História A Filha do Xerife - HIATUS - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Walking Dead
Personagens Andrea, Beth Greene, Carl Grimes, Carol Peletier, Dale Horvath, Daryl Dixon, Glenn Rhee, Hershel Greene, Lori Grimes, Maggie Greene, Michonne, Personagens Originais, Rick Grimes, Shane Walsh
Tags Carl Grimes, Daryl Dixon, Rick Grimes, The Walking Dead, Walkers, Zumbis
Visualizações 728
Palavras 3.951
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Canibalismo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá Walkers, tudo bem?

Primeiro de tudo, perdão pela demora para postar, mas como sabem eu faço faculdade e o tempo normalmente está muito curto. E esses dias estou entupida de trabalhos, então me desculpem pela demora... Mas sem enrolação e vamos logo para esse capítulo que é um dos momentos que não via a hora de chegar. >.<

Espero que gostem e até as notas finais.

Capítulo 6 - Ele está vivo


Fanfic / Fanfiction A Filha do Xerife - HIATUS - Capítulo 6 - Ele está vivo

— Será que eles encontraram o acampamento? — perguntei a Daryl durando a volta para o acampamento.

Olhei para o mesmo um tanto preocupada.

— Nunca estivemos escondidos deles — respondeu ele.

— Eu sei — falei com a voz falha —, mas é que esse foi o primeiro que apareceu.

E realmente fora o primeiro que apareceu.

Por um momento senti o medo me consumir, me fazendo várias perguntas sobre o primeiro errante que apareceu. Se um apareceu tão perto do acampamento, talvez, mais deles possam aparecer e assim correremos o risco de perde a nossa única moradia segura. Tanto perder o acampamento como perder pessoas ao meu redor, correr o risco de perde minha mãe e meu irmão; posso também me seperar de Daryl. É estranho pensar nisso quando se Daryl não é nada meu, não temos nenhuma intimidade, nem nada, mas algo dentro de mim, algo no meu coração dizia que não queria tê-lo longe e principalmente que ele não moresse.

— Uau! Já chegamos? — digo surpresa ao avistar o pequeno ponto de luz do trailer de Dale.

— Diz isso como se estivemos a mais de um metro de distância do acampamento — diz Daryl sarcástico.

— Bem, eu achei que sim — murmurei sem graça.

Outro sinal que me fez perceber que estávamos já no acampamento foi quando vi a imagem de minha mãe correndo em minha direção desesperada.

— Meu Deus, Ashley, minha filha — exclamou ela me abraçando forte. — Você está bem? Está machucada? Onde foi que você se meteu?

— Mãe... você está me machucando... Ai! Eu estou bem.

— Ashley — chamou Shane irritando vindo ao meu encontro com Dale logo atrás — que história é essa de sair assim do nada?

Pude sentir um certo incomodo (enjoo) quando ele veio falar naquele tom comigo como se fosse meu pai.

— Sai porque quis — respondi estupidamente. — Estava sem sono e quis sair por aí.

— Só que não pode sair por vontade própria — dizia Shane um tanto sarcástico que me irritou mais ainda. — Não com errantes andando por aí...

O lancei um olhar furioso, meu sangue fervia, e minha respiração estava enlouquecendo. Não conseguia suportar a voz dele. Tapei meu ouvido para abafar os sermões dele. Quem ele pensa que é para falar assim comigo? Ele acha mesmo que é meu pai para me dizer essas besteiras? Ele não é meu pai e muito menos o meu padrasto.

— Você está proibida de sair a noite por aí sozinha.

— Não! Você não manda em mim — disse nervosa.

— Ashley, o que é isso... — minha mãe tentou controlar a situação, mas com raiva soltei o meu braço da mão dela e voltei disse ao Shane:

— Você não é meu pai!

