História A Filha do Xerife - HIATUS - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Walking Dead
Personagens Andrea, Beth Greene, Carl Grimes, Carol Peletier, Dale Horvath, Daryl Dixon, Glenn Rhee, Hershel Greene, Lori Grimes, Maggie Greene, Michonne, Personagens Originais, Rick Grimes, Shane Walsh
Tags Carl Grimes, Daryl Dixon, Rick Grimes, The Walking Dead, Walkers, Zumbis
Visualizações 493
Palavras 2.249
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Canibalismo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá meu adoráveis Walkers, tudo bem?
Finalmente voltei com esse capítulo que está maravilhoso.
Eu ia colocar muito mais coisas, mas ai pensei direito e decidi colocar o resto no outro capítulo que já está sendo escrito (estou bem animada com essa fic, não vejo a hora de entrar na season 2 >.<)
É isso, espero que gostem e até as notas finais <3

Capítulo 10 - Cdc


Fanfic / Fanfiction A Filha do Xerife - HIATUS - Capítulo 10 - Cdc

Sentia perfeitamente as gotas de suor escorrendo pelo canto do meu rosto. Temperatura deve ter passado do limite mais do que se poderia imaginar. Nem com um abanador improvisado iria aliviar o calor. Se eu não estou aguentando fico imaginando Jim que suava muito.

A temperatura corporal dele estava mais alto. Jim estava com muita febre. Tentava aliviar algo com um pano molhado na sua testa, mas nada adiantava.

— Eu não tenho salvação — disse Jim depois que passei pela quinta vez o pano húmido. — Meus ossos estão me queimando junto com minha pele.

— Então vou tentar amenizar essa dor — digo. — Querem te levar ao CDC.

Ele balançou a cabeça em negação  e olhando para janela disse:

— Acha mesmo que irei aguentar até lá?

— Filha — era meu pai entrando no trailer com minha mãe. — Como ele está?

— A febre dele só está piorando — respondi.

— Precisa de alguma coisa? — perguntou minha mãe para Jim.

— Água — ele respondeu. — Quero um pouco de água.

— Vou buscar então — minha mãe tocou meu ombro. — Querida, vem comigo?

Percebendo o verdadeiro motivo daquilo, assenti e me levantei; comentei ao pai que qualquer coisa estaria lá fora. Ele agradeceu e assim me retirei.

— Eu busco a água — digo ao descer do trailer.

— Seu pai queria ficar sozinho com Jim — minha mãe tentou explicar.

— Não, tudo bem, eu entendi — dito isso segui caminho até o barril que depositamos a água limpa.

— Pegando água para o quase-morto? — Daryl debocho.

Olhei para o mesmo que se encontrava sentado em um tronco caído limpando as flechas.

— Não diga isso — o censurei. — Ele ainda está… vivo.

— É por isso que disse quase morto.

Suspirei cansada.

— Ele só está piorando — comentei do nada para Daryl já com a caneca cheia de água. — Febre alta, vômitos e ele também está delirando.

Daryl bufo.

— E seu papaizinho ainda quer salvá-lo? — Daryl ironizou. — Jim já está morto. Não tem mais nada o que fazer por ele.

Se for pensar bem pelo ponto de vista de Daryl, ele tinha razão, infelizmente não havia nada que poderíamos fazer para ajudar Jim. É uma pena que meu pai não consiga raciocinar direito sobre isso. Ou pensar direito.

Fiquei olhando o Dixon por um tempo, vendo se conseguia pensar em alguma resposta, mas o que apenas consegui responder foi balançar os ombros.

— É melhor eu levar a água — disse, mordendo o lábio pelo nervosismo.

Demorou para me mexer já que agora era Daryl que me olhava bem atento, o que me fez sentir meu coração palpitar mais. No entanto, Daryl quebrou aquele troca de olhares com revirada de olhos e cuspiu — digo isso porque ele praticamente cuspiu a palavras ingênua para mim. Mas nem liguei, e apenas segui caminho até o trailer.

