História A Filha do Xerife - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias The Walking Dead
Personagens Andrea, Beth Greene, Carl Grimes, Carol Peletier, Dale Horvath, Daryl Dixon, Glenn Rhee, Hershel Greene, Lori Grimes, Maggie Greene, Michonne, Personagens Originais, Rick Grimes, Shane Walsh
Tags Carl Grimes, Daryl Dixon, Rick Grimes, The Walking Dead, Walkers, Zumbis
Visualizações 422
Palavras 2.321
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Canibalismo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá Walkers, tudo bem?

Primeiro de tudo, me perdoem pela demora imensa para postar o capítulo, mas acontece que minha aulas na faculdade começaram e meu tempo voltou a ficar pequeno. Esse semestre os professores voltaram com tudo e só digo que está complicado. :( Também tem o fato de ter outra fic que acabou atrasando esse capítulo... serio, está tudo ficando um bagunça -.-

Enfim, espero que ainda se tenha leitores aqui e até as notas finais.

Boa leitura :D

Capítulo 12 - Ts - 19


Fanfic / Fanfiction A Filha do Xerife - Capítulo 12 - Ts - 19

Era difícil saber se já havia amanhecido ou não. Só deduzi que o dia havia amanhecido quando vi o cômodo que dividia com minha família vazio. Lado bom é que não tinha nenhuma luz incomodando, a única fresta de luz era o que vinha pelas aberturas do banheiro sendo usado por alguém.

Cocei os olhos, me levando para sentar, mas logo voltei a cabeça no travesseiro ao ser recebida pelo resultado da bebedeira de ontem a noite. Posso não ter consumido tanto como outras pessoas, mas isso não queria dizer que iria sair em puni do bom dia chamado ressaca. Com esforço me sentei no sofá quando ouvi a torneira se fechando e a machaneta da porta virando.

— Ah, filha, bom dia. — Era meu pai com uma péssima cara. Provavelmente o seu nível de ressaca era o dobro do dobro do meu.

— Bom dia pai — digo com um sorriso fraco. Observando o mesmo ir vestir a camisa branca que não era mais branca. — Dormiu bem?

— Ótimo. E você?

— Também — respondi.

Levantei-me para fazer a higiene matinal.

— Quer que eu te espere?

— Não, não precisa — respondi. Sabia que ele se referia em irmos juntos tomar o café. O que era um pensamento estranho, digo isso pela nossa situação atual, pois acredito que a palavra café-da-manhã, almoço, lanche da tarde e jantar, não se tem mais o mesmo significado. Penso que todos esses horários agora tem um único pensamento: será que vai durar o dia todo? Ou quantos dias essas comidas irão durar?

Meu pai me olhou por um segundo e disse que tudo bem.

Segui meu caminho para o banheiro, antes ouvi a porta do suposto quarto se abrindo e fechando.

Depois de fazer minha higiene, sai do banheiro bem pensativa, fui me vestida da mesma forma. Enquanto me vestia, fui lembrando do ocorrido da noite passada do que quase e o que Daryl e eu fizemos de baixo no chuveiro.

O beijo.

As lembranças vinham tão nítidas quando visualizei o meu pijama um pouco úmido nas costas da cadeira. Ainda conseguia sentir os lábios de Daryl em contato com os meu. Me beijando loucamente e suas caricias de uma forma... que fazia meu corpo tremer. Era só fechar os olhos que podia sentir a sensação da mão forte e áspera de Daryl em contato com minha pele.

Logo balancei a cabeça em negação. Não podia ficar pensando nele dessa forma, não podia pensar nessas coisas e muito menos imaginar como seria se caso o Carl não tivesse me chamado. Acredito que teríamos feito algo muito acima da linha de beijos e caricias. E também, eu não posso deixar esse sentimento ser nutrido mais e deixar que acabe se torna o que deveria. Motivos contra esse sentimento são razoáveis até em quantidade, mas potentes como uma delas ser nossa enorme diferença de idade. Daryl tem praticamente a mesma idade do meu pai. E imagino que nem todos — meus pais — vão aceitar um relacionamento entre a gente.

As chances para uma aceitação deve ser mínimas.

Outro motivo é justamente a humanidade.

