História A Filha da Favorita - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Palavras 1.664
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oii! Sejam bem vindos!
Espero que gostem da minha fanfic.
Estarei revisando ela ainda.
Fiquem a vontade para fazerem comentários, críticas.
Façam uma boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo 1


Fanfic / Fanfiction A Filha da Favorita - Capítulo 1 - Capítulo 1

Ana Vitória era uma donzela de 16 anos que, vivia com o seu avô na corte, o Visconde de Castro. Gostava de caminhar pelas redondezas, já que isso a fazia sentir-se viva. E em um dia desses, caminhava como em outro qualquer. - apesar de todos os comentários com os quais ela já estava acostumada a lidar - Foi quando dois homens - pouco mais de 20 anos - a encontraram e decidiram que a tomariam a força.

-Eu já pedi para vocês me soltarem! -gritava a moça após uma breve esbarrada.

-Ora, não finjas pudor. -eles riram. - Sabemos que prefere homens mais brutos, como nós... 

-Tu és uma vagabunda!... Tal como tua mãe. -tinha suas mãos presas por aqueles homens nojentos e violentos.

A gargalhada tornou-se mais intensa.

-Nós queremos apenas provar do prazer desta família que levou o imperador a loucuras...

No entanto, os gritos da moça foram ouvidos a tempo. Um homem que passava por aquela mesma rua tomou a posição de defendê-la.

-Soltem-a imediatamente! -assim que ouviram a voz autoritária daquele mesmo homem, obedeceram feito carneirinhos. -Afastem-se da moça!

-C...Conde...É...Estavamos apenas brincando... -tentou justificar-se um dos covardes.

-Sumam daqui!

Ana Vitória não sabia o que pensar, nunca ninguém a havia defendido com tanta determinação e veracidade antes.

-Eles a machucaram?

Estava tão perplexa que a única coisa que, naquele momento conseguiu fazer, foi negar com a cabeça em um gesto ainda receoso.

-Obrigada pela ajuda! -respondeu quebrando o silêncio.

-Não há o que agradecer. -assentiu. -Como se chama tão bela donzela?

-Chamo-me Ana Vitória. -respondeu a moça. -E o cavalheiro?

-Sou o Conde de Iguaçu, mas podes chamar-me somente por Pedro. 

Os olhares foram inevitáveis, o ponto crucial de suas vidas.

Não sabia Ana Vitória que em todas as manhãs, de agora em diante, ela encontraria naqueles mesmos olhos uma forma de proteção e amor.

_||_

O Conde lembrava-se daquele dia como se fosse ontem, por cinco anos ele teve a graça de acordar com o mesmo olhar, com o mesmo sorriso. - Em sua cabine lembrava-se de Ana Vitória que, agora sua esposa, encontrava-se tão distante. Viajara a negócios, a favor do imperador e, abordo do navio a única coisa que lhe consolava era lembrar-se de sua amada.

Ouve-se uma batida na porta.

-Licença. Posso entrar?

Pedro coloca-se em pé.

-Claro! -trata-se da princesa, com muita estima ele a reverencia. -Como vai alteza?

-Já disses para chamar-me apenas de princesa Isabel. -ela o corrige de forma simpática. -E estou bem, e tu, como tens passado?

-Pensando em Ana Vitória. -confessa. -Não vejo a hora de desembarcar no Brasil e rever minha esposa.

-Tu és um marido dedicado, tenho certeza de que Ana Vitória estás a aguardar ansiosamente por tua chegada. Da mesma forma que anseias em vê-la.

-Sim... Mas o que trouxe a princesa aqui, à minha cabine?... Saibas que é uma honra recebê-la.

-Vim tratar de um assunto que continua a intrigar-me. -ela sentou-se após o convite do Conde. 

-Ah... Suponho que estás falando das cartas que lhe entreguei assim que cheguei na Baviera.

-Pois, juras que não sabias mesmo de nada conde? -a princesa estava aflita.

-Absolutamente. Tudo o que sei é o que se comenta pela corte, mas acredites, não li estas missivas princesa.

-Acredito. Tu és um homem admirável. Agora que sei de toda a verdade, estou preparada para retornar a minha terra natal.

