História A Filha de Kardia - Capítulo 18


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Categorias Saint Seiya
Personagens Albafica de Peixes, Asmita de Virgem, Defteros de Gêmeos, Dégel de Aquário, Dohko de Libra, El Cid de Capricórnio, Hakurei de Altar, Kardia de Escorpião, Manigold de Câncer, Personagens Originais, Regulus de Leão, Sage de Câncer, Serafina, Shion de Áries, Sísifos de Sagitário
Tags Família, Kárdia, The Lost Canvas
Visualizações 63
Palavras 1.490
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Shounen, Suspense, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 18 - Salvando uma Vida


O dia amanheceu levemente nublado, com algumas nuvens encobrindo o céu, e o sol escondido entre elas. Alguns comentavam que aquilo era obra de Zeus, que aparentemente estava furioso com Apolo. Os motivos ninguém sabia, nem ousava tentar descobrir. Os deuses eram complicados. Era apenas mais um dia, como qualquer outro no Santuário de Atena. - exceto pela contraparte citada acima  e as rotinas que se repetiam obviamente -  porém, eram nessas pequenas repetições que erros eram reparados, amizades eram restauradas e a paz reinava por mais algum tempo.

Raki estava treinando com Aria, como o de costume, entretanto o treinamento foi interrompido quando a Ariana ficou sabendo, que seu pai estava passando mal. Rapidamente, subiu as casas anteriores a Escorpião como um furacão, assustando alguns de seus moradores tal como Manigold, Regulus, e Sisífo. Chegando lá, o viu se apoiando nas costas da cadeira, para se sentar. Ao dar o primeiro passo dentro da  casa, ele começou;

- Eu estou bem. - Kardia interrompeu Raki antes de ela falar algo, se sentando com dificuldade na cadeira.

- Não parece nem um pouco. Lorenzo me disse que o senhor andou se forçando muito mais do que deveria, teve desmaios frequentes, e ainda disse para não comentar nada comigo. - Raki cruzou os braços.

- E foi mesmo, não queria que você se preocupasse, nem perdesse o foco em seu treinamento.  - Kardia se recostou na cadeira, tentando aliviar um pouco da dor das costas.

- Mas mesmo assim eu me preocupo, esse suspense todo que o senhor tem mania de fazer é o que mais me preocupa. Não seria mais fácil conversar comigo sobre as coisas? 

Kardia ficou em silêncio, ela estava certa.

- O senhor já pensou em procurar um médico? - Indagou Raki se sentando no sofá próximo.

- E pra quê? Para me receitar gororobas, e dizer as mesmas baboseiras? Não. Prefiro evitar esse pessoal, e se for para morrer, eu morro feliz! Vivi uma vida boa, apesar dos altos e baixos. Tenho uma filha linda que já está crescida e já sabe se defender, e além do mais já servi a Atena o suficiente. 

- Não fale desse jeito, o senhor ainda pode viver por muito tempo ainda, não se imagina velhinho? Ou carregando seus netos nas costas? - Ralhou Raki em um tom divertido.

- Claro que eu penso, mas você sabe que tenho problemas no coração. Sei que a qualquer minuto, posso enfartar, ou dormir e não acordar mais. Portanto, não gosto de fazer muitos planos para o futuro, pois ele é incerto. - Kardia olhou para um lugar aleatório.

Raki mordeu seu lábio inferior em frustração.

***

O dia transcorreu normalmente, sem quaisquer preocupações, com Kardia prometendo que não iria se forçar mais. Com isso, a noite chegou rapidamente, sendo todos presenteados com um céu límpido, juntamente com a lua, que estava em seu ápice. Na clareira que dava acesso a vila de Rodório, Dégel aproveitou esse tempo livre, para observar as estrelas, hábito que por um período fora colocado de lado, pois suas obrigações ocupavam todo seu tempo livre.

Sua linha de pensamento foi interrompido, quando sentiu que algo se aproximava. Se preparando para o que viria a seguir, ele se surpreendeu quando Raki apareceu, trajando um leve vestido de cor esverdeada, parcialmente encoberto por uma manta.

- Oh, desculpe. - Se consertou rapidamente a moça, ao vê-lo. - Eu não sabia que tinha alguém aqui, volto mais tarde.

- Não se preocupe com isso. Pode ficar aí o tempo que quiser, eu não mordo. - Disse ele, fazendo algumas anotações em uma caderneta, depois de olhar seu livro. Raki se sentou em uma rocha próxima a ele, silenciosamente. Observando a bela vista oferecida pelas estrelas, perfeitamente alinhadas.

Dégel não sabia o porquê, mas se sentia bem perto da jovem ariana. Ela trazia uma paz de espírito que ele jamais pensara em ter novamente, depois de tudo o que aconteceu. Era como se fosse uma aura, acolhedora e determinada, que o fizesse lembrar de seus tempos de criança, - mesmo que não tenha sido uma infância igual a de muitos - em que brincava com Serafina. Na realidade, aquela aura se assemelhava a dela. 

Rapidamente, o Aquariano lançou tais pensamentos para longe. 

