História A Filha do Xerife - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Walking Dead
Personagens Andrea, Beth Greene, Carl Grimes, Carol Peletier, Dale Horvath, Daryl Dixon, Glenn Rhee, Hershel Greene, Lori Grimes, Maggie Greene, Michonne, Personagens Originais, Rick Grimes, Shane Walsh
Tags Carl Grimes, Daryl Dixon, Rick Grimes, The Walking Dead, Walkers, Zumbis
Visualizações 326
Palavras 3.153
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Canibalismo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá Walkers, tudo bem?

Cheguei com mais um capítulo e se sintam sortudos, pois fiquei escrevendo esse capítulos desde o capítulo da A Herdeira dos Black... leitores de lá vão querer me matar... mas acontece que estava mais fácil escrever esse capítulo, pois o da AHB eu ando meio travada já que a pessoa aqui teve a brilhante ideia de fazer algo diferente e me ferrei (e acho que vou me ferrar aqui também -.-' kkkkk)

Enfim, espero que gostem e um avisinho: toda palavra que junto tiver uma (*), significa que a explicação sobre o que é vai estar nas notas finais, mas as vezes tento deixar uma breve explicação no proprio capítulo como vai ser no caso desse. De qualquer, a explicação vai estar nas notas finais.

É isso! Até as notas finais ;D

Capítulo 14 - SEASON II - Perigo na estrada


Fanfic / Fanfiction A Filha do Xerife - Capítulo 14 - SEASON II - Perigo na estrada

Deveria ter se passado uns dois dias desde que saímos do CDC e decidimos ir definitivamente embora de Atlanta. Aquele lugar estava bem longe de um lugar seguro. Atlanta havia caído e o melhor a se fazer é saindo de lá. Foi decidido que iríamos para Fort Benning, então como seria uma viagem longa, foram feito alguns retoques como a diminuição de carro para aumentar o combustível. Nesse caso o jipe de Shane, o carro de T-Dog e a caminhonete de Daryl foram deixados para trás. Apenas o trailer de Dale, carro de Carol e a moto de Daryl ficaram em uso.

Havíamos passado uma noite em um local que meu pai jurava ter alguém para nos ajudar, pois tinha sido o mesmo lugar que acabaram raptando o Glenn, mas que na verdade não eram ruins.

Era praticamente um asilo.

Infelizmente quando chegamos tudo estava acabado.

As pessoas que meu pai e Glenn haviam comentado, estavam tudo mortos, e como Daryl disse aquilo não tinha sido um ataque dos errantes, mas de outros sobreviventes já que tinha a maioria dos corpos inertes no chão havia levado tiros na cabeça. Isso já era um sinal pra gente ir embora de Atlanta.

Voltando a falar dos carros, a divisão foi simples, Daryl obviamente ficou na moto e logo na frente para tentar “guiar” todos. Em seguida vinha o trailer com Dale, Glenn, Shane, Andrea, T-Dog, Carol e Sophia. E por última era meus pais, Carl, Isabel e eu.

Isabel estava sentada entre Carl e eu, apoiava a cabeça mim enquanto eu a abraçava, sua respiração era calma então imaginei que estava dormindo. Carl não tirava os olhos do lado de fora. Eu fazia o mesmo que ele e confesso que a parte da estrada que pegamos era até bonito, tinha bastante árvores e por um momento nem parecia que mundo tinha se tornado uma merda. Parecia que tudo estava normal, sem errantes, e agora seria só mais uma de várias viagens com minha família.

— Estava me lembrando da nossa viagem ao Grand Canyon com Ashley e o Carl — falou minha mãe do nada.

Olhei para ela que olhava meu pai sorrindo.

Junto com meu pai, rimos.

— Eu não me lembro disso — comentou Carl.

— Nem se lembraria — disse a ele. — Você era só um bebê.

— E além disso, nem chegamos a passar de Fort Worth.

— Não, você ficou doente — meu pai disse se referindo a Carl. — Nunca pensei que um bebê pudesse vomitar tanto.

Ri junto com eles ao me lembrar da viagem.

Eu ainda estava com meus 7 anos nesse dia.

— Eca — falou Carl.

— É, foi eca mesmo — digo.

— O médico no Texas disse que você ficaria bem — diz minha mãe. — Então, nós demos a volta e voltamos para casa. Sem esquecer que tivemos que comprar um pote de sorvete para Ashley não chorar mais por não termos continuado a viagem.

