História A filha do pastor - Capítulo 67


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Drama, Homossexualidade, Preconceito, Romance
Visualizações 41
Palavras 4.189
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Yuri
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


O último especial, leiam as notas finais.

Capítulo 67 - Fim


Alguns anos antes...

Jennifer pov

Nosso casamento estava as mil maravilhas, estávamos felizes, apoiavamos uma a outra, mas existia em nosso relacionamento, uma ponta solta. Nós ansiavamos por um filho, algo para que nossa família estivesse finalmente completa e plenamente realizada. Eu costumava observar como Lana se comportava quando estávamos perto de grávidas, ou de pequenos bebês. Eu via como os olhos dela brilhavam ao olhar aquelas pequenas vidas, aqueles pequenos corpos, carregados de uma inocência e doçura gigante. E exatamente por isso decidi ter uma conversa com minha esposa, contar a ela que eu decidi ter um filho a seu lado, e perguntar se ela estaria pronta para ter um comigo.

Eu estava sentada em meu escritório na clínica, esperava ansiosa pela chegada da minha esposa, eu havia ligado para ela alguns minutos atrás, e ela confirmou seu almoço comigo, naquele dia. Confesso que eu não estava com fome, pois o nervosismo estava me revirando o estômago, e eu duvidava de conseguir comer algo naquela situação. 

Telefone tocando.

_ Pois não, Janel - atendo o telefone já sabendo que era minha secretária ligando.

_ Senhora Winter, sua esposa chegou. - Ela me avisou cordialmente.

_ Mande-a entrar - digo simples.

_ Agora mesmo, senhora -  ela diz e desliga o telefone.

Logo minha esposa entra com algumas sacolas, que eu logo reconheci ser do restaurante chinês próximo aquele local. Ela me beijou e sentou na poltrona a minha frente, e me estendeu uma das sacolas, e o nervosismo que eu estava sentindo pareceu duplicar de tamanho. Ela começou a comer calmamente, e depois que viu que eu ainda não havia tocado na sacola, ela parou de comer, e levantou e se sentou no meu colo.

_ O que foi amor, você está preocupada com alguma coisa? - ela pergunta preocupada.

_ L-lana e-eu - tentei falar, mas gaguejei de uma forma vergonhosa.

_ Amor, o que está acontecendo? - ela pergunta enquanto beija minha bochecha.

_ E-eu quero te dizer algo e... - paro novamente e tento respirar profundamente.

_ Você não me traiu não, não foi!? - ela me pergunta risonha, mas ao não ver meu sorriso, ela se levanta apressada do meu colo, e vai em direção a porta. Eu salto da cadeira e a agarro, ela começa a me bater desesperada, e vejo que ela estava a ponto de chorar dentro daquela sala.

_ P-por que você me traiu? - ela me pergunta chorando, e eu juro que senti meu coração rachar ao meio.

_ Amor, eu não te traí, eu juro. - digo e sinto ela se acalmar em meus braços, mas logo um forte soluço é ouvido dentro do meu escritório, e eu a agarro forte e espero ela parar de chorar.

_ Então por que você ficou toda séria, quando eu perguntei? - ela pergunta tristonha.

_ Por que eu tenho uma coisa pra te dizer, e eu não sei qual vai ser sua resposta, é algo que você quer, mas não sei se quer agora, ou comigo. - digo insegura, e ela segura meu rosto e cola sua testa a minha.

_ Quando é que você vai aprender, que eu quero tudo com você? - ela pergunta, e eu sinto meu coração se aliviar de uma forma, antes desconhecia por mim.

_ Eu quero um filho, Lana. - digo e a sinto estancar em meus braços, e me preocupo novamente, mas isso logo passa, quando ela rodeia seus braços sobre mim com mais força, e grita animadamente.

_ Eu também quero um filho, meu amor. - Ela diz alegre, e me beija repetidas vezes, e eu sorrio.

_ Então vamos cuidar disso.

Alguns dias depois...

_ Então, as chances são ótimas em ambas, só temos que selecionar um doador em uma de nossas listas, e uma de vocês precisa se disponibilizar para fazer o tratamento, então qual das duas vai ser a mamãe do ano? - Doutor Travell pergunta animado.

Eu olhei para a minha esposa, e vi tamanha alegria, e vontade de ser mãe, ela me olhava receosa, talvez com medo de dizer que queria fazer, e eu ficar chateada.

