História A Filha do Xerife - HIATUS - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Walking Dead
Personagens Andrea, Beth Greene, Carl Grimes, Carol Peletier, Dale Horvath, Daryl Dixon, Glenn Rhee, Hershel Greene, Lori Grimes, Maggie Greene, Michonne, Personagens Originais, Rick Grimes, Shane Walsh
Tags Carl Grimes, Daryl Dixon, Rick Grimes, The Walking Dead, Walkers, Zumbis
Visualizações 884
Palavras 2.487
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Canibalismo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Aqui vai mais um capítulo para vocês.
Espero que gostem e até as notas finais <3

Capítulo 3 - Uma chance para sobreviver


Fanfic / Fanfiction A Filha do Xerife - HIATUS - Capítulo 3 - Uma chance para sobreviver

Desespero.

Acho que essa seria a palavra correta para o que estava sentindo naquele momento. Não sabia o que fazer, estava perdida em meio de tantos gritos, choros e daqueles seres estranhos. A imagem de Olívia sendo pega por um deles não saia de minha mente, queria tanto poder ajudá-la, mas quando fui ver já era tarde de mais e precisei sair de lá. Eu sabia que estava sozinha, não sabia para onde deveria ir, não sabia se estava longe do apartamento... Não sabia de mais nada.

Não estava mais aguentando correr. Minhas pernas começaram a latejar e doer de tanto correr. Entrei em um beco sem saída e me encolhi bem atrás de uns tambores de lixo. Tudo estava vazio no beco, só tinha apenas eu. Encostei minha cabeça no joelho e tampando meu ouvido após ouvir os gritos vindos da rua.

Estava completamente sem rumo, não sabia o que fazer. Não sabia para onde ir. Eu ficava me perguntando o que estava acontecendo. Será que isso tudo estava ocorrendo apenas em Atlanta? Espero que sim. A imagem da minha mãe, meu irmão e do meu pai foi à primeira coisa que me pareceu na cabeça. Se isso estivesse acontecendo também em outros lugares, espero que eles estejam bem e principalmente meu pai, que estava a semanas em coma.

Respirava normalmente. E os gritos começaram a diminuir, mas todos aqueles gritos – ou a maioria – se tornaram gemidos roucos. Decidi dar uma olhada para a rua, mas ainda perto dos tambores. A vista que tinha da rua é que estava vazia.

— Será que acabou? — me perguntei, levantando.

Fui me aproximando da calçada em passos curtos. Já dando pra ver uma vista melhor da rua, vi uma imagem ruim. Carro batido no poste, poças de sangue na rua e corpos no chão e outros andando... E andando tudo em minha direção. Era uma quantidade grande que estava me fechando os dois lados da calçada, e outros dois minha frente. Não tinha para onde correr. Dava passos pra trás, e passos rápidos. Olhei pra trás e vi apenas a parede do beco se aproximando.

"Vou morrer!"— essas foram às únicas palavras que me vieram à cabeça.

Cheguei à parede e aqueles bichos se aproximavam mais de mim. Meus lábios tremeram e meus olhos se encheram de lágrimas. Olhava tudo em volta do beco, até que encontro uma saída pra mim. Acima do tambor de lixo tinha uma escada que dava para a parte de cima do prédio.

— É isso ou você morre Ashley — falei para mim mesma.

Respirei fundo e sai correndo até o tambor, subi o mais rápido que pude. Alguns dos estranhos já estavam bem próximos do tambor. Alguns tentavam pegar minha perna, enquanto tentavam subir as escadas. Quando consegui - depois de chutar um, que caiu em cima de outro – subi todos os degraus até o topo do prédio.

— Não olhe pra baixo, não olhe pra baixo — dizia isso a mim mesma, até chegar ao topo.

Enfim tinha conseguido chegado e quando decidi olhar pra baixo, vi uma quantidade enorme deles tentando subir o tambor.

— Espero que eles não consigam — suspirei ofegante.