— Eu me lembro disso — comentei. — Era sorvete de rocky road* e o pai ainda compro um saco de marshmallows para colocar mais no sorvete.

Meu pai começou rir junto com minha mãe.

— Como não lembrar disso, se quando chegaram em casa, pegaram as tigelas e lotaram com sorvete, marshmallows e ainda cobertura para ficar sentados no sofá assistindo filmes.

Rimos.

Lembrar daquele dia era melhor do que imaginava.

— Que chato! — diz Carl. — Da gente ter voltado.

— Não, não foi chato — minha mãe disse. — Foi uma ótima viagem.

— A melhor! — concordou meu pai.

— Foi ótima mesmo — digo.

— Ela foi maravilhosa, pois foi nossa primeira viagem com o quarto membro da família — diz minha mãe se referindo ao Carl.

— Podemos ir vê-lo? O Grand Canyon? Eu gostaria — Carl perguntou.

— Também quero — falou Isabel. — Posso ir?

Minha mãe olhou por trás do ombro e fez um carinho no joelho de Isabel.

Via uma olhar triste nos olhos dela, reparei que meu pai também olhava um pouco cabisbaixo, ambos não sabiam o que responder. Eu mesma senti uma pontada de tristeza. A verdade é que tinhamos uma resposta para aquilo, mas nem meus pais e nem eu tínhamos coragem de dizer.

— Nunca iríamos sem você — respondeu meu pai. — Isso é uma promessa.

Ela então sorriu de orelha a orelha ao meu pai.

Não tenho dúvidas que ele não mentiu com o “nunca iriamos sem você”, mas essa frase não significava que realmente iríamos ao Grand Canyon que algum dia eles iriam conhecer. O que é muito triste, pois a muita coisa que a chances para eles conhecerem, ou da gente ter uma viagem maravilhosa como antes, são mínimas.

O caminho ocorreu silencioso, às vezes, dizia algo porém nada que desse para prolongar. Meu pai começou a andar devagar, olhei para frente, e vi que o trailer também andava da mesma forma. Espiei pelo meu lado da janela e vi que estávamos em um parte da estrada lotada de carros parados. Um congestionamento. Os carros estavam parados, alguns batidos, outros entre o canteiro além de muitas coisas jogadas no chão e juro que tinha visto corpos. Fui reparando em tudo isso quando meu pai continuava a andar, desviando dos carros parados, mas isso não durou muito, pois o trailer havia parado de vez. Da onde estávamos consegui ouvi um barulho estranho de motor.

Saímos do carro e fomos se juntar aos outros, ouvindo Dale reclamar.

— Eu disse. Eu não disse? Umas mil vezes. Isso não ia durar.

—  Problema, Dale? —  perguntou Shane indo a frente o trailer.

—  Só o fato de estarmos presos no meio do nada sem esperança de… Tá bom, isso foi burrice —  Dale respondeu. Via que dá frente do trailer sai uma fumaça branca. Só não fazia ideia do que se tratava.

— Não consegue achar uma mangueira de radiador aqui? —  Shane questionou.

—  Tem muita coisa que podemos achar —  respondeu Daryl já mexendo no porta-mala de um dos carros.

—  E posso pegar mais combustível desses carros para começar —  falou T-Dog segurando uma garrafa.

—  E talvez uma água —  Carol sugeriu.

—  Ou comida? —  sugeri.

—  Isso é um cemitério. —  Todos olharam minha mãe que havia feito um comentado nenhum pouco agradável. E o pior é que ela tinha razão. —  Eu não sei como me sinto sobre isso?

—  Vamos lá pessoal! — exclamou Shane. —  Peguem o que puderem.

Fui caminhando entre os carros e olhava dentro deles, um havia um cadáver já se decompondo com larvas e moscas passando por ele. De alguma forma isso não me afetava, não que esteja acostumada com os mortos andando por aí, mas antes de tudo isso já mexi com mortos, mas os mortos que mexiam não estavam nesse estado já que viviam no formol.

Para não ficar parada, decidi ajudar com as buscas nos carros, então fui andando mais para frente. Avisei minha mãe que me pediu para tomar cuidado. Inclusive para não me afastar muito fiquei na mesma parte que Daryl e T-Dog estavam.