Mas naquele olhar doce, eu pude tomar a minha decisão, ela faria o tratamento, por que de nós duas, ela era quem mais ansiava carregar um filho em seu ventre, eu conhecia minha esposa, e eu faria isso por ela.

Olhei firmemente pro médico e disse em voz alta.

_ Minha esposa irá fazer o tratamento.  - digo e ela me olha sorridente.

_Tem certeza? - ela pergunta receosa.

_ Tenho sim, amor. - digo carinhosa.

_ Então senhoras Winter, vamos logo começar com isso.

1 mês depois...

Hoje nós iremos saber o resultado da fertilização, Lana escolheu um doador com as minhas características, segundo ela, o nosso filho deveria parecer com nós duas, então ela escolheu um loiro dos olhos verdes, e eu amei o fato dela se preocupar com isso, de que nosso filho puxasse a aparência de ambas.

O processo era lento, e o médico não nos garantiu certeza, de que na primeira vez o tratamento desse certo, pois segundo ele era raro dar certo de primeira, mas eu e minha esposa estávamos confiantes que daria.

Estavamos a horas em uma sala, esperando o médico ir buscar o resultado do exame de grávidez da minha esposa, Lana estava roendo as unhas de tanto nervosismo, e eu orava em silêncio a Deus, para que tudo desse certo, não queria ver minha mulher magoada por não ter conseguido. Sabiamos que essa era uma possibilidade naquele dia, mas a fé que tínhamos era tão grande, que acreditávamos com todo nosso ser, que conseguiriamos nosso filho naquele dia.

A porta do consultório é aberta, e o médico entra por ela com um semblante fechado, e eu senti meu peito apertar naquele momento, será que deu errado? - me questiono mentalmente.

_E então doutor? - Lana pergunta

_ Eu sinto muito, mas...  VOCÊS ESTÃO GRÁVIDAS, PARABÉNS LANA, E PARABÉNS JENNIFER. - o médico diz alegre, e eu e minha esposa nós abraçamos fortemente, e nos beijamos repetidas vezes, era uma alegria sem igual saber que finalmente teriamos o nosso filho.

_ Então, eu vou prescrever algumas vitaminas, e nos vemos daqui a alguns meses para avaliar a situação do bebê.  - o doutor diz, e começa a anotar as vitaminas que Lana precisaria tomar durante a gravidez. 

Agradeçemos ao médico e saímos às pressas da sala, e vamos em direção a casa de meus pais, onde todos esperavam ansiosos a resposta de nosso teste.

Eu corria rápido entre os carros, e Lana começou a me bater.

_ Vai devagar, quer matar o nosso bebê. - Ela diz brava e eu me desculpo, e beijo rapidamente seu rosto.

Chegamos em frente a casa de meus pais, paro o carro, e desço para abrir a porta para Lana, e cuidadosamente a acompanho até a porta.

_ Amor, eu estou grávida e não doente. - Lana diz sorridente, e me da um selinho.

_ Eu sei amor, mas é sempre bom ter cuidado, ainda mais com nosso bebê. - digo alegre e beijo sua barriga rapidamente.

Batemos na porta, e Erick puxa minha esposa com força pra dentro de casa, e eu o encaro de forma assassina.

Na sala se encontrava meus pais, dona Ashley, Erick, josh e Matt.

Nós continuamos em silêncio, e Erick incorfomado com o silêncio se pronuncia.

_ Anda logo sapatão, ela tá grávida ou não? - pergunta debochado, e eu faço uma cara triste, e o sorriso dele morre, e ele vem me abraçar.

Mas ele se afasta com o grito que eu dou.

_ EU VOU SER PAPAI - grito e Erick pula em cima de mim gritando, e nossos familiares fazem o mesmo, puxando Lana pra junto daquele abraço.

Erick e eu havíamos combinado de que se desse certo, eu daria a notícia daquele jeito. E logo todos estavam rindo da forma que eu dei a notícia.

_ Ai sapatão, tô tão orgulhosa. - Erick diz choroso, e todos riem.

Abraço minha esposa por trás, e beijo seu pescoço, e acaricio sua barriga levemente, e a sinto sorrir.

_ É o nosso  bebê, amor. - digo emocionada, e ela assente, e vira a cabeça  levemente para me beijar.

_Nosso pequeno bebê.  - ela diz e sinto as lágrimas dela escorrem e pingarem na minha mão.

