História A Filha do Presidente - Capítulo 7


Escrita por: ~ e ~Fanfics_Monick

Exibições 199
Palavras 2.594
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Visual Novel
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Todos os créditos a diva Monick <3

Capítulo 7 - Capítulo 07


Ámbar fixou o olhar em Matteo ela torcia para que o moreno fosse o tal Sr. Navarro, mas estava enganada. Simón e Matteo mantinham a atenção em Luna, fixaram o olhar nos olhos vazios da moça e ela nem sonhava que estava sendo observada pelos dois rapazes.

– Senhor Rodríguez esta é dona Sharon, trabalhará para ela. – disse Miguel virando-se para o rapaz de cabelos castanho-claros. – Você senhor Navarro trabalhará para a senhorita Ámbar. – apontou para o outro rapaz de cabelos loiros com um topete e olhos verdes. – Ámbar logo saiu de seus pensamentos, se decepcionou por seu segurança não ser o moreno por quem estava se interessando. Sharon saiu da sala assim que soube quem trabalharia para ela. – Bom, vocês dois senhores Álvarez e Balsano trabalharão para a senhorita Luna. – completou Miguel. Os dois rapazes tiram o foco da morena e prestam atenção ao que o homem dizia. – Vocês irão se dividir em turnos. Manhã, tarde e noite, revezem entre si. – explicou. – Já os de mais farão os turnos de manhã, tarde e outros momentos que forem precisos. Agora os quatro me acompanhem, vou levá-los para seus quartos.

Os quatro jovens seguiram Miguel pelos corredores da casa de móveis caros, ficavam impressionados com o número de quartos e o grande espaço da residência. Cada um teria seu quarto, depois de quatro anos haveria um pouco de privacidade. Simón entrou em seu quarto, começou a organizar suas coisas e viu sobre a cama um livro de poucas páginas titulado “Seus Deveres Durante Sua Estadia” o pegou nas mãos e começou a foliá-lo. Logo na primeira página dizia:

– Sua relação com as pessoas residentes é de somente trabalho;

– Relacionamento fora do campo profissional causará demissão imediata;

– Sua vida particular não pode interferir em seu desempenho;

– Seguir normas e reforçá-las entre os colegas de trabalho é essencial;

– É inaceitável a interferência na rotina do presidente e de sua família.

Simón notou que o trabalho não seria tão fácil assim quanto parecia, tinha se atraído por Luna, seria impossível conviver com a moça e não acabar se atraindo cada vez mais. Ele deixou o pequeno livro de lado e terminou de organizar suas coisas, depois tomou um banho de verdade depois de anos.

[...]

Enquanto um rapaz se organizava outro estava perdido em pensamentos. Matteo também tentava organizar suas coisas, mas a atenção não estava nesta atividade e sim na sua patroa, porém assim que bateu os olhos no pequeno livreto sobre a cama mudou de pensamento no mesmo instante, se focou totalmente no trabalho. Ele não se esqueceu do fato de quase ter sido preso quando estava nos primeiros dias de treinamento e depois desse acontecido se policiava o tempo todo.

[...]

Por volta do meio dia, Miguel se reuniu com Matteo e Simón para uma breve conversa antes dos rapazes iniciarem oficialmente seu primeiro dia de trabalho.

– Bem, vocês já começam logo após o almoço. Qual de vocês faz o turno da tarde? – perguntou o homem, os dois se entreolharam.

– Eu faço. – Simón respondeu.

– Certo, trabalhará até às oito da noite e você Matteo faz o turno da noite que será até às sete da manhã. – explicou Miguel. – Depois Simón trabalhará das sete da manhã até a uma da tarde e assim vai sucessivamente, entendido?

– Sim senhor. – falam juntos.

– Ah, antes que eu me esqueça como já sabem senhorita Luna não enxerga, quer dizer enxerga, mas é muito pouco. Enfim, vocês terão que ficar com ela o tempo todo. Antes era apenas quando ela necessitava ir a algum lugar, e essas coisas, entretanto... – suspirou. – Devido a alguns acontecimentos mudamos isso. Vocês sempre terão que observá-la, seja no quarto ou em qualquer outro lugar. Alguma pergunta?

– Não. – ambos respondem.

– Ótimo, bom trabalho Simón. E Matteo descanse bastante, vai precisar. – os dois assentem e cada um vai para um canto.

[...]

