História A filha do Conde - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Categorias Dracula Untold, Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Drácula, Emma Swan, Once Upon A Time, Regina Mills, Vampiro
Visualizações 119
Palavras 2.282
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, FemmeSlash, Ficção, Magia, Mistério, Misticismo, Orange, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yuri
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá meus preciosos ♥
Sei que estou atrasada, mas tenho motivos. Uma sucessão de acontecimentos (alguns bons, outros não) acabou me tirando do ar durante alguns dias. Mas não estou aqui para falar disso, quero avisá-los de que esse provavelmente é o último capítulo dessa fic, que será postado.
Porque?
Porque A Filha do Conde vai virar livro!!! Siim, isso mesmo. Essa história vai buscar uma chance nesse mercado literário maluco e como sabem, os direitos de publicação exigem que ela seja retirada do ar.
Então, se você acompanha essa história, comente aqui embaixo, mesmo que nunca tenha comentado antes, que eu vou estar tomando a liberdade de te adicionar ou me envia uma mensagem privada. Porque assim que o livro estiver disponível, eu vou te mandar aquela mensagem marota, com linkzinho e tals. Eu sei que atualmente, é um grande problema a gente conseguir um dinheiro extra pra gastar com livros, dvd's e essas coisas, tô fazendo das tripas ao coração pra conseguir lidar com gastos sem falir no meio do caminho, mas eu quero pedir por favor, por favorzinho, para vocês darem uma ajuda pra essa escritora. Eu sempre quis publicar um livro e vi nessa história a oportunidade pra isso e conto com vocês, pra ver isso se realizando e para ter no mercado, mais um livro, que inicialmente era uma fanfic SQ.

Capítulo 17 - Visita Inesperada


Dois anos se passaram desde a mudança e agora vampira e humana viviam como um casal em Los Angeles. A princípio, Emma havia se assustado com a grandeza da cidade, já que estava acostumada com as pequenas estradas da vila onde até então morava, recusava-se a sair sozinha por medo de acabar se perdendo nas várias ruas e vielas da cidade. Mas aos poucos, acostumou-se com o local e agora andava contente, sorrindo para os transeuntes que encontrava em seu caminho.

A loira havia entrado em uma escola de música e ganhara de presente de Regina um violoncelo, que carregava com orgulho e tocava com perfeição, fazendo com que a vampira se deleitasse ao ouvir o som produzido pelas mãos leves que tinha sobre o instrumento.

Não foram poucos os rapazes interessados em ambas as mulheres, elas receberam diversas propostas de casamento e educadamente recusaram cada uma delas, alegando serem viúvas ou simplesmente contando a verdade e assumindo-se como o casal que eram, o que causava certa indignação e expressões de nojo.

A vida íntima delas havia melhorado consideravelmente, faziam amor quase todas as noites, agora sem pudores ou medos, já que o autocontrole de Regina superara todas as expectativas da mesma, proporcionando-lhe a capacidade de viver normalmente, sem temer matar sua amada a qualquer segundo. Emma por sua vez, iniciara uma dieta rígida e incluíra em sua alimentação todas as vitaminas, sendo assim, as vezes podia se entregar ao prazer de ser mordida por sua vampira.

Certa noite, Emma voltava de um dos ensaios na escola de música, quando foi surpreendida por um rapaz, que a puxou violentamente para um beco escuro. Ele jogou-a contra a parede e após lhe estapear, chupou forte a pele de seu pescoço, marcando-a. A loira debatia-se, na vã tentativa de escapar dos braços de seu agressor, que agora a jogava no chão e ajoelhava-se sobre ela.

Logo o homem ergueu a saia de seu vestido e deparou-se com as marcas em suas coxas, onde Regina normalmente a mordia.

—Vejo que é meretriz de sanguessugas – Gargalhou – Então pode me servir também.

No momento em que o sujeito abria as próprias calças, foi puxado de cima de Emma. A loira apenas sentiu o peso ser retirado de seu corpo e sentou-se, ainda um pouco tonta. Na pálida claridade noturna, pode ver dois vultos não muito longe dali e apertando os olhos, percebeu que um bebia do sangue do outro. Sorriu.

