História A Filha do Presidente - Capítulo 6


Escrita por: ~ e ~Fanfics_Monick

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Palavras 1.936
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Visual Novel
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Todos os créditos a diva da Monick <3

Capítulo 6 - Capítulo 06


O mesmo no pregou os olhos a noite toda e quando era perto das seis da manhã se levantou. Diferente da outra vez que não dormiu a noite ele não estava com sono, estava mais acordado que nunca.

– Não dormiu de novo? – perguntou Simón ao ver as feições do amigo.

– Não.

– Por quê? Pensando de novo na tal Ada?

– Não, deixe para lá. – fala seco.

– Hum. – murmurou Simón.

Arrumaram-se e desceram para o café e Matteo começou a procurar Benjamin no meio dos outros jovens que esperavam o refeitório ser aberto. Não o encontrou e começou a imaginar onde o rapaz loiro poderia estar.

– Antes de entrarem para o café, quero que me acompanhem, por favor. – disse Mariano. – Sigam-me. – ordenou.

Todos os seguiram para o grande pátio onde havia um palanque e mais alguns homens do exercito. Matteo encaixava as peças deste quebra-cabeças com a certeza que tinha haver com a confusão da noite passada.

– Veem este rapaz? – pergunta Mariano ao subir no palanque. Pois então... – apontou para o garoto que estava sendo segurado por dois homens. – Ele não nos obedeceu e será punido. Benjamin González foi líder de um pequeno grupo opositor aqui dentro e vai ser condenado por isso. – todos estavam em silêncio. – Podem achar exagero, mas quero que entendam, se vão servir o país, se querem trabalhar para o presidente e sua família, não podem ser contra as normas.

Matteo estava inerte, não conseguia crer que ontem a noite quase foi preso e poderia estar até mesmo no lugar daquele rapaz que estava com sinais de ter sido agredido.

– O único que será punido na frente de vocês será o Sr. González. Os outros sete participantes do grupo já foram expulsos daqui e terão suas devidas punições, portanto podem começar senhores.

Mariano desceu do palanque e a atenção do público só aumentou. Os homens agrediam o rebelde e o humilhavam, deixaram claro que armar algo pelas costas do governo não era algo viável. Matteo colocou na cabeça que fugir daquilo era a pior saída.

[...]

Enquanto um jovem se via dentro de um filme de tortura, uma garota se perguntava o que era necessário para ser feliz. Luna se recusava a levantar e Yam levou seu café da manhã no quarto. Depois da garota trocar o simples pijama por um short confortável e uma regata sentou-se na cama para se alimentar.

– E Tamara? Quando vou ter aulas de novo? – a morena fala após levar uma torrada à boca.

– Acho que na outra segunda-feira. – responde Yam penteando os cabelos de Luna. – Vou confirmar e...

– Maninha. – Ámbar deu uma batidinha na porta. – Posso entrar?

– Ámbar? – Luna estava visivelmente indignada com a visita.

– Vim falar com você, me permite?

– Não se finja de boa moça, me poupe. – soltou ela friamente.

– Nossa Lu, vim numa boa aqui.

– Sei, acredito assim como também creio que tudo começou depois de uma explosão que matou os unicórneos. – disse irônica.

– Ai, ai. – Ámbar sorriu de leve. – Você e seu bom humor, senti saudade disso. – ela entrou e encostou a porta. Luna bufou, Yam prendeu os cabelos da garota em um coque e se retirou deixando as duas a sós.

– Ainda está aqui? – perguntou a menor grossa.

– Estou sim. – Ámbar respondeu se aproximando.

– O que quer?

– Te pedir desculpas.

– Pelo que? Ah já sei, pedir desculpas pelo dia em que mostrou para a mamãe que é melhor que eu. – a morena riu pelo nariz.

– Do que está falando? – ela franziu o cenho.

– Não se lembra do dia em que eu tinha seis anos e você dez? – Ámbar sentou-se na beirada da cama para dar mais atenção à fala da irmã. – A mamãe nos deu folhas para desenhar e eu bem, não desenhei nada só rabisquei. E você desenhou um lindo lago enquanto eu achava que meus rabiscos eram um desenho.

– Luna você tinha seis anos e era, digo ainda é cega. O que queria?

– Queria que compreendessem que eu não vejo nada. Como posso desenhar algo sendo que não enxergo. – ela começou a se exaltar.

