História A Filha do Coringa: a Origem - Capítulo 18


Escrita por: ~

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Categorias Batman, Esquadrão Suicida, Originais
Personagens Bruce Wayne (Batman), Comissário James "Jim" Gordon, Coringa (Jack Napier), Harleen Frances Quinzel / Harley Quinn (Arlequina), Jason Todd, Personagens Originais
Tags Ação, Batman, Coringa, Duela Dent, Esquadrão Suicida, Filha, Mistério, Robin, Romance
Exibições 58
Palavras 2.049
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá, pessoas! Desculpa a demora de novo, é que eu estava adiantando um capítulo grande e surgiram uns imprevistos no meio do caminho, também.
O título do capítulo é uma referência à uma das músicas temas do filme Esquadrão Suicida, Ballrrom Blitz da banda Sweet. Basicamente significa "ataque ao baile" :)
E tem outra surpresinha no final do capítulo para quem não sacou ainda...

Capítulo 18 - Ballroom Blitz


Meu instinto foi correr imediatamente para o salão. Meus pais estavam lá. Meu coração disparou. O que estava acontecendo? Não conseguia ver quase nada das janelas, todas elas estavam com as cortinas fechadas, só era possível discernir vários vultos.

            Entretanto, Jason me segurou bem forte, abafando o grito que eu estava prestes à soltar e me impedindo de dar passos em direção à porta que levava ao salão.

            - Shhh, fique quieta – Jason alertou em meu ouvido, num sussurro quase incompreensível. – E não se mova. Eu vou contar até três e vou te soltar, ok? Fique parada bem aqui. 1, 2, 3.

            Jason soltou suas mãos da minha boca e do meu corpo. Eu era uma estátua. Mal respirava ou piscava.

            Observei enquanto Jason se aproximava sorrateiramente da porta e das janelas. Parecia um gato. Ele encostou suas costas na parede e nossos olhares se encontraram. Acho que devia estar aparentando muito desespero, pois seu olhar se suavizou e logo se transformou em amargura. Jason encostou o dedo indicador na boca, como sinal de que era para eu ficar quieta. Balancei a cabeça levemente, confirmando que eu tinha entendido o recado.

            Jason, então, inclinou mais perto em direção à janela onde havia uma pequena brecha entre as cortinas e tentou espiar para ver o que estava acontecendo lá dentro.

            Antes haviam mais gritos e choros, mas agora era possível ouvir alguém discursando. Entretanto, não conseguia compreender uma palavra sequer. Tentei prestar mais atenção no que escutava, mas não foi preciso esforço para escutar um tiro, gritos e uma risada que atravessou minha espinha e eriçou todos os meus pelos. Gelei. Meus olhos esbugalharam instantaneamente.

            Será?

            Meu olhar e o de Jason se encontraram. Fiz uma pergunta silenciosa. Ele meneou a cabeça “sim”.

            Meu mundo parou. Mamãe e papai, e várias outras pessoas inocentes estavam lá dentro, com um psicopata. Não sabia o que fazer. Será que eu me escondia? Onde? Não tinha lugar nenhum para ir, estávamos presos nesse terraço e se entrássemos no salão, provavelmente apontariam armas para nós e atirariam sem hesitar. Além disso, ninguém sabia que o baile estava sob ataque, tínhamos que avisar a polícia. Mas como?

            Nem percebi, mas Jason já estava em ação, andando pelo terraço e analisando o lugar, resmungou algo como: “precisamos sair daqui”. Ele parou perto de mim, ergueu a barra de uma de suas calças e tirou algo que parecia uma... arma. Meus olhos arregalaram, mas ao olhar mais de perto, havia um gancho na ponta. Por quê diabos Jason teria algo assim escondido?

            - Tire os saltos – sussurrou, ocupado com a arma. – E os esconda na planta.

            - Jason...

            - Shhh, não fale – então ele finalmente olhou em meu rosto e viu o medo estampado em minha expressão. – Eu tenho um plano, confie em mim e faça exatamente o que eu mandar. Ok?

            Seus olhos não mentiam.

            - Ok – respondi.

            Jason voltou a atenção para seu brinquedinho, e eu me apoiei nele para poder tirar os sapatos. Rapidamente levei os saltos caros para a planta e os escondi entre as várias folhas dela. Ao retornar para Jason, ele imediatamente envolveu minha cintura com uma de suas mãos, a outra segurava a arma de gancho.

            - Segure-se em mim – ele ordenou, e eu envolvi meus braços em seu pescoço, sem questionar. Não tinha ideia do que seu plano envolvia, mas pelo menos ele tinha um plano. – Bem forte – enfatizou.