Erick vendo aquela cena, tirou uma foto de nós duas, e quando olhamos em sua direção, ele nos sorriu a acenou levemente.

Comemoramos bastante a vida do nosso pequeno bebê. E eu sentia uma felicidade tão grande dentro do meu peito, em certo momento naquele barulho que minha família fazia, eu me afastei a fui até a varanda da casa de meus pais, e fiquei a olhar as estrelas.

_ Obrigada, Deus. - agradeço baixinho e continuo a olhar as estrelas.

E fiquei assim por um tempo, até que sinto uma mão em meu ombro, e ouço meu pai falar.

_ Noite linda não é mesmo!? - ele pergunta sereno.

_ Perfeita, papai. - respondo feliz.

O silêncio pairou sobre nós por alguns minutos, até que meu pai se pronunciou.

_ Sabe Jennifer - ele começa e eu o encaro esperando ele continuar. _ Vendo você assim, com a sua família formada, com um filho a caminho... - ele já se encontrava com uma voz trêmula, mas mesmo assim continuou. _ Me faz ver o quão ingrato eu fui a Deus por ter te deixado, por não ter aceitado quem você era, por não ter te protegido... - respirou profundamente. _ Por não ter enxugado as suas lágrimas, por não ter conversado com você sobre seu amor por Lana, por não ter conversado com você, tentado entender o que você sentia. Jennifer eu passei esse tempo todo caminhando cegamente, achando melhor esquecer tudo, ao ter que lembrar o quão miseravel eu fui com você, minha filha. Eu preferi seguir em frente, para não mexer em uma dor antiga, mas acontece que ao invés de expulsa-lá, eu a enterrei no fundo do meu coração, e eu sei que você me perdoou, mas acontece que eu nunca vou parar de te pedir perdão pelo meu erro, por que eu não consigo me perdoar pelo o que eu fiz. - ele cai em um choro copioso, e eu o abraço fortemente.

_ O perdão sempre foi uma coisa que o senhor pregou em nosso lar, meu pai. Pregou amor, sinceridade, pregou respeito, e algumas vezes violência. Mas foram os valores que o senhor me deu, que não me deixaram sucumbir, e eu sei que é difícil se perdoar quando machucamos alguém que amamos, eu sei bem como isso funciona. Aquela mulher lá fora, eu já a magoei diversas vezes nesses anos de casadas, mas sabe o que faz passar a dor e a culpa desses meus erros? É olhar nos olhos dela, e ver que ela me perdoou, e que naqueles mesmos olhos existem amor direcionados a mim. Então entenda uma coisa meu pai, eu te perdoei, perdoei a mamãe e eu amo vocês dois com todo o meu coração, eu vou ser mãe, eu vou te dar um neto, eu estou terminando de formar a minha família. E pai, o senhor, a mamãe, Erick,  Dona Ashley, Lana e Matt sempre vão ser minha  família. Se perdoa papai, por que eu quero te ver feliz pra que o senhor cuide do seu neto que vem por aí. - digo e ele me abraça mais forte.

_ Cabe mais um nesse abraço? - ouço a voz de minha mãe, e assenti com a cabeça e ela se junto ao nosso abraço. Parecia que as dores tinham ido embora, finalmente estava tudo em seu lugar. As feridas tinham sido fechadas de vez, e que Deus abençoe minha família.

Após alguns minutos naquele abraço, meu pai se afasta e me beija o rosto.

_ Eu te amo, filha - ele diz e sai da varanda, entrando em casa novamente.

_ Vamos entrar filha? - mamãe pergunta, e eu assinto e a abraço e caminho pra dentro de casa.

Chegando na sala, vejo minha esposa sorridente, e sinto uma paz imensa no coração.

_ Muito obrigada, Jennifer - Minha mãe fala e eu a olho confusa.

_ Pelo o que exatamente?

_ Por não ter desistido de mim e do seu pai, por ter nos perdoado. - Ela diz sorridente, e eu abraço.

_ Obrigada por ter voltado pra mim - digo e ela assente.

_ Bem a farra tá boa, mas eu e Lana precisamos voltar pra casa, já está ficando tarde, e eu não quero por a vida da minha família em risco. - digo e escuto um coro.

_ ownnnnt - reviro os olhos e depois sorrio.

_Mas ja vai levar meu neto? - Dona Ashley pergunta chateada.

