História A Filha de Tobias - Capítulo 2


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Personagens Personagens Originais
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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - A Ameaça


Fanfic / Fanfiction A Filha de Tobias - Capítulo 2 - A Ameaça

— Entre. — Zaqueu dá passagem para Mayuri.

— Com licença. — Mayuri adentra a tenda.

— O que você quer falar comigo? — Perguntou Zaqueu.

— Hã... primeiro eu quero te pedir desculpas por ter entrado assim, sem ao menos me apresentar. Sou Mayuri, filha de Tobias e Agatha. — Apresentou-se a jovem.

— Ah, sim... — Zaqueu sorri fraco, com um pouco de medo. Sabia de que Tobias a moça estava falando, e estava pensando que ela estava ali a mando dele para alguma coisa. — Me chamo Zaqueu.

— Prazer em conhecê-lo, Zaqueu. — Mayuri sorri docemente. — Vim aqui para falar sobre meu pai.

— Sente-se, por favor. — Zaqueu pediu, sentando-se em uma cadeira.

— Obrigada. — Mayuri senta-se em outra, de frente para o arqueiro. — Meu pai me contou antes de mim vir aqui tudo o que aconteceu entre vocês no passado. As brigas, as injustiças... — Iniciou e o arqueiro ficou em silêncio. — E eu gostaria de ouvir agora a sua versão sobre o passado. Me conte do seu jeito como tudo aconteceu.

— Bem... tudo começou quando Iru desafiou três guerreiros hebreus para um duelo às margens do rio, entre eles, Tobias. Ninguém gostou da ideia, e Josué ficou ciente dos duelos. Até o ajudei a montar um plano em que fingíamos que o acampamento estava sendo atacado por inimigos para que eles vissem que aquilo só nos colocaria em desvantagem diante dos inimigos. Mas infelizmente fomos atacados de verdade, pelos cananeus. Deus lutou conosco, por isso vencemos, mas dois de nós foram capturados: Uzi e Tobias. — Zaqueu engole em seco. — Uzi foi sacrificado para os falsos deuses, e Tobias foi torturado e teve um lado de seu rosto desfigurado... Após a queda das muralhas de Jericó, começamos a guerrear com os cananeus para conquistarmos a cidade. Aproveitando que os cananeus estavam com medo, Tobias fugiu e se encontrou com os hebreus durante a guerra. Quando ele voltou ao acampamento, Josué nos reuniu e agradeceu a ele diante de todos por ter sofrido por todos nós em Jericó. Reparei que a face dele estava cicatrizada de um lado, e perguntei baixinho à Chaia o que havia acontecido com o rosto dele, e ele percebeu e fechou a cara. Pouco depois, me aproximei dele e agradeci por ele ter sofrido por todos nós, e lhe estendi a mão para cumprimentá-lo. Mas ele apenas me olhou com rancor e se retirou. Eu fiquei muito constrangido, pois tudo mundo olhou aquilo. No dia seguinte, eu estava treinando com Iru e ele chegou ao local. O cumprimentei amigavelmente, mas não fui recebido da mesma forma: Tobias me culpou por tudo que lhe aconteceu em Jericó. Eu disse que não tive culpa de nada, e ele me mostrou o rosto ferido e me culpou por aquilo. Eu continuei insistindo que sou inocente. Ele pegou sua espada e começou a querer me ferir com ela, então tive que pegar a minha para me defender e começamos a lutar, até que ele me ameaçou e foi embora. Dias se passaram e me reuni com uns amigos à noite, e falei a eles que me casaria com Chaia. Eu não sabia que Tobias estava lá até o momento em que ele saiu de onde estava para me encarar ameaçadoramente na frente de todos por alguns instantes. Depois que ele se retirou, meus amigos me disseram para mim ficar tranquilo. No dia mais especial da minha vida, em que eu me casaria com o grande amor da minha vida, quando eu estava chegando à cerimônia, fui surpreendido por Tobias, que colocou uma faca em meu pescoço e me disse que se eu dissesse uma palavra, seria morto ali mesmo. Ele me amarrou e me conduziu até uma caverna distante do acampamento, onde me ameaçou e me torturou. Ele me disse coisas horríveis, me culpou novamente pelo ocorrido no confronto contra os cananeus e disse que Chaia não o quis por minha culpa. Eu não aguentei e gritei com ele. Então Tobias pegou a faca que usou para me ameaçar e começou a queimá-la. Ele queria desfigurar meu rosto com ela assim como seu rosto ficou deformado. Mas, como o Deus de Israel estava comigo, Ele enviou uma senhora para me ajudar. No exato momento em que Tobias me marcaria para sempre, ela deu uma flechada nele, que se retirou da caverna. Enquanto eles guerreavam, eu tentei me desamarrar, e depois que consegui, fugi. No caminho encontrei Salmon e Otniel, que estavam a minha procura. Seguimos para o acampamento e no caminho encontramos a senhora que me ajudou caída no chão, desacordada e ferida. Tobias havia a machucado, e eu a levei até a tenda de Darda, mãe da minha esposa, onde ela foi cuidada. Dias depois Tobias foi julgado diante de todos, e ele admitiu que me sequestrou e me torturou. Ele disse que Chaia era o grande amor da vida dele, e me culpou outra vez por seu rapto. Juro que tentei me segurar, mas ele estava abusando da minha paciência. Gritei com ele e quase o agredi, mas meus companheiros me seguraram. Ele foi condenado a vinte chibatadas diante de todo o acampamento de Gilgal. Eu não queria vê-lo passando por isso. Nem Chaia, que me abraçou e chorou assustada. Uma semana depois do julgamento, Chaia e eu fomos à tenda do sacerdote Eleazar para que ele nos casasse em segredo. Não queríamos festa depois de tudo o que aconteceu, queríamos algo discreto. Lógico que queríamos que todos soubessem, mas o importante éramos estar casados diante de Deus. Nos surpreendemos quando Tobias adentrou a tenda interrompendo a cerimônia. Por um momento todos nós pensamos que ele iria estragar tudo novamente, mas foi para me pedir desculpas por tudo. Disse que estava arrependido. E eu acreditei e aceitei. Mas vi que era tudo mentira quando descobri que ele sabotou minhas armas que utilizei na batalha contra os cananeus de Ai, me deixando indefeso diante dos inimigos. Um general cananeu cravou sua espada em meu peito e eu fiquei entre a vida e a morte. Depois disso ele ainda aprontou muito comigo, e deu uma flechada na própria irmã, que foi capturada pelos inimigos e dada como morta, e me culpou. Todos me julgaram, me chamaram de assassino, e eu tive que fugir para bem longe dali. Muitos anos depois minha inocência foi provada, e eu voltei ao acampamento. Aqueles foram os piores anos da minha vida. Eu esperava tudo de Tobias, tudo. Menos isso. Você tem noção de como é ruim ser julgado e culpado por algo que você não fez? Todos ficam contra você, todos, e é aí que você descobre a força que você tem, porque você precisa dela. — Zaqueu desabafa e chora na última parte, ao se lembrar do momento mais difícil de sua vida.