-Estas mesmo? Pois passarás por grandes preconceitos...

[...]

No corredor, um Senhor de pouco mais de 40 anos encontra com Capitão Leopoldo, um ex oficial da marinha portuguesa.

-Oficial Leopoldo! Como andas?

-Vou bem. E o Senhor Coronel Calheiros?

-Estou perfeitamente bem. -assentiu o homem com uma felicidade que mal cabia no peito. -Agora que reencontrei minha filha Francine.

-Pois tens uma bela filha coronel, com todo o respeito. Não faltarão pretendentes para a moça.

-Acredite Leopoldo, sou o mais interessado nesse assunto. -sorriu o coronel.

-É realmente uma pena nosso destino ser essa terra de selvagens. Rainha Carlota tinha razão. -o oficial cruzou os braços.

-O imperador é um jovem mimado e inconsequente que age sob a pressão de mediantes. -desabafou.

-Ao menos lá tem-se belas prostitutas! -tirou proveito o fanfarrão.

-Bom, isso é inegável, sem contar que algumas negrinhas são deveras atraentes...

-Para mudar o Brasil, somente instalando o regime Republicano. -sugeriu o coronel. -Com o fraco de Dom Pedro II no poder, pouco conseguiremos ser um país avançado.

Leopoldo concordou.

[...]

No Brasil, a moça Ana Vitória caminhava pelas ruas do comércio segurando uma sexta de alimentos. - pensava sobre a vida, como de costume. Tão distraída quanto uma pequena andorinha. -A moça tinha de enfrentar aquele trajeto em seu cotidiano, passando frente a casa de Dona Dolores e Dona Custódia quase sempre. Futriqueiras do jeito que eram, não gostavam da menina, a julgavam pecadora tal como a mãe. 

-Veja Dolores! Se não é a filha da favorita... Acordastes de mal-humor hoje Ana Vitória? -a provocaram.

-Para vocês é condessa Ana Vitória. -enfatizou a moça irônica. -E vê se arranja-te sua velha encrenqueira! 

-Velha?! -os olhos quase lhe saltaram da cara. -Ela me chamou de velha Dolores!

-Deixe estar minha irmã. -respondeu Custódia a favor da outra. -Essa daí é condessa só no título, pois o lote que é bom, esse já lhe falta faz tempo.

-Muito em breve se arrependerão. -Ana Vitória voltou-se.  -Não aborrecerão-me nem mais um só minuto. Pois estarão ocupadas reverenciando-me e será a minha vez de escarnecer de vocês. Guardarei bem seus rostos. -ela riu.

-Olha... Ela é tão sonhadora quanto a mãe.

-Ela ainda acredita que será uma princesa.

Cochicharam.

-Eu não serei, eu sou. E nada, nem ninguém vai me impedir de chegar onde eu quero. -Ana Vitória as encarou determinada.

Seguiu pela rua do comércio, o sangue lhe subiu a cabeça. -todo dia era uma nova provocação. Não que isso de fato a incomodasse, Ana Vitória tinha certeza sobre seu futuro grandioso. 

-Meu sangue me salvará! -repetiu para si própria. 

Foi quando em meio aos seus pensamentos mais afastados que acabou esbarrando em alguém. E por essa rua encontramos sempre quem menos dessejamos ver, hoje não foi diferente.

-Falando com sigo mesma Ana Vitória?

-Não venha aborrecer-me Delfim, não estou para gracejos hoje. -ela tentou afastar-se.

-Acalma-te! -ele a seguiu. -Deveria estar contente com a nossa quase vitória.

-Quase vitória? -ela parou. -Estas louco? O povo continua satisfeito com o Imperador.

-A semente da discrepância já foi plantada na mente de algumas pessoas. -comentou perverso, enquanto sorria.

-Espero que as peças do tabuleiro logo comecem a mudar de lugar. -disse Ana Vitória.

-Minha cara, não te preocupes. -tranquilizou Delfim. -Nem sempre o melhor caminho para a vitória é o ataque.

[...]