_ Já está tarde, Ashley. - digo e beijo seu rosto. Abraço matt e ele me pede pra cuidar bem do neto em um sussurro.

Nos despedimos de todos, e vamos em direção a nossa casa, chegando em casa abro a porta do carro para Lana, e entramos.

Já no quarto, nos deitamos abraçadinhas, e depois de algum tempo Lana pega no sono. Já eu, fiquei velando seu sono, e levantei um pouco a sua blusa a aproximei minha boca da sua barriga.

_ Ei bebê, você já pode me ouvir? Talvez não possa, mas eu prefiro acreditar que pode. Olha, eu e a sua mãe te amamos muito, muito mesmo. E planejamos a sua chegada, e prometo que vamos te receber de braços abertos. Eu tenho alguns conselhos para te dar sobre a sua mãe. Nunca contrarie as ordens dela, ela costuma ficar brava e tirar tudo que você gosta, no meu caso  a mamãe não deixa eu brincar com ela.  Sempre a faça sorrir, sempre arranque uma rosinha do Jardim e dê pra ela, arrume a sua própria bagunça, e nunca sobre hipótese alguma, coma a torta de chocolate dela. Ela ama aquela torta, as vezes eu penso que ama mais do que a mim. Sempre diga que a ama. Nunca deixe sua mãe triste, ela é frágil e sabe bebê ... O olhar magoado dela te quebra o coração. Então se você prestar atenção nesses conselhos, eu prometo que tudo vai dar certo. Ah bebê, faz uma coisa pra mamãe também, sempre peça desculpas a ela quando errar, e a ame muito. - termino o meu sussurro e ao olhar pra cima vejo minha esposa me encarando com os olhos marejados.

Ela me puxa devagar e se aconchega em mim, e me beija devagar.

_ O que você acha que vai ser? - ela pergunta se referindo ao bebê.

_ Eu tenho certeza que é um menino. - digo confiante.

_ E se não for? - ela pergunta

_ Eu vou ama-lá da mesma forma. Mas ela precisa vir parecida com você. - digo e ela assente sorrindo.

_ Eu te amo - ela diz de forma intensa.

_ Eu sempre vou amar você - digo e ela se aconchega mais ainda ao meu corpo, e depois daquilo dormimos.

Alguns meses depois

_Então mamães, prontas para saber o sexo do bebê? - Doutor Travell pergunta animado, e nós assentimos.

Lana se deitou na cama, e logo o médico passou o gel sobre a barriga da minha esposa, e começo o exame.

Tá vendo essa manchinha aqui? - o médico pergunta e nós assentimos. _ É o filho de vocês, parabéns mamães é um garotão forte e saudável. Nossas lágrimas corriam livres pelos nossos olhos, o coração do nosso filho batendo era com certeza o som mais lindo que eu já ouvi em toda a minha vida.

Quando o exame terminou, o médico nos deu uma cópia da ultra, impressa. E saímos em direção a nossa casa, e naquela noite( para comemorar) eu decidi fazer o jantar.

Decidi fazer o meu famoso espaguete, e logo me coloquei ao pé do fogão a comecei a cozinhar, minha esposa decidiu fazer uma fornada de cookies, afirmando que agora estava comendo por dois, e precisava se alimentar. Com o jantar pronto e a fornada também. Nos colocamos a jantar, quando terminamos começamos a namorar no sofá, e as coisas foram evoluindo de nível, minha mão já se encontrava dentro da sua calcinha, e ela gemia abafado devido ao beijo que dávamos.  A excitação já me dominava por completo, e quando eu estava pronta para penetra-lá, ela para e me empurra bruscamente. E eu a olho assustada, e ela diz.

_ Onde estão os cookies? - ela me pergunta e eu a olho incrédula.

_ Você parou nossa transa por cookies? - pergunto incrédula.

Ela se levanta e volta com os cookies, e um vidro se ketchup.

Ela se senta no sofá, e despeja o ketchup nos cookies, e eu a olho horrorizada.

_ Lana isso vai te fazer mal, me da isso aqui. - digo tentando tomar os cookies de suas mãos.

_ Eu estou com desejo, e se você tem amor a sua vida, eu espero que você retire suas mãos dos meus biscoitos. - ela diz de forma ameaçadora.

Eu me afasto e a olho horrizada por aquela mistura nojenta, que ela comia com tanto gosto.