Coloquei minhas mãos no joelho, respirando ofegante e olhando pra tudo em volta. Aquilo só podia ser um pesadelo, ouvia tanto grito vindo da rua e aquele barulho terrível vindo desses indivíduos estranhos. Como eu queria que tudo isso não passasse de um pesadelo e que logo, logo iria acordar. Não sabia para onde ir, a minha única opção no momento estava sendo ficar em cima do prédio. Era um lugar bem alto e parecia ser seguro, mas eu não posso ficar aqui o tempo todo.

Enquanto não sabia para onde ir, me sentei e fiquei observando tudo por um bom tempo. Apenas o que via era prédios e mais prédios. O sol começou a se por deixando uma parte do céu alaranjado, aquilo é tão lindo e dava até uma sensação de tranquilidade, mas infelizmente isso durou super pouco. Barulho de porta se abrindo foi o que me fez despertar, me levantei o mais rápido e olhando assustada para a porta.

Já até imagino que seja aqueles estranhos, mas felizmente estava errada. Um rosto de um homem apareceu na porta, ele deveria ter por volta de uns quarenta anos e tinha a pele branca. O senhor se ficou me olhando com os olhos arregalados, saiu da porta tremendo junto com um taco de basebol, que segurava.

— Q-quem é você? — ele me perguntou tremulo. — Foi mordida?

— Mordida? Não — respondi

— Como você parar aqui, veio passando por prédio em prédio?

— Na verdade eu subi a escada do beco. Fui cercada por aquelas coisas e subi. Estou sozinha, não sei mais para onde ir. — Antes de falar qualquer coisa eu ouvi outra voz e era a voz de uma mulher.

O senhor olhou pra trás e ela se aproximou com uma menina atrás dela. A garotinha deveria ter uns cinco anos, usava um vestido todo rendado e estava toda encolhida atrás da mãe – acredito que seja a mãe dela.

— Querido deixe-a entrar, está escurecendo é perigoso – ela murmurava ao marido, ficou assim por um bom tempo e depois que o senhor me chamou pra entrar.

Eu acabei aceitando a oferta, entrei no prédio e descemos as escadas. Tudo estava bem escuro, apenas o que iluminava eram as luzes de emergência. Não sabia exatamente pra onde iria, mas chegamos a um corredor e paramos em frente a uma porta de madeira com um número nela. Todos entraram e o senhor pediu pra eu entrar também, e assim o fiz.

Olhei tudo em voltar do apartamento e era bem simples. Sala pequena que juntava com a cozinha, e um pequeno corredor que deveria dar aos quartos. Fiquei parada ainda na porta e olhando o casal se preparando. E tentando ao máximo não fazer barulho, a moça tinha pedido pra eu sentar e assim o fiz. Sentei no sofá e fitei a pequena TV na estante de madeira.

— Está sozinha há muito tempo? — Olhei para o lado e vi aquela mesma mulher se sentando ao me lado.

Ela era uma senhora que aparentava ter uns trinta e cinco ou trinta e oito anos. Tinha cabelo loiro escuro, ondulado e curto, preso em um rabo de cavalo baixo. O rosto demonstrava cansaço e os olhos castanhos, tristeza.

— Sim – a respondi.

— Meu nome é Carla, aquele é o meu marido Arthur e a pequena é Isabel nossa filha. Desde a hora do almoço que não saímos de casa, quando ia sair com Isa para comprar a janta, a rua estava infestada deles. O nosso porteiro pediu pra ficar dentro do prédio, pois não era seguro lá fora e desde então Arthur, minha filha e eu estamos aqui. E até agora esperando aflita um telefonema do meu filho. – Carla começou a chorar, aquilo mexeu muito comigo.

A imagem da minha família foi o que apareceu. Quando disse que o seu filho não tinha feito nenhuma ligação avisando que estava bem, pensei na minha família que eu não sabia exatamente como eles estavam. Só sabia que eles estavam vindo para Atlanta, já que era isso que Shane tinha me dito. Em relação ao meu pai eu não sabia de nada, não sabia se ele estava bem ou não.