– Olha se acalme. Nunca fiz nada de mal a você. – se defendeu.

– Para com isso! – exclama a morena.

– Parar com o que? – a loira também estava começando a se irritar.

– De se fazer de inocente. Está na cara que só faz isso para me irritar ou para passar a imagem de santa para os outros.

– Não tem ninguém aqui. – replicou a maior dando de ombros. – E pare de gritar comigo.

– Não importa, estou cansada de conviver com pessoas falsas. Se minha própria mãe não me ama, quem gosta de mim?

– Ela gosta sim de você. Dê uma chance para ela.

– Saia daqui. – Luna pediu irritada.

– Ai, para mim deu. O Rey me pediu para vim aqui conversar com você, mas não dá. A mamãe está certa você é louca, hipócrita, não está feliz com nada e sempre quer tudo ao seu modo. – cuspiu as palavras para a meia irmã. – Ingrata!

– Some daqui. – fala sem qualquer educação.

– É o que eu farei mesmo. – a moça diz se levantando.

– Vai tarde. – Luna estava brava.

Ámbar deixou o quarto batendo a porta com violência e isso só fez Luna se sentir pior. Ela rezava a todo instante para seu “anjo” aparecer, mas seu desejo não se realizava.

 

Quatro anos depois

 

– É Luna não pode desanimar agora. – disse o médico. – Conseguimos recuperar um pouco mais de vinte por cento da sua visão, é um começo. – afirmou.

– Mas você não disse que iríamos fazer outra cirurgia? – ela perguntou, estava sentada na cadeira de frente ao médico.

– Disse, mas vamos com calma. Você acabou de fazer dezoito anos tem muito tempo ainda. Vamos continuar com as estimulações visuais e depois vemos, certo?

– Tudo bem.

– Não desanime, vai ver que valerá a pena.

– Tomara. – ela murmurou.

– Ora senhorita me desculpe dizer, mas já passou por tantas coisas, não acho que deveria se desanimar tão fácil assim.

– É que as coisas não estão fáceis para mim. – Luna referia-se a sua deficiência e sua relação com a mãe e a meia irmã.

– Bem, tenha uma boa tarde. – despediu-se da moça.

– Igualmente. – responde deixando a sala em seguida na companhia de Ramiro.

[...]

Já era quase nove da noite. Ámbar, Sharon, Rey e Luna jantavam em silêncio até que um dos assistentes do presidente entrou na sala.

– Mandaram te entregar senhor. – disse o rapaz de estatura baixa para seu chefe. – É do senhor Mariano Riera. – entregou um envelope ao homem.

– Ah sim obrigado Miguel. – fala o presidente e o outro logo se retirou.

– O que é isto? – perguntou Sharon.

– Vou descobrir.

– Quem é esse tal Mariano? – Ámbar pergunta com curiosidade.

– Um dos homens que é delegado aqui na cidade. Imagino que sejam os nomes dos jovens que passaram no teste para trabalhar aqui. – responde Rey. – Bom, vamos ver. – abriu o envelope e começa a lê-lo. – Nossa somente quatro passaram, nunca foi um número tão baixo. Enfim os nomes são: Francisco Rodríguez, Matteo Balsano, Nicolás Navarro e Simón Álvarez. – nenhuma das moças deu bola à lista. – Vou ter uma reunião com o Miguel e vamos fazer a distribuição deles.

– Não se esqueça de mandar aquela imprestável da Yam embora, pelo amor de Deus. – disse Sharon revirando os olhos.

– Primeiro ela nem trabalha para você Sharon, mas sim para a Luna. – começou Rey. – Fora que essa reorganização não tem nada a ver com as empregadas e sim com os seguranças. Então nenhuma mudança nas outras áreas. – a loira somente o olhou torto, não gostou da resposta do marido.

– E eu? Quando irão me disponibilizar um segurança? Tenho os mesmos direitos que vocês. – fala Ámbar.

– Calma, minha prioridade é encontrar um bom segurança para a Luna já nós eu verei depois. – explicou o homem. – Bom, vou indo me deitar. Amanhã bem cedo tenho a reunião. Boa noite para vocês.

– Boa noite. – dizem as três.

Ele se retirou e depois de uns quinze minutos todos já estavam em seu quarto. Porém enquanto havia uma família alimentada, satisfeita e confortável. Havia um grupo de quatro jovens que estavam a ponto de mudar de vida.