Ainda bufando, sai de lá pisando duro, sem nem ao menos olhar para minha mãe, ao Shane, Dale e muito menos ao Daryl para agradecer a ajuda dele. Entrei na barraca da mesma forma, mas tentei ser a menos barulhenta possível, pois imaginei que Carl e estaria dormindo — só que como eu disse, apenas imaginei, porque ele não estava dormindo.

— O que está acontecendo? — perguntou o mesmo com a voz sonolenta.

Sorri ao me sentir muitíssimos alivia por me dar conta que Carl não entendia ainda dos assuntos mais pesados da vida. Era só uma criança ingênua, que ainda está aprendendo, infelizmente, será um ensino nesse mundo caótico. Mesmo assim, espero que meu irmão continue assim e nunca passe na sua mente pura a imagem que nossa mãe possa estar com o homem que dizia ser o melhor amigo do nosso pai.

— Não é nada — falei calmamente, agachando ao lado dele e acariciando sua mexa do cabelo suado. — É melhor voltar a dormir — aconselhei fazendo Carl assentir.

Carl voltou a se arrumar debaixo da fina cocha, porém, ainda me olhando.

— Ash, promete que vai ficar comigo a noite toda?

— Prometo — sorri. — Não vou mais sair do seu lado.

Ao dizer isso me ajeitei no meu saco de dormir ao lado de Carl. Ficamos nos olhando por um bom tempo, até que ele decidiu fechar primeiro os olhos e eu fiquei mais um tempo observando meu irmãozinho. Antes de fechar os meus olhos lhe depositei um beijo na testa, dizendo em seguida:

— Eu te amo, Carl.

A última lembrança que tive antes de pegar no sono vou a barraca se abrindo, imagino que seja minha mãe, mas não abri os olhos para comprovar apenas dormir. Acordei com o som natural de toda manhã, passos das pessoas do acampamento e de pássaros cantando. Vesti a calça jeans azul de sempre e uma regata cinza, calcei meu all-star e sai da barraca. Dia estava bastante ensolarado. Ao escovar meus dentes dentro do minúsculo banheiro do trailer fui recebida por Isabel na saída contando sobre suas “aventuras” com Sophia. Ela e a filha de Carol se tornaram boas amigas.

Era ótimo ver o quanto Isabel estava interagindo com as outras pessoas, assim, esquecia um pouco o ocorrido com seus pais.

Sentando em um poltrona com Isa ao lado, me mostrando alguns desenhos que fez, reparei em Daryl logo a frente com seu irmão, Merle. Pareciam estar conversando sobre algo bem “importante”. Daryl balançava a cabeça enquanto seu irmão dizia algo do interesse deles dois. Até que o foco dele mudou um pouco, deixando seu olhar de encontro ao meu. Na primeira vez, ele desviou rápido o olhar, porém, logo voltou a me observar. O que fez meus lábios formar um sorriso bobo.

Eu queria falar com ele.

Eu queria iniciar meu dia ouvindo sua voz.

— Isa — chamei a pequena — porque você não vai brincar com a Sophia? Ela deve estar te procurando.

Um sorriso enorme apareceu no rostinho dela.

— Sim! Sim! — dizia a mesma toda empolgada.

— Vai lá — sorri dando uma piscada e dando um tapinha nela.

— Até — ela me mandou um aceno e se afastou.

Assim que ela desapareceu de vista, voltei a olhar Daryl que deve ter pensando em fazer o mesmo, já que nossos olhares se encontraram subitamente, fazendo-o desviar no mesmo instante. Sem nenhuma preocupação, fui até ele — ainda com o irmão — que percebendo minha direção, me acompanhou até minha chegada.

— Oi — disse em tom baixo com um sorriso sem graça.

Infelizmente, Daryl não foi o único que chamei atenção, pois seu irmão chato parou de falar e se virou.

— Olá princesinha — diz Merle com seu tom carregado de malicia. — Que maravilha ouvir sua voz.

Revirei os olhos.

Será que o meu “oi” não ficou na cara que foi dito ao irmão dele?