Levantou-se devagar e limpou a saia do vestido, em seguida pegando o estojo com seu violoncelo, que caíra quando o homem a atacou. Olhou para a lua enquanto esperava e não demorou até que passos suaves se aproximassem dela, seguidos por um beijo leve em seu rosto.

—Você está bem? – Regina perguntou preocupada.

—Sim, obrigada. Você me salvou.

—Sempre salvarei.

De mãos dadas, fizeram o restante do caminho até a casa onde moravam, deixando para trás um corpo completamente drenado. Assim que entraram, Regina curou o pequeno corte que a loira tinha nos lábios, aproveitando para beijá-la longamente.

—Toque para mim? – Pediu ela.

Emma sorriu, adorava tocar para sua amada. Retirou o instrumento do estojo e logo iniciou um dos solos de Vivaldi, que tocava com suavidade e emoção, fechando os olhos a cada acorde e os abrindo apenas para vislumbrar a tranquilidade que habitava a face da vampira, sua vampira.

Regina, por sua vez, admirava a forma como sua amada se movia. O violoncelo parecia ser uma extensão dela mesma e seus braços se encaixavam ao redor dele como se fosse uma parte de seu próprio corpo. As expressões em seu rosto se modificavam conforme os acordes e quando abria os olhos, todo o ambiente parecia iluminado por seu sorriso.

Ao terminar, Emma se levantou e curvou-se em uma pequena reverência, que a morena prontamente aplaudiu.

—Acho que hoje devemos comemorar – Regina sorriu – Afinal, amanhã completam dois anos desde que chegamos aqui.

—O que tem em mente?

—Um bom vinho, que tal? Posso ir buscar um naquela adega, de onde sempre trago. Ainda não fui capaz de encontrar um lugar com vinhos melhores por aqui.

—Perfeito – Regina foi até a loira e lhe beijou calmamente, saindo em seguida.

Desde que deixaram a Transilvânia, a vampira aos poucos tentava se adaptar aos hábitos humanos, para que pudesse agir normalmente em eventos sociais. Nas primeiras vezes em que bebera vinho, o estômago rejeitara, mas bastaram algumas tentativas para que seu paladar se habituasse ao sabor da bebida, na qual as vezes ela costumava acrescentar algumas gotas de sangue.

Emma calmamente guardou o violoncelo no estojo e o levou até o quarto, onde costumava deixá-lo sobre uma poltrona. Ao voltar até a sala, um arrepio lhe subiu pela espinha e a loira olhou ao redor, certa de que algo estava errado, porém, não conseguiu encontrar nada de diferente e logo foi até a cozinha, para deixar prontas as taças que usariam.

—Olá, queridinha – Uma voz desconhecida soou atrás dela e o fino cristal foi ao chão, seus pedaços espalhando-se por todo o cômodo.

—Quem é você? – Emma se virou rapidamente, encontrando-se com um vampiro que nunca havia visto. Ele aparentava meia idade e usava os cabelos um pouco grisalhos na altura dos ombros.

—Chame-me de Gold – Ele fez uma pequena mesura – Não se preocupe, não irei machucá-la. Na verdade, estou aqui para falar com a herdeira de Drácula, mas eu não imaginei que obtivesse dela uma recepção tão.... Calorosa – Sorriu – Porque não vamos até a sala? Não quero que acabe se cortando nesse vidro.

Sem responder, Emma passou pelo vampiro e foi até a sala, sentando-se ainda em silêncio. A postura reta e os braços cruzados não deixavam que o nervosismo que sentia se mostrasse, sabia que a essa altura, Regina já não era uma recém-criada e Gold parecia ser um vampiro de idade avançada, sendo assim, a morena com certeza tinha desvantagens caso decidisse se envolver em um combate físico com ele.

—O que você quer aqui? – Emma espantou-se com a firmeza da própria voz e o vampiro a olhou durante alguns instantes.