            Então sua mão com a arma apontou para cima, e então atirou o gancho –preso à uma corda - que se prendeu no telhado do prédio. Testou a resistência da corda e do gancho, soltando o seu peso algumas vezes.

            - Ah... Jason... – eu já tinha entendido o que iria acontecer.

            - Shhh... no 3– advertiu, já seguro. – 1... 2... 3.

            Nunca senti tanto medo em minha vida do que aqueles 20 segundos em que apenas um gancho pequeno nos sustentava no ar. E íamos subindo rápido. Senti as borboletas baterem suas asas freneticamente em minha barriga. E um grito se perdeu no fundo da garganta, não porque eu estava me controlando, mas porque ele realmente não saiu mesmo.

            Não olhei para baixo, nem para lugar nenhum. Meus olhos estavam fechados com força, e meus braços se agarraram ao pescoço de Jason com medo de cair, mas eu não liguei para o fato de que podia estar sufocando-o. Entretanto, seu braço continuava me envolvendo pela cintura, apertando-me contra ele, como suporte extra.

             Nem pude imaginar a dor de estar sustentando nós dois com uma só mão – segurando na arma – e o desespero de não me deixar cair.

            Entretanto, quando menos esperava, o braço de Jason se desvencilhou do meu corpo, lentamente, e meus pés tocaram em algo duro e resistente. Seria um chão? Mas meus olhos continuaram fechados, minhas mãos os cobrindo. Estava com medo demais para abri-los. Tantas perguntas circulavam em minha cabeça.

            Só queria acordar desse sonho.

            - Ei, está tudo bem, Cecy – Jason me abraçou e acariciou minha cabeça por um tempinho. – Você está segura. Abra os olhos – ele tirou as minhas mãos do rosto, me fazendo olhar onde estávamos.

            Nos encontrávamos meio espremidos numa pequena sacada, dois andares acima do salão. Fiquei encarando o terraço em que estávamos agora há pouco, receosa. Jason continuava segurando em mim, sendo minha âncora, a única coisa que me impedia de ser arrastada pela corrente da insanidade. Minha “outra eu” já estava começando a se manifestar em minha mente. A visão dos meus olhos já estava começando a oscilar.

            Consegui me recompor rapidamente, sem Jason perceber, e olhei em seus olhos, decidida.

            - Jason, o que está acontecendo? O quê é isso? – perguntei, dando ênfase na arma de gancho que ele tinha posto de lado.

            - Shhhh! Fiquei quieta! – repreendeu-me, sussurrando e olhando para os lados. – Não estamos tão seguros, ainda. E não há tempo para explicar, de qualquer modo.

            Ele continuou me encarando por alguns milésimos de segundo, e então virou de costas para mim e começou a desprender o gancho do telhado – já que estávamos no último andar da prefeitura.

            - É o Coringa, não é? – perguntei com a maior inocência do mundo. Só queria ter certeza.

            Jason olhou de relance para mim, pausando o que estava fazendo por apenas um momento.

            - É sim – foi tudo o que respondeu. Então voltou a fazer o que estava fazendo.

            - Meus pais estão lá embaixo e várias outras pessoas inocentes -  reforcei. – O quê vamos fazer?

            O desespero tinha voltado.

            E para aumentá-lo, escutei mais tiros vindos lá debaixo, seguidos de gritos da multidão. Minha respiração e os batimentos cardíacos pararam por alguns instantes, depois que me assustei.

            - Pessoas estão morrendo – reforcei mais ainda, apavorada.

            - Você não vai fazer nada. Já, eu, tenho um plano – ele se virou de perfil para mim, com o celular já no ouvido e não demorou 5 segundos para alguém do outro lado da linha atender a ligação. – Alfred, o baile está sendo atacado, como presumimos...Sim... Bruce está dentro do salão, tenho que buscá-lo o quanto antes... Sim, vou tentar contatá-lo... Não, eu consegui me esconder junto com a Cecy... Ela está bem e segura, eu espero... Envie o drone com nossas coisas, rápido, vou enviar minhas coordenadas... Ah, e ligue para a polícia, só por precaução.

            Ele terminou a ligação abruptamente e começou a escrever o que parecia uma mensagem.

            - Quem é Alfred? E que tipo de plano envolve um drone?

            - É o mordomo do Bruce e fique atenta, pois o drone já vai chegar.

            Não estava gostando de como Jason estava agindo comigo. Era uma atitude estranha. Eu queria respostas, e ele não estava respondendo um terço do que eu queria.

            Bufei e então comecei a olhar para o céu, em busca de algo que parecia um drone. Percebi que minha cabeça já estava doendo, senti umas pontadas bem no fundo de minha mente. Mas para a minha sorte, eu estava usando minha pulseira de berloques que tinha compartimentos secretos onde podia guardar as pílulas que me acalmavam.