— Você é tão nojento — digo.

Merle soltou um riso sarcástico.

— E você é tão gostosinha — retrucou o mesmo me lançando um olhar perverso. — Que tal a gente dar uma andada pelo mato, ai fazemos uma paradinha e transamos um pouco.

Senti minhas bochechas esquentarem.

— Quer saber de uma coisa? — digo tentando manter um tom sério. — Eu vou embora.

— Já?

— Você é insuportável, Merle — exclamei fechando a cara. — Realmente é impossível conviver em um mesmo espaço com você perto.

Bufei.

— Depois eu falo com você — olhei Daryl que não havia dito nada, mas também não me respondeu.

Balancei os ombros e sai de lá pisando duro.

Merle só não consegue ser mais insuportável, pois o marido de Carol era trilhões de vez pior que o Dixon.

Para deixar minha mente mais ocupada e me sentir menos bolada por não ter conseguido conversa com Daryl. Fui ajudar na separação de roupas que iriam ser lavadas. Shane apareceu durante esse tempo para conversar comigo. Infelizmente dessa vez não teria como escapar.

— Então vai me explicar o que  aconteceu ontem? — perguntou ele me observando colocar as roupas molhadas no varal.

— Eu já te disse que fui apenas andar — respondi.

— Não é sobre isso que estou perguntando e você sabe muito bem disso. Então?

— Não está acontecendo nada — respondi sem paciência. — Acontece que eu não curti a forma que você falou comigo. Shane, você não é meu pai.

Senti uns olhares de Amy, Andrea e Carol em nossa direção, mas não me atrevi a olha-las.

— É claro que não sou o Rick — diz ele, ajeitando o boné —, mas o que te disse ontem foi pensando no seu bem.

— Por quê?

— Porquê o quê?

— Por que você se importa?

Ele soltou um longo suspiro; respondendo em seguida:

— Porque você é a filha do meu melhor amigo. Eu nunca me perdoaria se algo acontecesse com você, ou seu irmão e sua mãe. Dependendo de onde Rick estiver, eu sei que a segurança dos três é o mais importante.

Dito isso ele se retirou, me deixando com cara de idiota que incluía um terrível cara de choro.

— Pai — murmurei mais a mim mesma, olhando o céu azulados com várias nuvens.

Às vezes me pergunto se você está realmente no céu como todos dizem. Ou se não for no céu, então provavelmente está em um lugar melhor do que esse, bem melhor.

 

 

 

— Vai desembuchar o que queria falar comigo?

Era Daryl parado na minha frente — tampando o sol que tinha na minha cara.

— Não era nada demais — digo.

Balancei melhor o pé dentro da água fresca do lago.

— Você chega lá do nada — dizia o mesmo no seu tom estúpido de sempre —, fala um monte de abobrinha e agora me diz que não é nada. Francamente branquela, você é mesmo boba.

Encolhi os ombros ao ouvi-lo me chamar de boba.

— Como está seu olho? — Ele estava se afastando depois de dizer terminar sua fala, então fiz logo a primeira pergunta que me veio a cabeça, por mais que ela seja boba e possa ser xingada novamente. — Estou desculpada pela lanternada que lhe dei?

— Affe! Estava demorando você dizer essa palavra “desculpa” mais uma vez.

Ri.

— Desculpa — disse risonha. — Foi realmente sem querer.

Daryl bufou; rolando os olhos tediosamente.

Bati a mão no lugar vazio ao meu lado na pedra.

— Senta.

— Não quero — diz ele.

— Senta! — Insisti mais uma vez. — Larga de ser carrancudo e me acompanhe.

Ele me olhou de forma suspeita.

— É só um pouquinho — sorri.

Vendo que não tinha saída, Daryl se sentou ao meu lado e assim começamos a conversar. Ou melhor dizendo, eu fiquei falando, já que ele mal abria a boca.

