História A Filha do Xerife - HIATUS - Capítulo 16


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Walking Dead
Personagens Andrea, Beth Greene, Carl Grimes, Carol Peletier, Dale Horvath, Daryl Dixon, Glenn Rhee, Hershel Greene, Lori Grimes, Maggie Greene, Michonne, Personagens Originais, Rick Grimes, Shane Walsh
Tags Carl Grimes, Daryl Dixon, Rick Grimes, The Walking Dead, Walkers, Zumbis
Visualizações 286
Palavras 2.458
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Canibalismo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá Walkers, tudo bem?
É, eu sei bem que vocês querem me matar pela demora. ;-; Mil desculpas!
Eu sofri um terrível bloqueio com esse capítulo, pois não fazia ideia de como escrever. Na verdade eu até sabia o que escrever nele só não sabia como bota-lo em prática... quem escreve sabe como é isso rs Ah, também tem o detalhe de qual pov ia escrever primeiro, e sim é o que vocês estão achando "de qual pov". Estava entre dois pov's, e finalmente acabei escolhendo qual postar primeiro.
Do fundo do meu coração espero que vocês gostem desse capítulo assim como eu amei escreve-lo. :D
Bem é isso, desejo a todos uma ótima leitura e até as notas finais...

Capítulo 16 - Droga! Justo ela...


Fanfic / Fanfiction A Filha do Xerife - HIATUS - Capítulo 16 - Droga! Justo ela...

Daryl Dixon © POV

A verdade é que não faço a minima ideia do que dizer.

Nunca se teve nada de interessante para dizer sobre mim e muito menos sobre minha vida que é sem graça, e me refiro tanto ao pré quanto ao pós apocalíptica. É bem provável que o pós seja até melhorzinha, mas isso não quer dizer que não deixo de ser um merda.

Lembro que quando essa merda começou eu estava voltando para casa, e fui surpreendido pela velha Emerlinda que era nossa vizinha mongando no jardim. Eu pelo menos achei isso já que aquela velha tinha passado do tempo para ir a outra vida, como alguns dizem, dessa para melhor — se é melhor eu não sei. Voltando para o assunto da minha vizinha, eu realmente achei que ela estava mongando, mas me enganei assim que a vi se alimentando do próprio cachorro. Não tinha sido o único a reparar nisso, outros moradores foram se aproximando para bisbilhotar, eu fiquei quieto e foi muito benéfico já que quando um dos moradores chegou perto dela foi atacado. E foi a partir daí que o inferno começou.

Sai da cidade com meu irmão, Merle, fomos para Atlanta como era dito nos noticiários informando sobre um abrigo com sobreviventes. Merle e eu não botamos muito fé, porém, fomos de qualquer jeito. Como o imaginado tudo não passava de um noticiário bosta com palavras bostas.

O centro de Atlanta fora completamente tomada pelos infectados, e não me surpreenderia se aquele número aumentou com a chegada de outros sobreviventes atrás de moradia.

Antes de colocar o pé na estrada com Merle, um alguém foi colocado no meu caminho, e é uma alguém com nome e sobrenome: Ashley Grimes. Ela apareceu de repente, trombamos, e mesmo que tenha ficado um tempo preso no mesmo espaço que ela, não acabou sendo tão ruim já que a mesma junto com Glenn nós levou para um acampamento bem longe da cidade em uma pedreira.

Mesmo que tenha tido esse lado bom da história quando a conheci, depois comecei a pensar seriamente se foi realmente bom ter tombado com a Grimes no mercado.

De início ela me irritava.

Era irritante aquele jeitinho educado dela, aquele jeitinho de boa moça, pedido licença para tudo e se desculpando toda bendita hora. E isso era o suficiente pra quere-la londe de mim — assim como os outros do acampamento — mais do tudo. No entanto parece que quanto mais você não quer algo mais ela acontece. Falo isso porque parece que tudo que acontecia naquele acampamento me ligava de alguma forma com a branquela, vulgo, Ashley Grimes, que para ferrar mais ainda era a filha do xerife filho da puta que prendeu meu irmão em prédio comercial de Atlanta lotado de errantes.

