História Coração azul - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Percy Jackson & os Olimpianos
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Palavras 1.335
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Musical (Songfic), Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Prólogo- o documento falsificado


 

 

 

 

 

 

Olha, eu sei que seja lá quem estiver lendo isso não vai seguir o que quer que eu fale, mas me sinto obrigada a pelo menos dizer: o que quer que aconteça a você após reconhecer um aspecto de sua vida nessa merda que eu estou escrevendo, não é minha culpa okay? okay. Então vamos começar.

Acho que um bom primeiro passo é me apresentar então... Meu nome é Kira Yannick, tenho 17 anos, 1,70 de altura, olhos muito azuis e cabelos vermelhos. Neste momento você está tipo: ah, com vermelho você quer dizer ruivo ,certo? Pois é, não. Com vermelho eu quero dizer vermelho mesmo, tipo vermelho vermelho, da cor do sangue na neve, depois de um genocídio no inverno (é, bem especifico mesmo). A do cabelo vermelho é que é mal de família sabe? Minha mãe tinha ,e pelo que vi em fotos, minha avó também.

No momento, estou voltando para casa, passando por uma área residencial, segurando uma carta de suspensão , que surpreendentemente é a quinta num espaço de três meses. Enfim, olho para o lado e vejo crianças brincando em seus jardins, e por um momento, a inveja me invade... Não, eu não podia ficar ali parada, pensando sobre como minha vida era triste e horrível, minha mãe precisava de mim em casa.

Apertei a carta com força para afastar aqueles pensamentos, agora tornando-a mais amassada do que já estava por ter estado na minha mão por um longo tempo. A aquela altura, eu já tinha passado pelo bairro residencial de classe média e passava para o meu bairro, o bairro residencial de classe alta.

Coloquei a senha na porta e abri a mesma com um suspiro, me preparando para o inferno. minha mãe não estava na entrada, então fui até a cozinha, onde, a medida que eu me aproximava, ouvia cada vez mais altos sons de bip.

No caminho, eu encontrei minha irmã mais nova, Rose, ela estava vendo TV encolhida no sofá na sala ao lado da cozinha.

-  Oi. Cadê a mamãe?- Perguntei delicadamente. Ela era uma das únicas pessoas com quem eu realmente me importava.

- Oi! A mamãe está na cozinha, ela está estranha hoje. - Ela falou me olhando e sorrindo. Por mais que ela tentasse esconder, eu via que ela estava com medo, eu praticamente a criei.

- Está tudo bem.- Eu falei dando um beijo em seus cabelos vermelhos.

Me retirei da sala aonde se encontrava minha irmã, chegando na cozinha, encontrei minha mãe tentando ligar o fogão, no qual eu havia mandado instalar um sistema para impedir que acontecessem acidentes como o da ultima vez.

- Até que em fim, uma empregada! Esta porcaria não liga! Estou aqui a horas!- Ela disse se dirigindo a mim.

- Deixa senhora, eu faço isso para você- Eu disse meio desolada, o que ela não pareceu notar.

- Serio? obrigada! Salvou minha vida! Uma mulher gravida não deve ficar muito tempo sem comer!- Ela exclamou batendo palmas e se sentando na não tão grande mesa.

- De nada.- Disse com uma falsa animação. Se quer saber de uma coisa, aprendi a fingir muito bem.

 

Agora vocês devem estar pensando: Uau, como ela é dramática, é só mais um caso de pais negligentes que não prestam atenção nos filhos e os tratam como empregados para depois bancar os pais. Mas, não, eu até queria que fosse tão simples! A fonte disto e da perda da minha infância tem um nome, e não é negligencia, abuso infantil ou trabalho infantil, isso se chama mal de Alzheimer em estagio avançado.