Naquele momento senti meus olhos se enxerem de lágrimas, me forçava a não chorar na frente de Carla. Nunca gostei de chorar na frente dos outros, acho que nunca quis me mostrar fraca diante das pessoas. Forcei ao máximo não deixar a lágrimas escorrer. Olhei para Carla que enxugava os olhos que por sinal estavam vermelhos.

— Eu falando aqui da minha vida, não perguntei o seu nome.

— Ashley. Chamo-me Ashley, senhora — disse.

A conversa acabou não fluindo e também não sabia o que dizer. Olhei para a estante da TV e do lado tinha um telefone. Até que pensei em tentar ligar para minha casa, quem sabe conseguiria falar com eles.

— Será que eu poderia usar o telefone? — levantei e perguntei

— Pode claro — respondeu Carla.

Fui até o telefone, peguei e disquei o número de minha casa. Chamava, chamava e nada. Tentei mais uma vez e nada. Apertava o telefone com tanta força que doía minha mão. Eu estava muito preocupa, será que eles estavam bem? Será que eles tinham saído de casa? Eu não conseguia me imaginar sem eles. Não me imaginava sem minha família que era a coisa mais importante pra mim.

Foi uma noite um pouco tensa. O clima no apartamento estava muito pesado e a família que me hospedou estava mais nervosa ainda, já que não tinham noticias do filho. Por causa dos barulhos do lado de fora, não consegui pregar os olhos. Parecia, na verdade, tinha certeza que a rua estava lotada deles. O Sr. Arthur fechou todas as janelas com cortinas e ficamos apenas com as velas acessas, pois as luzes iriam chamar muito atenção. Dormi no sofá da sala mesmo, fato que demorou horas para ocorrer.

Dias depois...

Vários dias se passaram desde que me hospedei no apartamento. As coisas só tinham piorado em Atlanta e acredito que no mundo todo. Infelizmente não consegui ter contato com minha família e o filho dos Srs. Smith desapareceu, eles não tiveram nenhuma noticia dele e nem apareceu desde aquele dia. Além de ficar sem noticias da minha família, estava sem noticias do apocalipse. Dois dias depois que tudo começou as transmissões parou e a energia desligada.

Aquilo era muito preocupante. Com muito esforço e dor eu pensava que minha família estava bem, que meu pai tinha acordado e todos estavam vivos. Mas no fundo aquilo doía, pois eu sabia que lá no fundo se tinha chances de isso não ter acontecido.

Antes de a energia ser desligada vários avisos foram dados no noticiários. Um deles era sobre como matar esses zumbis (esse era o nome que acabei dando, já que eles me lembraram muito aqueles mortos-vivos de filmes) e para não ser mordidos, levar mordida ou arranhão senão iríamos virar um deles. Outro aviso era sobre um lugar para sobreviventes, que tinha aqui em Atlanta.

O Sr. Smith achou melhor a gente ir para esse lugar, Carla concordou com o marido e eu sentia que não era uma boa ideia. Estávamos em Atlanta e só do pouco que vi, não teria como montar algo seguro por aqui. Até disse o que achava, mas ele não se importou e continuou decidido que iríamos para esse refúgio.

Infelizmente na nossa saída do prédio acabou acontecendo algo que não queria que acontecesse. Fomos cercados no estacionamento, ninguém imaginaria que no estacionamento do prédio estaria lotado de zumbis. Na nossa pequena corrida até o carro do Sr.Smith fomos cercados pelos mortos e Arthur acabou sendo pego por eles.

Mesmo que Carla negasse, não podíamos deixar a Isabel passar aquele perigo todo. Não podíamos voltar para o apartamento, então a nossa única escolha foi o carro e tentar a sorte nesse refugio (se é que existe).

Não consigo recordar o resto. Apenas sei que estava no volante e do nada tudo ficou escuro; senti uma forte batida em algo e apaguei com os gritos de alguém. Talvez da pequena Isabel ou de Carla?

...

Minha cabeça latejava forte, algo molhado escorregava pela minha testa. Coloquei a mão até o molhado, senti um pequeno corte. Levantei devagar a cabeça que estava encostado no volante. Fui abrindo lentamente os olhos e vi apenas um poste na minha frente.

