História A filha do pastor. - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Jikook, Min Yoongi, Sexo, Suga
Visualizações 74
Palavras 1.347
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Voltei rápido, né? Eu ouvi um amém?
Amém irmãosssss ❤
Aproveitem a leitura!

Capítulo 17 - Sobre casamentos, reencontros e verbos no passado.


Fanfic / Fanfiction A filha do pastor. - Capítulo 17 - Sobre casamentos, reencontros e verbos no passado.

— E-Ela não voltou, Yoongi... Eu sinto muito...

A verdade é que eu tinha tentado ligar para ela uma centena de vezes, mas não fui atendido. Ela me bloqueou em suas redes sociais. Estou completamente sem chão.

Entrei no avião contendo meus soluços. Ela sequer veio dizer um tchau. Ela... Ela só não se importou com isso.


Seven years later.


P.O.V. (S/n)


Hoje estou voltando. Finalmente.

Depois que aquela pessoa — não me atrevo a referir-me a ele por seu nome — foi embora sem mais nem menos, um ano de sofrimento, repulsa, saudade e ódio se passou, até que eu tomei vergonha na cara, e depois de terminar o ano na escola, passei em uma universidade em Busan, aqui na Coréia.

Jimin e Jungkook assumiram um relacionamento, provavelmente irão se casar.

Semana passada eu recebi a notícia de que hoje seria o casamento do meu pai. Ele e Min Hee se apaixonaram, e se permitiram amar outra vez. Isso resultou em um casamento. Sei que no começo eu fiquei magoada, mas tenho certeza de que minha mãe ficaria feliz ao ver papai finalmente dando uma chance ao amor depois que ela partiu. Estou me preparando psicologicamente. Estou tão ansiosa! Faltam algumas semanas para eu me formar, então... Por conta disso,  minha volta não será definitiva. Estou tão contente, pois irei rever meu pai! Meu amado pai...

Min Hee, e Minah, que já deve estar uma mocinha.

Irei rever meu pequeno Jimin, que veio me visitar algumas vezes, mas eu já estou com saudade. Rever o Jungkook, ver como estão aqueles lindos dentinhos de coelho.

Mas o fato que mais me faz orar e me preparar, é porque depois de tanto tempo eu irei ver aquela pessoa.

Isso me deixa triste.

Triste, chateada, raivosa. Dizer que eu superei tudo que aconteceu entre mim e aquela pessoa é uma mentira.

Nunca mais consegui me relacionar com uma pessoa, nunca mais consegui ver um futuro em alguém.

Se eu achei que eu tinha sofrido quando terminei com Jackson há anos atrás, é porque eu não fazia ideia do que iria sentir quando aquela pessoa fosse embora.

Ainda me lembro do dia em que ele se foi.

O trânsito estava péssimo naquela tarde, e, quando eu cheguei no aeroporto, me deparei com três pessoas chorando. Meu pai me olhou. Eu vi decepção no seu olhar.

— Você partiu o coração dele.

E essas palavras até hoje me atormentam em sonhos, pensamentos... A última coisa que eu queria era machucar aquela pessoa. Eu... Eu o amava.


[...]


— Pai!

Gritei em meio às lágrimas. Todos que estavam ali no casamento, a espera da noiva, pararam para olhar para a louca que gritava no meio do altar.

Meu pai sorriu emocionado e veio até mim.

— Está tão linda, minha garotinha... Tão crescida. Oh meu Deus... Olhe esse vestido! Olhe essas unhas. Você está uma mulher.

Meu pai chorava e eu também.

Só Deus sabe o quanto eu gritei com o taxista para que fosse mais rápido.

— Pensei que não viesse, meu amor.

— Desculpe, papai. O vôo atrasou...

— Pequena... Foi o único lugar que eu pude encontrar para você... Me perdoe.

Estranhei e me virei. Vi apenas uma cadeira vazia.

E então, quando os nossos olhares se encontraram outra vez...

Eu quis chorar, mas então... Ele sorriu.

Ele sorriu e toda a minha armadura caiu por terra.

Me aproximei, ainda um pouco receosa, e me sentei ao seu lado. Nossos olhares estavam conectados e... Droga, ele não perdeu a beleza do seu olhar.

Pensei que haveriam brigas, palavras soltas e jogadas ao vento... Mas não foi isso que aconteceu.

— Oi...

Ele me olhou e sorriu.

— (S/n)... Oi — me olhou com carinho. — Quanto tempo, não?

— Sim... Eu... Eu queria dizer uma coisa — o que eu estou fazendo?! Cale a boca, (s/n)! — Aquele dia... Eu cheguei no aeroporto e você já tinha ido embo...