A família Benson almoçava em silêncio, as brigas entre Luna e Sharon haviam diminuído consideravelmente, Ámbar e Luna ainda não tinham achado um acordo para se darem bem e essa situação era ruim para todos.

– Quando vai ao médico novamente? – perguntou o pai a Luna.

– Não sei, acho que na quinta.

– Hum daqui dois dias. Quero que já fique ciente que não é o Ramiro que a levará.

– Eu sei. Teria como ligarem para a Nina vir comigo?

– Vou falar para o... Como é o nome dele mesmo? É, ah sim vou pedir ao Simón que ligue para ela vir aqui.

– Obrigada. – ela agradece. O pai acariciou de leve a mão esquerda da filha que estava sobre a mesa, ela sorriu com o gesto. – Não sabe como estou ansiosa para um dia poder ver.

– Um dia vai minha filha. – diz Rey dando esperanças a garota.

– Ai de novo com essa besteira? – reclama Sharon. – Deveria tirar isso da sua cabeça.

– Sharon, por favor. – brigou o homem.

A mulher bufou, se levantou e se retirou do salão, passou pela porta e trombou em Simón que estava ali. Ele ouviu o comentário da mulher e achou uma coisa injusta. Luna percebeu que deixou o clima ruim e também decidiu se retirar, levantou-se e Rey logo fez sinal para que Simón se aproximasse.

– Acompanhe ela, por favor.

– Sim senhor. – disse Simón. – Senhorita. – estendeu o braço a moça e ela o procurou com as mãos. – caminham pelo corredor em um silêncio profundo. Luna estava quieta queria conversar com Nina sobre qualquer assunto, queria alguém para se distrair. – Aonde quer ir senhorita Luna? – perguntou Simón perdido nos olhos esverdeados de Luna.

– Ao meu quarto, por favor.

– Como quiser.

– Ah peça para Yam que ligue para Nina vir aqui, diga que fui eu que pedi.

– Tudo bem. – fala ainda encantado com os olhos da garota. Achava um pecado aqueles belos olhos não terem o dom da visão. Depois de quase cinco minutos ela estava em seu quarto.

– Sei que tem que me vigiar o tempo todo, mas a minha amiga está vindo, então... – ele a interrompeu docemente.

– Certo, qualquer coisa é só chamar, com licença. – ele a deixou sozinha.

– Toda. – se senta na cama.

[...]

Passa-se meia hora e Nina já estava lá, as duas conversavam no quarto de Luna e de fundo as suas conversas tocavam músicas aleatórias de um CD que Nina havia trazido.

– Ai amiga é uma pena você não poder enxergar. Você ia se derreter pelo seu mais novo segurança. – comentou a garota.

– Eu imagino, a voz dele pelo menos é muito bonita. – Luna sorriu de leve.

– Quando eu fui entrar no seu quarto ele estava de plantão ali na porta. Não consegui ver o nome dele no crachá, só sei que o sobrenome é Álvarez.

– Se me lembro bem, o nome dele é Simón.

– Hum não sou fã do nome, mas a aparência. – Nina riu. – Já é outro caso.

– Nina, que isso? – Luna reprovou as palavras da amiga.

– Oras, sou uma mulher livre, solteira, que mal tem?

– E o Pedro?

– Que tem ele? – pergunta confusa.

– Não tem mesmo falado com ele?

– Não. Ele estava envolvido com outra, esqueceu? Faz anos que o esqueci, estou pouco me importando. – ela deu de ombros demonstrando seu desinteresse.

– Ah. – murmurou Luna.

As duas conversaram bastante e Nina foi embora por volta das seis da tarde. Yam como sempre ajudou Luna a se trocar e arrumar-se. Em menos de duas horas a família Benson receberia para jantar a mãe do presidente. A empregada recomendou que Luna usasse o vestido amarelo claro que tinha algumas flores alaranjadas como estampa e nos pés uma sapatilha simples e delicada de cor salmão. Os cabelos soltos e somente uma pequena trança feita para segurar a franja.

[...]

Enquanto Luna se arrumava para reencontrar a avó, Matteo se arrumava para fazer seu primeiro turno. Colocou o uniforme que era azul marinho e ficou somente esperando o horário. Estava realmente focado no trabalho, não se importava de Luna ser atraente ou coisa do tipo. O livro de regras havia deixado bem claro que a relação deles deveria ser totalmente profissional. Enquanto aguardava os minutos passarem, sentiu novamente a mesma sensação da noite passada, o moreno estava começando a se incomodar com isso. Ignorando essas sensações e pensamentos ao ouvir batidas na porta do quarto disse um “Já vou” e deu uma última olhada no espelho pra ver como estava.

