História A filha do chefe - Capítulo 50


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Categorias Oscar Emboaba
Personagens Oscar Emboaba, Personagens Originais
Tags Chelsea, Clara, Mourinho, Oscar
Exibições 67
Palavras 2.152
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Esporte, Famí­lia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Aquele toc básico de fazer o capítulo no tamanho certinho para dar 100.000 palavras para 50 capítulos!

GENTE CHEGAMOS A CEM MIL PALAVRAS, QUE ISSO.
CEM MIL VEZES A FILHA DO CHEFE!!!!
Boa leitura <3

Capítulo 50 - Uma babá para dois - 2 temporada


Como as coisas passam rápido, Clara e Oscar logo já estavam em sua casa, com suas coisas e a mulher mal podia acreditar. Ela carregava Caio nos braços enquanto Oscar tinha nos seus Monalise, a menininha olhava torto para Clara e o novo bebê, definitivamente ela não tinha gostado da ideia de ter que dividir seus pais com alguém, ainda mais um novo irmão. Levaria tempo até ela perceber a verdade, que Oscar e Clara tinham mais alguém para cuidar, mesmo que o novo bebê não fosse dois anos mais velho que ela, eles seriam próximos, pelo menos Clara esperava.

Cada espaço, cada pedacinho, tudo na residência era perfeito, era como se Oscar tivesse entrado na cabeça dela e entendido como ela queria as coisas. Clara sabia que tinha dedo de Gabi e possivelmente Dani também para fazer aquilo, só não sabia se tinha Amanda também, era bem possível que a amiga tivesse ajudado e feito a atriz quando ela ligou para a mesma a alguns dias antes, Clara conhecia a amiga e como Amanda poderia mentir se isso fosse para o bem da mesma, teria tempo de perguntar agora, mas agora só queria curtir a sua belíssima nova casa.

Alguns dias se passaram e o problema atual de Clara e Oscar era outro, Matilde tinha levado Monalise para passar alguns dias com Petr, visto que a mulher estava em Londres ajudando José a terminar os preparativos para a mudança dele para Manchester de fato, antes o treinador iria visitar a nova casa da filha, com isso seria o fim das férias antes da primeira temporada com os red devils. Já o casal Osclara se preocupava com o futuro próximo, que incluía achar uma babá para seus dois filhos, o pequeno Caio e a arteira Monalise que não parava quieta.

— Lembrou do que eu te falei? — Clara se arrumava a frente do espelho.

— O que? — Oscar não tirava o olhar do vídeo game. — Foi sobre as compras no supermercado? A dona Sheila já comprou a lista que você deixou.

— Não era isso seu idiota. — Ela revirou os olhos ouvindo a campanhinha chamar. — Elas chegaram! — Clara bateu as palmas.

— Elas? — Oscar pausou o seu jogo olhando pra noiva que já saía do quarto. — Ô CLARA VOLTA AQUI!

— Não grita. — Ela apareceu na porta. — As candidatas á babá, esqueceu já?

— Isso é mesmo necessário? — Oscar já vestia uma camisa. — Você pode ficar aqui e cuidar das crianças com a Dona Sheila.

— WOOOOOW! — Clara parou no corredor e encarou Oscar. — Se você espera que eu fique em casa como boa esposinha você vai se casar com a pessoa errada, ouviu?

— Não é isso amor. — Ele segurou as mãos dela. — Nossos filhos estão muito pequenos pra colocarmos gente estranha dentro de casa, com a Dona Sheila foi diferente, ela trabalhou pra mim um tempão antes de ter contato com a Moonie.

— A resposta é não para essa sua tentativa camuflada de me fazer ficar em casa. — Ela balançou a cabeça negativamente. — Eu gosto de estar lá fora, no campo, vendo o jogo não nasci pra ficar em casa, presa como um animal, seu animal.

— Ô mulher cabeça dura. — Ele balançou a cabeça rindo. — Mas eu vou te ajudar a escolher uma babá, não vai ser qualquer uma, tem que ter os atributos.

— Você não me começa com essa coisa, se for uma babá bonita demais eu vou descartar. — Ela apontou pra Oscar.

— Você tem que dar chance a todas elas, amor. — Ele riu. — E se for uma boa babá?

— Vai passar óleo de peroba nessa tua cara de pau, Oscar. — Ela revirou os olhos.

Dona Sheila foi quem recebeu as quatro mulheres, elas estavam na sala sentadas no grande sofá e esperando que Clara e Oscar chegassem. O homem foi logo cumprimentando todas que se levantaram, ele era expansivo e as cumprimentou com um abraço e beijinho no rosto o que já não deixou Clara feliz. Dona Sheila olhava a patroa e segurava a risada, mas nada poderia fazer em relação a isso, assim que Clara acenou ela deixou a sala e voltou para a sua cozinha, onde ficava a maior parte do tempo. Eles olharam as quatro mulheres mandadas pela agência a ambos.

