História A Filha Do Meu Melhor Amigo. - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Jaxon Bieber, Justin Bieber, Personagens Originais, Ryan Butler
Tags Jayley
Visualizações 264
Palavras 1.510
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Orange, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OI GENTE

Capítulo 8 - Everybody wants to rule the world.


Fanfic / Fanfiction A Filha Do Meu Melhor Amigo. - Capítulo 8 - Everybody wants to rule the world.

Justin acordou ao lado do irmão caçula pela trigésima segunda vez. Jaxon estava encolhido no canto da cama, encostado na parede gelada, o rosto parcialmente afundado no travesseiro. Eu podia ter morrido ontem, e sequer sei o que aconteceria com ele depois.

Suas pernas queimavam pela violenta queda da noite anterior, os braços tremiam por ter segurado Hayley o caminho inteiro, e todo o mundo parecia girar enquanto tentava levantar. Cada osso de seu corpo estalou, e ele caiu miseravelmente no colchão de volta.

— Bay, tá tudo bem? — Jaxon sussurrou do outro lado, recém-acordado. Já estava apagado quando chegara, e não fazia ideia do que houvera.

— Tá. Eu só... estou com dor nas pernas — coçou os olhos. Era o mais velho. Não podia deixa-lo ver algum tipo de sofrimento.

— Mas você não foi para o quarto do Ryan ontem — inferiu. Justin sentiu a dor na cabeça piorar.

— Como você...

— Eu sou seu irmão, porra — o garoto sorriu, virou para o outro lado e voltou a ronronar baixinho.

Eu também sou seu irmão e não sabia que Ronnie estava matando-o pouco a pouco. Justin suspirou, esfregou o rosto e esforçou-se para ficar de pé. Uma corrente de dor atravessou seu corpo e o desequilibrou, derrubando-o sobre a cabeceira alta da cama.

Nem mesmo quando correra para longe do bunker havia sentido tanta dor. Caíra com Hayley enroscada em seus braços, derrapando na neve que descongelava e batendo o quadril numa pedra pontuda. A queimação atravessara seu corpo enquanto lutava para levantar, a garota enroscando os braços ao seu redor para ajuda-lo, e os metros até o carro foram como o inferno entrando em colapso. Mais um passo e nunca mais andaria.

Conseguiu chegar ao banheiro por um milagre, e deixou-se ficar na banheira gelada por uma hora inteira. Estava nevando de novo do lado de fora, mas nada grave o suficiente para mata-lo congelado. Precisava anular os sentidos nas pernas antes que começasse a chorar como um bebezinho.

Quando saiu da banheira, já podia andar, embora mancasse um pouco. Jaxon ainda dormia, o corredor estava estranhamente silencioso e Myra caminhava a passos lentos pela escada. Justin seguiu-a para baixo, encontrando Hayley sentada no sofá com as pernas de encontro ao peito.

— O que você tem? — ele perguntou. A garota mordia o polegar.

— Eu estava pensando sobre ontem — levantou o olhar para ele. O demônio não parece tão demônio às dez da manhã. — Sobre a dança.

Justin sentiu o rosto queimar e virou-se para a janela. O dia estava branco no jardim.

— No meio de tanta coisa, você pensa numa dança?

— Não necessariamente na dança, Bieber — ela balançou a mão. — No garoto. Ele olhava para mim de um jeito estranho, diferente da forma como você me olhava — e como eu olhava para você?, quis perguntar. — Foi como encarar os olhos do diabo.

Não. Você tem os olhos do demônio... na verdade, você é o demônio em carne, osso e palavras. Ele era nó máximo um servo pequenino.  

— Por quê?

— Eu não sei — Hayley soprou. — Ele também me disse que meus filhos teriam sorte de se parecer comigo. Que... minha genética é boa. Que eu daria certo — empurrou-se para cima. Seu lábio superior tremia. — Soava como se quisesse me engravidar ali mesmo.

— E você quer engravidar, Stone? — perguntou divertidamente.

— Meus óvulos são podres — ela comentou, e não parecia sentir nada. — É só... foi estranho. Você não chega para alguém que acabou de conhecer e diz “veja só, querida, você vai parir crianças bonitas porque você é bonita”. Digo... por um minuto pensei que ele fosse me sequestrar e colocar um bebê mutante na minha barriga.

— Caras bonitos podem ser assustadores — Justin refletiu um pouco. Ovários podres. — Ele podia estar dando em cima de você, Hayley. É estrangeira, tem uma aparência diferente da comum desse lugar e encarou-o diretamente. Não me admiraria que estivesse atraído por você.

— Acha mesmo que é só isso?

— Minha experiência diz que se ele fosse te estuprar não deixaria claro que está atraído por você. Falar que uma mulher teria filhos bonitos é uma maneira de fazer isso, se me permite.

— Mas estupro não é sobre atração. É sobre poder.

— Não poderia dizer, já que nunca estuprei alguém — cruzou os braços e olhou para o teto. — Nós precisamos descobrir quem colocou a bomba lá.

— Ataque terrorista que não foi — ela atirou-se no sofá de novo. — O principal objetivo não era matar alguém. Era apenas... assustar, acho.