– Bom, já se passaram quatro anos. Todos aqui estão maduros o suficiente para proteger o país de vocês. – pronunciou-se Mariano. – Quero parabenizar vocês, afinal um grupo que de início havia trinta garotos e que hoje tem dez é realmente impressionante. – contentou. – Bem somente quatro de vocês passaram e trabalharão na casa do presidente.

Todos os dez rapazes estavam atentos e quando Mariano se referiu a quantidade de rapazes no momento muitos se lembraram do falecimento dos amigos, da exclusão ou da desistência dos colegas – Gastón era um dos que desistiram – outros acabaram se ferindo em treinamento e faleceram e boa parte foi se tornando opositora ao exercito, o que fez muitos serem banidos do treinamento.

– Os senhores Álvarez, Balsano, Navarro e Rodríguez irão amanhã para a casa do presidente, lá será feita a organização de vocês. – explicou o homem. – Então vão se deitar e descansem será um dia cheio. – finalizou. Todos assentem e vão para seus quartos. Matteo ainda dividia o quarto com Simón.

Durante aquela noite, Matteo acordou exaltado e com os pensamentos tumultuados junto de uma dor no peito. Não sabia explicar exatamente, mas não era uma dor física, entretanto ignorou tal sensação e voltou a dormir, mas ainda sentia-se incomodado.

[...]

No dia seguinte por volta da oito da manhã todos incluindo Sharon, Ámbar e Luna estavam em uma reunião, o assunto: a chegada dos novos funcionários.

– Bom, acho que não preciso explicar como o porquê da vinda deles, certo? – disse o assistente do presidente, Miguel. – Enfim, foram enviados quatro jovens, dois com vinte e dois anos, um de vinte e quatro e outro de vinte e cinco. Eles serão responsáveis por cada membro da família Benson. – todos prestavam atenção. – Eu junto do Sr. Reinaldo fiz a distribuição e será o seguinte. Levei em conta o desempenho no treinamento do exercito os mais bem vistos foram os senhores Álvarez e Balsano os dois de vinte e dois anos, ou seja, eles serão designados à senhorita Luna. – a garota não se agradou com a ideia, já não gostava de ser seguida por um segurança imagina por dois. – O senhor Rodríguez trabalha para a dona Sharon já que ele é mais velho e o senhor Navarro para a senhorita Ámbar. – completou o homem. – O Ramiro Ponce antigo segurança da senhorita Luna trabalhará para o senhor Reinaldo por conta da sua experiência.

Foram dadas mais algumas informações e depois todos foram liberados. Sharon, Ámbar e Luna caminhavam pelo corredor em direção à sala de visitas.

– Aposto que o tal Sr. Navarro deve ser lindo, pensa só faz parte do exercito, tem vinte e quatro anos. Deve ser perfeito. – comenta Ámbar animada.

– Vá com calma Ámbar, ele não pode ter mais do que uma relação de trabalho com você. – advertiu Luna. – É regra.

– Ela não é filha do presidente nem nada, ou seja, é uma pessoa normal que mora aqui. Ela pode namorar quem quiser. – retrucou Sharon.

– Pensem como quiserem. – a morena anda mais depressa, ainda usava a bengala, mas agora começava a ter noções da luminosidade do local que estava.

[...]

Por volta das onze da manhã todos estavam na sala principal para receber os novos seguranças. Miguel era responsável por eles e os quatro jovens o seguiram até a tal sala.

– Bem esses são seus novos patrões. – apresentou o assistente.

Ámbar fixou o olhar em Matteo ela torcia para que o moreno fosse o tal Sr. Navarro, mas estava enganada. Simón e Matteo mantinham a atenção em Luna, fixaram o olhar nos olhos vazios da moça e ela nem sonhava que estava sendo observada pelos dois rapazes.


Notas Finais


Link da fic original: https://fanfiction.com.br/historia/602723/A_Filha_do_Presidente

Link do perfil da autora no Nyah: https://fanfiction.com.br/u/543490/

Link do perfil da autora no Spirit: https://spiritfanfics.com/perfil/nicolly_coletta

Enfim se passaram os quatro anos, e aí o que vocês acham que acontece a partir de agora? Comentem, eu ficaria muito feliz e autora ( a diva da Monick ) também.

Obrigada a quem leu, comentou e favoritou o capítulo anterior. Vocês são os melhores! <3


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