo 9 - A verdadeira face

 

Saulo via o rosto de desespero de sua mãe e queria gritar e tentar ajudar, mas não conseguia, ele era apenas um espectador da terrível cena.

Enquanto uma mão a levantava pelos cabelos, a outra segurou com força no pescoço de Tânia, levantando-a ainda mais, e a mão que estava no cabelo, soltou-se e agora descia pelo rosto de Tânia, até chegar aos seios, e agarrando com força na blusa da pobre moça, arrancou-a deixando a mãe de Saulo com seios a mostra. Um grito alto é ouvido.  A mão do estranho aberta, com dedos juntos um ao outro, avança com uma velocidade incrível em direção a Tânia perfurando-a entre os seios.

 

A voz de Tânia não é mais ouvida, apenas da para ver seus olhos arregalados. Sangue escorre pela boca, a mão que segurava o braço do estranho perde a força.

 

Saulo tenta não olhar para a cena, mas é impossível.

 

A mão do estranho, que ainda encontrava-se dentro do peito de Tânia desceu com violência abrindo um enorme buraco em sua barriga, e lá de dentro o estranho retirou algo… Era um feto, um pequeno feto que um dia viria a ser o irmãozinho de Saulo. O feto cabia nas mãos do estranho, que estranhamente o guardou no bolso de seu enorme casaco.

 

A visão volta-se para Bruno, que encontra-se caído e desacordado no final do corredor, fica um tempo parado o observando e depois vira-se para a saída da cozinha para fora da casa, e quando sai pela porta é um desespero total, a visão some e tudo fica escuro, Saulo apenas ouve os gritos de desespero, barulhos de coisas quebrando e batendo, da para ouvir sons de ossos quebrando e carne sendo rasgada.

 

Saulo volta onde estava, de frente para o estranho, lágrimas descem por seus olhos seguidas de fortes soluços de um intenso choro, ele entra em estado de desespero, acabou de ver sua mãe ser morta cruelmente.

- E agora Saulo? Por que não pega esse martelo e bate com toda sua força em mim? - provoca o estranho.

 

Saulo de cabeça baixa, pega o martelo, suas mãos estão trêmulas, ele aperta com força o cabo do martelo, e então o solta no chão.

 

- Não… É errado matar… - Disse Saulo ainda soluçando.

 

O estranho se enfurece, pega Saulo pelo pescoço, o levanta bem alto.

 

Saulo quase sem conseguir falar ainda murmura… “Você ainda precisa de mim”.

 

O estranho sabe que Saulo tem razão então o solta no chão, fazendo o menino cair bruscamente no chão de terra.

 

- Sim, mas eu sei que você vai seguir o conselho daquela velha e não vai abrir a estufa. Então, Saulo, o que eu faço com você?

 

- Eu abro a estufa se…

 

- SE..  O QUE??? Chega de barganhas, garoto.. Nós vamos viver nessa agunia para sempre. E se é isso que …. - Antes que o estranho completasse a frase, tudo sumiu, tudo estava escuro..

 

- CORRA SAULO!!!! Você sabe o caminho de casa sem precisar ver.. - Disse a voz da avó de Saulo..

 

O menino correu desesperadamente em direção de casa, sua avó o pôs na direção correta e ele desesperadamente correu.. Tudo estava escuro, ele só ouvia o som de seus passos rápidos no chão macio… Chegou ao jardim, começou a correr entre as flores… Dali ele sabia mais ou menos quanto demoraria para terminar e ficar de frente para a porta de entrada de casa, ele precisava pegar a chave da estufa…

 

Ainda correndo, ele tropeçou nos degraus da varanda caindo proximo a porta. Ouve-se novamente a voz de Judith.. “Saulo, agora você tem que ser rápido.. Abra os olhos e ache a chave!!!”

 

Saulo colocou a mão na maçaneta respirou fundo, abriu os olhos ao mesmo tempo que abriu a porta. Correu em direção ao quarto de seus pais, mas não olhou nada além do criado mudo que continha uma pequena gaveta.. abriu, e lá estava a chave da estufa. Saiu pela porta e quando corria em direção a porta da cozinha. Um forte empurrão jogou-o por todo o corredor fazendo com que ele caísse no mesmo lugar que seu pai caiu naquela noite.

 

Estava tonto depois do forte impacto, e de frente para ele, o estranho se aproximava com passos lentos e sinistros.

 

- Chega da ajuda da vovó, Saulo. Agora somos eu e você, ou melhor… Você e você mesmo.

 

O estranho abaixou um pouco em direção a Saulo, quando por entre seu enorme sobretudo surgiu um colar de prata, com um pingente de pedra redonda, completamente vermelho.

 

Saulo olhou o pingente vermelho, depois o branco que estava em seu próprio cordão, eram idênticos. Saulo procurou alguma diferença, mas aquele cordão era idêntico ao dele em uma versão vermelha.

 

- Está vendo isso, Saulo? Reconhece essa cor vermelha? É a mesma que existia no seu colar quando ele lhe foi dado. Então você já deve estar pensando em muitas possibilidades.

 

Saulo ainda estava um pouco atordoado. Lembrou que a cor original do pingente era branco e vermelho, e tudo aquilo havia começado quando o mesmo se tornou completamente branco.

 

- Você…. eu… - Sussurrou Saulo sem conseguir completar a frase.

 

-Sim, garoto! Eu sou você.

 

O estranho retirou o capuz, era Saulo como se fosse um pouco mais velho. Porém sua aparência não era das mais agradáveis. Estava careca, haviam cicatrizes de arranhões pelo rosto, olhos assustadoramente vermelhos, aparentava ter uns 15 anos de idade.

 

- Agradeça a vovó por isso. - disse o estranho provocando Saulo.

 

- O que a vovó tem a ver com isso? - disse Saulo ainda meio desnorteado.

 

- Foi ela que o tornou, ou melhor, ME tornou assim. Você, é apenas uma sombra do passado. E a propósito, uma sombra muito irritante. Você não existe, Saulo, eu existo, então por que não me dá logo essa chave e isso tudo termina aqui?

 

- Saulo, não faça isso. - Diz a voz da avó de Saulo.

 

 

- Vovó? Apareça, sua velha! Você fez isso comigo! Eu jamais te perdoarei! Se eu fiz tudo o que fiz, foi por sua causa! Por sua causa e por aquela vadia da minha mãe! - Gritou com raiva o “Saulo estranho”.

 

- O que você quer dizer com ela ser culpada disso? - Perguntou Saulo, tentando se levantar do chão.

 

- Se você não sabe, é hora de saber. - Disse “Saulo estranho” com um sorriso aterrorizante no rosto.


Notas Finais


São tantas revelações, tanto suspense que eu mesma fico me pressionando pra fazer os capítulos ^^
Acho que essa é uma das minhas melhores fics do gênero terror que eu escrevi .-.


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