— Tudo bem, tudo bem — ele me interrompeu. Mas espera... Quem era aquela mulher ali do lado olhando feio para nós dois? — Eu sei disso. Seu pai me contou. Mas isso ficou no passado, ok?

Assenti ainda meio abalada.

Eu o reencontrei. E houve risos, brincadeiras, intimidade, uma sintonia tão grande que ninguém sabe ao certo porque estamos separados.

Eu sei, ele sabe.

Depois de uma noite entre “amigos” no casamento de nossos pais, eu o quis por perto, como eu sempre quis. Como amigo, amante, canalha, zé droguinha, qualquer coisa que o segurasse aqui.

Porque o ter por perto é melhor que não o ter de forma alguma. Mas me perco e perco ele no caminho. Meu pai queria privacidade com Min Hee. Aquela pessoa ofereceu sua casa. Eu aceitei.

Quando finalmente sentia paz plena, fomos ver TV. Maldita TV. Humor, entrevista, culinária e eu só conseguia pensar em “como eu deixei ele escapar?”, nada que passasse ali poderia desviar a minha atenção do peito dele e do fato de que era tão acolhedor. Eu queria me jogar ali. Sempre me passou tanta segurança. Sempre esteve perto. Desculpa estragar nossa noite de “amigos”, desculpa por precisar do seu colo essa noite.

Por que raios eu o deixei partir naquele tempo? E enquanto tudo grita dentro de mim, da minha boca não sai uma palavra. Nada. Eu deveria? Eu poderia? Nunca fez diferença em todos esses anos. Não seria agora, né? Estou cansada de viver de quases, de pessoas e relações vazias, de meias-palavras, mas sou herdeira de uma incrível habilidade de estragar tudo. Tudo dito, nada feito.

Qual a graça em mostrar a beleza dos sentimentos a quem está de olhos fechados? Pois é, nenhuma. Não quero quases. Não quero colocar palavras na sua boca. Não quero me contentar com tudo que foi idealizado só na minha mente. E a minha bipolaridade sentimental machuca.

Meus desejos bipolares fazem com que eu desista.

Afirmo e reafirmo, eu o superei (não), mas como eu queria que no fundo fossemos nós novamente. 

Queria muito porque sei que poderia mudar o rumo das nossas vidas. Porque eu sei que nós somos lindos juntos.

Ele foi meu primeiro amor, por um momento meu mundo e eu o esperei, me magoei, aguentei firme até não poder mais.

Esses anos... Inconscientemente eu esperava por ele.

Ambos mudamos tanto, mas eu nunca disse que queria o passado de volta. Eu ficaria feliz em passar o resto da minha vida o redescobrindo e me descobrindo nele.

Mas é óbvio, isso não pode acontecer.

Naquele sofá, assistindo àquela maldita TV, eu finalmente o abracei forte.

Como eu senti falta do abraço dele... O seu perfume ainda era o mesmo.

— V-Você gostou de Los Angeles?

— Sim. Foi um ótimo lugar. Apesar do primeiro ano ter sido um pesadelo... — Por um segundo pude ouvir o tom alegre de sua voz ser substituído. — ... Depois eu me recuperei e tudo ocorreu bem.

— Se recuperou de quê?

Ele me olhou triste.

— De você.

Fiquei em silêncio.

— Eu... Eu queria ter ido me despedir de você...

— Eu sei, pequena, eu sei.

— E eu também quis manter contato. Sabe, Yoongi... Naquele tempo eu lembrei de tudo. Foi naquele dia que eu levantei, percebi que havia lembrado e que deveria te ver. Foi no dia em que nós nos beijamos pela última vez.

Ele se afastou de mim com os olhos úmidos.

— P-Por que não me contou?

— Eu tentei! — me defendi. — Eu juro! Mas então... Você disse que iria embora.

— E você não ficou. Pelo contrário, foi direto para os braços do Jackson.

— O quê?! Eu estava magoada!

— Eu também estava magoado!

Me levantei do sofá, vendo ele repetir o ato. Eu sabia que o momento de discussão iria chegar, eu sabia... Mas não queria.

— Você sequer me deixou falar naquele dia!

— Mas (s/n)! Se coloque no meu lugar, eu estava simplesmente fazendo um café e aí você chegou do nada e me beijou!

— Você retribuiu!

Estávamos praticamente aos gritos.

— Eu te amava, (s/n)! Como eu poderia não retribuir quando era o que eu mais queria?!

Por que esse verbo no passado me doeu tanto? Não me contive, e perguntei, em voz baixa:

Amava? — ele me olhou sério e eu, apesar da vontade de soluçar e gritar, mantive o tom sério e baixo. — Você não me ama mais, Yoongi?


Notas Finais


Só eu que estou ansiosa para o próximo capítulo?


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