—Por quanto tempo pensaram que poderiam se esconder? – Ele foi direto e a loira fechou os olhos com força, sabendo do que ele falava – Ou pensaram que com o passar do tempo, as criaturas da noite acabariam desistindo dessa busca? Ora, querida, sua vampira é capaz de andar ao sol, estamos todos nos roendo de curiosidade para saber como ela consegue isso, enquanto nós ainda somos obrigados a esperar que a noite caia.

Antes que Emma pudesse dizer alguma coisa, a porta da residência foi aberta de forma abrupta e Regina entrou já com as presas a mostra, havia sentido o cheiro do visitante e a garrafa de vinho era apertada em sua mão, prestes a se transformar em cacos.

—Regina, que bom que chegou – Gold saldou-a formalmente, enquanto se levantava e a morena desviou os olhos para Emma, um pouco confusa.

A loira que até então permanecera sentada, levantou-se rapidamente e foi até ela, pegando a garrafa de sua mão e agarrando-se ao seu braço. Ao mesmo tempo em que precisava da segurança que a vampira lhe passava, tentava enviar para ela alguma calma, pelo medo de que decidisse combater Gold.

—Interessante – Ele as olhava surpreso, um brilho estranho em seu olhar acabou denunciando que não estava ali para violências e Regina acalmou-se um pouco, cobrindo a mão de Emma com a sua – Quantas surpresas a filha de Drácula ainda nos revelará?

—Quem é você? – A morena perguntou séria – E o que está fazendo aqui?

—Me chamo Gold – Pensou um pouco – Agora, responder sua segunda pergunta é um tanto quanto complicado. Digamos apenas que vocês duas tem sorte e eu fui o primeiro a encontra-las, inclusive desviei alguns vampiros que estavam por perto.

—Se sua resposta é complicada, deveria começar logo – Rosnou baixo, sentindo o aperto de Emma em seu braço.

—Minha cara, eu já disse para sua.... Humana? – Balançou a cabeça – Que os vampiros estão um pouco inconformados com o fato de que você seja capaz de caminhar ao sol. Todos queremos saber como isso é possível, mas a maioria de nós não está disposto a ter uma conversa, como eu estou fazendo.

—Podem me encontrar, irei eliminar um por um.

—Você não percebe o quão arriscado isso pode ser? – Gold voltou a sentar-se – Regina, esses vampiros pensam que serão capazes de caminhar durante o dia, se tomarem de seu sangue e do dela – Apontou para Emma e surpreendeu-se novamente ao ver a vampira abraçar a moça de forma protetora, como se a qualquer momento alguém pudesse tentar ataca-la – Desculpe, mas eu não estou entendendo a forma como age com ela, por um acaso seria a loira o motivo de suas caminhadas diurnas?

Regina virou-se para Emma e elas se encararam durante alguns instantes, Gold não deixou de perceber que pareciam conversar apenas pelo olhar e logo a loira balançou a cabeça positivamente, suspirando em seguida. Elas então sentaram-se no outro sofá e a vampira olhou demoradamente para o estranho diante de si.

—O quanto você conhece sobre a Transilvânia?

—Muita coisa, vivi lá durante alguns anos, não se lembra? – Regina o olhou confusa – Eu estive certa vez nas proximidades de seu castelo, você ainda era uma pequena menina e de forma inocente me deu uma das rosas de sua mãe, alegando que eu era como seu pai e então....

—Sim – Ela disse após alguns segundos – Me lembro bem, você ia até o castelo todas as noites e eu o esperava com uma rosa. Na época eu imaginava que ia até lá pelas flores, mas não era por isso, era?

—Oh não, obviamente eu as achava encantadoras – Sorriu, lembrando-se – Mas minha real intenção era acabar com a existência de Drácula. Devo dizer, Regina, que apenas não o fiz por você. Eu tenho certo apreço por crianças e a ideia de deixá-la órfã tão pequena acabou me levando a deixar meus planos para mais tarde. Eu pretendia retomá-los agora, mas veja só, novamente você toma a frente de seu pai e dessa vez me traz uma surpresa ainda maior – Pensou um pouco – Mas você era humana, não era?