— O que aconteceu? — perguntei me sentindo bem tonta.

A rua ao meu lado estava vazia. Eu não conseguia me lembrar do que aconteceu... Um gemido rouco me tirou dos pensamentos, olhei assusta para a porta do carona e lá estava um zumbi. Só que não era um zumbi qualquer quer, era a...

— Carla! — exclamei.

Em seguida ela me atacou. Encostei-me à porta do carro com força, e empurrava os ombros de Carla com força. Ela era muito mais forte que eu, olhava para os lados achando algo pra me defender e não tinha nada. Olhei para o banco traseiro e porta de lá estava aberta, mas nada da Isabel. Será que ela escapou? Ou foi pega por Carla?

Não aguentava mais, meus braços doía e a Carla se aproximava mais aqueles dentes de mim. Antes de sentir aqueles dentes no meu pescoço, senti-a sendo puxada e não ouvia mais nada. Ainda encostada na porta respirando ofegante, olhando o lado de fora assustada e do nada aparece Isabel?

— Isa?

Os olhos dela estavam todos vermelhos, acredito que por causa de choro. Ajeitei-me no banco e passei para o banco carona, saindo e a abraçando com força. Ela se encolheu nos meus braços e começou a chorar. Olhei o chão a procura do corpo e lá estava ele caído, só que com a cabeça estourada. Fechei os olhos e virei a cabeça para o lado. Pobre Carla.

— Você está bem? Foi mordida, aranhada ou algo do tipo? — perguntou uma voz masculina.

Agora fazia sentindo de quem poderia ter matado o zumbi. Já estava quase me perguntando como a Isabel conseguiu força pra matar a mãe.

Olhei para o dono da voz era um rapaz asiático que aparentava ter uns 23 ou 25 anos, ele usava um boné e caminha branca com umas faixas azuis e vermelha. Ele não tirava os olhos de mim e respirava ofegante.

— Não — respondi. — Eu estou bem.

— Ufa! Que bom — disse ele me esticando o braço para me ajudar a sair do carro.

Isabel não desgrudava do meu pescoço, então acabei levantando com ela no colo.

— Como...

— Ela — ele apontou para Isa. — A achei escondida entre uns carros chorando, fui vê-la e perguntei se estava sozinha, então ela me disse que tinha mais alguém e me trouxe até aqui.

Sorri em forma de agradecimento.

— Glenn — ele esticou a mão. — Meu nome é Glenn.

— Me chamo Ashley — disse retribuindo o aperto de mão.

— Melhor a gente sair daqui — disse ele olhando para os lados. — Está quase escurecendo, e é melhor voltar para o acampamento antes de tudo ficar escuro.

— Acampamento? O que dizia na TV? — ele negou.

— Aquilo era uma grande mentira, não existe lugar seguro em Atlanta. A cidade toda está tomada.

— Eu já imaginava.

— Muitos vieram para Atlanta por causa disso, mas quando chegaram, foram pegos. Aqui está até tranquilo, mas o centro da cidade está um inferno.

— E onde é esse acampamento? Tem mais gente?

— Sim, tem bastante gente e o acampamento fica bem longe da cidade — disse Glenn. — Vamos?

— Vamos.

Glenn me ajudou a pegar minhas coisas, que era apenas uma mochila e a da Isabel e também a sacola com os suprimentos que tínhamos. Depois seguimos caminho até o acampamento que ele tinha dito. Passando pelos prédios e depois fomos para uma estação de trem. Parece que o caminho seria bem longo como ele disse, mas não me importei e Isa também já que é lá que enfim, teríamos uma chance para sobreviver.


Notas Finais


☆ Isabel - Bailee Madison (https://goo.gl/rfP8Je)

E ai, o que acharam? Glenn sendo o salvador exclusivo dos Grimes. rs
Já estou com o terceiro capítulo pronto então é só aguardarem eu pensar no dia que vou posta-lo.
Vejo vocês no próximo capítulo, beijão <3


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