+++

— Eu andei pensando sobre o plano de Rick — disse Shane se aproximando da roda que formamos em volta da fogueira. — Olha, não há nenhuma garantia. De qualquer maneira, serei o primeiro admitir isso.

Como havia mencionado, todos estavam reunidos em volta da fogueira que ontem montamos para os peixes. Shane e meu pai se juntaram conosco depois da breve ronda pela floresta. E sabia que o motivo deles se reunirem era por causa da nossa ida para o CDC.

— Conheço esse homem a muito tempo — falou Shane sério, olhando meu pai. — Confio em seus instintos.

Por que algo dentro de mim não conseguia levar a sério suas palavras?

— Eu acho que o mais importante é que devemos ficar juntos — disse Shane. — Então, aqueles que concordarem. Vamos embora logo que amanhecer. Tudo bem?

Dito e feito.

Logo que o sol apareceu no outro dia, iniciamos a arrumar nossas coisas como desarmar as barracas, juntar suprimentos e decidir como seria a divisória de cada um dos carros. Antes de partirmos, Shane começou a passar algumas instruções.

— Certo, pessoal, escutem. Os que tiverem o rádio, estaremos no canal 40. Vamos falar pouco, tá bom? Se tiverem problemas, estiverem sem rádio, sem sinal ou algo assim, quero que buzinem uma vez. Isso vai parar a caravana. Perguntas?

— Nós não vamos — Morales respondeu.

— Temos família em Birmingth — disse a esposa de Morales. — Queremos ficar com nosso pessoal.

— Vão estar sozinhos — Shane os lembrou. — Ninguém vai protege-los.

— Vamos arriscar — diz Morales. — Vou fazer o que acho melhor para minha família.

— Certeza? — perguntou meu pai.

— Já conversamos sobre isso e temos certeza.

Entendendo que não teria como fazê-los mudar de ideia, meu pai junto de Shane se agacharam para pegar uma arma para Morales. Foi nesse meio tempo que vi Daryl bufar assim que meu pai entregou a arma e Shane a caixa com as balas. Provavelmente ele havia discordado do que foi feito. Já eu não tinha visto problema nenhum até porque são nossos amigos. E eu realmente torcia para que eles ficassem bem.

Assim como minha mãe fui me despedir deles.

A divisão dos carros foram a seguinte: Daryl em sua caminhonete com a mota na caçamba; Shane em seu jeep; meu pai, minha mãe, Carl foram com Sophia e Carol no carro da mesma; eu fiquei no trailer com Jacqui, Dale, Glenn, Isabel e Jim. De início iria com Daryl — já que havia oferecido meu lugar no carro para Carol ficar com a filha — e digamos que a caminhonete de Daryl era um dos poucos vazios. Porém, acabei desistindo e decidi ficar com Jim. Quando disse isso ao Dixon senti um leve desconforto vindo dele. Eu mesma senti no fundo uma pequena tristeza, pois não ficaria com ele.

Ao nos distanciar da pedreira, meu peito se a perto quando dei uma última olhada pelo ex-acampamento. Sabia que tudo isso era pela nossa segurança, mas era muito estranho deixar algo que dias atrás havíamos certeza que era o local mais seguro. Eu continuo achando que é um local seguro. Mesmo que tenhamos sofrido aquele ataque horrível, ainda continuo pensando que comparado a estrada e cidades, esse local continua sendo o menos perigoso.

No entanto, agora iríamos arriscar tudo para que tenhamos uma chance no CDC, e principalmente que Jim possa ser ajudado — infelizmente, as disso aconteceram era praticamente zero.

A nossa viagem durou por poucos quilômetros por causa do trailer de Dale que acabou parando. Jacqui foi a única que acabou ficando comigo para olhar Jim. Mordi o lábio de nervosismo ao ver que ele não iria aguentar mais. Olhei Jacqui que entendeu perfeitamente meu olhar, ela balançou a cabeça e se retirou para avisar o resto do grupo.

