História Coração azul - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
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Palavras 1.043
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Musical (Songfic), Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Prólogo- minha historia "feliz"


 

 

 

 

 

 

Olha, eu sei que seja lá quem estiver lendo isso não vai fazer o que quer que eu fale, mas me sinto obrigada a pelo menos dizer: o que quer que aconteça a você após reconhecer um aspecto de sua vida nessa merda que eu estou escrevendo, não é minha culpa okay? okay. Então vamos começar.

Acho que um bom primeiro passo é me apresentar então... Meu nome é Kira Yannick, tenho 17 anos, 1,70 de altura, olhos muito azuis e cabelos vermelhos. Neste momento você está tipo: ah, com vermelho você quer dizer ruivo ,certo? Pois é, não. Com vermelho eu quero dizer vermelho mesmo, tipo vermelho vermelho, da cor do sangue na neve, depois de um genocídio no inverno (é, bem especifico mesmo). A do cabelo vermelho é que é mal de família sabe? Minha mãe tinha ,e pelo que vi em fotos, minha avó também.

No momento, estou voltando para casa, passando por uma área residencial, segurando uma carta de suspensão , que surpreendentemente é a quinta num espaço de três meses. Enfim, olho para o lado e vejo crianças brincando em seus jardins, e por um momento, a inveja me invade.

Apertei a carta com força para afastar aqueles pensamentos, agora tornando-a mais amassada do que já estava por ter estado na minha mão por um longo tempo. A aquela altura, eu já tinha passado pelo bairro residencial de classe média e passava para o meu bairro, o bairro residencial de classe alta.

Coloquei a senha na porta e abri a mesma com um suspiro, me preparando para o inferno. minha mãe não estava na entrada, então fui até a cozinha, onde, a medida que eu me aproximava ouvia mais e mais altos sons de pancadas em algo metálico.

No caminho, eu encontrei minha irmã mais nova, Rose, ela estava vendo TV encolhida no sofá na sala ao lado da cozinha.

-  Oi. Cadê a mamãe?- Perguntei. Mesmo que eu negasse com minha vida, ela era basicamente tudo que eu tinha.

- Oi! A mamãe está na cozinha, ela está pior que o normal hoje. - Ela falou me olhando e sorrindo. Por mais que ela tentasse esconder, eu via que ela estava com medo, eu praticamente a criei.

- Está tudo bem.- Eu falei dando um beijo em seus cabelos vermelhos.

Me retirei da sala aonde se encontrava minha irmã, chegando na cozinha, encontrei minha mãe literalmente espancando o pobre fogão, o qual ela estava tendo uma evidente dificuldade em ligar.

- Até que em fim alguém! Já não basta ter de me localizar nesta casa enorme, ainda tenho que ficar aqui por horas tentando ligar esta porcaria!- Ela disse se dirigindo a mim.

- Deixa senhora, eu faço isso para você- Eu disse meio desolada, o que ela não pareceu notar.

- Serio? obrigada! Salvou minha vida! Uma mulher gravida não deve ficar muito tempo sem comer!- Ela exclamou batendo palmas e se sentando na não tão grande mesa.

- De nada.- Disse com uma falsa animação sentindo um grande nó na garganta.

Os três passos diários são:

1. Respire fundo e não tenha nem uma anormalidade depois disto.

2. Não olhe diretamente nos olhos e confirme o que deve ser confirmado.

3. Sorria e seja forte, a noite tudo passa.

Respirei fundo e pisquei algumas vezes a mais para afastar as lágrimas antes de começar a ferver a agua para fazer macarrão com carne pela décima terceira vez em treze dias.

- Então, com quanto tempo está?- Perguntei engolindo toda a raiva e frustração que sentia.

- Oito meses e três semanas, na verdade.- Falou olhando ao redor com pouco interesse na conversa.

- Que bom. É o seu primeiro?- Perguntei já sabendo a resposta que ela daria.

- Sim, é.- Disse ainda acariciando a barriga.

- E, o nome qual é?- Perguntei me recusando a sucumbir a angustia.

- Kira. Mas não tenho certeza de que vou ficar com ela, acho que não seria a melhor mãe.- Falou olhando para baixo com um sorriso triste.

- Tenho certeza que seria.- Falei sorrindo e servindo o prato de macarrão já pronto e engolindo a raiva.

Quando me virei, rapidamente enxuguei a lágrima que me permiti deixar escapar e segui para a sala com uma maçã que havia pegado furtivamente na saída da cozinha jogando-a sobre minha irmã.

Após me retirar da sala subi ao meu quarto e me deitei na minha cama olhando para o teto. Me perguntava, naquele momento, se eu não podia ser uma ignorante e irresponsável como todos da minha idade e só, sei lá, aproveitar as festas e comprar meu próprio carro?

Acho que a este ponto devo explicar o que está acontecendo aqui não é? Bem, isso pode até ser bem mais simples do que tudo tem sido ultimamente, posso até definir em só uma palavra, e ela é Alzheimer em fase intermediaria.

Quer uma explicação melhor? Bem, podemos começar pelo fato de que minha mãe nunca foi a melhor mãe do mundo, embora ao menos tenha se esforçado ao máximo. Ela sempre me deu aula em casa e me deixou o mais longe o possível de tudo e todos, e foi por isso que eu saí de casa aos quinze anos após entrar com um processo de emancipação, bem, na verdade não só por isso, na época ela começou a passar de uma pessoa boa e gentil para uma pessoa apática e agressiva, ela nunca chegou a agredir nem eu nem minha irmã, mas ainda sim, ela destruía objetos e gritava conosco com bastante frequente. Meu ponto é que, no ano depois da minha partida recebi uma ligação de que minha mãe tinha chegado na emergência com queimaduras no braço e que minha irmã mais nova tinha chamado a ambulância em desespero por ajuda. Quando cheguei no hospital, recebi uma noticia que fez meu mundo cair, minha mãe tinha Alzheimer precoce e que os maiores motivos pelos quais eu havia a deixado, eles eram sintomas comuns da doença.

No final eu fiquei com a guarda da minha irmã e com a responsabilidade de cuidar da minha mãe doente além de uma "herança" gigantesca deixada pela minha mãe e pelos meu avós.

Yep, a historia mais comum de todos os tempos

 

 

 

 

 

 

 



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