História A Filha do Xerife - Capítulo 2


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Categorias The Walking Dead
Personagens Andrea, Beth Greene, Carl Grimes, Carol Peletier, Dale Horvath, Daryl Dixon, Glenn Rhee, Hershel Greene, Lori Grimes, Maggie Greene, Michonne, Personagens Originais, Rick Grimes, Shane Walsh
Tags Carl Grimes, Daryl Dixon, Rick Grimes, The Walking Dead, Walkers, Zumbis
Exibições 727
Palavras 1.563
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Canibalismo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi pessoal, tudo bem?
Aqui está mais um capítulo, ele saiu rápido porque já o tinha pronto... espero que gostem e até as notas finais.

Capítulo 2 - SEASON I - Fim?


Fanfic / Fanfiction A Filha do Xerife - Capítulo 2 - SEASON I - Fim?

ASHLEY GRIMES © POV

 

— Até agora não entendi. Por que pediram uma tomografia do cérebro sendo que o paciente foi mordido? — Dr. Márcio perguntava a si mesmo, olhando o resultado que estava em suas mãos.

— Parece que o paciente estava bêbado — comentei.

— Hum... Acho que vou ter que levar isso para a Dra. Smith. — Ele se virou para se retirar, mas parou e me olhou, depois olhou para o relógio em seu pulso. — Pode ir para casa, Grimes, já deu o seu horário.

— Agradeço — sorri, era exatamente isso que estava esperando. — Estou me retirando, boa noite, Doutor — e me retirei.

Admito que hoje o dia foi bem movimentando, mas o grande mistério de tudo isso era a chegada de alguns pacientes que, segundo eles, foram mordidos. Aquilo parecia história de bêbado e, por incrível que se pareça, eu estava atendendo um bêbado que também tinha sido mordido. No começo parecia ser algo bastante idiota, mas, quando vi a mordida, fiquei realmente curiosa.

Entrei no vestiário e logo fui trocar a roupa, tirando o uniforme e colocando-o em meu armário. Sentei no banco de madeira que tinha e dei uma olhada no celular, vendo se recebi alguma mensagem. Apenas tinha uma chamada perdida do Derek e uma da minha mãe. Ótimo! Só que não era apenas uma e sim várias ligações perdidas dela. Minha mãe é um caso complicado. Ela sabia que eu não podia atender ao telefone e me ligava tanto assim.

Peguei minhas coisas e me retirei do vestiário que, por sinal, estava ficando lotado. Tive uma ótima sorte de conseguir pegar o primeiro táxi que apareceu. Mas, antes de entrar no táxi, vi a ambulância do hospital chegando e retirando a maca com uma mulher toda ensanguentada. Entrei no táxi e pedi para ele me levar até a cafeteria onde Olívia trabalhava.

Já fazia quase três anos que estava morando em Atlanta. Era uma garota do interior, mas me mudei para cá por causa da faculdade. Cynthiana não é uma cidade muito grande, é uma cidade pequena e simples. Eu nasci lá, mas, por causa dos meus estudos, eu tive que mudar para Atlanta. Lá não tinha boas faculdades e, como queria prestar enfermagem, as únicas faculdades boas só tinha em Atlanta e outros lugares, e Atlanta era o mais “perto", me mudei para cá. E, desde o dia em que me mudei e comprei meu apartamento, comecei a dividi-lo com minha amiga Olívia.

Além de ter conhecido meus melhores amigos, eu conheci minha paixão que, atualmente, é o meu namorado. Quando minha família soube que estava namorando, nem todos ficaram felizes. Minha mãe ficou toda contente e ficou insistindo para vê-lo, já o meu pai, o efeito foi completamente contrário, com o meu irmão foi a mesma coisa só, que a opinião dele, não importava, já que meu irmão tinha apenas 12 anos.

No começo dessa descoberta toda, meu pai quase teve um ataque cardíaco. Minha mãe teve que trazer um copo grande com água e açúcar. Felizmente, com o tempo, ele foi se acostumando com a ideia e acabou aceitando Derek, mesmo ele sempre dizendo que não ia com a cara dele – Carl dizia a mesma coisa.

“O telefone se encontra ocupado no momento, após o sinal deixe uma mensagem...”. Droga! Deu caixa postal!

— Derek, oi, aqui é a Ashley. Perdão por não ter lhe atendido e nem lhe respondido. É bastante complicado trabalhar em um hospital. Quando puder me ligue. Beijos. — Desliguei e guardei o celular na bolsa.

Olhando para o lado de fora e, pensando apenas na vida, vejo que já estou quase perto da cafeteria. Do nada o taxista deu uma freada que acabou indo com o corpo pra frente e protegi meu rosto com a minha mão. Olhei furiosa para o motorista, querendo explicações.

— Desculpe, senhorita, mas é que esse senhor apareceu do nada. — Ele apontou e olhei.

Na frente tinha um senhor parado e estava de lado. Quando ele se virou, após ouvir a buzina, o rosto estava completamente desfigurado. Na verdade ele estava sem o queixo, com a dentição à mostra. Pela boca, ele babava sangue, era uma visão bem feia e o motorista não parava de buzinar, mas quando viu o estado do senhor, saiu do carro e foi tentar ajudar, só que tudo aquilo não acabou muito bem. O senhor se virou para o taxista e mordeu seu pescoço com tudo.