No primeiro carro até que tinha dado sorte, pois consegui encontrar enlatados, inclusive achei um saquinho de m&m fechado. Nunca pensei que ia pensar dessa forma, mas me senti como se tivesse achado ouro com aquele m&m. Deixei a embalagem junto dos enlatados que encontrei no chão mesmo. Foi quando me levei depois de deixar a última lata que senti uma segurar com força meu braço. Quando ia soltar um grito imaginando ser um dos mortos, minha boca foi tampada o que me deixou mais desesperada porque achava que se tratava de um sobrevivente mal encarado, mas quando ouvi a voz dele no meu ouvido tudo mudou.

— Xiu! Quieta — murmurou Daryl.

Olhei para ele assustada, ele fez um gesto de silêncio com o dedo e mandou eu me agachar. Não entendi direito aquilo só fui entender quando antes de me agachar vi pelo retrovisor de um dos carros uma bando de errantes. O que me deixou mais assustada e Daryl precisou tapar melhor minha boca.

Daryl me puxou para um outro carro, dizendo para me manter agachada. Ele foi me guiando para me afastar, até que fomos atrás de um carro capotado e ficamos lá esperando um dos primeiros mortos passar. Eu estava tremendo de medo, principalmente ao ver que o bando estava mais próximo. Havia me acolhido nos braços de Daryl que ainda mantinha minha boca fechada.

Era bom ficar com ele.

Conseguia me sentir protegida com ele, mas também estava com medo que algo acontecesse com o próprio. Isso ficou mais forte, quando ele se pediu para ir para baixo do carro, pois iria ajudar T-Dog que tinha sido visto pelo mesmo errante que estava passando por nós.

— Não me deixa sozinha  — pedi segurando o braço dele com força.

— O bando está chegando, e vão acabar também vendo o T-Dog  — diz Daryl. —  Eu sei que como despistar eles. Portanto, vá para de baixo do carro que depois eu venho te pegar.

Eu apenas assenti.

Confiava plenamente nos instintos dele.

Daryl sabe o que faz.

Ele me esperou entrar debaixo do carro, assim que o fiz, ele foi até T-Dog pude apenas vê-lo agir de costas. Daryl apunhalou o errante pelas costas com a faca no crânio. Meu coração já disparava aos ouvir os passos se aproximando. Daryl foi rápido puxando T-Dog para o chão e colocando os corpos por cima, Daryl fez o mesmo e assim que fez o bando chegou.

Fiquei bem encolhida no centro do carro, bem na sombra e observando os mortos caminharem. Estava com uma vontade imensa de chorar por causa do medo. Tampei a boca para não deixar escapar nada. Só fiquei mordendo os lábios com força. Não sei dizer por quantos minutos aquilo durou, mas tudo pareceu uma eternidade.

Quando o bando finalmente se afastou, esperei mais um pouco para comprovar que tudo estava limpo e vendo que estava, sai de baixo do carro e fui correndo até Daryl e T-Dog.

—  Ai meu Deus, T-Dog! —  exclamei ao ver sua camisa ensanguentada e em seu braço, um corte grande e profundo. Não parava de sair sangue. Daryl o ajudou a se levantar — nenhum pouco cuidadoso já que puxou o T-Dog pela camisa — e eu me aproximei na hora deles.

T-Dog gemia de dor.

Olhei o corte e estava pior do que de longe.

— Daryl pega alguma camisa, toalha, algo que dê para enrolar aqui —  pedi.

Ele assentiu.

Não demorou para Daryl trazer uma camisa que pegou em dos carros do lado. Ele me entregou e rasguei para enrolar em volta da ferida de T-Dog para estancar o sangue que ainda derramava.

Com ajuda de Daryl, fomos levando T-Dog de volta ao trailer que talvez conseguiria cuidar melhor do corte, fomos tomando cuidado para ver não tinha nenhum caminhante. Também estava ansiosa para ver minha família. Precisa ver se estavam bem, se conseguiram escapar dos mortos.

    Chegando perto dos outros, fui recebida por Carl que veio correndo e me abraçou. Retribui. Mas logo pedi para ele dar espaço para levar T-Dog. Carl arregalou os olhos ao ver a quantidade de sangue que vinha dele. Shane logo veio ajudar e colocar T-Dog sentado no banco do trailer.

    Entrando no trailer fomos pego por uma surpresa, havia um errante caído no pequeno corredor com Andrea suja de sangue sentada no assento de frente ao de T-Dog.