—Sim, deixei de ser graças ao Drácula que você não deveria ter tido pena de exterminar.

—Não esperava por esse ódio – Gold olhou-a surpreso – Mas não vim até aqui para relembrar o passado.

—Retomando; você diz conhecer a Transilvânia, então certamente conhece Ravena?

—A bruxa? Oh sim, fomos grandes amigos em algum momento dessa minha longa existência.

—Drácula foi até ela – Essa frase chamou a atenção de Gold, que fixou seus olhos na vampira, absorvendo cada palavra que saía de seus lábios – Ele queria ser um andarilho do dia.

—Mas ele ainda se esconde nas sombras....

—Sim, quando eu descobri seus planos, fui até Ravena e apesar de ela o estar orientando, não lhe agradava em nada a ideia de vê-lo caminhando ao sol. Então, me aliei a ela.

—Ela fez de você uma andarilha do dia?

—Não – Regina balançou a cabeça – Isso não é tão simples quanto vocês estão pensando. Poderiam drenar todo o sangue de nosso corpo e ainda assim continuariam a se esconder como ratos.

—O segredo é um coração puro – Emma manifestou-se, atraindo para ela o olhar de Gold – Um coração puro e um amor verdadeiro.

—Eu não estou compreendendo aonde quer chegar, querida.

—Regina nunca quis ser transformada – Um nó se formou na garganta da loira e agora ela falava com a voz embargada – Por isso tem tanto ódio do pai, ela jamais teve vontade de ser uma criatura da noite e a partir do momento em que foi transformada, sua existência resumia-se em culpa pelas vidas que tirava.

—Apenas por sede, nunca por prazer – Gold começava a entender as palavras de Emma – Continue.

—Quando nos encontramos, encontramos o pedaço que faltava em nossa alma. Somos a mesma alma, o amor verdadeiro com os laços mais fortes que poderia existir – Emma falou com convicção e Regina sorriu enquanto tirava uma lágrima do rosto da loira – Esse é o segredo que tanto procuram e que nenhuma de nós pode oferecer.

—Isso é magnífico! Não percebem? Tudo em vocês é digno de um estudo complexo, começando pelo fato de que vivem uma relação tão espontânea, mesmo que naturalmente uma seja o predador e outra a presa, são a mesma alma, dividem um amor verdadeiro – Gold estava embasbacado e encantado com toda a informação que recebera – Como descobriram tudo isso sobre si mesmas? Em que ponto conseguiram a junção dessas duas coisas para que Regina pudesse andar ao sol?

Emma corou e abaixou a cabeça, enquanto Regina levantou uma sobrancelha para o vampiro e sorriu com o canto da boca, vendo a expressão de entendimento lentamente se apossando de seu rosto.

—Entendo, entendo – Ele ficara um pouco sem jeito – Minha cara, apenas temo que não serão capazes de convencer os outros vampiros de tudo isso, eles realmente não estão interessados em uma conversa esclarecedora.

—Devo dizer novamente as mesmas palavras que disse logo que nossa conversa começou, eu matarei cada um que tentar algo contra Emma.

—Eu poderia propor uma união?

—Que tipo de união?

—Modéstia à parte, mas eu sou um vampiro poderoso, Regina. Minha existência tem mais anos do que gosto de admitir e eu tenho contato com a maioria dos grandes nomes mundiais. Eu poderia ajuda-la, tenho certeza que juntos, poderíamos exterminar quaisquer vampiros que tentassem uma aproximação.

—Sua oferta é tentadora, Gold – Regina levantou-se e ele fez o mesmo, olharam-se – Eu temo pela segurança de Emma e isso faz com que eu esteja disposta a me aliar a você. A questão é, o que pedirá em troca por sua ajuda?

—Simples, querida – Sorriu – Quero que me entregue uma cria sua.

 


Notas Finais


E ai? Acham que A Filha do Conde merece essa chance?
P.S. O link do livro também estará disponível no meu perfil, assim que for publicado.


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