Eu realmente queria odiá-la só que isso parecia ser impossível, pois quanto mais falava com ela, menos conseguia odiá-la. Era uma sensação muito estranha o que me deixava desconexo. Comparado os todos que convivi e que estou convivendo agora, Ashley era muito diferente, muito única. Ela vivia tentando falar comigo, me puxar para algum assunto qualquer, e isso me irritava de alguma forma, mas não a ponto de sentir ódio e sim uma queimação confortável no peito.

Com a queda do acampamento na pedreira fomos para o CDC junto com um Jim-infectado. O xerife insistia em levarmos o outro para o CDC a procura de uma cura para ele. Aquilo para mim era uma verdadeira bosta, não se tinha cura e nem nada do tipo. Todos naquele acampamento eram ingênuos demais com o vírus. Única que estava botando fé que não era ingênuo, era a própria Ashley.

Mencionando a branquela: ela mais uma vez foi posta no meu caminho.

Na ida para o CDC ela foi na caminhonete comigo depois que a turminha decidiu realizar o pedido de Jim de ser largado na estrada. É como dizia, e não entendia o porque da Ashley tentar em falar algo comigo.

— Nem tudo é ruim como você imagina. — Foi o que ela disse uma hora na caminhonete depois de vim com o papo que eu me importava com o povo do grupo.  O que achei ridículo. Eu me importo apenas se amanhã vou estar vivo, só.

Ashley parecia ignorar completamente tudo que dizia.

— Existe pessoas que se importam com você no grupo — diz ela. E mais uma vez senti a queimação confortável que ao mesmo tempo era irritante. Que merda era aquilo?

Minha situação com Ashley não poderia aumentar quando na primeira noite que passamos no CDC o tal Doutor Jenner nos ofereceu bebidas. Obviamente que enchi a cara, mas isso não fora nenhum problema, só fiquei nervoso comigo mesmo quando no outro dia acordei com a roupa molhada e o chuveiro ligado. Ótimo! Cabeça doía pra porra, e de início tentei me esforçar para tentar lembrar do que aconteceu. Só o que me vinha era imagens borradas que parecia ser um sonho de estar com uma mulher de cabelos compridos e marrom. O que não me era desconhecida.

Pouco me importei com aquilo tudo só fiquei receoso quando Ashley veio perguntar como foi minha noite e quando me tocou minutos antes do CDC ir para os ares. Tudo aquilo me fez sentir acho que aquele tal de dejavu, e a imagem da mulher que beijava na minha cabeça estava se tornando a própria Branquela.

Só de raiva mais comigo mesmo, decidi não olhar e nem falar com ela, e dessa vez só consegui disso por dois dias já que mais uma vez ela foi colocada de alguma forma no meu caminho.

A ideia era ir para Fort Benning, mas no caminho o trailer decidiu dar problema na mangueira do radiador. Ficamos presos no meio da estrada, lado bom era que tinha muitas coisas que poderíamos aproveitar, mas como felicidade dura pouco um bando enorme de infetados decidiu dar as caras. Ashley era a mais afastada do resto do grupo, eu é que estava ao perto, e a mesma deveria estar tão distraída que não reparou. Mais uma vez a salvei.

Ela tremia e se encolheu nos meus braços, me senti desconfortável com aquilo e não sabia o que fazer.

— Não me deixa sozinha — Ashley me pediu quando fiz menção de ir ajudar T-Dog que estava sendo seguido por um errante. Ela segurava meus braços com forças e seus olhos estavam vermelhos, sem esquecer que a mão dela suava gelado.

— O bando está chegando, e vão acabar vendo também o T-Dog — disse a ela, tentando ao mesmo tempo acalma-la. Era bem nítido que ela estava com medo. — Eu sei como despista-los. Você vai para debaixo do carro, depois eu venho buscá-la. — E eu iria voltar mesmo.

Mais uma merda aconteceu na estrada com nome de Sophia.

A garota foi perseguida até a floresta por dois errantes, Rick foi atrás dela, mas quando voltou para estrada: cadê Sophia? Voltei com Rick, Shane e o Glenn também foi junto. Fui ajudar para ver os rastros da garota, e também porque conhecia muito bem uma floresta. Infelizmente o dia terminou sem nada da menina. Então a busca ia continuar no dia seguinte comigo guiando o grupo. Não estávamos encontrando nada que ligava com Sophia, só encontramos uma barraca com um morto e depois uma igreja com três errantes.