    Fiquei muito aliviada quando vi que minha mãe estava bem e os outros também, só que nem todos, pois os soluços de Carol eram bem audíveis. Pelo que Carl disse, dois errantes seguiram Sophia que fugiu para floresta e nosso pai foi logo atrás. Carol estava desesperada.

Quando meu pai voltou já tinha terminado de fazer um curativo no corte de T-Dog. Eu fiquei abismada por não termos um kit de primeiro socorros. Só consegui achar um saquinho de gases e esparadrapo, fiz o meu melhor na limpeza da ferida com o álcool (T-Dog precisou morder um pano por causa da ardência forte) e no curativo. O que me preocupava é a infecção que poderia ter na ferida já que não tinhamos analgésicos e nem nada.

Para o horror de Carol, meu pai acabou voltando sem Sophia e antes que tudo se explodisse, Shane, Glenn e Daryl foram até onde meu pai deixou a garota.

— Cadê Daryl e meu pai? —  perguntei minutos depois que Shane e Glenn voltaram, mas sem os dois que perguntei.

— Foram encontrar a Sophia, Daryl está rastreado e Rick está junto —  explicou Shane e parando o olhar em Carol que veio até eles preocupada. — Enquanto isso vamos voltar a revistar os carros e arrumando tudo para assim que eles voltarem com Sophia, nos preparar para ir embora.

Todos assentiram e se separaram para fazer o que foi mandado.

 

 

— Glenn!

— Oi!?

A cabeça de Glenn apareceu para fora do carro que ele observando o motor.

— Dale agora está te obrigando a olhar motor para aprender? —  brinquei.

—  Mais ou menos — respondeu ele, rindo voltando a olhar o motor. —  Ele só quer a mangueira para o radiador.

Encostei ao lado do capô e fiquei observando o coreano no motor.

—  Isso é m&m? —  perguntou ele com os olhos brilhando quando viu na minha mão a embalagem que tinha encontrado.

— É, e o original —  balancei a embalagem para ele. — Que dividir?

— Nem precisa perguntar.

Ri. Como não tinha nada para ele pegar no motor do carro, ele abaixou a tampa e assim ficamos sentados no capô comendo o m&m, olhando uma hora ou outra o céu azulado. Até que o tempo não estava ruim. Nem o céu feio, estava bonito e o dia já havia amanhecido bem ensolarado pelo fato da gente estar no outono.

— Será que meu pai e Daryl vão encontrar a Sophia? —  me perguntei.

— Tomara que sim —  Glenn respondeu. —  Daryl tinha visto o rastro dela, ela tinha até feito o caminho que seu pai disse para ela, mas segundo o Daryl ela acabou mudando a direção. Então eles dois foram seguindo esse rastro dela —  ele explicou.

Suspirei cansada.

— Talvez eles tenham sorte — digo. — Daryl é ótimo para rastrear ou andar pela mata, floresta, ele é bom nisso. Ele procurando a Sophia a chance de encontrá-la são boas. Daryl é…

Parei um pouco para pensar no ia falar. Qual outro adjetivo iria dizer para definir Daryl? Porém, eu não sabia em qual pensar. Só conseguia pensar o quanto ele é perfeito, o quanto de qualidades que ele tem, mesmo a maioria do grupo nunca tenha reparado nisso.

— Ele é? — Glenn me olhava com o cenho franzido.

Dei um pequeno pulo com a pergunta repentina, pois não imaginava que Glenn ia insistir no que estava dizendo.

— Bem, ele é… hum… ele.

— Quê?

— Daryl Dixon é Daryl Dixon — disse, agora soltando um suspiro demonstrando meu encantando ao dizer e pensar em Daryl. — Ele consegue ser maravilhoso sem esforço.

Ri baixo ao ver a cara de tacho que Glenn tinha feito. E também tampei o rosto com a mão quando senti minhas bochechas corarem. Havia dito mais do que deveria ter dito. Glenn deve estar imaginando mil coisas.

— Ignore o que disse —  implorei a ele.  — Eu só disse que ele é ótimo em sobrevivência, ok? Finja que disse só isso.

— Ok…?

Agradeci Glenn mentalmente por não insistir nesse assunto. No entanto, o fato dele não continuar o assunto, não significou que ele também não ficasse me olhando de forma muito suspeita. Isso aconteceu muito frequentemente durante o tempo que ficamos em cima do capô.

