História A Filha do Tempo - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Mitologia Grega
Personagens Personagens Originais
Tags A Filha Do Tempo, Deuses, Etherion, Mitologia
Exibições 7
Palavras 1.112
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Fantasia, Luta, Magia, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Capítulo 4 - Vigiados


ROD

Acordei automaticamente às cinco da manhã. Esse era meu horário de levantar todos os dias, mas, especialmente hoje, demorei mais pra levantar.

O dia anterior foi cheio de emoções conflitantes, que tiraram boa parte do meu sono. Mas, como diz o seu Rafa, "de descansar morrer o burro", ou qualquer outra coisa parecida.

Me levantei e fui pro banheiro, tomar uma ducha rápida e me arrumar pra mais um dia. Cheguei na cozinha uns quinze minutos mais tarde e fui tomar café da manhã. Cara, como é bom comer Sucrilhos com leite gelado. Os deuses devem comer isso, é simplesmente divino.

Enquanto comia, repassei os fatos da noite anterior. A "presença" de Bia que ficou mais forte, a presença de Deb que se expandiu em segundos e, depois, aquela terceira presença que senti. Fui correndo naquela direção, mas quando cheguei lá, tudo tinha acabado. Deb estava no chão, perto dos restos da Bia, carbonizados.

Procurei em toda parte, mas não achei sinal da terceira presença. Foi complicado arrumar tudo, pra depois, ver que alguém tinha trabalhado a mente da galera da sala e eles achavam que a Deb tinha batido a cabeça na sala ao cair.

Terminei o café, escovei os dentes e sai, com minha mochila nas costas. Enquanto andava em direção ao ponto de ônibus, fiquei lembrando dos momentos que fiquei com a Deb. O beijo, o pedido de namoro... Cara, como sonhei com isso.

Eu poderia ser o garoto mais feliz do mundo, se não fosse pelo incômodo que eu sentia. Parecia que estavam me observando desde ontem a noite, na casa da Deb. É claro que devido aos meus... "cursos extracurriculares", isso acontecia com freqüência, mas agora era diferente. Era quase imperceptível, como se a pessoa (ou pessoas) estivessem ocultando suas presenças.

Para evitar que a Deb e a Pri me vissem, já que vamos juntos pra escola, escolhi uma rota alternativa para a escola. Tinha andado uns dois quarteirões quando as duas figuras se mostraram.

Parei de imediato, olhando para elas. Ambas as pessoas estavam com capas e capuz cobrindo o corpo e o rosto. Porem, eu conhecia os dois. Infelizmente. Eu nada falei, esperando que se manifestassem, o que não demorou muito.

- Não vai nos cumprimentar? Perguntou a garota. Eu não via, mas sabia que ela estava sorrindo.

- Vocês estão me vigiando. E são vocês que querem conversar, o que eu dispensaria se pudesse. Então, falem logo porque preciso ir embora.

A garota suspirou. Já estava acostumada com meu desprezo por eles. O companheiro dela se manteve calado, o que foi melhor para todos. Nós definitivamente não nos damos bem.

- Sim, sim - disse ela. - Estamos de olho em você. Bem, na verdade estamos de olho na sua amiguinhas.

Estreitei meus olhos e apertei forte os punhos.

- Não se atrevam a fazer nada com ela. Vocês não tem esse direito.

A garota riu com desdém.

- Você está se achando muito, não? Acho que se esqueceu quem somos e o que podemos fazer.

- Não me interessa. Agora andem logo.

Então ela tirou o capuz. Como sempre, seus lindos olhos azuis e seus cabelos loiros deixariam qualquer cara babando. Porém, eu a conhecia bem demais. Muito mais do que eu gostaria. E pelo seu olhar, sabia que tinha passado dos limites.

- Você sempre foi o meu preferido, mortal idiota. Por isso não te destruí ainda. Até agora.

Quando ela fez menção de vir ao meu encontro, o cara colocou a mão no seu ombro. Ela parou na hora.

- Basta. Pare com isso irmã, não temos tempo.

Ela parou, visivelmente contrariada. Ela nunca desobedecia ele.

- E quanto a você - ele me disse -, saiba que a garota está viva graças a mim. Foi um dos meus servos que a salvou da serpentiana.

Pela primeira vez deixei de lado minha raiva.

- Então, quem apagou a mente do pessoal da escola...

- Sim. Fomos nós.

Por mais que eu tentasse, não conseguia entender porque eles estariam tão interessados na Deb. E eles tinham que estar muito interessados nela para interferir deste jeito.

- Porque? O que querem com ela?

- Isso não lhe diz respeito - respondeu ele. - Você só precisa saber que ela não é o que você esta pensando. Ela não é uma de vocês. E outros sabem disso. Não descansarão até colocarem as mãos nela.

- Não vou permitir isso. Quem esta atrás dela?

- Forças alem de sua compreensão - disse a garota. - Deixaremos você em paz, se deixar que cuidemos disso. Podemos protege-la.

- Não - eu disse de imediato. - Não me venham com essa conversa fiada. Não levarão ela embora pra satisfazer seus caprichos. Eu a protege rei de qualquer um. Até de vocês, se for preciso.

Eu sabia que estava passando muito além do meu limite. Ninguém se opunha a eles sem sofrer graves consequências.

Eu estava pronto para encarar o que viesse, mas eles se olharam em vez de me atacar. Parecia que estavam tendo uma de suas conversas silenciosas. Enfim, se viraram pra mim.

- Daremos um jeito de estarmos ao lado dessa garota - disse ele. - Você queira ou não. As forças que estão em ação para destrui-la superam e muito o seu poder. Entre em contato com o centro e chame reforços. Você vai precisar.

Pisquei sem acreditar. Não me atacaram...

- Mas saiba - ela disse -, não aceitarei mais nenhuma insolência sua - ela virou um pouco a cabeça, como se o resto da frase fosse mais pra ele do que pra mim -, mesmo que eu tenha que enfrentar todo um exército, se me desafiar novamente, você morre.

Dizendo isto, ela se virou e dobrou a esquina. Ele observou a esquina vazia um bom tempo e depois, sem falar nada, seguiu na mesma direção.

Esperei uns bons minutos antes de voltar a andar, mesmo sabendo que não os encontraria nem se saísse correndo atrás deles logo em seguida. Enquanto andava na direção da escola, peguei meu cel e liguei pra quem poderia me ajudar naquela hora.

- Alô, Elos? E ae. Então, vou precisar de você aqui. Sim, o negócio pegou, ela foi atacada. Conto os detalhes aqui. Ah, e traz a Bela. Sim, tenho certeza. Ou quase isso. Falou, até mais.

Primeiro um monstro ataca a Deb. Depois, eles a protegem e querem cuidar dela. Seja o que estiver acontecendo, em uma coisa eles estão certos: a Deb não é como nós, ela deve ter uma importancia muito grande para certas pessoas, que preciso descobrir quem são.

Mas, se ela não é como nós, o que ela pode ser?


Notas Finais


Fala galera, blz? Valeu por acompanharem minha história até aqui!

Gostaria de saber o que estão achando... Está é a primeira história de uma trilogia, e ouvir sua opinião é muito importante para mim. Pode ser por comentário ou inbox :).

Convido vocês a conhecerem também minha fanfic que mistura os universos de Rick Riordan com outras sagas que curto muito, como Olimpo em Guerra, A Batalha do Apocalipse, Aprendiz de Caça-Feitiço, entre outras. A fanfic chama-se "O legado dos deuses - Os Heróis do Olimpo, Os Kane, Magnus Chase e mais". Ta no meu perfil ;)

Mais uma vez obrigado!!!


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