— Por que gastariam milhares numa festa feita para assustar pessoas? Em especial, pessoas que só estão nesse mundo para beber champanhe e falar sobre grifes de moda?

— Gosto da burguesia tanto quanto você, Bieber — ergueu uma mão. Então parou por um instante. — Não queriam ferir, principal ponto. O segundo é que...

Justin encarou-a enquanto refletia. A garota franziu o nariz.

— Gente rica geralmente é bonita e tem boa saúde. E se o plano fosse desviar a atenção de algo maior do que estamos vendo?

— E eu repito a pergunta: por que gastariam milhares numa festa para isso? Gente rica também é mão de vaca — ele suspirou. — Um objetivo maior escondido por uma bomba numa estátua de mármore. Em que programa de televisão você acha que estamos?

— No mundo real, Bieber — Hayley deu de ombros. O verde-primavera cintilou. — Podemos conferir as câmeras se quiser. Não queriam mortos.

Ele virou-se para subir as escadas, mas seu irmão as descia em pequenos saltos. Jaxon usava um moletom de abóboras com rostos divertidos e luvas de esqueleto. Eu odeio como ele tem dezesseis anos e é essa inocência e doçura toda. Na mesma idade, nenhum rastro de menino restava em mim.

— Bay?

— Eu e a Hayley precisamos sair — avisou. — Você se importa de ficar sozinho até o fim da tarde?

— Tem sorvete no congelador? — ele assentiu. — Então eu ficarei bem.

Queria que tudo fosse tão simples, macaquinho. Era assim que Jeremy o chamara quando aprendera a andar — por algum motivo, Jaxon era o único dos três filhos que não parava de correr pela casa.

— Ryan vai me matar se me vir lá — Hayley disse assim que atravessaram o primeiro sinal. — Ele me proibiu de ir desde a vez que falei de Liam.

— Proibiu porque você é esperta demais para ele aceitar — explicou. — É pessoal demais, Hayley.

— Por quê?! — ela gritou.

— Porque eu perdi alguém importante por causa dessa merda. Talvez ele pense que deve algo à sua mãe.

— Bem que podia ter feito isso enquanto ela estava viva, não?

— Bem que podíamos ter feito muita coisa enquanto muita gente ainda era viva, não? — ela se calou depois disso.

Kelly fumava um cigarro na poltrona da sala quando chegaram. Justin odiava dias como aquele, em que seu companheiro estava irritado com a mãe da filha e a visita não era a melhor do mundo, e sempre tentava ficar calado, mas eles não tinham tempo para se preocupar com relações familiares.

— Kells, você conseguiu alguma imagem de ontem?

— Estão no computador. Nem Ryan nem Nolan conseguiram achar algo que entregasse os culpados, e as gravações da tarde sumiram.

— Não sabemos como a bomba foi parar lá, então — muxoxou. — Ótimo. Espero que seja boa de dedução, Stone.

— Tudo que você faz eu faço melhor, Bieber — ela sorriu.

A gravação mostrava as danças, as pessoas, as bebidas, tudo que ele vira na noite anterior. Quando a bomba explodiu, a câmera tremeu violentamente. Justin franziu o cenho. Diferente de como deveria, o mármore apenas despedaçou e escorregou para o chão como um vestido de seda.

— Kelly, vem ver isso — seu amigo gigante aproximou-se, atirando o cigarro longe. — Não é mármore, é vidro — o homem também franziu a testa. — Para-brisas de carros são feitos com um tipo específico de vidro, para caso aconteça algum acidente, ele se despedace homogeneamente e não fira os passageiros. Esse... pseudo-mármore tinha o mesmo objetivo. Não era para ferir pessoas.

— Está me dizendo que a bomba foi colocada na construção do salão?

— Uh... é. É isso que estou dizendo — pensou mais um pouco. — Mas ainda não imagino um motivo.

— Continue a gravação, Bieber — Hayley lembrou. Ele fez o que ela mandou. — Oh, espere. Veja isso.

— Isso o que? — parecia uma pergunta estúpida. Ela apontou para a tela.

— Vinte pessoas de pé. Quando uma bomba explode, o primeiro instinto de alguém é se defender e essa defesa pode vir do chão, já que o fogo sobe e o terreno baixo protege da fumaça, mas... eles não. Por que alguém ficaria de pé sabendo do risco de ser ferido?

— Porque eles sabiam que não seriam — Justin replicou. — Vinte pessoas conscientes da bomba e do falso mármore. E para que?

— Essa resposta deixo a você, Bieber. Eu nunca fui para uma guerra.

Ele pensou. E pensou. E pensou tanto que chegou a conclusão nenhum. Vinte pessoas sabiam da bomba. Vinte pessoas estavam entregues ao mesmo planos. Vinte pessoas continuaram de pés.

— Eu não tenho uma resposta.

— Eu também não — Hayley saiu da cadeira e caminhou até a janela. — Ache-a para mim, Bieber, e posso ajudá-lo a achar o culpado.

Ele passou a mão pelo rosto e encostou-se na cadeira com força.


Notas Finais


Qualquer dúvida adicional, sou toda ouvidos para responder.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...