— Ah, Zaqueu... — Mayuri suspira fundo, com pena do arqueiro. — Se eu pudesse consertar tudo o que meu pai fez no passado... aliás, eu vim aqui para isso. Eu tentei persuadi-lo a te pedir desculpas, mas você sabe como ele é. Não quis de jeito nenhum. Então eu vim aqui te pedir desculpas por ele. Desculpa por tudo o que ele te fez. — Mayuri diz triste.

— Não precisa se preocupar, eu estou bem, está tudo bem agora. E você não tem que me pedir desculpa, afinal, nada do que aconteceu foi culpa sua. — Zaqueu sorri fraco, enxugando as lágrimas.

— E o que aconteceu depois de tudo isso? — Perguntou Mayuri.

— Tobias ainda não aceitou o fato de Chaia não querê-lo. Em uma noite, estava tão irritado, que foi até Naftali, onde bebeu até ficar embriagado. Caminhando pelo local, encontrou Agatha, a qual levou para sua tenda, onde geraram você. Luas depois, Agatha descobriu que estava grávida e casou-se às pressas com Tobias, para esconder a vergonha. — Contou Zaqueu.

— Então eu sou fruto de um pecado? — Perguntou a adolescente, um tanto incrédula.

— Sim. — Confirmou Zaqueu. — Tobias gosta de Agatha, mas ainda é obsessivo por Chaia.

— Não acredito que eles esconderam tanta coisa de mim... — Mayuri sussurra para si mesma.

— O que disse? — Perguntou Zaqueu.

— Nada. — Mentiu Mayuri.

— Bem... eu vou até a tenda hospitalar visitar minha esposa. — Zaqueu se levanta.

— E eu cuidar do meu rebanho. — Mayuri se levanta também. — Obrigada por hoje. Você é um homem bom, Zaqueu. Deveria existir mais pessoas como você. — Sorriu e se retirou.

NA TENDA HOSPITALAR

Zaqueu adentra a simples tenda com a intenção de visitar sua amada esposa, mas é surpreendido ao ver Tobias gritando com Chaia sobre sua obsessão.

— Já basta, Tobias! — Zaqueu grita, irritado. — Não acha que já passou dos limites com essa sua obsessão? — O arqueiro encara o vilão.

— Não vou sossegar enquanto Chaia não for minha. — Diz Tobias.

— Chaia nunca será sua! Nunca! — Gritou Zaqueu.

— Se Chaia não for minha, não será de mais ninguém! — Gritou Tobias, colocando uma faca no pescoço da curandeira.

— Tobias... — Zaqueu sussurrou desesperado.

— Se você não sumir do acampamento até daqui a uma hora, Chaia será morta. — Ameaçou o Monstro Hebreu.

Zaqueu se retira lentamente da tenda. Estava com medo do que Tobias poderia fazer com sua esposa assim que saísse dali. 

No caminho até seu rebanho, Mayuri vê Zaqueu caminhando para cada vez mais longe enquanto chorava. Achando aquilo estranho, a adolescente pega seu cavalo e começa a cavalgar, seguindo os passos do arqueiro.



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