 

 

 

Felizmente a minha ideia de ir com Glenn para o centro deu certo. Consegui me dar muito bem nas idas à procura de suprimento. Estava começando a ser bastante esperta em relação a esses bichos. Além de conseguir mata-los sem problema algum — mesmo carregando apenas uma peixeira.

No entanto, quem não estava nenhum pouco curtindo era minha mãe e também o Shane que faziam de tudo para me impedir de ir. Só que eu dizia que iria, que ia ficar bem, e nada mais. Carl não me fazia esse pedido diretamente, mas pela forma que falava comigo sabia que era para eu não ir. Porém, assim como digo a nossa mãe, eu falo que ficarei bem. Como uma forma de deixa-lo tranquilo, sempre que dava, levava vários pacotes de chocolate para ele e as outras crianças.

Com essas idas frequentes para Atlanta encontramos mais sobreviventes. Um deles era a família de Morales com sua esposa e filhos; outros eram T-Dog, Jacqui e Jim.

Pelo tanto de praga que Shane — minha mãe nem tanto que a se acostumou com a ideia — eu acabei machucando o pé, o que me impediu de ir junto com Glenn buscar suprimentos. Só que dessa vez, ele não iria sozinho, pois quase a metade do acampamento decidiu ajudar Glenn com a busca.

— Morales, T-Dod, Andrea, Jacqui — dizia a Glenn contando com o dedo cada nome que mencionei — e o Merle. Acha mesmo que vai ficar tudo bem?

O meu amigo devia estar fazendo a mesma pergunta, olhou um tanto receoso para o grupo se preparando para sair e disse:

— Sim...?

Sorri.

— Boa sorte — desejei.

— É — Glenn olhou Merle e depois voltou a me olhar —, acho que vou precisar mesmo.

De fato, eles vão precisar de muita sorte com Merle junto deles, que é a pessoa menos indicada para fazer algo em grupo. Principalmente pelo T-Dog estar junto. Falo isso porque o Dixon não menospreza suas palavras racistas para T.

Depois que o grupo seguiu caminho para a cidade, Daryl decidiu caçar e já avisou que não iria voltar hoje para o acampamento.

Para passar o tempo fiquei ajudando Carl em suas atividades, sentei com ele e fiquei acompanhando. Nesse período ouvimos do nada um barulho vindo do rádio, corrigindo, ouvimos uma voz pelo rádio e não era ninguém do grupo que acabou de sair.

Alô? Alguém pode ouvir minha voz?

Amy foi mais rápido que todos; assim conseguiu chegar primeiro para tentar se comunicar o suposto sobrevivente.

— Alô?

— Pode ouvir minha voz?

— Sim, consigo lhe ouvir. Está transmitindo, câmbio.

Alguém na escuta? Por favor, responda.

Junto com Carl fomos nos aproximando aos poucos.

Transmitindo no canal de emergência.

Chegando à Atlanta pela rodovia 85.

Se alguém está na escuta? Por favor, responda.

— Estamos perto da cidade — respondeu Amy. — Droga. Alô? Alô?

— Amy, tenta avisa-lo para não entrar em Atlanta — digo.

— Ele não está me ouvindo — diz ela. — Não consegui avisá-lo.

— Tenta falar com ele de novo.

— Vamos, filho, você sabe melhor como usar essa coisa — diz Dale para Shane.

— Alõ? A pessoa chamando ainda está no ar? — disse Shane pegando o radio de Amy. — Aqui é o policial Shane Walsh. A pessoa transmitindo, por favor, responda.

Só que não se teve resposta.

— Ele desligou.

— Existem outros — falou minha mãe. — Não somos só nós.

— Sabíamos que haveria, certo? Por isso deixamos o rádio ligado.

— Só que isso não está adiantando muito, pois estão indo pelo pior lugar — digo.

— Falo isso há uma semana — minha mãe voltou a dizer olhando Shane. — Temos de colocar placas na 85... avisando para as pessoas ficarem longe da cidade.

