História A filha da empregada - Capítulo 19


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Arthur Weasley, Astoria Greengrass, Bellatrix Lestrange, Córmaco Mclaggen, Draco Malfoy, Fred Weasley, Gina Weasley, Gui Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Jorge Weasley, Lilá Brown, Luna Lovegood, Molly Weasley, Ronald Weasley, Viktor Krum
Tags Amizade, Harry Potter, Romance, Romione
Exibições 149
Palavras 1.417
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Pensem numa autora atarefada? Sim, essa autora sou eu! Então essa semana eu vim mais cedo, sexta invés de domingo, porque dificilmente eu conseguirei aparecer por aqui no domingo. Mas enfim, o capítulo é inteirinho Romione pra vocês! ❤
Espero que gostem!
Desculpem-me os erros ortográficos.
Boa leitura 😊

Capítulo 19 - Esqueça as mágoas


"Que droga!" pensou. Nem em seu dia de folga a deixavam dormir até mais tarde?

Não tinha a menor vontade de levantar da cama, não queria ver o rosto de ninguém. Só tinha vontade de ficar deitada e tentar esquecer tudo o que havia acontecido na madrugada anterior. Decidiu que ficaria trancada no quarto o dia inteiro e não levantaria para nada. Mas, a insistência de quem batia na porta a fez agir de forma contrária.

Levantou-se e abriu a porta, quando olhou no rosto de quem era tentou fechá-la no mesmo instante, mas a pessoa a impediu colocando o próprio pé no vão da porta.

"Que droga!" pensou novamente, mas dessa vez pensou alto já que o ruivo ria de seu comentário.

— Vai me deixar entrar ou vai continuar machucando meu pé?

— Desculpe! — disse abrindo a porta apressada e o ruivo entrou — O que você quer?

— Conversar. — disse sentando-se na cama da garota.

— Não estou com vontade de conversar com ninguém.

— Eu não sou ninguém.

— É o modo de falar.

— Gostei do seu pijama! — disse para distraí-la.

— Oh! — ela correu para vestir um roupão. — Acho melhor você sair daqui.

— Antes eu quero falar com você.

— Já disse que não quero.

— Eu te devo uma Hermione, sabe... por ter ficado comigo e me dado apoio naquele dia.

— Suas atitudes da madrugada já pagaram tudo, agora pode sair. — abriu a porta.

— Não pagaram não! Hermione, eu vim te pedir desculpas.

— Pe pe pe pedir o quê? — quase se engasgou.

— Sim, desculpas. Acho que tudo o que fiz pra você, depois de ontem...

— Não me venha com desculpas esfarrapadas, Weasley! Não pense que ter esmurrado Comarc como fez ontem vai fazer com que tudo o que fez pra mim se apague.

— Eu sei mas... Hermione eu quero mudar. Tudo o que você me disse ontem, me alertou sobre a pessoa horrível que sou.

— Não acredite em tudo que eu disse ontem, — ela fechou a porta do quarto — eu estava nervosa, devo ter falado bobagens demais. — foi sincera.

— Até sobre me odiar? — perguntou brincalhão.

— Hm, talvez eu não tenha dito tantas bobagens assim. — disse entrando na brincadeira.

— Eu sei que não mereço suas desculpas nem nada de você... mas, por favor Hermione, me deixe mostrar que eu posso mudar. — se aproximou dela — Quando chegou aqui me disse que poderia ser minha amiga, por favor me diga que a proposta ainda está de pé?! — pediu a olhando nos olhos.

Ela foi embriagada por seu perfume e perdeu-se na imensidão azul de seus olhos, suas pernas bambearam.

— Está... — xingou-se mentalmente de todas as palavras horríveis que conhecia. O que passava por sua cabeça quando aceitou ser amiga de Ronald Weasley?

— Obrigado! — ele a abraçou. Desde quando ele distribuía abraços?

Devia estar sonhando ainda, um sonho muito estranho devia admitir, mas um sonho.

— Ótimo, vá se trocar! — não estava sonhando, "que droga!" pensou mais uma vez.

— Me trocar? Me trocar pra quê? — perguntou ainda anestesiada pelo abraço dele.

— Vamos sair. Eu e você! Suzie já está preparando nosso lanche e... anda Hermione, vá se trocar!

Não soube por qual motivo o obedeceu, e quando deu por si estavam os dois estendendo uma grande toalha em cima da grama verde em um parque onde o ruivo havia a levado.

Sentaram-se e Ronald postou-se a arrumar o piquenique com as coisas feitas por Suzie, enquanto Hermione fitava as crianças que corriam pelo parque. Ele percebeu que ela tinha o olhar vago, então tentou iniciar uma conversa.

— Por que ele te bateu ontem? Comarc, não é? É esse o nome dele?

— Eu sei que está tentando ser gentil, mas por favor, deixe isso pra lá. Não quero falar ou pensar em mais nada que tenha a ver com aquilo. — disse sem olhá-lo.

— Ok.

— Por que de repente teve vontade de se aproximar de mim?

Ele agradeceu por ela não estar o fitando, a cara de espanto que fez com a pergunta dela foi horrível.

— Eu não sei. — mentiu.

— Você é maluco não é? — finalmente o olhou.