– Seu turno começa agora. – disse Miguel assim que Matteo abriu a porta. – Sua primeira tarefa: Buscar a senhorita Luna e a levar ao salão para jantar.

– Certo. – assentiu o rapaz.

– Ah me deixa perguntar uma coisa, leu aquele livro que estava sobre a cama?

– O li sim, por quê?

– Por nada, que bom que leu e espero que siga as regras.

– Pode confiar em mim meu foco é trabalhar.

– Perfeito, agora vá e se lembre não a deixe sozinha.

– Sei que está em cima da hora, mas é só por ela ser cega que não se pode deixá-la sozinha? – questionou Matteo, a curiosidade dele em relação a morena era grande.

– A história é longa, depois eu conto agora vá.

O rapaz seguiu para o quarto da filha do presidente. Estava ansioso para começar o trabalho, estava até animado. Assim que soube que a renda a ser mandada a mãe todo mês aumentou, ficou mais empolgado. Ao chegar ao quarto da garota, bateu na porta e Yam a abriu.

– Vou chamá-la, só um instante.

– Obrigado. – agradeceu ele e se encostou à parede. Em menos de dois minutos a moça já estava ali.

– Aqui está ela. – disse a empregada dando a mão da moça para o rapaz. – Sabe onde é o salão, não é?

– Sei sim. – responde segurando seu riso.

– Ótimo. – comentou ela. – Bem senhorita Luna até mais tarde.

– Até Yam. – a garota entrelaça o braço no de Matteo colocando a mão esquerda também sobre o braço do rapaz.

A garota sentiu um frio na barriga e uma corrente elétrica invadir seu corpo era uma sensação boa, porém nova para Luna. Os dois caminharam em silêncio.

– Tem um pequeno degrau cuidado. – manifestou-se Matteo.

Realmente se ele não tivesse avisado, Luna tropeçaria. Ramiro sempre a avisava se havia algum obstáculo a sua frente. Ela ficou feliz em saber que seu novo segurança também faria o mesmo.

– Como é seu nome mesmo? – pergunta.

– Matteo, Matteo Balsano. – responde naturalmente.

– Ah sim, imagino que deva estar aqui pelo dinheiro.

– O que quer dizer com isso? – fala enquanto olha para frente, recusava-se a olhar as belas feições da moça.

– Quatro mil reais só para levar uma cega para jantar ou almoçar, levar ao médico ou algo assim. Admita é um trabalho péssimo, mas compensador.

– Não vejo meu trabalho com esses olhos senhorita, vejo como um emprego normal, honrado como qualquer outro.

– Entendo. – ela sorriu tímida, gostou da resposta do rapaz.

– Mais a frente tem dois degraus senhorita.

– Ah obrigada. – agradece novamente. Logo Luna já estava no salão para jantar. – Quem está aqui? – sussurrou para o maior.

– Além do seu pai, sua mãe e a senhorita Ámbar tem uma senhora. – usa um tom baixo para que somente Luna escute.

– Deve ser minha avó.

Matteo a levou até a cadeira, a sentou ao lado da avó e se afastou. Ele notou os olhares de Ámbar e os ignorou por completo, teve de permanecer dentro do salão, porém estava afastado da moça. O moreno ainda podia notar os olhares profundos da meia irmã de Luna, mas não os retribuía.

– Então, como vai minha neta linda? – indaga à senhora de quase setenta e cinco anos, virando-se para Luna.

– Vou bem vovó e a senhora? – sorriu.

– Também minha querida. Eu estava com saudade.

– Também estava.

– Reinaldo quem é o rapaz que trouxe Luna até aqui? – a senhora virou-se para o filho.

– Ele é um dos novos seguranças da Luna, chegou hoje por quê?

– Por nada. – a mulher sorriu de leve. – Ele é bonitão. – sussurrou no ouvido da neta, a mesma sorriu tímida e um pouco corada.

Sharon conversava tranquilamente com a sogra durante o jantar, Ámbar não cansava de investir em Matteo e Luna assim como o pai ficou em silêncio. Depois de terminar a refeição a avó de Luna se retirou, Ámbar acompanhou a senhora e depois foi para o quarto. Luna, Rey e Sharon ainda continuavam na mesa.