— As pessoas não sabem no que estão se metendo — diz Amy.

— Nós não temos tempo — respondeu Shane.

— Acho que precisamos arranjar tempo — disse minha mãe.

— É um luxo que não podemos ter — diz Shane. — Estamos sobrevivendo aqui. Dia após dia.

— E quem acha que devemos enviar? — perguntou Dale.

— Eu vou — disse. — Já que a falta de tempo é problema.

— Ninguém sai sozinha.

— Então eu vou com ela — diz minha mãe.

— Nenhuma das duas vão sair — repetiu Shane em tom definitivo.

Minha mãe o olhou decepcionada, virou a cara e saiu de lá para as barracas.

Sabia muito bem que ela estava brava, mas o que me deixou mais nervosa do que ele me impedir de ir ajudar a outra pessoa que pode ser pega pelos errantes é o Shane ir atrás da minha mãe e ainda impedir o Carl de ir atrás da mesma. Eu sentia que aquilo não era um bom sinal. Não estava curtindo nenhum pouco em pensar nesses dois sozinhos.

— Carl vai lá — disse a ele que assentiu e foi correndo até a nossa barraca.

Agora me sentir mais aliviada, pois eles ficariam menos tempo sozinhos e assim não acontecerá nada indesejável — mesmo não tendo certeza se eles têm mesmo um caso.

Conforme as horas foram se passando mais Amy ficava nervosa. Ela não parava quieta o que estava me deixando irritada. Entendia que ela estava preocupada com Andrea, mas não fazia tanto tempo assim que ele foram embora. Para distrai-la um pouco fui ajudar com os cogumelos que minha mãe havia pedido. Só que o problema é: como saber qual deles não é venenoso?

— Eu também não faço a mínima ideia — respondi a mesma pergunta que eu havia feito mentalmente para Amy.

— Então...?

— Vamos levar isso até o acampamento — disse me levantando soltando uma exclamação baixa de desconforto, depois de ficar tanto tempo agachada. — Alguém lá deve saber.

E assim seguimos caminho de volta para o acampamento.

— Tenho certeza que Daryl saberia — comentei do nada.

— Daryl Dixon?

— Por acaso existe outro Daryl no acampamento?

Amy riu.

— Do que ele saberia? — perguntou ela um tanto maliciosa. — Cogumelos?

— Não, esquilos — retruquei rindo e revirando os olhos. — Claro que é dos cogumelos. Provavelmente ele saberia dizer quais deles são venenosos.

Dei uma mexida no balde para ver os mesmo de tamanhos diferenciados e de aparências feias.

— Então vocês dois quando estão sozinhos, conversam sobre cogumelos?

— Amy! Não começa — dei um cotovelada no braço da loira.

— Quê?! Mas eu não disse nada demais.

— Exato, você só está insinuando como sempre.

— Como o que? — disse ela. — Insinuando que vocês se gostam? Ou pelo menos que você está doidinha pelo mesmo?

— Eu não estou apaixonada pelo Daryl — digo.

— Não — diz Amy com ironia — só está doida para cair aos braços dele.

Virei os olhos, balançando a cabeça e disse:

— Nem cair aos braços dele.

Pela primeira vez fiquei pensando nessas palavras ditas por Amy de querer estar nos braços do Dixon.

— De qualquer forma eu já tenho namorado — disse do nada ao vim a imagem de Derek na cabeça. — Ou pelo menos eu acho.

— Acho que você deveria tentar começar algo novo — aconselhou a loira que tinha conhecimento do meu namoro. — Você não sabe se esse tal de Derek ainda está vivo. Sinto muito dizer isso, mas talvez ele esteja morto ou se tornando um... deles.

Me doía muito só pensar em Derek morto.

Sempre me fazia a pergunta mais clichê da atualidade: vivo ou morto? Onde estará se estiver vivo? Será que se tornou um morto-vivo?

