História A Filha Do Meu Melhor Amigo. - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Jaxon Bieber, Justin Bieber, Ryan Butler
Tags Jayley
Exibições 84
Palavras 1.475
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Orange, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OLÁ, MEU POVO.
Gente, vamos organzar uma coisa bonitinha aqui:
A partir da próxima semana, eu vou postar apenas aos sábados, huh? Pra vocês saberem quando vai ter capítulo novo e não ficar essa bagunça.
- Amo esse Justin, cês num têm ideia;
- Essa treta vai ser explicada alguns capítulo à frente;
- Ryan é juiz. Não esqueçam disso.
É isso <3
Amo vocês.
Boa leitura!

Capítulo 8 - Apontamento Sete.


 

 

Apontamento sete:
— Você lembra de mais coisas do seu passado?

 

Sim, eu lembro, principalmente da universidade. Na verdade, minha memória é maravilhosa e isso chega a impressionante, porque... né.

Aqueles cinco anos foram, sem dúvida, os mais loucos e prazerosos da minha vida. Eu entrei para o único curso que me interessava um ano mais cedo do que deveria, por causa das minhas notas na escola, e provei vodca pela primeira vez aos dezessete, numa espécie de festa de abertura do semestre. Ah, e Ryan precisou me tirar dali nos braços e me deu uma dura de mais de duas horas no dia seguinte.

Não deu muito certo, porque uma semana depois eu estava fodendo bêbado com um amigo do curso. Nós tínhamos acabado de sair de uma boate e estávamos com os hormônios a flor da pele e as cabeças rodando pelo excesso de álcool. Você pode imaginar o que acontece com dois virgens excitados e um apartamento vazio.

         Acho que foi aí que me descobri bissexual, porque não queria apenas ir para a cama com ele. Eu gosto de garotas — não pense que não —, mas existem esses caras por quem sou física e emocionalmente atraído e isso me transformou numa catástrofe de pensamentos e receios até que percebesse que isso não é vergonha para ninguém. Fiquei confuso e amedrontado com o fato de ele fazer meu coração acelerar com um sorriso, claro, mas não demorou muito para que mandasse tudo à merda e engolisse que, hey, não sou anormal.

Depois daquela noite, nós começamos a transar todos os dias até ele decidir que iria me pedir em namoro depois da aula. Ele segurava uma flor branca e estava com as bochechas vermelhas e gaguejou por certo tempo até receber um “você vai me pedir, não é?” e praticamente suspirar aliviado por perceber que, é, eu não era tão idiota assim. Eu gostava do cara, para caralho, e foi fácil lidar com aquele relacionamento... até precisar falar para Ryan.

Ele balançou os ombros e disse que aquilo não mudava quem eu era/sou. “É só mais uma informação sobre você. Contanto que não me faça te enviar para a cadeira, está tudo bem” e continuamos o jantar como se nada tivesse acontecido. Se ainda morasse com minha mãe, pode ter certeza que teria levado uma surra que me deixaria no hospital por no mínimo um mês.

Com ele foi quase diferente.

Ryan só começou a agir estranho quase levei o garoto para conhece-lo. Foi numa sexta-feira de inverno e nós comemos lasanha de queijo com bolo de cenoura. Meu namorado tinha cabelos escuros e sorria a cada cinco minutos com os meus comentários, mas, mesmo que ele fosse a melhor pessoa para mim, Ryan apenas franziu a testa e nos serviu vinho. Ele não falou mais de dez palavras naquele jantar.

Eu só descobriria o motivo depois, mas acho que não estou pronto para te falar sobre. Vai ser meio... perturbador.

Então eu fiquei solteiro depois de alguns meses, porque namoros nunca foram para mim e precisava aprender a lidar com a vida adulta. Nós ainda enchíamos a cara nos finais de semana e fazíamos sexo casual, mas não havia sentimento algum envolvido e aquilo era suficiente para lembrarmos que ninguém sairia de coração partido. Só cortamos contato quando ele começou a namorar outro garoto que não ia muito com a minha cara.

Ryan voltou a me tratar normalmente depois daquilo. Lembro de como senti falta dele durante o tempo que passou distante e de como as coisas deixaram de ser cinzas quando ele me abraçou no natal e me mandou parar de preocupação. Foi o último que passamos sozinhos no festival, porqueCharles veio morar conosco algumas semanas depois e adorava aquela coisa de troca de presentes.

Antigamente, pensava que a aceitação das pessoas dependia das situações em que se encontravam (às vezes, pode até ser). Para Ryan, saber que eu gostava de caras era completamente diferente de conhecer meu namorado baixinho e tornar aquela condição palpável. Ouvir falar sobre é algo, presenciar é outro completamente diferente.
 

— Charles sabia sobre você?
 