Meu pai foi quem apareceu e logo que Jim o viu, lhe fez um pedido inesperado.

— E ele está lúcido? — perguntou Carol depois que meu pai e eu descemos do trailer para comunicar a todos que Jim quer ser deixado.

— Parece que sim — respondi. — Ele diz que sim.

— Lá no acampamento quando eu disse que Daryl poderia estar certo e me cortou. Você entendeu errado. Eu nunca concordaria em matar um homem assim. Eu só ia sugerir em perguntarmos ao Jim o que ele queria. E acho que já temos a resposta — diz Dale.

— Vamos deixa-lo aqui? E ir embora? — indagou Shane passando a mão no cabelo e olhando meu pai. — Cara, não sei como viveria com isso.

— Não são vocês que decidem — disse minha mãe. — Nenhum de vocês.

Como Jim queria, seu desejo foi concebido e meu pai e Shane foram quem levaram ele para debaixo de uma árvore. Todos nos aproximamos dele para se despedir. Poucos como Shane, Jacqui, Dale e meu pai lhe disseram algumas palavras. Já o restante como eu nos despedimos apenas com gestos. Isso inclui Daryl que mesmo sendo discreto reparei que também havia se despedido.

— Vai mesmo comigo? — perguntou Daryl assim que entrei na caminhonete.

— Se você acha ruim eu volto para o trailer — digo. Ameaçando abrir a porta para sair.

— Pode ficar — ele disse em voz baixa.

Dei uma última olhada em Jim depois que Daryl deu partida.

— Sabe, Daryl, as vezes acho que no fundo você até se importa com o membros desse grupo — digo. Sem tirar os olhos do lado de fora.

— Boiolice — ele falou bufando. — A único coisa que me importa é se amanhã vou estar vivo. Só isso, e não ficar fazendo papel de boazinha com os outros como certas pessoas.

— Você diz isso agora — falei agora o olhando —, mas depois você vai se dar conta que nem tudo é ruim como imagina.

— Ae? E como o que?

— Como que existem pessoas que se importa com você nesse grupo. — Agora nossos olhos se travaram em direção um do outro; minha respiração ficou pesada e podia sentir algumas borboletinhas na barriga.

Estamos tão ligados um com outro que esquecemos um pouco a estrada, só acordamos quando passamos pouco uma lombada do nada e acabamos nos mexendo — Daryl bateu o braço com tudo no volante e eu bati as costas com tudo no banco.

— É melhor prestar mais atenção na estrada se não vamos bater no T-Dog — brinquei.

— Como se eu fosse um idiota no volante — Daryl rebateu. E deu uma freada de repente o que me assustou e me solta um grito. — Opa — ele me olhou debochado, voltando acelerar. Isso foi o suficiente para rir.

Não fazia ideia qual foi a última vez ri daquela forma, só sei que a sensação que tive foi uma das melhores, por um momento esqueci meus problemas e me senti tão leve quando jurava ter visto Daryl Dixon rindo. Foi um sorriso bem disfarçado, mas que eu pude reparar perfeitamente e posso dizer que senti uma vontade repentina de toca-lo; abraçá-lo e… Balancei a cabeça para tirar todos aqueles pensamentos ridículos da mente. Como posso pensar em coisas tão inadequadas para esse momento que todos no grupo estão passando.

Levou praticamente o dia todo até o CDC, durante esse caminho, Daryl e eu conversamos até que bastante — se levar em consideração que Daryl não é muito de conversar — sobre assuntos variados.  Uma coisa acho que Andrea, Amy e o Glenn tinha razão, eu deveria ser a que se dá melhor com o Dixon e provavelmente a que mais se importa.