No paço Imperial, Bonifácio - o ministro - subia as escadas em direção ao quarto do príncipe, quando observou certa moça sair do quarto do mesmo. Tratava-se de Perret Collard, uma moça bem comentada na vila. - todavia era a primeira vez que o ministro a via na quinta. - E logo sua expressão mudou drasticamente. Entrando no quarto sem se importar com a forma na qual ele encontraria Dom Pedro, bateu a porta, segurando a raiva.

-Mas o que significa isso?

-Bom dia para você também Bonifácio! -cumprimentou o príncipe.

-Mal posso crer que está tornando-se a sombra de teu pai. Trocando assuntos do Reino por prazeres pessoais.

-Acalma-te Bonifácio! -disse ele tranquilo. -A aventura acabou esta manhã mesma. É que simplesmente não pude resistir a francesinha. -disse pensativo.

-Não é possível! Por que tenho a impressão de já ter ouvido isso antes...

-Já estou de pé. -disse ele desamarrando o roupão. -Se me der um tempo para vestir-me eu agradeço.

-Não demore! -Bonifácio retornou.

[...]

No navio que atravessava o Atlântico: Antônia, mucama da princesa Isabel, mantém-se ocupada lendo algum romance 'clichê', quando um homem de farda azul a aborda. - Tratava-se nada mais, nada menos que capitão Leopoldo.

-Palavras lhe prendem tanto a atenção?... -ele segurou o livro da moça -Poderia passar a noite toda falando ao seu ouvido na minha cama.

Antônia ficou ruborizada, mas sentiu-se atraída pela proposta.

-Ouvi você comentando isso com uma moça na noite anterior, acho que não vai funcionar comigo. -disfarçou

-Deveria se interessar por outras coisas. -ele a encarou.

-Como o que, por exemplo?... -deu um passo a frente de forma ousada. 

-Se for a minha cabine esta noite, eu terei o prazer de lhe mostrar. -o capitão sorriu e Antônia retribuiu com aquele mesmo tipo de olhar.

Um som de porta sendo travada atrás da moça fez com que ela se afastasse do rapaz.

-Antônia! Então tu estás aí! 

Tratava-se da princesa Isabel, que logo sentiu-se desconfortável com a presença do capitão. - era um homem que costumava inspirar-lhe desconfianças.

-Alteza! -ele a reverenciou tomando suas mãos. -Estás ainda mais irradiante por esta manhã. 

Isabel detestava aqueles elogios baratos.

-Agradeço o elogio Leopoldo. -assentiu de forma simpática, ainda que sua empatia por aquele homem fosse grande. -Mas preciso mesmo descansar, passei a noite inteira em claro, pensando...

-Sei que podes parecer ousado o que vou lhe dizer. -ele a interrompeu. -Alteza, ainda que eu seja sua última opção, podes contar comigo.

-Obrigada Leopoldo. Tenha um ótimo dia. 

-A princesa também.

-Vamos Antônia.

Assim que deu as costas ao pretensioso de Leopoldo, revirou os olhos. - mal podia esperar para ir em encontro de sua cama.

Entrando em seus aposentos, a mucama comentou:

-Desculpa Isabel, mas tu percebestes a intenção de Leopoldo?... -Antônia fechou o livro.

-Claro! Não sou parva. Mas este, chance alguma tem comigo. -ressaltou.

Assustaram-se quando uma silhueta alta saiu do banheiro. Tratava-se de um homem com a expressão deveras assustada, confuso - como se procurasse alguma saída. - As vestes não eram das melhores, parecia pertencer a uma ala inferior.

-Quem é você? -questionou a princesa.

[...]

Ana Vitória caminhava com os pés sobre as pedras, avistando a mais bela natureza ao seu redor. - o vento a consumia - Em parte, gostava de andar em lugares mais afastados, longe de todos os boatos do povo da cidade. Sentia-se bem como um pássaro ou uma simples borboleta a voar livre pela natureza. 

A água da cachoeira colidia contra as rochas e, aproximando-se da beira, ela pode perceber o quão alto estava - e é exatamente assim que desejava estar no futuro. Sobre todos, no poder. 

A manta que carregava sobre suas costas voara para baixo. - o vento estava deveras agressivo. - Então sentou-se e observou o tecido ser levado embora pelas águas, como algo corriqueiro.



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