Enquanto Carol terminava de fazer seus pedidos ao J.C. eu fiquei do lado de fora, Ashley acabou ficando e pela primeira vez não quis me afastar, então me juntei com ela na árvore. Mais uma vez a mesma puxou assunto comigo. Ela veio perguntando se íamos mesmo achar a Sophia, o que me irritou já esse era o carma no grupo, todo mundo achava que a garota sumiu e eu realmente achava que a Ashley era a diferente.

— Não é que eu tenha perdido as esperanças ou algo assim, mas… hoje eu sonhei com ela. E no sonho ela tinha sido toda… Você sabe. — Ashley mordeu o lábio, uma atitude que me esquentava de alguma forma, mas não no sentido santo. Sempre que ela mordia os lábios subia um desejo incontrolável em mim. — E os sonhos normalmente tem algum significado. Algum significado de que algo pode acontecer. Por isso que perguntei — ela soltou um suspiro.

— Baboseira — digo.

Antes da gente se juntar com os outros que saiam da igreja, ela me fez mais uma vez a pergunta do CDC, o que me pegou desprevenido e isso me fez respondê-la friamente. Eu realmente não sabia o que aconteceu direito naquela noite. Não sei se as imagens que tenho na cabeça aconteceu mesmo ou foi só um sonho que acabou surgindo ela nisso tudo.

 Aproveitei para perguntar o que ela queria me dizer no dia do CDC, mas a única resposta que tive foi a mordida dela no lábio, precisei ajustar melhor a crossbow no ombro antes que eu fizesse algo que não deveria como no suposto “sonho” que tive. O que me deixa enojado comigo mesmo por pensar algo desse tipo dela. Acima de tudo não posso esquecer que ela é uma garota. Não deve nem ter chegado nos 20 anos. Enquanto eu estou quase chegando na casa dos 40.

Shane decidiu separar o grupo, ele e Rick iam ficar para continuar com a procura pela Sophia e me colocou no comando para guiar o resto do grupo até a estrada. Não achei aquilo uma boa ideia, mas não disse nada. Fiquei mais na minha mesmo. Franzi o cenho quando Ashley se ofereceu para ir também - depois do Carl dizer que iria junto -, essa me pareceu uma péssima. Deu uma vontade muito grande de dizer um “não” para ela, mas não gritei, não disse, e nem a olhei só virei a cara me preparando para voltar com os outros.

Na volta para estrada teve algumas paradas como a primeira por causa da frescurite da Andrea para se ter uma arma de fogo em mão que logo apagou o fogo depois do que Lori disse, tanto falou algo para loira como para Carol que estava culpando o Rick pelo que aconteceu com Sophia. Segunda parada foi mais uma vez por causa dessas mulheres. Nunca pensei que uma única mulher fizesse falta entre mais três no grupo, e sim, nesse caso falo da própria Ashley.

Do nada ouvimos um tiro.

— Isso foi um tiro? — indagou Lori parando e olhando tudo em volta.

— Todos nós ouvimos — digo.

— Por que um tiro? Por que só um tiro?

— Talvez tenham atirado em um errante — respondi irritado. Já estava ficando irritado com essas paradas. Porra, desse jeito não vamos voltar nunca para estrada.

— Por favor, não tente me acalmar — ela me olhou impaciente. — Sabe que Rick não arriscaria um tiro para matar um errante. — Lori olhou mais uma vez para direção que viemos. — e que veio o barulho do tiro. — Nem o Shane. Fariam isso em silêncio.

— Eles não já deviam ter nos alcançado? — Carol decidi também falar.

Suspirei cansado.

— Não há nada que possamos fazer mesmo — disse. — Não dá para andar nessa mata atrás de ecos.

— Então, o que vamos fazer? — questionou Lori.

— O que estamos fazendo: procurar por Sophia, voltando até chegar à estrada.

— Com certeza eles vão nos encontrar no trailer — diz Andrea.

Lori deve ter se tocado que estava se preocupando atoa e voltou a andar.

É, mas como nem tudo é perfeito, Andrea decidiu ficar parada para bater um papo com Carol sobre Sophia.