Mesmo me sentindo estranha como se estivesse traindo a memória de Derek, eu não conseguia tirar um minuto a imagem de Daryl na minha cabeça, principalmente agora que ele entrou na mata e só vai aparecer amanhã segundo o próprio. Por mais que ele possa ser bom no meio da floresta. Isso não significa que Daryl Dixon seja imortal.

Depois de mostrar os benditos cogumelos para minha mãe que também não sabia o que nós duas não sabiam.

— Filha, pode ficar de olho no seu irmão? — dizia minha mãe se levantando com um balde na mão — Vou dar uma saída.

— Para onde?

— Por aí — respondeu ela sorrindo.

Confesso que não curti muito esse “por aí”.

— Carl, vou dar uma saída. Fique aonde Ashley possa te ver — disse ela para Carl brincando ao lado da camionete. — Está bem?

— Sim, mãe.

 

 

 

— Se continuar desse jeito vai acabar fazendo um buraco? — digo a Amy, indo para lá e para cá.

— Já está tarde — exclamou Amy nervosa. — Eles já deveriam ter voltado

— Preocupar-se não vai adiantar — falou Dale enquanto via o problema no moto do trailer com Jim.

Amy me olhou.

— Ele tem razão.

Ela bufou.

— Anda, vamos ver outra coisa e esquecer um pouco eles.

Só que antes da gente fazer algo diferente, ouvimos uma voz vindo do rádio que agora estava em cima do trailer para melhorar o sinal e era uma voz conhecida.

— Alô, acampamento base? Alguém pode me escutar?

Dale foi o primeiro a subir.

— Alô! Alô! A recepção está muito ruim. Repita. Repita.

Shane é você?

— Parece a voz do T-Dog — comentei

— Estamos com problemas.

Estamos presos na loja de departamento.

— Disse que estão presos — diz Shane.

Os errantes estão por todo lado. Centenas. Estamos cercados.

— T-Dog, repita o que disse. Repita.

Só que infelizmente não ouve resposta.

— Ele disse a loja de departamento — comentou minha mãe.

— Eu também ouvi — diz Dale.

— Shane?

— Nem pensar — Shane logo cortou o que minha mãe iria dizer. — Não vamos atrás deles. Não iremos arriscar o resto grupo.

— Então, vamos deixa-la lá?

— Olha, Amy, eu sei que isso não é fácil.

— Ela se ofereceu para ir. Para ajudar o resto de nós.

— Eu sei — diz Shane. — Ela sabia dos riscos, não é? Olha, ela está presa. Ela se foi. Temos que lidar com isso. Não podemos fazer nada.

— Ela é minha irmã, seu filho da mãe! — Dito isso, Amy vou correndo para o lado oposto.

— Eles não se foram — murmurei irritada. — Nenhum deles se foram.

Shane me olhou e antes de dizer algo, falei:

— E se forem, vai ser por tua culpa.

Esses dias até eu estava surpresa com a raiva que sentia de Shane, principalmente com o que dizia ao mesmo, só que não me importava e dito aquilo que fora a mais pura verdade. Fui atrás de Amy. Sem esperar uma única palavra do outro.

Depois de tentar consolar Amy dizendo que Andrea ficaria bem, a levei para fazer o que tinha dito antes e assim deixar um pouco de lado a preocupação que tinha pela irmã.

Desde a comunicação de T-Dog não deixei de pensar em Glenn que estava junto.

O que poderia ter dado errado para eles ficarem preso? Sabia que era uma péssima ideia mais pessoas irem juntos. Se fosse só o Glenn; Andrea, T-Dog, Morales, Jacqui e Merle estivessem ficado, Glenn já teria voltado e não estaria esse clima tenso no acampamento. Juro que já estava nervosa só de pensar que algo terrível aconteceu com meu amigo coreano. E com o Merle? Acho que Daryl ficaria louco ao saber que Shane não fez nada para ajudar o irmão dele.