A imagem vista do lado de fora não era dos melhores. Havia uma camada de corpos por todo o pátio da área do CDC. O cheiro de podridão era muito forte, a porto que foi preciso tampar o nariz e boca para conseguir respirar no meio daquela verdadeira visão do inferno. Para não correr o risco de trombar com algum corpo, Daryl ficou atrás e foi me guiando entre os corpos, mas quem disse que isso adianta de algo já que quase levei um tombo por pisar em uma poça de sangue só que antes disse Daryl Dixon me salvou pela terceira vez.

Finalmente havia chegado na entrada para o edifício do CDC. Shane e meu pai foram tentar abrir a porta que se encontrava fechada, só que não conseguiram, o que só complicou, pois todos começaram a se desesperar. T-Dog tentou dizer que não se tinha ninguém, porém, meu pai discordou dizendo que se a porta está fechada é porque tem alguém.

— Errantes! — Daryl gritou. Olhamos para trás e era um, mas bem lá no fundo se aproximava mais dois.

O que se encontrava mais próximo foi derrubado por Daryl que o acertou uma das flechas. No entanto, ele soltou uma exclamação de raiva e veio para cima do meu pai gritando:

— Você nos trouxe para um cemitério!

— Ele tomou um decisão — Shane rebateu ficando na frente de Daryl.

— Uma decisão errada!

— Cala a boca. Está me ouvindo? Cala a boca. — Também furioso Shane apontou o dedo na cara de Daryl e empurrou. — Cala a boca.

— Shane, para com isso! — gritei irritada, batendo na mão dele e o mandado se afastar de Daryl. — Não vai adiantar vocês dois brigando.

— Ela, tem razão, precisamos de um segundo plano — falou minha mãe com Carl abraçado nela. — Não podemos ficar tão perto da cidade depois que escurecer.

— Fort Benning, Rick, ainda é uma opção — diz Shane.

— Mas como? Sem comida sem combustível — indagou Andrea. — São 160 km.

— 200 km — Glenn a corrigiu —, eu chequei o mapa.

— Esqueça o Fort Benning — disse minha mãe furiosa. — Precisamos de uma resposta agora.

— Vamos pensar em alguma coisa — diz meu pai.

Eu não queria me desesperar, mas ver o medo estampado no rosto de Carl, só me deixava mais nervosa e para tentar acalmá-lo o puxei para mim. Que me abraçou com força pela cintura.

— Vamos sair daqui — gritou Daryl.

Parece que dessa fez Shane tinha mesma opinião que Daryl e começou a mandar todo mundo voltar para os carros. Antes que saíssemos de lá, meu pai gritou que a câmera havia se mexido.

— É sua imaginação — falou Dale.

— Não! Eu vi a câmera se mexendo.

— Rick, isso já era, cara — disse Shane. — É uma câmera automática. Ela só virou, tá bom? Ela só ficou sem energia. Vamos embora.

Só que meu pai ignorou completamente Shane e ficou gritando olhando para a câmera que sabia que tinha gente, bateu com força na porta e tanto minha mãe como Shane tentava tira-lo de lá. Meus olhos começaram a lacrimejar ao ver o tanto de errantes surgindo. É ruim pensar assim, mas meu pai poderia acabar matando todos.

— Pai! Por favor, vamos embora — gritei agora me juntando para tenta-lo tirar de lá. Mas parecia que nada o fazia mudar, então Shane o segurou e empurrou para longe da porta. Foi nesse meio tempo que de repente ouvi uma barulho forte de algo se abrindo e junto veio uma luz forte na minha cara.

Meu pai tinha razão! Havia realmente alguém aí dentro.


Notas Finais


E ai, o que acharam?
Vou fazer uma confissão para vocês: eu estou AMANDO o resultado que está surgindo entre Daryl e Ashley. Sem querer estou criando uma relação tão linda desses dois que quero vê-los juntos logo kkkkkkk
Enfim, obrigada por todos os comentários e favoritos, adoro todos vocês e vão comentando, pois amo saber o que estão achando. Até meus queridos, bjjjs <3


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