— Muito mais do que pareço! — o comentário à fez rir.

— Certo, se vamos ser amigos teremos que deixar tudo pra trás.

— Tipo esquecer todas as mágoas?

— Exatamente. Vamos começar tudo de novo, como se estivéssemos nos conhecendo agora! Vai, se apresente pra mim.

— Ok. — pigarreou — Meu nome é Ronald Weasley, eu tenho vinte e dois anos e...

— Ah não, não é assim!

— É sim! — disse bravo por ter sido interrompido.

— É claro que não! Quantas vezes você fez amizade com alguém dizendo "Oi, meu nome é Ronald Weasley e tenho vinte e dois anos e blá blá blá?"

— Então é como?

— Aja naturalmente! Vai, começa de novo.

— Oi, meu nome é Ronald. — disse sem saber como continuar e ela riu.

— Ok, a parte do nome não tem como mudar! — se deu por vencida — Posso te chamar de Ron?

— Pode! — disse sorrindo — E eu, posso te chamar de Mione?

— Você não sabe meu nome ainda!

— Aé, desculpe. Como você se chama?

— Hermione, mas eu deixo você me chamar de Mione. Você costuma vir aqui pra se divertir?

— Eu costumo vir aqui junto com meu amigo, ele gosta de fotografar o pôr-do-sol. Também venho aqui pra pensar na minha vida de vez em quando. E você?

— Eu já vim aqui, talvez umas duas vezes pelo o que eu me lembre.

— Sério?

— Sério... reconheci por conta daquela fonte. Na primeira vez que vim aqui meu irmão e eu mergulhamos nela, antes que nossos pais nos tirassem um funcionário do parque veio correndo e brigou com a gente dizendo que era proibido. — sorriu com a lembrança.

— Onde eles estão? Seu irmão e seu pai?

— Eu não sei... rezo todos os dias para que estejam vivos e bem.

— Você sente falta deles não sente?

— Sinto falta de ter uma família.

— Você pode ficar com a minha se quiser. — disse rindo.

— Adoro sua família, Ron, — ela usou o novo apelido dele — às vezes eu tenho tanta raiva de você por ser tão mal agradecido!

— Eu não sou mal agradecido! — irritou-se.

— Então não dá o devido valor as coisas que tem! Você trata seu pai tão mal às vezes que me causa repulsa. Me faz pensar no por quê de pessoas como você tem um pai por perto, enquanto eu ficaria muito mais do que feliz em saber se o meu está vivo. — ela parecia frustrada.

— Mione, você disse que sabe muita coisa sobre mim, acredito que seja sobre meu passado, mas eu não sei nada sobre você. Poderia me falar um pouco?

— Não, não agora.

— Tudo bem. — resolveu não insistir no assunto — Vamos falar de outras coisas... o que você gosta de fazer nas horas vagas?

— Ler. Eu amo ler! Acho que é a coisa que faço de melhor na vida.

— Devo discordar, a melhor coisa que faz é cozinhar. Sua comida é maravilhosa!

— É claro que você diria isso, come feito um porco!

— Eu não como feito um porco!

— Ah não? — disse rindo.

— Não.

— Se está dizendo. — deu de ombros — E você, o que gosta de fazer? Além de sair pegando geral, é claro.

— Eu não saio mais pegando geral. Fique sabendo que não fiquei com ninguém depois da Lilá.

— Também, as garotas devem estar esperando a baba da Lilá sair da sua boca. Quem iria querer beijar alguém que tem vestígios de Lilá nos lábios? — ela fez uma cara enojada e ele riu. — Mas ok, o que você gosta de fazer?

— Muitas coisas... comer, dormir...

— Sem necessidades fisiológicas por favor.

— Ok, eu gosto de desenhar, tocar...

— Tocar? — perguntou animada — Você toca?

— Sim. Toco violão, guitarra, bateria, piano. Mas, o meu xodó é o violão, o único que toco até hoje. Aliás, o único que ainda temos lá em casa.

— Você podia tocar pra mim algum dia?

— Hm, não.

— Por que não?

— Não gosto de tocar na frente das pessoas.

— Não será na frente das pessoas, será na frente de uma pessoa só: eu!

— E?

— Quer saber, não quer tocar? Não toque!

— Obrigado por compreender. — disse provocando-a, em troca recebeu um tapa e um gritinho de frustração. — Vamos comer então. Quer um sanduíche?

— De pão integral?

— Não, pão integral é horrível!

— Gina odiaria me ver comendo pão, ainda mais sem ser integral.

— Gina não está aqui.

— Mesmo assim...

— Ok então... fique ai me observando... enquanto eu como... esse maravilhoso... sanduíche... — falava pausadamente enquanto mastigava.

— Tudo bem, você venceu. — ela tirou o sanduíche das mãos dele e começou a comer.

— Vou contar a Gina...

— Se contar pode dar adeus a sua vida! — disse de boca cheia.


Notas Finais


Antes do namoro nós teremos uma graaaande amizade. Cheia de ciúmes, indiretas e muita troca de carinhos... Não vai dar pra fugir do namoro, né? haha
Espero que tenham gostado.
Nos vemos nos reviews?
Beijinhos 😘😘


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...