Todos esses meus pensamentos foram do nada interrompido por um alarme alto.

— Da onde está vindo esse barulho? — perguntei a Dale em cima do trailer.

— Parece um carro roubado — diz ele, olhando pelo binoculo.

Cada vez mais o barulho ficava mais alto.

— Será que são eles? — Era Amy ao meu lado.

Do nada um carro vermelho apareceu; ao parar de lá saiu um Glenn todo sorridente.

— Minha nossa, desligue logo essa porcaria — gritou Dale.

O som do alarme era horrível, mas o sorriso do Glenn era melhor do que o alarme.

Glenn foi logo pego pela Amy fazendo varias perguntas, junto com Shane mandando ele abrir o carro e o alarme junto — estava uma verdadeira poluição sonora.

— Estão todos bem — disse o asiático. — Bom, o Merle nem tanto.

— Como assim, o Merle nem tanto...

— Ficou maluco dirigindo esse carro barulhento para cá? — reclamou Shane nervoso. — Está tentando atrair errantes a quilômetros daqui?

— Acho que estamos bem — diz Dale.

— Acha estupidez estar bem?

— Bom, o alarme estava ecoando por esses morros todos. É difícil achar a fonte — diz Dale. — Não estou discutindo, só estou dizendo. Mas não faria mal... pensar nas coisas com mais cuidado da próxima vez, não é?

— Ele entendeu o aviso — disse, balançando a cabeça.

— É — concordou Glenn no mesmo instante —, me desculpem.

— Pelo menos você ganhou um carro maneiro.

— Obrigado por estar ao meu lado — ele disse em um alivio, tocando meu ombro junto com um sorriso amarelo. O que me fez rir.

Logo apareceu um caminhão que saiu Andrea, Jacqui, T-Dog e por último Morales que foi recebido pelos filhos e esposa. Que me fez sentir um enorme aperto. Quem me dera pudesse eu ir correndo abraçar meu pai.

— Como foi que saíram de lá? — perguntei a Glenn, tentando disfarça a voz de choro. — E cadê o Merle?

Agora que havia reparado que não se tinha sinal do mesmo.

— Isso do Merle é uma longa história — respondeu Glenn um tanto nervoso.

Será que o Merle está morto?

— E como saíram? — perguntou Shane.

— Um cara novo nos tirou de lá.

— Um cara novo?

Tinha mais alguém junto deles?

— É, um maluco que apareceu lá na cidade — respondeu Morales. — Ei! Rapaz do helicóptero, venha dizer um “oi”.

Ao virar o rosto para ver quem era esse tal maluco.

Eu não podia acreditar.

Isso só podia ser uma alucinação.

Meus olhos se embaçaram, minhas pernas tremiam e não conseguia raciocinar direito.

— Pai?! — Minha voz saiu tremula, Carl foi mais rápido que eu, que também gritou e foi correndo abraça-lo.

Apressando meus passos, eu fui em sua direção abraça-lo, chorando feito uma menina de 5 anos.

— Pai! Você está vivo — dizia entre soluços.

Ele também chorava.

— Meus filhos... meus filhos... — dizia ele também entre soluços, beijando Carl e eu.

Não demorou muito para minha mãe se juntar.

E assim ficamos, os quatros abraçados e juntos como se não existisse mais um dia.

Meu pai está vivo!

           

           

           

 


Notas Finais


- Roupa de Ashley: http://www.polyvore.com/filha_do_xerife/set?id=208635518

E ai, o que acharam?
Finalmente o nossa amado Rick (pelo menos ele é muito amado por mim, serião, eu amo o Rick) apareceu. *o*
Desculpem se os capítulos andam um pouco parados, mas as coisas vão mudar um pouco agora, principalmente quando chegar na segunda temporada que é ai que as coisas vão andar muito. :D
Espero que tenham gostado, comentem e até uma próxima... beijão <3


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