Com um mundo tomado pelos mortos, sobreviver se tornou uma obrigação, uma prioridade máxima (número um). Relacionamentos amorosos, se apaixonar, deve estar em último na lista de prioridades ou entre os últimos. Pelo menos na lista de prioridades de Daryl deve estar dessa forma.

Graças ao meu estomago dando seu primeiros sinais de fome, me fez tirar por um minuto o Daryl da cabeça e lembrar que precisaria sair para dar um tempo nessa dor. O tempo que fiquei sem pensar no Daryl foi de fato minutos, pois assim que passei pela porta do quarto dele, me fez esquecer o café da manhã.

Parei.

Fiquei um tempo ao lado da porta, tentando perceber algum sinal que diria se ele ainda estava dormindo ou acordado e já tomando ou não seu café.

Me assustei quando a maçaneta da porta se mexeu; sem pensar duas vezes sai de lá correndo sem espera-lo sair.

Torci para ele não ter me visto.

— Bom dia — falei no momento que apareci no refeitório.

Alguns retribuio o “bom dia” audível e outros com gesto, Glenn é um desses que respondeu levando a mão livre, pois a outra sua cabeça estava apoiada e o mesmo reclamava para não deixarem beber tanto.

— Está de ressaca? — perguntou Carl quando me sentei ao lado do nosso pai.

— Sim? — respondi perguntando. — Por quê?

— Mamãe disse que você e o papai estariam.

Ri.

— E ela estava certa — diz meu pai.

— Não é difícil desvendar os dois — disse minha mãe. — Tal pai, tal filha.

Felizmente, Dr. Jenner parecia presenciar que íamos precisar de remédio para ressaca, então já deixou um frasquinho com comprimidos. Minha mãe me passou dois comprimidos e tomei com o suco. Shane apareceu em seguida, sendo questionado por T-Dog o que tinha acontecido com ele e nem prestei atenção já que olhei Daryl que não demorou para aparecer.

Senti uma pequena decepção, pois ele nem olhou, passou reto para bancada para se servi de ovos.

— Seu pescoço? — ouvi T-Dog.

— Devo ter feito isso enquanto dormia — respondeu Shane.

Agora eu decidi olha-lo e reparei que seu pescoço estava arranhado.

— Nunca vi você fazer isso antes — diz meu pai.

— Eu também não. Isso não é coisa minha mesmo — senti um certo sarcasmos em sua voz.

Pouco me importei com o aranhão no pescoço dele.

O que mais importava era Daryl, meu coração batia forte e doía, pois a única vez que ele me olhou foi com indiferença. Será que ele se lembrava do que tinha acontecido entre nós dois?

A chegada do Dr. Jenner e fala de Dale, foi o suficiente para desviar um pouco dos meus assuntos, mesmo que a tristeza fosse mantida.

— Doutor, não quero começar o dia te enchendo de perguntas...

— Mas perguntará mesmo assim.

— Não viemos aqui pelos ovos — diz Andrea.

           

×××

 

Doutor Jenner nos levou para o mesmo laboratório de ontem lotado de computadores.

— Passe o playback do TS-19 — disse Jenner.

Playblack do TS-19 — repetiu V.

— Poucas pessoas tiveram chance de ver isso. Muito poucas.

Na enorme tela que tinha apareceu uma imagem de um crânio, porém, o único bem destacado era o cérebro do indivíduo.

— Aquilo é um cérebro? — perguntou Carl.

— E um cérebro extraordinário — respondeu o doutor. — Mas não importou no fim.

Olhei Jenner curiosa.

— Coloque o V.I.A.

Visão interna aumentando.

A imagem do cérebro mudou de posição ficando na vertical e ganhando um bom zoom. Dando para ver algumas luzinhas, riscos, que não saberia como descrever. Quando ficou mais nítido as linhas, reparei que parecia algo como DNA’s, mas ainda sim desconhecido de minha parte.

— O que são essas luzes? — perguntei.

— É a vida de uma pessoa, experiências, memórias. É tudo mesmo. Em algum lugar naqueles cabos orgânicos... naquelas ondas de luzes... está você, a coisa que te faz ser único e humano.

— Você nunca fala coisa com coisa? — Daryl debocho.