— Sinto muito pelo que você está passando — disse Andrea. — Eu sei como se sente.

— Eu acho que sim. Obrigada.

Carol começou a choramingar pela filha sozinha por ai na floresta.

— Eu espero e rezo para que ela não termine como a Amy. — É agora a Carol pegou pesado, mas rolei os olhos quando começou novamente a choradeira enquanto se desculpava pelo que disse da Amy.

Essa história estava começando a me irritar.

Será que só eu nesse grupo que não está nesse lenga-lenga achando que a garota já era?

— Todos vamos esperar e rezar com você — falou Andrea. — Tomara que ajude.

— Vou dizer em que ajuda. Não ajuda em nada — disse me aproximando da duas. — É uma perda de tempo ficar esperando e rezando. Nós vamos achar aquela garota e ela vai estar muito bem. Eu sou o único zen por aqui? — questionei sarcástico. — Deus do céu.

Voltamos a caminhar em silêncio, dessa vez sem nenhuma parada,  pelo menos não até a metade do caminho. Lori parou novamente provavelmente ainda pensando no maldito tiro. Não deve ter sido nada serio, se fosse acho que já sabemos, ou não?

Comentei pra gente voltar de vez para a estrada, pois já estava começando a escurecer e não é nenhum pouco agradável ficar de noite na floresta, sem contar que não estamos com lanternas.

Quando mencionei que Ashley fazia falta estava falando muito sério. Essa garota estava fazendo falta, pois era única que não reclamava de nada. Ao contrário de Andrea que foi reclamando no caminho se estava demorando muito. Só reclamava! Tanto que ela deve ter ido para um outra caminho que só reparei quando ouvi o grito da mesma. Parei e olhei para direção que vinha o grito; acabei indo para socorre-la já que deveria ter aparecido um errante — os outros foram fazer o mesmo. Só que antes de chegar perto da Andrea, uma garota que parecia mais o Zorro surgiu do nada e bateu na cabeça do próprio morto que tentava atacar Andrea.

— Lori? Lori Grimes — diz a Zorro do nada.

— Eu sou a Lori.

— O Rick me mandou. Você precisa vim agora.

— O quê?

— Houve um acidente. Sua filha, Ashley foi baleada.

Mas que merda ela estava dizendo? Como assim a branquela foi baleada?

— Ela ainda está viva, mas você tem que vir agora — ela explicou. — Rick e seu filho, Carl, precisam de você. Anda logo.

Lori foi logo largando a mochila no chão já para subir no cavalo.

— Ei! Não conhecemos essa garota — falei irritado. Como essa louca poderia estar dizendo a verdade? — Você não pode ir com ela.

E ela me escutou? Não.

A Zorro disse algo pra gente ir encontrá-los na fazenda que eles estavam, mas não prestei atenção em merda nenhuma. Só consegui vê Lori indo embora com a outra. Ainda não estava conseguindo digerir o que ela disse. Meu sangue estava fervendo de raiva. Como assim atiraram na branquela? Só pode ser uma besteira.

O que estava me deixando mais puto é que pouco me importei com o tiro. E agora só consigo ligar essa merda de barulho com Ashley.

Droga! Justo ela… Justo a branquela que foi baleada?! Porra!

Do nada a merda do infectado que não foi realmente eliminado voltou a se levantar.

— Cala boca! — e atirei uma flecha no mesmo. Antes de voltar a andar, mandando um grande foda-se para tudo.


Notas Finais


E ai, o que acharam?
Eu realmente espero que esse ponto de vista do Daryl tenha ficado bom, desculpem se não ficou aquela maravilha, mas tentei. Meu forte nunca foi escrever pontos de vistas masculinos, sempre tive dificuldade e dependendo do personagem como o Daryl eu me complico mais para escrever. Se gostarem, vou tentar trazer (e eu quero) mais pov's do Daryl.

No próximo ainda vou pensar qual pov escrevo: Rick ou vou logo arriscar o Carl. Estou aceitando opiniões de qual deles você tem mais preferencia?

Enfim, espero que tenham gostado e até uma próxima.

Bjjs.

ps: a fic está com capa nova... o que acharam? *-*


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