— Genevive Bartozzi? — Clara chamou com a ficha na mão. — Venha comigo por favor.

— Ordem alfabética? — Oscar olhou para as fichas enquanto ia caminhando para sala ao lado com a esposa. — Por favor seja justa com todas elas.

— Não foi você mesmo que disse sobre colocar uma estranha dentro de casa? — Ela riu transpondo a porta. — Eu serei justamente cruel com todas.

— Ainda mais com a do decote. — Oscar riu ocupando uma cadeira.

— Essa vai ser a mais investigada, onde já se viu. — Clara torceu os lábios olhando para a candidata a sua frente. — Pode se sentar aí.

— Obrigado. — Ela respondeu.

Clara olhou a ficha, era uma mulher que deveria ter uns trinta e tantos anos, quase quarenta, parecia uma mãe, na verdade a sua mãe, via o olhar de Matilde. O olhar de Clara foi ao rosto que parecia impecável com a maquiagem, o cabelo que não havia um fio fora do lugar e o salto que era maior que o dela e que fez um barulho que a irritou quando batia no piso, mesmo com o ar de segurança que ela lhe dava ainda haviam pontos que a deixavam um pouco confusa, a mulher não parecia uma babá mesmo.

— Você é babá á quanto tempo? — Oscar puxou a conversa.

— Bom ... — A mulher coçou o queixo. — Há uns dois anos ou mais.

— É bem recente. — Clara olhou a ficha. — Vejo aqui na sua ficha que tem experiência com crianças maiores, não trabalhou com bebês e crianças de colo?

— Não senhora, mas eu ...

— Você tem filhos? — Clara cortou a mulher já perguntando.

— Sim, dois meninos que eu adotei há alguns anos. — A mulher sorriu, mas logo ficou mais séria.

— Os adotou quando eram bebês ou crianças de colo? — Clara rebateu e Oscar só olhava.

— Não. — A mulher respondeu baixo. — Mas se você me der a oportunidade ...

— Muito obrigada Senhora Bartozzi. — Clara sorriu de levantando. — Vamos levar em conta seu currículo e experiências, já está dispensada e pode chamar a próxima.

— Tudo bem. — A mulher se levantou e deixou a sala rápido.

— Meu deus. — Oscar encarou a futura esposa. — Você não acha que foi arrogante demais com essa mulher?

— Ela não tem experiência com crianças pequenas e bebês, além de que é impecável demais. — Clara respirou fundo. — Não vou confiar meus filhos nela.

— Você que sabe. — Ele cruzou os braços. — Vamos a próxima.

— Vai lá chamar então. — Clara falou.

Oscar chamou a loira que estava sentada no sofá falando no celular, ela desligou com um grande sorriso, eu nome era Isadora Viccioli, ela cumprimentou o jogador e veio no maior papo ocupando o seu lugar a frente do mesmo e de Clara. A portuguesa olhou para o marido como se perguntasse se tinha certeza daquela coisa, realmente ela não queria acreditar que aquela garota – que deveria ter quase a sua idade pra talvez não dizer menos – estava querendo se candidatar a babá com aquela postura, mas como Matilde já tinha lhe ensinado: Não se julga um livro pela capa.

— Então senhorita Viccioli. — Clara olhou a moça. — Qual sua experiência com crianças?

— Eu cuido de bebês e crianças pequenas desde sempre. — Ela sorriu de forma inocente.

— Desde sempre ... — Clara encarou o futuro marido. — Quando?

— Eu tinha 13 anos quando comecei a olhar bebês, então tem ... — Ela parou para contar. — Uns 10 quase 11 anos.

— Eu gostei dela, tem experiência. — Oscar comentou com meio sorriso e Clara o cortou com o olhar.

— Você tem algumas cartas de recomendação. — Clara as olhou.

— Sim, meus antigos patrões são ótimos. — A garota sorriu olhando para o casal a sua frente. — Muito gentis.

Depois daquela o casal ainda entrevistaram mais duas, a primeira deixou Clara um pouco receosa, ela estava com um gato nos braços e dizia que não poderia deixa-lo em casa, já que o mesmo desmaiava constantemente, os dois fizeram a mesma cara de “que merda é essa?” ao ouvir cada palavra da senhora. A última tinha uma criança com ela, o menino sempre intervia e uma hora ela deu um beliscão para que ele parasse, o que deixou Oscar totalmente sem jeito e Clara assustada, depois ela pediu desculpas e falou que nem era filho dela, o que os assustou

— Já decidimos quem vai ser não é? — Oscar olhou as fichas. — Isabela.

— Isadora. — Clara o corrigiu. — E não mesmo, você não vai ficar babando nos peitos da nova babá dos nossos filhos.