Não consegui ter nenhuma reação até que lembrei apenas de gritar.

Gritei desesperada e quando ouvi uma batida no vidro do meu lado, vi que era alguém como o senhor que atacou o motorista. Era uma mulher que batia no vidro com força, no seu braço tinha uma mordida feia. Ela batia e fazia um barulho estranho, gemia bem rouco.

Não pensei duas vezes e fui para o outro canto da porta, novamente ouvi outra batida do lado que estava e soltei um outro grito. E que também era uma mulher. Mas, quando essa mulher viu que a porta do motorista estava aberta, decidiu entrar. Já eu abri a porta que estava, peguei minha bolsa e saí correndo, ficando longe do carro.

A rua era conhecida e logo do lado seria a cafeteria de Olívia. Saí correndo de lá, antes que aquelas pessoas estranhas viesse até mim. Corri o mais rápido que pude e já havia conseguido me afastar delas. Achei a cafeteria e, mais uma vez, vi cenas horríveis, outros como aquelas que vi. Entrei muito assustada na cafeteria.

Respirava ofegante e olhava assustada para o vidro. Quando me virei, vi que todos me olhavam, Olívia apareceu e veio toda preocupada até mim.

— Amiga, o que houve? Credo! Parece até que viu um fantasma.

— É... Q-que... — Não conseguia completar a frase. — Tem coisas estranhas acontecendo lá fora. — senti meus olhos se lacrimejarem.

— Venha, se acalma e se senta. Vou pegar algo pra lhe acalmar. — ela me levou até uma poltrona que tinha na cafeteria e me sentou.

Não conseguia tirar os olhos da porta. Só de imaginar aquelas coisas virem para cá, me dava arrepios. Minha atenção de olho na porta foi tirada pelo meu celular tocando. Tirei da minha bolsa, vi o número e dei um leve sorriso. Depois de mais um toque, atendi:

— Oi

— Ashley? — nunca pensei que ficaria tão feliz em ouvir a voz dele.

— Shane...

Você está bem?

— Nem tanto — respondi com a voz trêmula. — Coisas estranhas estão acontecendo na rua, eu não estou entendo... Estou com medo.

Ashley, preciso que você me escute muito bem, encontre um lugar seguro e se mantenha segura. Essas coisas são muito perigosas...

— Então você sabe o que são eles? O que são essas pessoas?

Não são pessoas... Não mais... Mas agora o mais importante é você se esconder em algum lugar. Estou indo pegar sua mãe e o Carl, e daqui vamos para Atlanta te pegar. Entendeu?

— E o meu pai? — ele não respondeu nada por um tempo. — Shane?

Sobre o Rick, ele... — antes de ele terminar a ligação foi cortando.

— Shane! O que aconteceu com meu pai? Shane... Está me escutado? A ligação está cortando... SHANE! SHANE! — então a ligação caiu de vez, não conseguindo ouvir mais nada.

Fiquei por um tempo olhando o meu celular sem sinal. Senti uma lágrima saindo dos meus olhos, dando o contorno no meu rosto. Apoiei a cabeça na mão com o celular, deixando as lágrimas saírem.

— Ash, que foi? — Era Olívia na minha frente, me olhando preocupada, colocando um copo com água na mesa.

— Olívia, precisamos sair daqui — murmurei. Ela me olhou confusa, não só ela como outros no café me olhavam estranho. Eles deveriam estar me achando louca, mas eu não estava louca.

Isso tudo estava parecendo um pesadelo e achei que não poderia ficar pior, mas ficou quando Olívia tirou sua atenção para a porta batendo. Olhei pelas frentes do vidro e vi que o indivíduo era como os outros estranhos. Ele batia com força na porta de vidro, fazendo a porta e o vidro tremer.

— Olívia, não abre — disse logo que a vi indo em direção a porta.

— Ashley, o que está dando... — antes dela terminar, as suas palavras foram cortadas ao abrir a porta e o ser atacá-la, dando uma mordida em seu pescoço.

Olívia gritava e todos da cafeteria se levantaram desesperados. Todos começaram a sair correndo a fora, mais dois entraram na cafeteria e foi atacar outros clientes. Eu tentei sair de lá, antes quis tentar ajudar Olívia, mas quando a vi, não se mexia mais e em volta dela tinha uma grande poça de seu sangue.

A rua estava praticamente acabada, não sabia para onde ir e o que fazer. Minha cabeça doía e meu coração pulsava tão forte que parecia que queria sair pela boca. Eu estava rezando para que tudo não passasse de um pesadelo, que Olívia me acordaria avisando que estava atrasada para o trabalho.

Senti algo escorrer pelos meus olhos e, quando tocou meus lábios, quando senti aquele gosto salgado, na hora percebi que estava novamente chorando.

Deus, o que está aconteceu?

Será que é o fim do mundo?


Notas Finais


E ai, o que acharam? :D

Comentem! Espero que tenham gostado e até a próxima, beijos <3


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