Sem dúvidas. Ele meio que descobriu sozinho e pareceu bastante feliz por aquilo. “Não aja como se não soubesse desde que tinha oito anos, troglodita”, então ele sorriu.

Acho que... esse apoio, por assim dizer, foi a única coisa que me impediu de enlouquecer enquanto tentava entender que meus sentimentos não eram doenças mentais. É incrível como algumas pessoas podem te odiar apenas por você assumir quem realmente é, e mais incrível ainda como outras te beijam e te mostram que não tem problema sair da heteronormatividade. O segundo deveria ser predominante, mas se o capitalismo ainda existe, essa desgraça também.
 

— Como ele foi parar do outro lado do país... também?
 

Bolsa de estudos. Ele queria Psicologia e a Universidade de Amagire parecia o único lugar que não o faria trabalhar por doze horas e estudar por outras doze para se manter num apartamento minúsculo.

Ter Charles conosco foi uma espécie de perdição e salvação para mim. Ele e Ryan eram terrivelmente próximos e eu era um pézinho ali no meio, atrapalhando as coisas. Apesar de ser amigo dos dois (em situações completamente diferentes), eles eram primos e a ligação era forte e eu... não queria ser o amigo tanto faz da história, por mais que isso tenha acabado acontecendo um tempinho depois.

Ryan e eu costumávamos ficar juntos até que fosse hora de dormirmos, e de repente eu precisava me recolher no quarto às sete e meia para não atrapalhar a sessão de garrafas compartilhadas e filmes de ação. Não sei se você já passou por isso, mas não há nada mais deprimente que estar num grupo que não dá uma foda para você. Como o cara que anda sozinho atrás na calçada estreita, sabe?

Passei aquele mês calado durante o jantar, me obrigando a comer o que era servido. Eles gargalhavam, se atacavam com cócegas e pareciam não me notar ali do lado, clamando por um cigarro de maconha. Eu nunca tive muitos amigos e meus dois únicos estavam me abandonando pouco a pouco — um pelo outro, veja só que maravilha — e sempre fui hesitante e fraco demais para conseguir dizer qualquer coisa, para avisá-los que algo ali estava errado para caralho.

Minha sorte foi que Ryan sempre foi muito observador e minha saída brusca da mesa numa noite qualquer o deixou com uma pulga atrás da orelha e um formigueiro nas calças. Ele invadiu meu quarto cinco minutos depois e me impediu de correr e me esconder no banheiro como uma criancinha. Mesmo que odeie que as pessoas percebam o quão mal estou, aquilo foi reconfortante, porque ele ao menos se importava para perguntar como eu estava e “por que merda saí correndo da pizza de quarta-feira”.

Ele me abraçou e me deixou resmungar em seu ombro antes de soprar que “me amava e que não queria me perder por estar com saudades de Chaz”.

É difícil lidar com esse tipo de coisa, principalmente se você for do tipo carente, meu deus do céu eu preciso de carinho urgente. Qualquer desatenção comigo me deixava encabulado e cabisbaixo, e eles dois custaram um pouco para me fazer sentir confortável quando estávamos juntos na sala. Quando você perde a familiaridade com algum lugar ou grupo, é incômodo e apavorante lutar para voltar a fazer parte desse algo.

Nós dormimos largados no tapete depois de uma conversa (lê-se discussão) meio longa sobre isso e foi a primeira vez que dividimos cigarros e o bendito espaço. Charles só tentou falar comigo no dia seguinte, mas se eu for explicar o que aconteceu você provavelmente vai me dar um soco. Tudo que posso dizer é que demoramos duas horas e meia.

Embora tenha passado seis semanas sofrendo por ter sido trocado e me esforçando para não levar aquela porra para o extremo lado pessoal, foi tranquilo adaptar Chaz à nossa rotina de pizzas de queijo e remédios para a ansiedade sem pensar que ele estava ali para ferrar com tudo. Não nos resolvemos completamente (ainda tenho minhas recaídas com aqueles dois), mas pelo menos eles me fazem sentir à vontade na mesa de bar.
 

— Hayley te fazia se sentir confortável?
 

Na verdade, não. Ela me deixava tão confortável quanto dormir numa cama de apenas um prego.
 

— Você se sentia mal sobre isso?
 

Jeez, é claro que sim. Eu ainda tinha que explicar para ela que gostar de azul e rosa não era nenhum absurdo e ter vontade de correr para longe dela todas as vezes que aquela menina sorria não me parecia um bom primeiro passo.
 

— Você me parece cansado hoje.
 

Não estou. É só que você poderia me dar alta e dizer para o médico que estou bem — porque estou.
 

— Não, não. Nós ainda temos muito o que conversar... mais algum comentário?
 

Não. Nenhum.

 


Notas Finais


Qualquer dúvida adicional, sou toda ouvidos para responder.


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