História A Filha do Presidente - Capítulo 8


Escrita por: ~ e ~Fanfics_Monick

Exibições 191
Palavras 1.975
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Visual Novel
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Todos os créditos a diva da Monick <3

Capítulo 8 - Capítulo 08


A garota com um pouco de dificuldade se sentou na grama úmida e esfregou as mãos nos braços demonstrando sentir frio.

– Quer entrar? – perguntou Matteo.

– Não. – responde. – Quero que se sente aqui ao meu lado. – pediu ela.

Ela mantém o olhar para frente, não via nada, mas sentia que Matteo a olhava fixamente. O moreno a observava incrédulo, não entendia o porquê de seu pedido.

– Como?

– É, sente-se. Vai ficar em pé? – disse.

– Mas senhorita eu...

– Só fui simpática. – comenta em voz baixa.

– Não me interprete mal. – Matteo tentou consertar a situação, sabia que a moça estava magoada. – É só que eu estou fazendo meu trabalho.

– Só quis que não pensasse que sou mimada ou “cri cri” por ser filha do presidente. – ela abaixou a cabeça nos joelhos e se encolheu com frio.

– Tem certeza que não quer entrar? – se aproximou devagar. – A senhorita está até encolhendo-se com o frio.

Ela negou com a cabeça e ainda permaneceu do mesmo jeito. Matteo se aproximou mais da moça e tirou o palitó que fazia parte do seu uniforme, o colocou nos ombros da garota a mesma se assustou ao sentir o tecido na pele.

– Luna? Cadê você filha? Luna eu... – dizia o pai da garota. Ele passou pela porta que dá acesso ao jardim e quando viu tal cena, se calou. – Por que não está lá dentro? Pensei que tinha ido para seu quarto.

– É, mas eu quis vir aqui. – responde logo abaixando a cabeça novamente. – Não se preocupe, esqueceu que eu tenho segurança?

– Não quis dizer isso, preocupo-me porque você estava alterada. – responde ele.

– Relaxa pai, estou acostumada com esses ataques da mamãe. Ela faz isso desde meus onze anos, se acaso não sabe.

– Não demore, amanhã a Tamara vem te dar aula. – disse Rey se afastando. – Matteo, por favor, não a deixe aqui por muito tempo.

– Sim senhor. – fala ele sério. O presidente se afastou e deu uma leve batidinha no ombro do rapaz, Matteo assentiu.

– Alterada, quem está alterada é aquela louca isso sim. – a voz da morena era baixa, mas ainda sim dava para se ouvir com perfeição. Ele fingiu não ouvir, contudo sua curiosidade estava o matando para saber o porquê deste tratamento entre mãe e filha, porém decidiu permanecer calado. – Me diz, como está o céu? – perguntou levantando a cabeça devagar.

– Está como sempre, escuro. Está uma noite com poucas estrelas. – responde erguendo o olhar para o céu.

– Sinceramente, não sei como são as estrelas.

– Aí complica senhorita.

– Poderia me levar para dentro? – pede com um pequeno sorriso, embora seus olhos ainda estivessem vermelhos.

– Claro. – assentiu.

Ele a ajudou a se levantar, entrelaçaram os braços como de costume e seguiram para dentro da casa. Em questões de minutos, o segurança deixou a filha do presidente sã e salva em seu quarto.

[...]

Minutos mais tarde, Matteo estava escorado na parede do corredor ao lado da porta do quarto de Luna. Ele encarava o teto e seus pensamentos eram focados em sua irmã Flor, que hoje provavelmente tem seus doze anos de idade.

– Bom, sei que disseram para você observá-la a noite toda. – começa Yam ao abrir a porta. – Porém não será preciso. Luna quer ficar sozinha. Fique aqui no corredor e a propósito, por que ela está com os olhos tão vermelhos? – a loira perguntou por fim.

– Ela não te disse nada? – o moreno se encosta a parede de uma forma mais confortável que anteriormente.

– Não, ela não quis dizer. – deu de ombros.

– Ela e a Sra. Benson discutiram.

– Outra vez! – exclamou Yam. – Aquela sem coração ainda vai pagar por fazer essas maldades com a própria filha. – resmungou para si mesma, entretanto Matteo a ouviu.

– Era isso que eu queria saber, por que daquele tratamento entre as duas? – questionou o rapaz.

– História longa meu querido.

– Não tem como resumir? – sugere.

