História A Filha do Xerife - HIATUS - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Walking Dead
Personagens Andrea, Beth Greene, Carl Grimes, Carol Peletier, Dale Horvath, Daryl Dixon, Glenn Rhee, Hershel Greene, Lori Grimes, Maggie Greene, Michonne, Personagens Originais, Rick Grimes, Shane Walsh
Tags Carl Grimes, Daryl Dixon, Rick Grimes, The Walking Dead, Walkers, Zumbis
Visualizações 797
Palavras 3.083
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá Walkers, tudo bem?

Primeiro de tudo quero pedir desculpas pela demora do capítulo. Minhas aulas na faculdade começou, junto aconteceu um pequeno bloqueio criativo - precisei assistir a primeira temporada toda para voltar ao normal com a criatividade e também teve o fato que estava escrevendo outras fics, tem mais fics, então estava meio que focada em uma delas (era que mais estava escrevendo com facilidade).

Enfim, mas agora aqui estou com mais um capítulo maravilhoso.

Espero que gostem, e até as notas finais :D

Capítulo 5 - Pela segunda vez


Fanfic / Fanfiction A Filha do Xerife - HIATUS - Capítulo 5 - Pela segunda vez

Não fazia ideia de quanto tempo estava aqui presa com o tal Daryl. Que inclusive ficar aqui presa com ele é a mesma coisa que ficar sozinha. Ele não dizia uma única palavra, apenas olhava a porta — ainda fechada — e mais nada.  Nem ao menos virava o rosto para me encarar. Isso era um tanto que tedioso.

— Você está sozinho? — perguntei tentando puxar assunto.

— Não — respondeu ele seco.

— Hum... Eu também não — disse mesmo sem ele ter perguntado. — Vim com um amigo que ficou vendo o outro lado do mercado.

Suspirei profundamente.

— Inclusive — olhei a porta pensativa. — Espero que ele esteja sentindo minha falta. E que não tenha sido pego por aqueles bichos...

— Será que da para você calar a boca, branquela? — diz ele sem paciência agora me olhando.

— Ashley — corrigi.

— Qué?

— Eu disse Ashley — repeti. — Esse é o meu nome e não branquela.

— E daí?

— E daí que eu não curto que me chamem por esses apelidos.

Agora eu estava o encarando e apenas o vi revirando aqueles olhos azuis.

— Que seja, branquela — disse ele com sarcasmo.

Fechei a cara.

Nunca tinha gostado que me chamassem de branquela. Nunca curti esses apelidos sem graças que me colocavam. Eu sei que sou branca, mas não precisa deixar isso muito claro.

— Eu não gosto...

Shiu!

— Não venha com “shiu”, eu já tinha lhe dito para...

— Que merda, branquela! — exclamou ele nervoso. — Será que conhece fechar essa boca por um minuto?

Não disse nada, apenas virei a cara e consegui ele se levantando. Voltei a olha-lo que se aproximava da porta com a orelha na mesma. Acredito que estava tentando ouvir os bichos. Fiz o mesmo que ele, levantei e cochichei para o tal Daryl.

— Eles saíram?

O sem educação não me respondeu nada apenas chacoalhou os ombros. Ele apenas acertou a besta na mão dele já carregada. Colocou a mão na maçaneta da porta, logo entendi que ele estava se preparando para abrir a porta. Não enrolei e peguei minha coisa, coloquei a mochila no ombro e respirei fundo. Tomara mesmo que aqueles bichos tenham saído, pensei.

Tudo foi bem rápido, Daryl abriu a porta e logo apontou a besta. No mesmo momento tinha uma pistola apontada para ele.

— Ah, então você estava aqui — ouvi uma voz desconhecida. — E parece que muito bem acompanhado.

Agora conseguia ver o outro homem que falava com Daryl. Ele era branco, tinha um corte militar e também era forte. Usava um colete preto junto com uma blusa sem manga branca. Tinha olhos claros e digamos que ele tinha a cara de um típico cara folgado. Sem contar que ele lembrava um pouquinho o Daryl.

— Posso saber que é você, gracinha? — perguntou ele com malicia, assim que sai da sala com Daryl, ele me olhava de cima para baixo.

Senti meu rosto esquentar e respondi com a voz baixa.