— Qualé. — Ele resmungou. — A menina tem experiência, cartas de recomendação, vai pegar no pé dela só porque ela é gostosa?

— Ela é o que?! — Clara encarou o marido.

— Desculpa. — Ele falou baixo. — A gente obriga ela a usar uma burca, uns dentes feios ou alguma coisa que a deixe horrível mas não assuste as crianças, ela tem potencial, olha aí.

— Okay, pode ser a loira. — Clara acabou cedendo.

Dias depois daquele impasse os dois precisariam estar na sede do Milan, Oscar para os seus primeiros treinos, já Clara tinha a Milan TV, era quase a mesma função que ela fazia em Londres praticamente. Na sua cabeça ainda ficava matutando sobre ter deixado Oscar a convencer sobre aquela babá, mas a menina tinha boas indicações, ela não poderia negar isso, mas agora não era momento para pensar na babá das crianças, tinha um novo emprego, ele possuía pessoas desconhecidas, não era como o Chelsea, não era o seu lar, mas a partir dali teria que ser de uma forma.

Em uma rodinha no campo alguns jogadores do Milan treinavam naquela manhã, ainda estavam a espera de Vicenzo Montella, seu treinador. O comandante da equipe tinha ido se reunir com a diretoria, algo sobre um novo jogador que tinha sido contratado mas que estava sendo mantido em certo sigilo. Na brincadeira do bobinho estavam poucos jogadores que participavam da pré-temporada, como Carlos Bacca, Kaisuke Honda, José Ernesto Sosa, Manuel Locatelli e até o jovem goleiro Gianluigi Donnaruma. O mais jovem do grupo tentava tirar a bola dos companheiros e conseguiu tirar Kaisuke que olhava algo além do campo de treino.

— Temos um novo bobinho. — O goleiro se gabou pegando a bola. — Kai?

— Quem é aquela ali? — Ele, Kaisuke, apontou com a cabeça para uma moça que entrava no campo junto com alguns funcionários do Milan. — Vocês conhecem?

— Se vai trabalhar aqui é novata. — Sosa comentou também olhando. — Saberemos em breve.

— É bem gata, caralho. — Donnaruma soltou sendo estapeado na cabeça por Locatelli. — Que foi?

— Não é pro seu bico, juvenil. — Manuel Locatelli falou e fez os outros rirem. — Vamos voltar pro bobinho, é a vez do Kaisuke.

— Bebê Donna tem razão, é muito gata. — Carlos Bacca até então calado se pronunciou. — Alguém deveria ir lá cumprimentar a moça. Mostrar a hospitalidade milanesa.

— Êrêrê, isso vai dar merda. — Sosa balançou a cabeça. — Vou me juntar aos outros antes que um de vocês faça algo errado. — O meia se afastou indo para perto de um grupo formado por Matías Fernandez, Gustavo Gomez e M’Baye Niang.

— Agora que o covarde do Ernesto Sosa se foi ... — Kaisuke começou. — Juvenil vai lá sondar a moça.

— Eu? — Donnaruma riu olhando o companheiro de time.

— É, você. — Bacca insitiu. — Anda.

— Manu ... — Donarumma olhou o meia.

— Não olha pra mim. — Locatelli tirava o seu da reta.

Gianluigi Donnaruma quase nunca questionava os experientes colegas de time, apenas tirou suas luvas e foi na maior inocência que o mundo lhe permitia. Caminhou rumo a moça e outras pessoas, percebeu que todos eles eram da Milan TV, com quem já havia falado um punhado de vezes e que não se cansava. Ele ficou pensando que realmente ela poderia ser uma novata que estivesse lá para conhecer as dependências do clube. A cada vez que ele se aproximava o grupo o olhava mais e se dispersava um pouco, só havia sobrado a moça e outros dois caras bem ali.

— Olá. — Ele foi simpático em dizer e estender a mão para moça. — Gianluigi Donnaruma, você é nova aqui?

— Eu sei quem é você. — Ela riu apertando a mão dele. — Clara Félix, jornalista e futura cara da Milan TV.

— Agora sim a TV desse clube vai ter uma linda cara. — Ele riu se aproximando dela. — Cá entre nós, esses caras não são o que chamamos de atraentes para âncoras de um TV de clube.

— Você sempre é tão gentil com as moças que trabalham no Milan, Sr. Donnaruma? — Clara perguntou cruzando os braços e sorrindo.

— Somente as mais bonitas. — O goleiro piscou. — Como a senhorita, que não me é estranha, acho que já te vi em algum lugar com certeza.

— Talvez porque eu seja filha de ...

— Porque diabos você está dando em cima da minha esposa? — Oscar a interrompeu surgindo do nada e deixou Donnaruma com um frio na espinha de medo.



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