2 meses depois

Hoje Lana completava 9 meses de gestação, e o nosso filho poderia vir a qualquer instante, é tanto que as malas já estavam preparadas no quarto do nosso bebê, para quando minha esposa entrasse em trabalho de parto, pudéssemos correr em direção ao hospital.

Minha esposa estava cada vez mais enjoada, e tinha uns desejos estranhos, e insistia em dizer que estava gorda e que por isso não transavamos mais. Mas a verdade é que o médico nos proibiu o sexo no 8 mês,então já fazem exatamente 1 mês que não fazemos sexo, e isso está deixando ela louca. Certo que não éramos ninfomaníacas, mas para quem fazia sexo todo dia, um mês é muito tempo.

Ela estava chateada comigo, por que por mais uma vez, ela tentou investir comigo, e eu recusei ( mesmo tentada a aceitar). Ela fica brigando comigo o tempo todo, mas poxa, eu também tô subindo pelas paredes, ela fica me excitando sabendo que não podemos ir até o fim. Isso é maldade.

Ela se encontrava virada pro outro lado da cama, sem encarar meu rosto. Eu tentei me aproximar algumas vezes dela, mas recebi em resposta xingamentos e alguns tapas.

Cansada de tentar, me permitir dormir. Sabendo que ela não conseguia dormir separada, assim como eu também não conseguia, em alguma momento da noite, nós ( mesmo que se forma inconsciente) dávamos um jeito de nós abraçarmos durante a noite.

Algumas horas depois

_ A-amor, a-acorda. - Lana gemia baixinho.

Acordei assustada, e olhei para minha esposa, e percebi que as mãos dela se encontravam na barriga e a cama estava molhada, me levantei nas pressas e a peguei nos braços.  De forma cuidadosa passei no quarto do nosso filho e peguei as coisas, as chaves, e ia empilhando tudo nos ombros, já que a minha esposa estava em meus braços, desci as escadas me segurando nos corrimãos, e abri a porta da frente e fechei com o pé.

Entrei as pressas com ela na garagem e a coloquei no banco do passageiro, e entrei no do motorista. Joguei as coisas pro banco de trás e arranquei com o carro.

Chegando ao hospital sai as pressas do carro, e peguei minha esposa nós braços e fechei o carro.

_ ALGUÉM, MINHA ESPOSA ESTÁ DANDO A LUZ. CHAMEM O DOUTOR TRAVELL. - Eu gritava desesperada.

Logo os enfermeiros apareçam e levaram ela pra dentro e barraram minha entrada, o que me deixou furiosa.

_ É o meu filho ali dentro, é a minha mulher, eu não vou ficar aqui, eu quero ver o parto. - eu dizia brava e enfermeira entrou sem me dar bola.

Ligo pros meus pais avisando tudo, e pedindo que eles avisassem aos outros.

Me sentei nos bancos da sala de espera, e depois de algum tempo o doutor travell aparece.

_ Vamos Jennifer, você não quer perder o parto do seu filho, quer? - o doutor pergunta risonho.

_ Nunca! - digo decidida e ele me acompanha. Entro em uma sala, passo por todos os procedimentos necessários para acompanhar minha esposa no parto.

Ao entrar na sala vejo Lana extremamente suada, e com uma expressão de dor no rosto. Ela me olha e começa a me xingar.

_ SUA FILHA DA PUTA, ONDE É QUE VOCÊ TAVA? IA ME DEIXAR SOZINHA? - grita e eu coro envergonhada.

_ Amor, eu precisava me preparar para entrar com você. - digo e ela não se conforma com a minha resposta.

_ EU ESPERO QUE VOCÊ PAGUE POR ESSA DOR QUE EU TO SENTINDO COM SEXO, MUITO SEXO. - Lana fala sem pudor algum, e eu seguro sua mão e beijo seu rosto.

_ Eu prometo que eu pago. Eu te amo, vai dar tudo certo. - sussurro e ela se acalma um pouco.

O médico se posiciona no meio das pernas da minha esposa.

_ Eu preciso que você faça força, vamos colocar esse garotão para fora. - o médico diz e nós assentimos.

_ No três... um, dois, três.

_ Hmmmmmm - Lana empurra.

_ De novo

_ Hmmmm - ela continua empurrando.

_ Vamos Lana, eu já estou vendo a cabeça.  - ele diz a encorajando.

_ Hmmmmmm - ela empurra e logo ouvimos o choro ecoar pelo quarto.