— E-Eu sou Ash...

— Ashley! — chamou-me alguém atrás do cara branquelo.

Não demorou muito e logo vi Glenn correndo ao meu encontro.

— Glenn! — digo aliviada abraçando-o.

— Garota, aonde foi que você se meteu? — disse ele em um folego só. — Estava te procurando feito louco.

Apenas sorri como uma forma de perdão.

— É melhor irmos, está ficando escuro e no acampamento eles devem estar preocupados — diz Glenn ajeitando a mochila nas costas.

— Acampamento? — repetiu o desconhecido. — Aquele das rádios?

— Não é o acampamento dito nas rádios — explicou Glenn. — Aquilo tudo era mentira.

— Mas estamos sim em um acampamento — digo.

Os dois trocaram olhares e eu troquei com Glenn, sabíamos muito bem aonde eles queriam chegar com aquela conversa.

— Querem vim com a gente? — perguntei aos dois que me olharam. — Acho que não teria nenhum problema, acredito que quanto mais pessoas, melhor. Certo?

Sem delongas os dois aceitaram e no meio da conversa, descobri que o outro homem era irmão mais velho de Daryl, e ele se chamava Merle. Confesso que não gostei muito dele, mesmo assim espero que Shane aceite ambos. Por mais grossos que os dois sejam, acredito que eles mereçam uma chance no acampamento.

Na volta para a pedreira, narrei tudo que aconteceu no mercado ao Glenn, desde o inicio até eu parar naquela sala com o tal Dixon. Quando chegamos à pedreira, fomos recebidos por praticamente todos do acampamento. Todos olhavam curiosos para a picape que tinha sido estacionada logo atrás da gente.

Em questão de minutos, assim que sai do carro, fui recebido por um abraço bem forte de Carl.

— E ai mocinho, se comportou? — perguntei, me agachando para ficar do mesmo tamanho que ele.

Ele assentiu com breve sorriso, o que acabei retribuindo, mas reparei que ele olhava ansiosa para o que tinha atrás de mim.

— Quem são eles? — perguntou Carl, olhando para os irmãos Dixon.

— Encontramos com eles dois em Atlanta — respondi me levantando. — Os chamei para fazerem parte do acampamento, mas acho que tudo vai ter que depender se Shane vai deixar.

Shane foi logo conversa com os irmãos e algo dentro de mim, torcia para que Shane deixa-se eles ficarem. Pelo menos eu não queria que o arqueiro fosse embora. Queria vê-lo mais.

 

+++

 

Não demorou muito para escurecer, ajudei com a montagem da fogueira e jantamos os enlatados que Glenn e eu trouxemos da cidade. Depois decidi ir um pouco para a pedreira, ficar olhando o lago, queria ficar sozinha por um momento e tentar colocar meus pensamentos em ordem.

Eu pensava em tudo que estava acontecendo. Inclusive, não deixei de pensar um momento se quer no meu pai. Queria tanto que ele estivesse agora comigo. Ainda me doía muito em saber que agora ele esteja morto. Não tinha caído a ficha do que aconteceu com ele. E só de pensar em meu pai, acabei lembrando-me de Derek. Será que ele tinha se tornando um desses monstros?

O céu estava bastante estrelado e se tinha uma lua-cheia linda, que conseguia deixar uma boa iluminação no lago, agora todo escuro. Tendo certeza que não a havia ninguém e que não teria chances de eu ser vista; tirei a minha roupa ficando apenas de lingerie e entrei no lago.

A água estava muito refrescante. Precisava mesmo disso, precisava tirar todas essas lembranças que me atormentava e ficar sozinha. Antes mesmo de fazer qualquer coisa eu ouvi passos se aproximando. Agachei no mesmo instante, olhei por trás do ombro e vi de quem se tratava.

— O que está fazendo aqui? — indaguei sem jeito.

— Para tomar banho de lua que não é — disse ele com cinismo.

— Isso é — murmurei sem graça. — Então eu já vou saindo, não se preocupe, você pode... ah!

De repente ele começou a tirar a camisa, depois o sapato e pôr fim a calça ficando só de cueca box. Senti minhas bochechas esquentarem quando ele entrou na água; eu já fui me abaixando mais ainda – ou tentando – chegou em um momento que não dava mais.