– Bom, digamos que a Sharon não aceita as peculiaridades da Luna o que é comum, mas ela poderia perceber o quanto é ruim tais atitudes. – ela disse. – Fora que isso não é de hoje, quer dizer quando a Luna tinha seus quatorze anos de idade, a Sharon mostrou para todos que não aceitava a filha, mas essa não aceitação vem de muito antes. – Matteo permaneceu calado, só ouvindo a tudo que a loira dizia. – Acho que desde os dez ou onze anos, Sharon fazia esta distinção entre as duas filhas, porém tenho certeza que isso acontece há mais tempo ainda. – completou. – Certa vez, quando Luna tinha oito anos todos diziam que...

– Yam, preciso da sua ajuda para... – dizia outra empregada a interrompendo. – Yam? O que está fazendo aqui? Não dá tempo de ficar papeando, não sabe que a Sharon é uma grossa quando as coisas não acontecem quando ela pede. – cruzou os braços e suspirou imaginando as reclamações da mulher.

– Tudo bem, já vou com você. – Yam se vira para Matteo. – E vê se não fica perdido nos pensamentos ao invés de cuidar da Luna, viu.

– Pode deixar. – sorriu de leve e voltou a se concentrar no que acabou de ouvir. Yam se afastou junto da outra empregada e ele continuou ali. Seu pensamento agora estava em Flor novamente, mas acabou ignorando e ficou encarando o piso de cerâmica.

[...]

Na manhã seguinte, Yam ajudou Luna a se vestir como sempre, quem levou Luna para tomar café fora Simón.

– Fiquei sabendo que a senhorita discutiu com sua mãe. – ele quebrou o silêncio enquanto caminhavam.

– Foi só mais uma discussão das diversas que tivemos e que teremos.

– Por que as brigas?

– Não leu o regulamento? – pergunta com um sorriso travesso no rosto.

– O li sim, por quê? – Simón se sentiu levemente ofendido.

– Não se lembra de que é proibido intervir no íntimo da família do presidente? – se calou perante aquilo. – Por que se calou? – ela ainda sorria.

– Necessita de uma resposta? – indaga.

– Estou brincando. – disse. – Mas a respeito das brigas. – apagou o sorriso do rosto e deu lugar a um olhar triste e de magoa. – Minha mãe sempre me julga, não é capaz de perceber que preciso de ajuda e não de críticas.

– É complicado mesmo. – comenta. – Mas fique calma senhorita Luna, um dia ela te aceitará.

– Pois é, ter calma. Isso me irrita, as pessoas não notam que sentir pena de mim é pior.

– Não quis dizer por mal, eu... – ela o interrompe.

– Perdão, mas prefiro não tocar mais no assunto. Cale-se. – estava com lágrimas nos olhos, porém se negou a soltá-las. Simón assentiu ao pedido da filha do presidente.

Simón a deixou no salão e decidiu esperá-la do lado de fora. Percebeu que não chegaria longe com Luna. Se quisesse tanto sua atenção, teria que ter em mente um plano que a conquistasse pouco a pouco. Notou que mesmo ela não o vendo, não era uma garota fácil. Poderia até mesmo ser amigável, mas não fácil.

[...]

Após o café, Tamara deu aulas de etiqueta para Luna, afinal se ela é considerada uma princesa, precisa se comportar como uma. Enquanto isso, o segurança da morena ficou andando pela grande residência. Seus pensamentos se residiam em sua patroa e em seu jeitinho meigo e simpático de ser, sem deixar de lado sua beleza. Simón nem prestava atenção no caminho que percorria, quando viu estava no corredor de seu quarto. Passou na frente do quarto de Matteo e viu a porta trancada e a de Nico estava da mesma forma, mas a de Francisco estava entreaberta. Viu o rapaz lendo o livro de normas.

– Siga as normas, viu. – disse Simón, seu comentário faz o acastanhado o olhar. – Não seja estúpido como eu e comesse a gostar de alguém que não o corresponderá.

– Simón, você está bem cara? Que papo é esse? – pergunta ele dando atenção ao colega.

– Nada, estou ótimo. – sorriu falso. – Melhor impossível, adoro meu trabalho.

– Hã, tá sei. – falou, voltando-se ao pequeno livro. – Por que está aqui? Não é seu turno agora?

– É, mas a Luna está estudando etiqueta.

– Por que uma garota como ela precisaria de aulas de etiqueta. – ergueu uma de suas sobrancelhas.

– Você sabe, deve ser por conta dessas frescuras de gente rica. – Francisco riu.

– Na minha família se você souber passar o guardanapo na boca depois de comer, você já é considerado o refinado.