Eu me lembro do dia do diagnostico, eu era pequena, tinha oito anos, mamãe tinha começado a apresentar sintomas que eu era nova demais para entender, mas eu era bastante inteligente, mais até do que algumas crianças muito mais velhas que eu era naquela época, então sabia que tinha que ligar para o hospital, caso algo estranho acontecesse com a saúde de alguém. Eu liguei para 911 e quando a ambulância chegou, ficou surpresa de encontrar uma criança de oito anos segurando uma criança de dois anos e explicando para uma adulta de trinta e um anos com olheiras gigantes ( mesmo que não a fizessem menos bonita ) o que estavam fazendo do lado de fora.

FLASHBACK ON

 

 

 

Eu sei que tem algo errado com a mamãe, são tantos médicos, do que será que eles estão falando? Rose está dormindo então acho que posso que ir até lá e ver o que está acontecendo.

- Nos temos de fazer mas alguns testes, ela tem duas filhas- disse o primeiro médico.

- É Alzheimer, não tem duvida, outro teste não vai mudar isso, a mulher é louca, pirada, seria um perigo para as próprias filhas se saísse deste hospital. Temos de chamar o serviço social- Disse o segundo médico. Eu queria chorar, mas tinha de ser forte, por Rose e pela minha mãe.

- Não podem chamar o serviço social até que se prove que não há parentes próximos mais velhos que possam assumir a guarda dos menores em questão - Eu falei. Não sabia de onde tudo aquilo tinha vindo, mas pareceu assustar os médicos o bastante para que eles saíssem do local, o que me deu tempo o suficiente para que eu não fosse eu mesma de novo, algo pareceu me possuir, tudo o que eu sei é que eu invadi um lugar, pesquisei alguma coisa, imprimi essa coisa, e enganei mamãe para assinar o papel. Mais tarde descobri que sem querer, eu tinha falsificado um documento de emancipação. Mas isso não é tão importante agora, o importante é que um tempo depois eu estava em uma sala com uma médica.

- Olá querida. -Ela disse docemente sorrindo.

- Oi moça. - eu respondi timidamente.

- Então, onde está seu pai?- Ela perguntou.

- Eu não sei, mamãe nunca me mostrou o papai -Respondi para ela.

- Você tem algum vovô ou vovó?-Perguntou sorrindo.

- Mamãe disse que eles estão no céu, mas nunca me disse como chega lá- respondi meio chateada.

- Ok, mas e um titio ou titia? Você tem? - Ela perguntou

- Não, somos só eu mamãe e Rose- Eu respondi novamente.

- Tudo bem, nós vamos te levar até aquela moça legal e ela vai levar você e Rose para tomar um sorvete, tudo bem?- Ela disse sorrindo. Eu percebi que aquele não era um sorriso de verdade, e, do nada, eu não era eu de novo.

- Não. -Eu (ou quase) disse simplesmente.

- Desculpe, como?- Ela disse confusa. - Tudo bem ,se não gosta de sorvete, ela pode... - Ela foi cortada por mim (ou quase)

- Eu sei quem ela é, ela é do serviço social, e ela vai levar a mim e a Rose, e vai ser só questão de tempo até sermos separadas no sistema falho. - Eu falei e ela me olhou chocada.- Vocês chamaram o serviço social para duas crianças, mas cometeram o erro de não alegar insanidade, "o que uma criança de oito anos poderia fazer não é mesmo?" Bem eu vou te responder, a criança de oito anos fez a mãe com Alzheimer assinar os papeis de emancipação e se tornou legalmente capaz de cuidar da mãe e da irmã mais nova, tomei estas medidas quando ouvi dois médicos da sua equipe conversando sobre a Alzheimer da minha mãe. - Ela me encarava mais do que chocada.- Você não precisa me dizer as opções de tratamento para minha mãe, eu sei que Alzheimer é uma das doenças com as quais a ciência falhou, e que não existe uma cura, e que seu estado vai se deteriorar até que chegue um ponto em que ela não vai se lembrar como se respira sozinha, e então o seu sofrimento acabe.- Eu falei e não esperei para sair pela porta, desviar da assistente social, pegar Rose, ajudar minha mãe a se levantar e ir para casa para finalmente, voltar a ser eu.

 

FLASHBACK OFF

 

 

 

 



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