História A Filha Do Meu Melhor Amigo. - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Jaxon Bieber, Justin Bieber, Personagens Originais, Ryan Butler
Tags Jayley
Visualizações 316
Palavras 1.542
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Orange, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OI, GENTE.

Capítulo 6 - Shot.


Fanfic / Fanfiction A Filha Do Meu Melhor Amigo. - Capítulo 6 - Shot.

Ninguém estava em casa quando voltou, mas a caminhonete sim, intacta e cheirando a lavagem. Pumpkin abandonou-o ao ver Myra, e todos os sinais verdes pareciam vermelhos.

Justin lembrava de seu último encontro com a família do pai como se fosse há poucos dias. Jaxon tinha catorze anos, Jazmyn pouco mais que isso. Haviam passado o natal juntos em Toronto, trocado presentes ridiculamente infantis e engraçados e se despedido com rios de lágrimas. Na época, seu irmão era um menino verde de olhos puxados, bochechas coradas e risos fáceis. Porque ele nunca entendeu muito bem. Só tinha três anos.

Ele pensou nas bochechas coradas e nos braços gordos quando entrou no saguão do aeroporto, mas tudo que encontrou foi um rosto pálido com profundas marcas abaixo das maçãs. Jaxon estava tão alto quanto um garoto de dezesseis anos poderia ser, com longas pernas e um tronco ereto, e seus cabelos caíam em cortinas na frente dos olhos escuros. Afastando-os um tanto, Justin pôde ver uma ferida.

— Ele fez isso com você? — foi a primeira pergunta, mesmo que não a melhor.

— Meu olho é o que menos importa agora — ele já nãos chorava mais, embora sua voz estivesse rouca. E mais grossa que a minha, veja só. — Ele leu meu caderno.

— Ronnie não tinha que mexer no seu quarto — o loiro enrolou um braço ao redor da cintura do irmão, guiando-o até o carro. Ele abraçou os joelhos e passou a língua nos lábios. — Ele viu a parte de...

— Ele viu tudo, Bay — interrompeu-o. Tão seco quanto poderia. — Tudo que você possa imaginar. E eu precisei fugir com uma mochila quase vazia para não morrer.

— E agora você está aqui. No meio do fogo cruzado.

— É melhor estar no fogo com alguém que na neve sozinho — o garoto encarou-o com dolorosos olhos escuros. — A matilha deve ficar junta.

— O pai dizia isso — refletiu. Jeremy adorava lobos desde que terminara o curso de Zoologia. — Todos os dias.

— Pelo menos disso eu lembro.

Bieber perguntou-se se ele lembrava de algo mais, e do que seria. As memórias que tinha do pai eram densas, detalhadas e sonoras, até mesmo aquelas que Pattie não estava familiarizada; mas Jeremy se fora quando já era um adolescente, e seus irmãos apenas crianças. Eu deveria mantê-lo vivo, se isso não doesse demais.

Acomodou o irmão no sofá da sala quando chegaram. Jaxon tirou o casaco e se esticou sobre as almofadas, olhando para o tapete fofo no chão. Myra surgiu do jardim, com Pumpkin atrás, mas nenhum dos dois tocou no garoto. Justin lembrava de Erin ser uma mulher legal, mas também lembrava que Ronnie era um imbecil e que ela abaixava a cabeça para o esposo. Se minha mãe a visse agora, fugiria com ela e Jazmyn para longe.

— Você quer alguma coisa? — ajoelhou-se ao lado do irmão, tocando seu rosto. Ele soltou um ruído. — Há quanto tempo não come?

— Comi no avião — não fez menção de olhá-lo. — Quero dormir. Para sempre, se puder.

— Quem diz isso sou eu, e você não vai dormir para sempre — com ele no colo, subiu o primeiro degrau da escada. — Eu não devia falar sobre isso agora, só que...

— Pedi a Jazmyn para cuidar da transferência de lá, ok? Você é meu responsável agora. E ela é mais esperta que imagina — Hayley também é, e eu espero que minha irmã não seja suicida como ela. — Eu só preciso dormir. Você vai para o laboratório hoje? — então, né...

— Estou de folga, até onde sei.

Esperou do lado de fora enquanto o irmão se banhava e vestia um de seus pijamas coloridos de outono. Ele espalhou-se pela cama e ronronou, então apagou e Justin pôde abandonar o quarto. Quando Ryan chegasse, teria de explicar que a casa virara uma creche.

Outra vibração, e ele quis atirar na própria testa.

— Você está em problemas, não é?

— Sinceramente? Não — era Kelly. Ele fez um barulho desconfortável. — Mas eu daria um jeito de vir para cá se fosse você. Eles vão fazer uma merda muito grande e ninguém me escuta.

— Com dois metros não consegue fazer te escutarem? — outro barulho desconfortável. — Sirva café frio e me arranje dez minutos.

— Só dez?

— Onze, então.

Assobiou para Pumpkin, e o cão veio saltitando até seus pés. Ele só precisou apontar para a porta do quarto para que ele entrasse e se pusesse de guarda, como o bom amigo que era. Myra apenas abanou as orelhas e se aquietou no canto. Não era o mestre dela, mas agradeceu pela obediência.