            - Ei, isso é uma cicatriz? – Jason perguntou, de repente, parando o que estava fazendo e passando o dedo em meu ombro nu. Afirmei com a cabeça, sem vontade de respondê-lo verbalmente. – Que estranho, tem a forma de um “J”.

            - Para mim parece um gancho - comentei. – Mas isso não vem ao caso.

            Depois de nosso pequeno momento de descontração, Jason continuou mexendo no seu celular freneticamente por alguns momentos enquanto eu observava o céu. Foi aí que percebi algo com uma luzinha branca vindo em nossa direção. Relatei para Jason e ele logo largou o telefone e buscou no céu o drone. Não demorou muito para que ele chegasse bem perto de nós e foi aí que percebi que ele carregava uma mala cinza razoavelmente grande.

            Meu namorado pegou a maleta rapidamente e o drone foi embora rapidamente. Vendo-o de perto, vi que não era simplesmente um drone, era um drone de última geração – muito moderno e equipado – talvez nem estivesse no mercado ainda.

            O segredo do Jason estava mais próximo de mim do que antes estivera.

            Ele então, depositou a maleta no chão e tentou abrir a porta dupla da sacada, só que estava trancada. Bufou de frustração.

            - Você, por acaso, teria um grampo? – perguntou, esperançoso.

            - Sorte a sua – comentei. Peguei um grampo em meu coque desarrumado, que agora devia estar parecendo um ninho de passarinho, e entreguei para ele.

            Não demorou muito para que Jason abrisse a porta, só que antes de entrar no recinto, ele fez um gesto para que eu ficasse quieta e escondida na sacada enquanto verificava se estava tudo seguro.

            Depois de um tempinho, ele foi me buscar e trouxe a mala junto com ele. Entramos de mãos dadas na sala, que era o escritório de alguém. Como Jason não se atreveu à acender a luz - por questões de segurança - estava tudo escuro, apenas as luzes do lado de fora da sacada iluminavam o local. Era um escritório relativamente grande, pelo que pude enxergar. Móveis rústicos e pesados faziam parte da mobília e a bandeira dos Estados Unidos estava içada logo atrás da mesa.

            Jason não perdeu tempo e colocou a maleta em cima da grande mesa de escritório. Assim, começou a destravá-la. Mas enquanto ele estava ocupado, dei uma olhada pelo recinto e algo me chamou a atenção sobre a mesma mesa onde Jason se encontrava.

            - Jason, esse é o gabinete do Prefeito Jenkins – comentei, ao ver a plaquinha com seu nome escrito.

            - Eu percebi – falou sem demonstrar qualquer expressão. Estava pegando algumas coisas da maleta que pareciam... armaduras. – Cecy, você poderia se virar de costas ou tampar seus olhos? Preciso me trocar.

            - Trocar de roupa? Por quê?

            - Não há tempo para explicar, mas acho que você vai sacar. Ande logo, enquanto você está aí parada pessoas estão morrendo! – apressou-me.

            Sem hesitar, virei de costas e fechei os olhos. Não tinha a menor intenção de vê-lo nu ou seminu. Era  uma barreira que eu não queria ultrapassar nesse momento.

            Fiquei pensando sobre o que devia estar acontecendo lá embaixo... meus pais... mas por quê o Coringa desejaria atacar a festa de Inauguração de Arkham?

            - Jason, você sabe por quê ele está fazendo isso? – perguntei baixinho, ainda com os olhos tapados. – Atacando o baile, eu digo.

            - Bom, eu não sei exatamente o porquê, mas eu tinha presumido que já que ele voltou para Gotham City, iria querer atacar um evento grande. Talvez ele só queira chamar atenção e causar caos.

            - Hmm.

            - Pronto, pode se virar, mas pelo amor de Deus, não faça um escândalo. Estamos nos escondendo, se lembra?

            Virei lentamente e encontrei Jason vestido em uma coisa que parecia uma fantasia de super-herói... Peraí... um corpete vermelho com fechos dourados no peitoral, luvas e capa grossas e verdes, uma calça justa e vermelha com um cinto grande e dourado, botas pretas de cano alto. E um “R” estampado em seu peito esquerdo, bem no coração, e dourado.

            Não podia ser.

         Mal tinha terminado de absorver todas aquelas informações, quando Jason colocou a peça final de seu traje. Uma máscara preta de couro. E aquilo fez tudo fazer sentido.

            Jason não estava mais comigo ali naquele gabinete.

            Era o Robin.


Notas Finais


Espero que tenham gostado!

Twitter: @AMAQblog


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