História A Feia. - Capítulo 17


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags A Feia, Aurora, Breno, Linda, Padrões De Beleza
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Palavras 1.323
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Festa, Hentai, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 17 - Capítulo 16


AURORA

Eu nunca achei que me decepcionaria tanto assim com o Breno. Se eu soubesse...

Ele acabou de ir embora da minha porta, não consigo dormir de jeito nenhum, isso me cansa, meu corpo está completamente dolorido e não tenho mais celular pra me distrair.

Fui para o banheiro e tomei um longo banho quente, vesti um pijama, fui para a cozinha, peguei uma garrafa de vinho e uma taça, voltei pra sala, me sentei no chão e enchi a taça.

Olhei em volta, para a minha casa e depois para a minha vida, eu tinha abandonado todos os meus projetos, não sabia as notas dos vestibulares que fiz, eu realmente me sinto perdida, depois do vídeo tudo virou de cabeça pra baixo. Tomei um gole da minha bebida pra ver se meus pensamentos se organizam e eu encontro meu próximo passo.

Pego a taça e a garrafa, subo até meu quarto, ligo o computador em seguida abro meu e-mail, vejo uma mensagem recém chegada que aquece meu coração, se meu corpo não estivesse tão doído eu estaria pulando de felicidade.

"Cara Aurora Nogueira, nós da, Parsons School, temos a honra de lhe comunicar que será muito bem vinda ao curso de design da nossa instituição."

Saio do meu quarto andando o mais rápido que consigo, bato na porta do quarto da Natasha, que abre a porta e me olha sem entender meu enorme sorriso.

— Eu passei Nat.

— No que Aurora?

— NA PARSONS. — eu grito, deixando a garota animada que começa a pular por mim.

— Parabéns Aurora, vai ser incrível pra você. — ela sabe o quanto eu queria ir para a Parsons, quando fiz a prova só falava disso.

— Eu tô muito feliz.

— O Breno já sabe? — ela se senta na cama e eu me sento ao seu lado.

— Não e nem vai saber.

— Como você vai?

— Eu e Mari temos uma poupança que minha mãe deixou pra gente, vou o mais rápido possível.

— Eu e o Rafa vamos sentir a sua falta.

— Mas fica tranquila, eu volto, não sei quando, mas volto.

Ela me abraça e eu faço carinho nos seus cabelos.

— Agora tá na hora de dormir, porque amanhã é dia de escola.

— Quando eu crescer quero ser igual a você.

— Você vai ser melhor.

Voltei pro meu quarto, voltei a ler aquele e-mail pra ter certeza que não era nenhuma pegadinha, não pode ser, fiz a prova a uns dois meses, antes dessa bagunça começar.

Chequei minhas notas nos vestibulares e até tinha ido bem, ganhei algumas bolsas em boas faculdades mas nada como a Parsons, seria a melhor coisa pra mim ir para outro país agora, conhecer gente nova e ser feliz.

Deitei na cama, depois de acabar com o vinho  e dormi com a cabeça e o coração mais leves.

Acordei tentando pensar positivo nas coisas, desci as escadas e vi o Rafa, o Miguel e a Nat tomando café, me sentei do lado da mais nova com um sorriso no rosto.

— Bom dia meus caros amigos.

— O que aconteceu com ela? — Miguel perguntou para o ar.

— Aconteceu que minha vida vai tomar jeito.

— Conte um pouco mais Aurora. — Rafael disse me olhando enquanto mordia seu pão.

— Ontem eu terminei o que tinha com o Breno, fui assaltada, apanhei dos bandidos mas, a melhor parte foi quando vi um e-mail da Parsons School dizendo que eu vou poder ir pra lá, só estão me esperando. — Rafael começou a pular e gritar, não resisti e comecei a pular junto com ele enquanto Miguel nos olhava sem entender nada.

— Você fez a prova para Parsons?

— Sim, é que faz uns dois meses, aquela coisa do vídeo me fez esquecer de todas as provas que fiz mas eu vou para os Estados Unidos da América.