— Vai ficar mesmo me olhando? — questionou Daryl.

Balancei a cabeça e disse:

— Desculpe não foi minha intenção.

— Que seja — retrucou. — Só não vai pensando que vou te estupra.

— Por que diz isso?

— Porque você não se mexe.

— Ah, não se preocupe, eu não pensei nisso em relação a você. A verdade é que nem me passou pela cabeça, pois eu não acho que você seja desse tipo. Não é?

Graças a pequena iluminação da lua cheia, consegui ver melhor a face dele e reparei que a cara dele não foi das melhores.

— Sinto muito se lhe ofendi — disse o mais rápido assim que me toquei no que tinha dito antes. — Não foi minha intenção te ofender.

Daryl bufou.

— Você só sabe pedir desculpas?

— Bom, foi isso que meus pais me ensinaram, ser educado com os outros.

— Clichê — comentou Daryl.

Ouvi ele dizendo aquilo me fez sorrir. Não sei o porquê disso, só sei que sorri e fiquei por um bom tempo observando-o.

— É melhor eu já indo — disse me levantando. — Devem estar me procurando.

Ele apenas fez um gesto do tipo que não se importasse.

— Boa noite, Daryl.

O silêncio dele considerei como um igualmente. Não conheço direito, não sei como ele exatamente é, mas pelo pouco que conversamos hoje (agora) é que Daryl é bem na nele. É um típico caipira. E devo ressaltar que é um caipira muito bonito.

 

+++

 

Conforme as semanas foram se passado minha relação com as outras pessoas do acampamento foi melhorando. Já tinha criado uma amizade incrível com Amy, a irmã caçula de Andrea, tínhamos quase que a mesma idade e isso fez com que tínhamos os mesmos papos. Isabel estava cada vez mais entrosada com todos, principalmente com Dale, a quem ela criou um vínculo muito legal. Sempre que podia estava junto com ele fazendo a vigia ou ajudando eles em outra coisa, se não é isso, ela está brincando com as crianças. O que é ótimo, pois isso acaba distraindo ela e não pensa nos pais que perdeu.

Mesmo ajudando bastante o acampamento, eu ainda achava que não era o suficiente e queria ajudar mais. Sem contar que as vezes era tedioso ficar aqui.

— Preciso muito fazer alguma coisa — disse do nada em uma manhã quente, deitada em uma pedra perto do lago, tomando sol com Amy.

— Quê? — indagou Amy sem entender sentada ao meu lado.

— Preciso fazer algo para deixar esse tedio de lado — digo.

Levantei na pedra ajustando a minha blusa que tinha levanto mostrando minha barriga.

— Não se tem absolutamente nada para fazer aqui.

— Caso não te avisaram, o mundo acabou, Ashley — falou Amy.

— Boba, eu sei que o mundo acabou — disse em impaciente. — O que eu quero dizer é que preciso fazer algo fora do acampamento. Será que o Glenn precisa de ajudar para buscar suprimento na cidade?

— Você quer ir para o centro? — perguntou Amy abismada se levantando. — Você ficou louca? É perigoso! Lá está lotado desses bichos.

Era exatamente disso que precisava. Não ia conseguir ficar mais tempo aqui no acampamento só ajudando a lavar roupa, passar ou fazer comida. Queria ser de ajuda em algo mais útil e que me faria bem, e o que me fizesse sentir bem.

— Vou tentar encontrar Glenn, depois a gente se fala, Amy — dito isso me retirei.

Chegando no acampamento consegui encontrar Glenn mais rápido do que imaginava. Ele estava perto do trailer conversando com Dale. Não curto muito atrapalhar conversas, mas era preciso atrapalhar naquele momento.

— Desculpe atrapalhar vocês dois, mas eu poderia falar com você, Glenn?

— Já terminamos aqui — disse Dale, assim que Glenn o olhou em dúvida.

Glenn assentiu e se retirou comigo.

— Diga — falou o coreano assim que paramos ao lado do Jeep de Shane.

Olhei para os lados e disse:

— Eu quero te ajudar na busca por suplementos.

A cara que ele fez foi meio que do tipo que não entendeu direito. Ou que ainda estava raciocinando.