— Aquelas são sinapses. Impulsos elétricos no cérebro que carrega todas as mensagens. Determinam tudo que uma pessoa diz, faz, ou pensa, do momento que nasce... Até o momento que morre.

— Morte? É isso que isso é, uma vigília?

— Sim — Dr. Jenner respondeu ao meu pai. — Ou melhor, o playback de uma vigília.

— Essa pessoa morreu? Quem? — Andrea foi quem questionou.

— Indivíduo de teste 19. Alguém que foi mordido, infectado e se voluntariou para gravarmos o processo. Vi, avance para o primeiro evento.

Avançando para o primeiro evento.

Da imagem das luzinhas, a imagem anterior do cérebro voltou e agora parecia mais escuro. As luzes não estavam mais tão acesas e havia umas linhas pretas pegando uma boa parte do cérebro. Glenn fez a pergunta que todos queríamos saber: o que era aquilo?

— Ele invade o cérebro como meningite. As glândulas suprarrenais têm hemorragia, o cérebro é desligado, e depois os órgãos vitais. E aí a morte — disse o doutor quando todas aquelas linhas pretas virou uma enorme mancha preta tampando as luzes. Inclusive a cabeça do indivíduo parou de se mexer. — Tudo que você foi ou será um dia se vai.

Ninguém conseguia dizer nada, eu mesma apenas suspirei, pensativa e lembrando de todos que havíamos perdido e pensando que fora aquilo que tinha acontecido com todos eles. E também me fez lembrar dos pacientes que apareciam no meu primeiro dia de estágio e os médicos diziam que tudo não deveria passar de um ataque de meningite. Infelizmente, eles estavam enganados. Mesmo que os sintomas da meningite sejam parecidos.

Andrea pareceu ser a mais afetada com o que foi dito.

Lógico, não fazia nem uma semana que perdemos a Amy.

Minha mãe explicou ao Jenner sobre a situação dela e o mesmo lamentou, dizendo que também havia perdido alguém já fazia poucos dias.

— Avançar para o segundo evento — diz Jenner.

Avançando para o segundo evento.

— O tempo ressureição varia muito. Temos relatos de ela acontecer em menos de 3 minutos. A maior de que temos notícia durou 8 horas. No caso desse paciente foram 2 horas, 1 minuto e sete segundos.

Luzes vermelhas começaram a surgir pelo cérebro escuro como se fosse faísca.

— Reinicia o cérebro? — indagou minha mãe.

— Não, só o tronco cerebral — respondeu Jenner. — Basicamente, os faz levantar e se movimentar.

— Mas não estão vivos? — meu pai foi quem perguntou.

— Me diga você.

— Não é como estava antes — diz meu pai. — A maior parte do cérebro está escura.

— É um morto — digo.

— Por que acha isso? — Jenner me perguntou.

— Porque está sem vida, escuro — respondi.  O lobo frontal, o neocórtex... o cérebro está morto. É por isso que eles não têm noção do que eram antes. A parte humana morreu. É só uma casca estimulada por instinto irracional.

— É exatamente isso — disse ele me olhando um tanto curioso. — Estuda ou estudou neuro?

— Não, mas era uma das minhas escolhas — digo. — Gosto muito da parte neurológica.

— Deu para perceber — ele diz.

Antes de voltar a falar mais alguma coisa, Carol exclamou algo como “meu Deu, o que foi isso?”, que me fez olhar para tela e ver a cena de risca branca na cabeça.

— Ele atirou na cabeça do paciente. Não foi? — Andrea não precisa de resposta, ela e todos aqui já sabiam a resposta.

— Vi, desligue a tela principal e as estações de trabalho.

Desligando a tela principal e as estações de trabalho.

— Você não tem ideia do que é isso, não é? — perguntou Andrea.

— Pode ser micróbio, vírus, parasita, fungo.

— Ou a irá de Deus? — Jacqui sugeriu.

— Isso também.

— Alguém deve saber de alguma coisa — diz Andrea. — Alguém em algum lugar.

— Mas há outros, não é? Outras instalações? — Carol perguntou.

— Podem haver alguns — respondeu Jenner. — Pessoas como eu.

— Você não sabe? — meu pai questiono. — Como você não sabe?