Decidimos voltar quando o sol começou a se pôr e o saquinho de m&m tinha terminado. Ajudei Glenn a juntar os enlatados e outros suprimentos que tínhamos encontrados em uma caixa. Felizmente a nossa tarde foi bastante produtiva já que conseguimos encontrar bastante coisas úteis como comida, roupa, alguns produtos fechados para higiene, um caminhão lotado de garrafões cheio de água potável e Carl acabou encontrando um ótimo arsenal.

Infelizmente nem tudo estava perfeito já que Sophia desapareceu; meu pai e Daryl também não haviam voltado com ela. E o mais preocupante é que a luz do dia estava já sumindo e acredito que não deva ser muito recomendável ficar andando pela mata no escuro, principalmente, depois daquele bando que passou horas atrás.

Antes de pensar mais sobre e tentar falar com Carol para ir se sentar, tomar um pouco d'água, vi os dois homens que mencionei agora pouco apareceram.

— Finalmente! Eles voltaram — disse aliviada indo me juntar com os dois, e sim, os dois, não tinha uma terceira com eles.

— Vocês não a acharam? — indagou Carol chorosa.

— O rastro dela sumiu — respondeu meu pai. — Vamos atrás dela logo que amanhecer.

— Vocês não podem deixar minha filha sozinha por aí para passar a noite sem ninguém nessa mata.

— Seguir no escuro não adianta. Ficaríamos só um trombando no outro. Mais pessoas se perderiam — Daryl explicou.

— Ela só tem 12 anos. Ela não pode ficar lá sozinha. Você não achou nada?

Carol se desesperava.

— Eu sei que é difícil, mas vou te pedir para não entrar em pânico. Sabemos que ela estava lá — diz meu pai.

— E seguimos o rastro dela por um tempo — Daryl voltou a explicar, seu tom era calmo.

— Temos que fazer esforço organizado — falou meu pai. — Daryl conhece florestas melhor do que qualquer um. Eu pedi a ele para cuidar disso.

— Isso. Isso é sangue? — Carol apontou para calça de Daryl com o tecido manchado de sangue, mas pelo que vi era sangue fresco.

Por um momento eu achei que Carol ia desmaiar quando meu pai explicou que era de um andante, mas ele logo explicou que não teve sinal nenhum de Sophia com ele. Andrea perguntou como sabiam e Daryl respondeu que abriram o andante para ter certeza.

— Como pode ter deixado ela lá, sozinha, para começo de conversa? — disse Carol depois que se sentou na pilastra em tom de acusação.

— Aqueles dois errantes estavam atrás de nós — meu pai explicou. — Eu tive que atrai-los. Era a melhor chance dela.

— Por que ele não teve escolha, Carol — diz Shane.

— Como é que ela vai achar o caminho de volta sozinha? Ela é só uma criança. Ela é só uma…

— Carol a culpa não é dele — disse a olhando com censura. — Meu pai já explicou que foi a única e melhor escolha que ele teve.

— Exatamente, eu não tinha escolhas, essa era a única que tive.

— Tenho certeza que ninguém duvida disso. Sua filha já deixou isso claro — diz Shane ao meu pai. E eu apenas assenti quando meu pai me olhou. Só que algo em mim dizia que ele não se sentiu seguro, principalmente com os olhares de culpado que Carol lançava a ele.

Sem saber o que dizer, meu pai se levantou depois de se ajoelhar para olhar a Carol no olhos e se afastou. Meu coração se apertou ao vê-lo daquela forma e mesmo a situação não sendo a mais recomendável, senti um breve desgosto por Carol culpá-lo.

Como o próprio Shane disse: todos não duvida que ele não tenha feito o possível e eu sou uma dessas que não duvida em nenhuma palavra dele. Sei muito bem que ele fez e vai fazer de tudo para encontrar Sophia. Sei que vai.


Notas Finais


- Rocky Road* é um doce de chocolate com castanhas (pelo pesquisei tem com o cookie também) e marshmallow. O que foi mencionado é o sorvete que é a mesma coisa, mas no caso do Rick e da Ashley eles ainda colocaram mais marshmalow rs

E ai, o que acharam?
Esse foi o primeiro capítulo da segunda temporada que irá durar até que bastante segundo os meus cálculos kkkk.
Quem me conhece sabe que escrevo muito e esse capítulo, bem, acabou saindo bem grandinho como perceberam.
Espero que gostem, comentem e até uma próxima <3


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