— Glenn, eu quero ir com você para cidade — voltei a dizer dessa vez devagar.

— Bem, hum... é que...

— Claro se você quiser que eu seja sua acompanhante.

— Não, quero dizer, eu adoraria você como minha acompanhante na busca — ele franziu o cenho —, mas será que é uma boa ideia?

— Por que diz isso?

— Ashley, você sabe que é perigoso — revirei os olhos com os argumentos fracos do coreano. — Outra coisa, acha que o Shane vai deixar você ir?

— Como se eu precisasse pedir permissão a ele — disse, balançando a cabeça e observando o próprio Shane conversando com minha mãe, que por sinal pareciam estar bem entretidos no assunto. — Shane não é meu pai para me dar ordens e eu já sou maior de idade.

Depois de perceber a forma como minha mãe e Shane conversavam, senti um leve desconforto e mesmo que quisesse tirar os olhos deles para voltar a olhar Glenn, não consegui. Percebendo o meu foco, ele também olhou e fez uma cara de entendido, comentando:

— Quando você chegou no acampamento, por um momento achei que você fosse enteada dele.

— Quê? — exclamei surpresa. — Achou que ele fosse meu padrasto?

— Ou seu pai — Glenn disse mais uma vez.

— Por quê? Shane não é nem o meu pai, muito menos o meu padrasto, ele é só o melhor amigo do meu pai.

— Aah!

Glenn fez uma cara muito estranha de como tivesse entendido, ou que sabia de algo, mas achou melhor ficar quieto.

— Você por acaso sabe de alguma coisa? — perguntei demostrando minha desconfiança.

— Eu não sei — respondeu ele — só suspeito.

— Como assim?

— Hum... bem, não sei se seria legal comentar isso com você, mas sempre vejo eles dois muito próximo e antes de você chegar no acampamento, eu jurava que tinha visto os dois se beijando.

Não fazia mínima de como era receber um tiro. Imagino que a dor deva ser imensa. E quando aquelas palavras saíram da boca de Glenn, foi como receber um tiro em cheio no peito. Como assim minha mãe e Shane se beijando? Juntos! Voltei a olhar os dois já separados, porém, reparei o olhar que Shane lançou a minha mãe.

Mesmo não querendo acreditar nas palavras do coreano, era impossível não tirar os olhos deles dois durante o jantar. Só desviei o olhar dos dois quando minha mãe me lançou um olhar curioso. Queria ficar mais focada no meu enlatado do que nos dois, mas não dava, então voltava a dar umas olhadas disfarçadas em Shane. E me perguntava se ele teria mesmo coragem de fazer isso com o meu pai, seu melhor amigo?

Fora impossível dormir aquela noite já que meus pensamentos estavam a mil. Com o maior cuidado para não acorda Carl, muito menos minha mãe, sai da barraca. Olhei para o trailer; por sorte era Dale de vigia, então seria possível dar uma escapadinha.

Já com a pequena lanterna em mãos — desligada naquele momento — fui até a pequena trilha para floresta.

Andei. Desviava de galhos, arvores e troncos. Iluminando apenas a minha frente e nada mais, olhando mais para baixo do que para os cantos. Só focada nos meus pensamentos. Até que parei, olhei para os lados e me toquei.

— Eu estou perdida — disso não tinha dúvidas, olhei para trás e só via escuridão.

Em cada canto não via mais nada, nem fazia ideia de que lados vim, não tinha noção de nada.

— Ashley, usa a cabeça — falei a mim mesma. — Agora você precisa pensar em como voltar para o acampamento.

Meu raciocínio resultou em ir pelo sentimento lado que estava de costas. Não custa nada tentar, não é mesmo? Qualquer coisa eu só grito. O que vai ser mais provável aqueles errantes me ouvirem do que o acampamento. Fui andando calmamente pelo caminho que eu suposta acho que vim. Respirava fundo. Contando até dez. Até que parei em um lugar mais sinistro de onde estava.

Encostei em uma arvore gelada, olhei para o céu estrelado, até que estava uma noite bonita e gelada. Ou aqui mesmo entre essas arvores que era gelado. A roupa que usava como pijama é apenas uma regatinha curta com uma calça de moletom cinza e justa na perna. Havia colocado apenas uma blusa por cima que não aquecia tanto. Por causa daquilo estava sentindo o vento gelado nos meus braços.