Afinal, por mais que os motivos que levaram ao desaparecimento de Serafina fossem um mistério, - e ele acredita que a moça ainda esteja viva, apesar da carta - o francês não poderia confundir as coisas. Pela bela moça de Bluegraad, era muito mais do que apenas amizade, era um instinto protetor que a cada dia crescia, apesar da distância e dos desafios impostos. Já por Raki... bem, ele não sabia explicar o que sentia sobre ela.

Talvez, um pouco de admiração? Inveja de Kardia por ter tido uma filha como ela?

Dégel foi tirado de seus devaneios, quando sentiu uma mão tocar seu ombro.

- Perdão. Eu não queria atrapalhar suas divagações. - Raki escondeu sua mão embaixo da manta que trazia, para se aquecer da noite fria. - Mas, o senhor vem sempre aqui?

- De vez em quando. - Respondeu rapidamente o Aquariano. - Ás vezes, venho para apreciar as estrelas, ou lê-las para entender algumas coisas.

- Você lê estrelas? - Perguntou Raki curiosa.

- Achei que isto devia ser natural de acontecer, até mesmo para os discípulos. - Devolveu dégel sem esboçar reação.

Raki baixou a cabeça envergonhada.

- Bem, o Mestre Shion me ensinou algumas coisas sobre as constelações, e a essência do cosmo. Mas, em boa parte das aulas eu estava com Atla brincando, ou vendo-o consertar armaduras. Os lemurianos são interessantes. - Finalizou a jovem fitando o céu, mas especificamente a constelação de Aquário.

- De certa forma. - Completou ele, olhando para ela rapidamente, depois voltando a fazer anotações. 

- Senhor Dégel... Perdoe-me a possível insolência de minha pergunta... mas, o senhor poderia ensinar a ler estrelas? Eu entendo caso o senhor não queira, afinal, tem Yui com seu treinamento e ela também deve fazer fazer aulas... - Raki disse a última parte como um sussurro.

- Não é insolência nenhuma esta pergunta, até porque Yui detesta fazer isso. Não entendo os motivos pelos quais ela se tornou Amazona, sendo que repudia esta maneira tão bela de aprender sobre sua própria constelação, mas não critiquei, apenas a acolhi e prometi treiná-la. Eu ajudo você com o que for necessário, me sinto ligeiramente honrado, de que alguém queira aprender algo tão importante. Ensinarei tudo o que sei a você, com o maior prazer.

- Obrigado senhor Dégel. Mesmo. - Raki sorriu, se aconchegando mais em sua manta.

- Não de quê. - Devolveu o francês.

 

                                                                                                   XXX

Kardia havia dispensado Lorenzo mais cedo hoje, até porque, ele não estava se sentindo bem. Seu coração palpitava quase como se fosse sair pela boca, algo que estranhara, ele não estava ansioso por nada. Ele prometeu que não iria se forçar, mas mesmo tendo parado ainda sim, nada havia melhorado.

Já havia tentado dormir, mas o sono não chegara. Leu uma página de um livro, mas se cansou rápido. Seria mais prudente ir pedir a ajuda de Dégel, mas apenas depois de dar alguns passos para fora de seu aposento, Kardia começou a se sentir um pouco tonto. Ele usou uma das mãos nas costas do sofá como apoio, e a outra em seu coração, mas acabou não aguentando e desmaiou na sala de Escorpião. 

Ele sabia que se ninguém viesse ao seu auxílio, talvez, ele não resistisse.

***

Raki se preparava para dormir, mas antes queria dar Boa Noite ao seu pai. Subindo as escadarias que antecediam Escorpião, ela dava boa noite a cada morador, educadamente. Ao chegar em  Escorpião, assim que colocou  seus pés na oitava casa, ela notou o silêncio e o clima um tanto quanto sombrio que se instaurou lá. Se dirigindo a sala, ela se assustou quando viu seu pai inconsciente. Ela correu em sua direção, se abaixando a sua altura e encostando sua cabeça em seu peito, procurando alguma batida. 

O coração dele batia, mas lentamente. 

Raki sabia que só havia uma pessoa, que poderia tentar salvar a vida de seu pai agora.

                                                                                                             ***

 

A jovem andava de um lado para o outro naquela sala, um tanto quanto nervosa. Já se faziam minutos, quase que horas, desde que Dégel estava ajudando seu pai.

Ela não sabia o que estava acontecendo lá dentro, mas estava demorando demais. 

Poucos segundos depois, o aquariano apareceu, Raki sem pestanejar correu em sua direção.

- Então? Como ele está? - Perguntou ela, rapidamente.

- Ele vai ficar bem. Estas crises de febre, em que ele desmaia são raras achei que até tinham parado de vez. São níveis alarmantes, mas tudo que Kardia precisa agora é descansar, ele vai conseguir dormir tranquilamente agora. - Dégel consertou os óculos em sua face, porém o que o surpreendeu, foi perceber que Raki o abraçava. 

- Muito obrigado, Dégel. 


Notas Finais


Ai gente, me perdoem pela demora! Meu notebook tava me trollando, e não queria enviar o capítulo da fic, levei até pro conserto e tudo foi normalizado. Voltei firme e forte, e apesar do cap estar pequeno, ainda sim fiz com muito carinho.
Talvez domingo saia outro, noa sei fica no ar esta hipótese!
beijos e abraços.


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