História A Filha Do Meu Melhor Amigo. - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Jaxon Bieber, Justin Bieber, Ryan Butler
Tags Jayley
Exibições 104
Palavras 1.004
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Orange, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OI, POVO.
Esse capítulo é um de passagem, mais para que todas entendam um pouquinho o psicológico do Jaxon e como Justin se sente em relação à ele (motivo para ser pequeno).
Espero que gostem.
Amo vocês <3

Capítulo 7 - Apontamento Seis.


 

 

Apontamento seis:
— E depois?

 

Minha relação com Jaxon melhorou, absolutamente.

Nós tivemos que dormir na mesma cama por três semanas até que o sótão ficasse pronto e o a coleção de pelúcias coloridas e adoráveis que ele tanto queria estivesse completa, e ele também tinha problemas para pegar no sono. Precisei me acostumar com a televisão ligada a madrugada inteira e a dormir do lado esquerdo sentindo o cheiro perturbador de incenso vindo da escrivaninha, mas, ao mesmo tempo, podíamos conversar por mais de dez minutos sem mamãe aparecer para nos cutucar e ele conseguia me contar como foi o início de sua conturbada adolescência, o qual não fiz parte como irmão mais velho supostamente responsável. Então balançava os ombros, dizia que estava pouco se fodendo e se forçava a dormir.

Todas as manhãs, Charles nos acordava com batidas e gritos e alisando Pumpkin, só que não ousava passar da porta. A princípio, pensei que era aquela coisa de ex-amigos que não se suportavam mais e tratei de escapulir todas as vezes que eles pareciam prestes a se torrar com visão raio laser, tentando ficar fora da área de combate. Ele sentava ao lado de Hayley na mesa do café e só saía quando eu tirava o prato da sua frente e o mandava estudar no escritório, porque um químico orgânico não surgia por magia.

Durante a tarde, ele costumava encher o meu saco para explica-lo matemática e assustá-lo sobre a universidade (aquela merda é o inferno, juro) enquanto Hayley parecia fazer o possível para me deixar irritado com sua mania de deixar o casaco jogado no sofá e correr ao redor da piscina atrás de Binnie. Isso basicamente me deixava com o coração na mão, porque ela provavelmente cairia e a culpa seria minha, e fazia Pumpkin praticamente miar para cima de mim. Quando o tempo estava frio, Jaxon me obrigava a invadir o computador do meu vizinho viciado em jogos para rir dos absurdos que líamos e víamos; e, quando estava quente, ele me via explodir algumas coisas no jardim. Era engraçado.

A única parte constrangedora o dia era do jantar, porque alguém decidiu deixar meu irmão dividir a arrumação da cozinha com Charles e sua língua afiada. Ele é legal, de verdade, você realmente ia adorar conservar com ele e xingar o capitalismo e adorar o anarquismo, mas convenhamos que ninguém gosta de passar meia hora sozinho num cômodo com alguém com quem supostamente tem uma relação ruim.

Ele me pedia para conta-lo alguma história depois das nove para que pudesse ir para o jardim dos fundos e se enfiar em seu mundinho particular antes de invadir meu quarto e roubar meu lado na cama de novo. Eu nunca pensei que algum dia dormiria no mesmo cômodo que meu irmão — na nossa antiga casa, o dele ficava do outro lado do corredor e a preguiça de andar até lá era grande — nem que teria de gastar energia assistindo a desenhos dos anos noventa que nem lembrava que existia, mas pelo menos tive a oportunidade que me foi arrancada de ser o responsável que ele precisava naquela idade, acho.

E é até que reconfortante pensar sobre isso nos dias de hoje, porque eu sei quando as pessoas estão com problemas e ele ainda escutava My Chemical Romance com lágrimas nos olhos — isso meio que mostra que você tem coisas para superar. E, apesar de ele não ter capacidade de olhar para mim e falar “ei, porra, eu estou magoado com essa merda e preciso de 'tal' coisa para melhorar”, nós ao menos dividíamos uma travessa de batata frita e frango.
 

— Ele falou alguma coisa sobre sua mãe?
 

Poucas vezes, mas sim. Ele disse que ela agia como se ele fosse a escória da humanidade — talvez porque é filho de Jeremy e odiasse seu esposo tanto quanto ela o amava — e esquecia que crianças têm problemas e precisam de ajuda às vezes, então teve que aprender a lidar com algumas coisas sozinho — o que por um lado foi bom, porque cresceu um pouquinho mais rápido, e foi ruim por outro, porque a figura materna estava com o lugar reservado no inferno.

Nós tentávamos não falar sobre ela, até porque eu nem lembrava como era chegar perto de Patrícia — desde que caí fora, não ousei voltar naquela casa nem mesmo nos feriados e só ligava para falar com meu irmão mesmo. Nada realmente especial.
 

— E sua relação com os outros?
 

Continuou do mesmo jeito: Charles mantinha-se ácido pela manhã e um amor de pessoa à noite, completamente bêbado, e ainda falava sobre psicologia e anarquismo; Ryan pedia para que conversássemos no fim da noite e não deixava ninguém tocar na cozinha e Hayley tinha lapsos de “gosto e não gosto de você, cacete”.

E isso era cômico, porque ela passava metade do tempo reclamando do meu comportamento e falando sobre feminismo e mundo LGBT quando ela mesma não conseguia se aceitar muito bem; e a outra metade era única e exclusivamente para me pedir moletons de bandas emprestados e cuspir sobre seus problemas antigos.

Eu realmente acho que ela não gostava de mim naquela época, e ela nem sabia quem eu era de verdade perto dos meus amigos. Às vezes, fazia o possível para me tirar do sério e me fazer ter um surto de raiva — principalmente quando deixava a louça suja na mesa para que eu catasse — e ainda era obrigado a ouvi-la rir pelos cantos como se fosse mui divertido. Só que não era.

Porque era basicamente a babá dela, e não gosto de crianças. Eu queria poder ajudar naquele papo de “hey, eu sou bissexual, mas estou fazendo o possível para curar isso como se essa merda fosse uma doença”, mas ela também não ajudava muito e aparentemente não queria conselhos de um cara... que não sabia nada do assunto, diga-se de passagem.

O único problema era que eu entendia bem.
 

— Muito bem?
 

Você não imagina o quão bem.
 

— Vamos falar sobre isso na próxima sessão. Algum comentário adicional?
 

Não. Nenhum.



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