As rodas da caminhonete cantaram, os sinais abriram, o telefone tocou e chamou e chamou e chamou mais um pouco.

— Você deveria saber meu número? — ela perguntou, com uma voz fina de susto.

— Você esqueceu o que eu sou? — não esperou que respondesse. — Saia do campus. Eu estou aqui fora.

— Por que eu faria isso? Você pode ser um estuprador em ato e me levar para uma mata e me degolar depois.

— Eu ligaria para você se fosse te matar, sabendo que iam ver os registros, cacete? — ela não respondeu. — Anda logo, Hayley. Preciso da sua ajuda.

Ela apareceu em vestes marrons e cabelos presos. Na maior parte do tempo, andava com as mãos na frente do corpo um pouco acima da cintura; ali, corria através dos portões. Saltou para dentro e fechou a porta, com uma risada.

— Meu pai vai me matar por isso?

— Eu vou mata-lo se não chegarmos lá — suspirou, entregando um cartão para a garota. — Vai usar isso. É boa com expressões faciais?

— Vou ganhar uma pizza por isso?

Os portões da garagem abriram sem precisar de um barulho sequer e o elevador pareceu demorar um século para chegar ao último andar. Hayley olhou para cima para a subida e soltou um denso suspiro.

— O que preciso fazer?

— Quando acessar o computador, vai encontrar os resultados do legista. A partir desses resultados, vai precisar me provar que não foi Liam.

— Isso demoraria dias! — ela protestou. — Eu não sou a dona da tecnologia.

— Se não fizer isso, vão matar o homem — mordeu a boca. — Você não dá pena de morte, você muda a estrutura.

Eles correram para lados diferentes quando a porta abriu. Em geral, Justin sabia que tinha mãos leves e voz baixa... quando ninguém fazia merda. As portas da sala de reunião abriram com um estrondo e os presentes ergueram-se das cadeiras. Caitlin não estava lá, mas Christian sim.

— Por que eu sinto que Caitlin não vai ficar feliz com essa conspiração? — ele trovejou. Christian foi o único que permaneceu de pé, com as mãos duramente na mesa.

— Minha irmã está em casa doente. Eu assumo daqui.

— Você não assume nada — repetiu o tom. Ryan encolheu-se na cadeira. — Está aqui há apenas um ano e sequer estudou os resultados bem. Ninguém aqui vai tocar no Liam.

— Você não tem poder para isso, Bieber — Ryan foi quem disse, erguendo uma mão. Ele riu.

Você me mandou sozinho para o meio de uma floresta atrás de oito homens e minha vida quase acabou por isso — apontou para o rosto dele. — Eu tenho todos os arquivos do caso e Liam é a principal estrada para acabar com tudo isso. Se o prendermos, estamos perdidos, mesmo que signifique deixar um assassino em série à solta.

— Estaremos porque você é incapaz de encontrar o caminho correto, mesmo com tantas evidências — Victoria cuspiu. Que evidências? — Liam será preso e a justiça cuidará de dá-lo pena de morte por sete assassinatos.

A porta bateu de novo, e Justin fechou os olhos.

— Ele é inocente — Hayley disse, esfregando os braços. Ryan ergueu-se da cadeira.

— De novo, Bieber? De novo? — ele não respondeu.

— Liam tinha todos os motivos para matar os homens de Marshall — Lúcia bateu as unhas na mesa. Aquele som cortou os ouvidos do loiro. — Seria uma forma de se safar.

— Entregando a si mesmo? É assim que alguém se safa? — a garota respirou fundo. Bieber podia ver o suor brilhando na lateral do seu rosto. — Se os homens de Marshall fossem mortos, todos os olhares se voltariam para Liam e suas razões para acabar com sete caras. Dariam pena de morte a ele, seu único guia, e então todos os caminhos que levariam ao superior desapareciam.

— Ryan, segura a sua filha — Braun pediu num rosnado.

— Não me interrompa — ela ergueu uma mão grosseiramente. — Sem o rastro que Liam deixa, teriam de recomeçar tudo sem um ponto de partida, dando espaço para que o verdadeiro culpado fuja — Hayley olhou para Justin, depois para Christian. — E além disso, se fosse mesmo o Payne, ninguém encontraria os mortos. Criminosos dignos não são estúpidos a ponto de largar corpos que os entregam.

— E como você sabe disso, garota? — Braun voltou a interromper.

— É algo óbvio.

Tudo para ela é muito óbvio, e tudo para nós é tão complicado. Eu sequer pensei nessa possibilidade.

— Liam fica solto — Justin enfim disse. — E você, Christian, vai ter de se explicar para a sua irmã.

Hayley saiu atrás dele, o único momento naqueles pouquíssimos dias que ficou um passo atrás. E ele nem sabia dizer o motivo.

— Como descobriu isso? — perguntou ao voltarem para a sala de informática. A garota mordeu a boca com força.

— Um tiro no escuro. Não tive tempo de descobrir nada.

— Continue atirando no escuro, então. 


Notas Finais


Qualquer dúvida, podem perguntar aqui embaixo.


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