— Antes vamos trabalhar? — perguntou Rafa tentando disfarçar o incômodo que estava no ar.

— Não vou poder, tenho que falar com o sr José e com a Mari. Vou ligar para o Eduardo e pedir minha demissão.

— Se eu soubesse que você queria falar com ele tinha pedido pra ele esperar... — comentou Natasha baixinho, parece que ela nem queria que tivéssemos ouvido.

— Como assim Nat? — a indaguei e ela corou.

— Ontem a noite ele veio me ver, saiu daqui bem cedinho, antes do Rafa levantar...

— Vocês estão namorando? — Rafael estava curioso para o lado dela.

— Ainda não, estamos nos conhecendo.

— Todo mundo de casal e eu não, parece que o jogo virou não é mesmo? — perguntei jogando o cabelo rindo e fazendo meus amigos rirem.

Natasha saiu para a escola e Rafael para a gráfica pouco tempo depois, Miguel ficou em silêncio me olhando fazer as primeiras ligações, ele queria me dizer algo mas não sei se queria ouvir.

— Aurora, você está bem?

— To Miguel, to me sentindo bem.

— Você parece estranha, como se faltasse algo.

— Não pode me faltar nada que eu nunca tive, se você vai tentar me dizer que o Breno me ama e que ele quer muito ficar comigo e que foi tudo um mero erro, pode esquecer.

— Não vou dizer, só quero que você seja feliz e se o Breno não é capaz disso, que seja com outro.

— Obrigada. — me levantei e o abracei com força, eu precisava ouvir aquilo de outra pessoa que não fosse eu.

Miguel me soltou e foi embora, me deixando sozinha, subi para o meu quarto e comecei a colocar as minhas roupas nas malas, eu precisava dos meus livros, dos meus sapatos e dos meus assessórios, por isso as roupas eu coloquei na mochila mesmo.

Escutei a campainha tocar e larguei tudo lá em cima da cama pra atender, abri a porta e sr José estava com um buquê de flores amarelas estendidas para mim, peguei o buquê e o abracei com força, ele é como um pai pra mim.

— Parabéns minha querida.

— Obrigada sr José, entra, vamos conversar. — ele passou por mim indo até o sofá, fechei a porta e me sentei ao lado dele.

— Aurora, por que você decidiu ir assim, tão rápido pra essa faculdade tão longe.

— Sr José, eu passei e a Parsons é uma escola incrível para designers, é tão difícil conseguir entrar e eu consegui, tenho que ir.

— E você é designer? Eu só vi o que você faz nos panfletos e cartões dos clientes da gráfica.

— Eu vou mostrar pra ver o que o senhor acha.

Corri até o meu quarto, abri a terceira gaveta do guarda roupa, peguei a minha pasta de desenhos, voltei para a sala e me sentei ao lado dele.

— O senhor promete que vai ser sincero com a sua opinião? — ele concorda movimentando a cabeça, lhe entrego minha pasta e vejo ele abrir e avaliar meus desenhos.

Meu coração dói no peito de tão rápido que bate, meus olhos correm do rosto dele para o desenho e de volta ao rosto dele por diversas vezes. Sr José trabalha com desenhos, mesmo que de forma simples, a opinião dele me é muito válida.

— Aurora... Esses desenhos são a coisa mais linda que já vi, por que não me mostrou antes?

— Não sei... É que eu não consigo mostrar... Sei que vai passar e que todo mundo vai ver mas eu preciso ganhar confiança.

— Calma, eu sei que você vai perder o medo de mostrar seus desenhos, você tem todo meu apoio.

— Obrigada. — o abracei e relaxei meu corpo e a minha mente.

Não sou de mostrar meus desenhos, só meus amigos e minha irmã sabem disso.

Depois que ele foi embora eu soube que estava fazendo a coisa certa, indo atrás de ser feliz.


Notas Finais


Deixem suas opiniões gente, vamos conversar.


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