– Na minha não é diferente. – riu-se Simón. – Bom, vou indo, fique de olho hein, se a Sra. Benson te pegar aqui sem fazer nada te mata. – alertou o amigo.

– Foi ela que me mandou para cá, na verdade disse que não suportava hipocrisia e pessoas que trabalham com má vontade. – Francisco imita a voz esganiçada da mulher.

Simón balançou a cabeça negativamente e voltou a percorrer o longo corredor, porém acaba se trombando com Ámbar.

– O que faz aqui? – ele pergunta. – Não pode entrar aqui, sabia disso?

– Eu não sabia, não. – usa tom de indiferença.

– O que quer aqui, hein? – cruzou os braços.

– Nada, vim procurar o Nicolás. Vou ao shopping e alguém tem que me acompanhar, certo?

– Esses passeios não são do nosso cargo.

– Como não? Vocês trabalham para mim. – exaltou-se.

– Olha aqui, você não é nada do presidente, não tem direitos como os Benson tem.

– Escuta aqui, seu guarda de mercearia barata, eu tenho tantos direitos como aquela cega da Luna, ouviu? – fala irritada.

– Não me refiro só à senhorita Luna. Refiro-me a qualquer membro da família Benson. – a responde calmo. – O fato da sua mãe ser a senhora Sharon, a esposa do presidente, não muda em nada aqui, na verdade saber que vocês duas são mãe e filha é muito triste. – disse ele. – Sua mãe é uma mulher mal amada isso sim e infelizmente você é igual.

– Luna também é então. – ela afirma.

– Nunca. – solta o moreno convicto. – Ela é com certeza uma garota incrível, diferente de você. – elevou a voz.

– Ah. – sorri de lado maliciosa. – Gosta dela, não é?

– O que? – estava nervoso.

– Não sei o que é pior, seu mau gosto por mulheres ou quebrar as regras, mas deixa só o Rey saber disso.

– Como provaria isso? – indaga preocupado.

– Provo com certeza, aqui tem câmeras com áudio seu burro. Nossa conversa civilizada está sendo neste momento gravada. – ela sorriu e acenou para uma pequena câmera que estava próxima a ela.

– Sua...

– Opa, quer mesmo me ofender novamente? – ela fez uma cara de preocupada. – Já ofendeu minha mãe, olha lá hein, seu emprego corre perigo. – ela virou-se jogando seus cabelos loiros e saiu rindo com o ar superior. A irritação de Simón era bem menor que o medo que sentia naquele momento.

– O que faz aqui Sr. Álvarez? – questionou Miguel, assustando Simón que estava distraído imaginando o que estava por vir após sua discussão com Ámbar.

– Eu, é...Eu. – ele não possuía uma resposta.

– Volte para o trabalho imediatamente. – ordenou.

– Sim senhor. – Simón seguiu seu caminho suando frio, imaginava que aquele poderia ser o fim de seu trabalho.

[...]

Enquanto isso, Luna tentava entender onde usaria as regras de etiqueta que vinha aprendendo. Ela geralmente não ia a jantares ou festas, sua mãe colocava barreiras nessas atividades.

– Tamara, desculpa atrapalhar. – era Yam quem dizia entrando na sala onde estava aluna e professora. – Mas é que o médico da Luna quer falar com ela.

– Tudo bem, sem problemas. Estudamos bastante, semana que vem tentamos mais algumas coisinhas, certo Luna? – disse a mulher deixando a sala.

– Aqui está senhorita Luna. – a empregada pôs o telefone sem fio nas mãos da moça.

– Obrigada Yam. – agradeceu. – Alô. – diz pondo o telefone no ouvido.

– Luna tudo bem?

– Sim e o senhor?

– Também, obrigado. Escuta, o que acha de adiarmos a sua cirurgia que seria na sexta? – ele perguntou.

– Mas, achei que eu poderia operar e ter até a chance de...

– Adiarmos para hoje, o que acha?

– Perfeito. – sorriu.

– Ótimo, nos vemos às duas da tarde. Pode ser?

– Certo, obrigada.

Ela desligou o telefone não escondendo sua empolgação. Sentia que algo de bom aconteceria hoje. Quem sabe, o seu maior desejo não se realizaria.


Notas Finais


Link da fic original: https://fanfiction.com.br/historia/602723/A_Filha_do_Presidente

Link do perfil da autora no Nyah: https://fanfiction.com.br/u/543490/

Link do perfil da autora no Spirit: https://spiritfanfics.com/perfil/nicolly_coletta

Obrigada a quem leu, comentou, favoritou...


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