História A Felicidade Existe? - Capítulo 5


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Ficção Adolescente, Romance
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Palavras 1.084
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Mutilação
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - 5 - Meu Pai


As primeiras aulas foram calmas, anotava as coisas que os professores escreviam no quadro e diziam, que eu achava importante sobre os assuntos. Chegou a hora do intervalo e comprei uma coxinha e um refrigerante, tentei achar um lugar menos movimentado, me sentei numa mesa vazia, que ficava em um local mais quieto do colégio. Achei que teria paz, quando o Miguel surgiu e se sentou ao meu lado, pegando um pedaço da minha coxinha...

Miguel:- Oi, minha senhora!

Luara:- Primeiro, eu não sou sua, segundo que não sou velha pra ser senhora, e terceiro... QUEM TE DEU DIREITO DE PEGAR UM PEDAÇO DA MINHA COXINHA?! - Gritei mesmo, ninguém mexe com a minha comida!

Miguel:- Ei, ei, ei! Se acalma, Garota, vão pensar que 'tô' te matando - Ele riu

Luara:- Fez uma coisa bem pior que me matar, quando roubou minha comida!

Miguel:- Foi só um pedaço, que exagero!

Luara:- Não é exagero, é comida e é minha!

Miguel:- Tá, tá, depois te recompenso - Ele revirou os olhos

Luara:- Vou me lembrar disso! - Deixei escapar um pequenino sorriso

Miguel:- O que foi isso? Eu vi um sorriso no seu rosto, é isso? Alguns dizem que os sorrisos são detalhes da felicidade

Luara:- Eu vivo sorrindo, Querido, isso não significa em nada que sou feliz ou ao menos que conheço a felicidade! - Sorri vitoriosa

Miguel:- Você é difícil, hein, Garota?!

Luara:- Não sou difícil, as pessoas que não se esforçam muito

Miguel:- Eu 'tô' me esforçando pra caramba e mesmo assim você continua irredutível!

Luara:- Não 'tá' se esforçando o suficiente! - Sorri travessa e saí

Logo tocou e eu voltei pra sala de aula, assisti o resto das aulas de hoje e então fui pra casa, chegando, deixei as coisas no meu quarto e me troquei, fui servir meu almoço e vi minha mãe vindo até mim...

Mãe:- A Mabelle 'tá' dormindo, quando ela acordar ajeite uma comida pra ela, aproveita e arruma essa casa, pra vê se me ajuda! - Saiu fazendo drama

Suspirei e comecei a comer, quando terminei, aproveitei para lavar os pratos, porque mesmo que odeie, minha mãe chega cansada e se estressa com a casa bagunçada, fui indo pro meu quarto e arrumando toda a bagunça no caminho. Depois de arrumar meu quarto, me deitei e fiquei mexendo no meu notebook, um tempo depois minha irmã Mabelle acordou e fiz uma comida pra ela, voltei ao meu notebook e percebi que já era de noite, quando escutei gritos, suspirei, já sabia que meu pai tinha chegado de viagem!

Eu não entendia o motivo da vez, porém, aqui em casa não precisa de motivo forte para meu pai começar seu barraco! Me sentei na cama e vi ele abrir a porta, entrando e começando a brigar comigo, eu era a filha respondona, mas decidi ficar quieta dessa vez. Ele gritava por coisas fúteis, como por mim não ter lavado as janelas de casa, que segundo ele estavam podres e era minha obrigação ajudar minha mãe, mas eu era uma inútil que não faz nada só faz eles perderem dinheiro para me sustentar, ele não falou diretamente que só os faço perder dinheiro pelo sustento, todavia, voltou a jogar a carta: Eu quem pago sua escola e tudo seu! - Me segurei o quanto pude para não lhe responder.

Ele me segurava com força pelo braço e sua outra mão eu via tremer de raiva, ele não a controlava o suficiente para que parasse de me dar tapas no outro braço, sua mão era pesada o suficiente para machucar, mas eu não ligava para a dor exterior, meus punhos estavam cerrados e me controlava, minha vontade era de fazê-lo me soltar e gritar de volta, mas eu sabia que só dava mais briga e depois ele ia reclamar com minha mãe porque o respondi e ela brigaria comigo também. Ele me dizia que não estava me batendo e que se eu dissesse a alguém que ele tinha me batido eu estaria mentindo. O pior era ver Mabelle no canto do quarto, paralisada, ela nunca tinha o visto 'tão' violento, eu via que ela estava com medo e eu o odiava cada vez mais.

Quando ele enfim saiu, pedi que Mabelle se acalmasse ela quis ver nossa mãe, peguei uma tesoura numa mesinha perto e a guardei em meu bolso, precisaria de algo assim. Levei Mabelle até o trabalho de nossa mãe e a deixei lá com ela, depois saí andando, precisava de um tempo só. Chequei à uma praça e no caminho havia começado a chover, me sentei no chão encostada em um banco e comecei a chorar, abraçada às minhas pernas, com pouco tempo senti uma raiva misturada com mágoa dentro de mim e peguei a tesoura do meu bolso, a abri e segurei uma das lâminas, enquanto com força e raiva, passava a lâmina por meu braço, o mais forte que podia, tentando descontar toda aquela raiva em mim e acabar com aquele sentimento ruim, aquela sensação horrível que tinha, fiz um, dois, três cortes, até me sentir esgotada, me sentir fraca e cansada o bastante para não sentir mais nada além de vontade de chorar. deixei a tesoura cair sobre o banco e chorei mais, vendo a chuva lavar meus braços e levar meu sangue. De certo modo agradeço está chovendo, assim é mais fácil disfarçar. Chorava, enquanto sentia a chuva me banhar.

Quando me senti melhor, levantei e guardei a tesoura, lavada pela chuva no meu bolso novamente, então comecei a andar de volta para casa, não trouxe celular ou relógio, entretanto, deve ser tarde, saí da minha casa 21:00 PM, por aí. A chuva parou e quando cheguei em casa, cruzei meus braços para evitar que vejam os cortes, que já não sangravam mais! Minha mãe brigou pela hora, era quase meia-noite, e por ter ficado na chuva, ignorei e fui ao meu quarto, peguei um pijama e um casaco, terei que usar casacos de novo por algumas semanas, até cicatrizar por inteiro! Tomei banho e me vesti no banheiro mesmo, evitando minha irmã Mabelle, com quem eu dividia o quarto. Deitei e suspirei, tentei dormir e após um tempo consegui.

"Se um dia me perguntarem:

:- Como é sua vida com seu pais?

Perguntarei de fato:

:- Pais? Queres dizer minha mãe, sim? Pois meu pai morreu no dia que me xingou, me bateu e humilhou, ultrapassando os limites do meu aguentar, quando vejo o rosto assustado de minha caçula"

 



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