Após os procedimentos, o médico me perguntou se eu gostaria de cortar o cordão umbilical, e eu assenti. Cortei como ele me ensinou. E ele o põe nos braços de Lana.

Ao abrir os pequeno olhos, pudemos perceber que eram de um azul tão intenso, que nos tonteou por um tempo.

_ Ei pequeno, nós somos suas mamães e nós te amamos muito. - Lana diz  emocionada.

O médico pede para que eu me retire da sala, e a muito custo eu o atendi.

Fui até a sala de espera, e vi toda a minha família lá, e logo meus familiares correram em minha direção e me abraçaram.

_ Então, onde está meu sobrinho? - Erick pergunta.

_ Ele foi levado para o berçário, ele é tão lindo Erick. - digo emocionada.

Meu pai e minha mãe me felicitam, junto de Ashley, josh e Matt.

Depois de algum tempo a enfermeira diz que Lana já estava no quarto, e que logo nosso filho viria para a primeira amamentação.

Entramos sorrateiros no quarto, e eu vejo minha esposa com um ar cansado, e eu me sento na beirada da cama, e beijo seus cabelos, e em troca recebi um sorriso cansado.

Minha família conversava animadamente com Lana, até que a porta é aberta e uma enfermeira entra com nosso filho nos braços. E o entrega a Lana, que logo põe o peito pra fora e se põe a amamentar o pequeno.

_ Então, qual é o nome do pequeno? - a enfermeira pergunta com uma prancheta em mãos. 

Olho para Lana e ela me sorri, então pude ter a certeza de que ela já havia escolhido um nome para o nosso filho.

_ Kyle - diz serena encarando o rosto do pequeno bebê.

_ Kyle Jones Winter - repito abobalhada.

Ela me da um selinho, e nos ficamos naquele momento famila, até que minha família é forçada a se retirar para que Lana descansasse.

Eu fiquei no quarto acariciando seus cabelos, até que a mesma dormiu.

Fiquei encarando nosso filho que dormia ao nosso lado, então eu o peguei cuidadosamente em meus braços, e ele abriu os olhos. Senti uma paz imensa naquele momento, então a porta é aberta e um senhor entra no quarto, usava uma roupa branca e vinha com uma prancheta em mãos .

_ Olá menina, como anda a família? - ele pergunta feliz.

_ Maravilhosa senhor. - respondo sorridente.

O senhor deposita a mão na cabeça de meu filho, e o mesmo abre um sorriso banguela que me derreteu o coração.

_ Você vai ser muito feliz menina, eu tenho certeza. - ele diz

_ Eu tenho fé que irei - digo e ele vai se retirando do quarto.

_ Ei, eu me chamo Jennifer - me apresento.

_ Eu sei... Eu me chamo Miguel. - ele diz e sai do quarto, eu abro a porta e o procuro nos corredores, mas não o encontro, então volto para o quarto.

_ Bem filhão, já que somos só eu e você acordados, deixe-me contar uma história.

_ Ah muito anos atrás existia uma menina quebrada pela vida, que se apaixonou pela filha pastor e...

Atualmente...

_Bem, essa foi a história, espero que tenha aprendido bastante pro seu trabalho. - falo a minha neta, e ela beija meu rosto e Corre pro quarto.
Ao chegar na metade da escada ela grita _ Obrigada vovó.

_ Não tem de que - grito em resposta.

Meu filho me abraça.

_ Eu te amo mamãe.

_ Eu também te amo, filhão.

Logo Lana se junta ao nosso abraço.

A vida passou, levou muitas coisas, deixou muitas coisas. Eu espero sinceramente que meu filho tenha sido feliz, que meus netos tenham se casado, de alguma forma eu ainda olho por eles daqui de cima, e ainda falo com meu grande amigo...Miguel.


Notas Finais


Esse foi definitivamente o último especial da história, e eu quero que vocês comentem nesse, senti falta no outro Especial, já que não teve nenhum comentário, e espero que nesse, isso possa mudar. Amo muito vocês, e hoje encerro a caminhada de "A filha do pastor" espero que tenham sido felizes como eu fui, essa história me ensinou tantas coisas, e espero que tenham ensinado a vocês. Espero que tenham entendido uma coisa nessa história meus amigos, Deus nos ama independente de nossas naturezas sexuais, de nossas falhas, de erros. Espero que tenham entendido que o errado é algo relacionado a ponto de vista,e que em hipótese alguma, amar é errado. Adeus.


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