— Tudo foi desligado. Comunicações, diretrizes, tudo mesmo. Estou sem notícias há quase um mês.

— Então, não é só aqui — diz Andrea nervosa.

Olhei-a um tanto impaciente.

— Não tem nada em nenhum lugar? Nada? É o que você está dizendo, não é?

O silêncio do doutor é suficiente para todas as perguntas de Andrea e principalmente as nossas. Sentia um enorme aperto no meu peito, uma ânsia, misturada com medo. Eu não podia acreditar que tudo acabou. Que viemos aqui para nada. Que não teríamos soluções e... senti meus olhos lagrimejarem. Como sempre fazia quando a vontade de chorar me atingia, mordi o lábio de baixo com força.

            — Cara, eu vou é encher a cara de novo — ouvi Daryl reclamando. E eu o olhei, o mesmo estava com uma cara de tédio, massageando as têmporas com as duas mãos.

Como eu queria me aproximar dele.

— Dr. Jenner, sei que está sendo difícil para você — dizia Dale caminho até um canto oposto da sala — e odeio fazer mais uma pergunta, mas aquele relógio com contagem regressiva. — Dale apontou para uma placa numérica com uma contagem. — O que acontece no zero?

— Os geradores do porão vão ficar sem combustível.

— E depois? — Mas o Doutor Jenner ignorou completamente a pergunta do meu pai. — Vi, o que acontece quando a energia acabar?

Quando a energia acabar vai ocorrer a descontaminação geral da instalação.

Meu pai, Shane, Glenn e T-Dog decidiram ir até os geradores de energia.

Enquanto o resto decidiu voltar para os aposentos. E eu tentei falar com Daryl, antes do mesmo passar na cozinha e pegar uma garrafa de vodka.

— Por que está olhando? — Daryl perguntou, abrindo a garrafa e tomando um longo gole. — Vai querer também?

— Não — digo —, eu só queria... hum... saber se passou bem a noite?

Ele me olhou com o cenho franzido.

— Porque essa pergunta ridícula?

— Por nada. Só queria saber mesmo... porque a minha foi... hum... boa.

— Foi bom — ele respondeu. — Só não entendi como acordei com a roupa toda molhada.

Ouvir aquilo dele me fez sentir um alivio, pois ele não saber como dormiu com a roupa molhada, e o porquê significa que ele não se lembrou de nada.  

— Deve ter esquecido de tirar a roupa antes de entrar de baixo do chuveiro?

Daryl me olhou pensativo. Se aproximou, me olhando bem fixamente nos meus olhos, me deixando bem ofegante e o mesmo abriu a boca para falar (me deixando sentir o cheiro de bebida sair de sua boca).

— Deve ter sido — Daryl concordou. — Só me lembro que tomei muito. — E deu mais um gole longo da bebida.

— Demais até... — murmurei, lembrando dele no corredor ontem a noite, sem conseguir se manter direito em pé.

Ficamos mais uma vez se encarando, ele tomou mais um gole sem me tirar os olhos e depois revirou os mesmos, se afastando.

Não entendi muito o que foi aquela atitude dele. Só sei que o alivio dele não ter se lembrado do que fizemos, foi mistura com um misto de tristeza, pois no fundo eu queria que ele tivesse se lembrado, mas por um outro lado não queria.

Eu tinha meus medos ao me dar conta que o verdadeiro significado dos meus sentimentos pelo Dixon é amor.

Eu, Ashley Grimes, estava apaixonada por Daryl Dixon. 


Notas Finais


E ai, o que acharam?

Digamos que esse capítulo foi mais "teórico", pois ficou mais focado na explicação do Jenner sobre os zumbis e tal... mas tentei colocar o máximo de Daryl nos pensamentos da Ashley já que não teve tantos momento dos dois como eu imagino que alguns queriam depois do que rolou entre eles.

Esse é o penúltimo capítulo da primeira temporada, próximo já vai ser o último e logo entraremos na segunda temporada (que além de ser uma das minhas temporadas favorita é a que me fez ter muitas ideias para o andamento de Daryl e Ashley).

É isso, espero que tenham gostado... comentem e vou tentar não demorar tanto para att.
Bjjs.


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