Como voltar para o acampamento? Essa é a pergunta que me fazia a cada minuto. Resposta era sempre a mesma: não sei. Até que substitui a pergunta por palavrões contra eu mesma. Não acredito que fui tão burra a ponta de andar sozinha na floresta com mortos-vivos se alimento dos vivos.

De repente, ouvi barulho de passos sobre as folhagens. Virei assustada para o lado que achei estar vindo o barulho, iluminando cada canto e não se tinha nada. Será que era um errante? Se fosse, será que era só um ou mais? Já assustada, imaginando minha morte se aproximando cada vez mais, dei passos para trás olhando cada canto, até que bati em algo que disse:

— O que está fazendo aqui?

Em um ato por instinto, estiquei o braço, batendo com força a lanterna que no mesmo instante soltou uma exclamação.

Virei para ver de quem se tratava, meus olhos arregalaram ao ver que se tratava de Daryl com a mão abaixo de seus olhos, ele tirou e reparei que havia acertando bem na sua têmpora quase próximo ao olho.

— Que merda deu em você? Quase acertou essa porcaria no olho — diz ele furioso.

— Daryl, me perdoa — tentei me aproximar para olhar, mas o mesmo esticou o braço para me afastar. — Não fiz por maldade! Não sabia que era você.

— E acho que era quem? Papai Noel?

— Talvez um errante?

Ele revirou os olhos e bufou.

— O que está fazendo aqui?

— Perdida — respondi com um sorriso amarelo.

Disse a ele que vim fazer uma caminhada e acabei me perdendo.

— Porra, o que tinha na sua cabeça para andar por aí de noite, Branquela? Merda?

— Só queria dar uma amenizada nos meus pensamentos — digo.

Daryl balançou novamente a cabeça, soltou um grunhiu baixo, tocando novamente seu rosto. Mesmo com a lanterna abaixada, pude ver um pequeno corte vermelho, estava sangrando. Sem delongas, puxei mais a manga da blusa e toquei no corte.

— Realmente, não sabe como eu lamento por ter te acertado, me desculpe — disse meia sem jeito.

or estar tão preocupada com o que fiz, não reparei o quanto estávamos próximos. Conseguia sentir sua respiração, seus olhos azuis tinha um certo brilho especial com a iluminação apenas da lanterna, era realmente incrível como seus eram lindos e únicos. Além dele mesmo ser muito bonito. Tive uma palpitação um pouco acelerado em meu coração.

Desde que o conheci, sentia algo diferente sempre quando estava próximo, era uma verdadeira atração aos meus olhos.

— Vem — falou Daryl do nada, tirando a minha mão de seu rosto e passando por mim — vou te levar de volta...

Entretanto no mesmo momento que ele se afastou, ele voltou, me puxando para o canto contrário da arvore e colocou encostado na mesma.

— Que... — Tentei perguntar o que ouve, mas não consegui, pois ele tampou minha boca e olhou de esguelha para o canto.

Meu corpo gelou todo quando ouvi passos arrastados junto com gemidos.

— É só um — comentou Daryl. Pegou minha lanterna, apontou para trás da arvore e não é que ele havia acertado.

O errante a sua frente tentou atacar. No entanto, Daryl foi mais rápido e bateu a crossbow na cabeça do morto-vivo fazendo-o bater na arvore; antes dele se levantar, recebeu uma flecha no meio da testa. Tombando para o canto que estava, me afastei, antes dele se aproximar de mim.

Do morto-vivo — agora morto —, olhei Daryl, e me dei conta que fui salva pela segunda vez por ele.


Notas Finais


E ai, o que acharam?

Próximo vai ser um capítulo bem especial, só não sei quando irei postar, como disse nas notas iniciais agora comecei a faculdade e por causa disso, meu tempo diminuiu muito. Porém, vou tentar não demorar mais um mês como foi esse capítulo. E dependendo como for, tentarei fazer capítulo menores para postar mais rápido, mas só tentar, ein?! Porque eu não consigo escrever menos de 2.000 palavras. Não mesmo ;)

É isso, espero que tenham gostado e até a próxima.

Beijoos <3


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