– O que achou dos rapazes? São bons?

– São sim. Atenciosos e parecem ser bem respeitosos principalmente em relação às regras. – responde Luna. – Mas ainda acho desnecessário dois seguranças.

– Mas tem dois seguranças e pronto, que garota reclamona. Não está bom? Fique sem nenhum, ande trombando em tudo por aí. – comenta a loira calmamente. – Ingrata.

– Não fale isso Sharon. – falou Rey.

– Eu digo sim sou mãe dela. – retruca a mulher ainda tranquila.

– Não jogue na minha cara o fato de eu ser cega, não tenho culpa. – Luna altera a voz.

– Filha se acalme. – pedi o pai.

– Não dá para ficar calma, não dá para acreditar que minha mãe me trata dessa forma.

Tais palavras de Luna fizeram todos prestarem atenção na discussão. Matteo estava somente ouvindo e disfarçando o grande interesse na conversa, alguns outros empregados ali faziam a mesma coisa e às vezes cochichavam entre si sobre o que era dito por Sharon e Luna.

– Você me respeite. – ordenou Sharon. – Não sou obrigada a ouvir essas bobagens suas.

– Não sou obrigada a ouvir tudo calada. – grita a mais nova. – Me dói saber que minha própria mãe pensa essas coisas horríveis sobre mim.

– Sai daqui Luna, sai antes que...

– Sharon se acalme, ok? Não tem necessidade de agir assim. – diz Rey, o homem virou-se para Matteo. – Rapaz leve a Luna para o quarto dela, por favor.

– Sim senhor. – o moreno se aproxima. – Senhorita Luna. – estendeu o braço, porém ela não conseguiu encontrar, então o rapaz pegou as mãos da moça e as segurou. – Com licença senhor presidente. – se afasta acompanhado da jovem.

– Sharon se não mudar esse seu comportamento, pedirei o divorcio. – adverte o pai da garota.

– Vai o que? – exclama a mulher. – Que absurdo.

– O que ouviu, estou cansado dessas discussões.

– Brigue com sua filha, não comigo. – ela disse em defesa. – Ela sim só discute e não tem um pingo de educação.

– Pare com isso. – grita autoritário. – Ela é sua filha. – isso fez Luna que ainda não tinha cruzado a porta do salão parar de caminhar.

– Peça divorcio mesmo pai. – fala com a voz chorosa. – Infelizmente ela é minha mãe, mas eu te peço separe-se dela, por favor. Pelo amor de Deus. – gritou a última frase.

– Cala boca sua vagabunda. – cospe Sharon, não sentia culpa por falar mal da própria filha. – Desaparece da minha frente. – caminhou depressa na direção de Luna. – Leve essa infeliz daqui agora, antes que eu mate ela. – aponta para Matteo com a voz totalmente alterada.

– Sim senhora. – o segurança engole em seco. Ele estava impressionado com a atitude da mulher para com a filha. A garota percorreu o corredor com finas lágrimas no rosto, chorava em silêncio.

– Onde está me levando? – pergunta em tom baixo.

– Para seu quarto, como seu pai mandou. – responde sem olhá-la.

– Me leve até o jardim. – pediu ela.

– Há esta hora? – o moreno questiona parando de caminhar.

– Sim, me leve ao jardim dos fundos.

– Está frio lá fora. – argumentou.

– Não importa apenas me leve. – disse em tom forte.

Matteo olhava todo tempo para frente e fez o que a garota pediu. Em poucos minutos lá estava Luna sentindo o ar frio bater em seu rosto, Matteo se afastou da moça a deixando livre somente a observava em silêncio. A garota com um pouco de dificuldade se sentou na grama úmida e esfregou as mãos nos braços demonstrando sentir frio.

– Quer entrar? – perguntou Matteo.

– Não. – responde. – Quero que se sente aqui ao meu lado. – pediu ela.


Notas Finais


Link da fic original: https://fanfiction.com.br/historia/602723/A_Filha_do_Presidente

Link do perfil da autora no Nyah: https://fanfiction.com.br/u/543490/

Link do perfil da autora no Spirit: https://spiritfanfics.com/perfil/nicolly_coletta

Obrigada a quem leu, comentou, favoritou...


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