História A Filha do Xerife - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias The Walking Dead
Personagens Andrea, Beth Greene, Carl Grimes, Carol Peletier, Dale Horvath, Daryl Dixon, Glenn Rhee, Hershel Greene, Lori Grimes, Maggie Greene, Michonne, Personagens Originais, Rick Grimes, Shane Walsh
Tags Carl Grimes, Daryl Dixon, Rick Grimes, The Walking Dead, Walkers, Zumbis
Exibições 415
Palavras 2.367
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Canibalismo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá Walkers, tudo bem?
Cheguei com mais um capítulo quentinho, ele acabou de sair do forno e espero que gostem.
É isso, vejo vocês nas notas finais :D

Capítulo 9 - Tolerância Zero para Errantes


Fanfic / Fanfiction A Filha do Xerife - Capítulo 9 - Tolerância Zero para Errantes

Sabe, quando era pequena minha avó me contou uma história sobre uma menina que nasceu com as mãos grudadas por uma pequena camada de pele. Quando o médicos conseguiram quando era pequena minha avó me contou uma história sobre um bebê que havia nascido com asseparar a mão, havia algo escrito: Ele está voltando. Nesse dia, perguntei a ela o que isso significava, então ela me respondeu que aquilo era um sinal que haveria um Apocalipse em que Deus voltaria para limpar tudo de ruim, levar os bons e os ruins ficariam na Terra sofrendo pelos pecados cometidos.

Naquela época eu só tinha oito anos, então não havia levado muito a sério, principalmente depois que contei sobre isso ao meu pai que me disse para não acreditar em bobagens.

Porém, atualmente, me dou conta que minha avó talvez tinha razão. Único problema é que todos eram pecadores. Ninguém estava salvo. Deus deve ter perdido suas esperanças com os humanos e decidiu liquida tudo de uma vez. E da forma mais torturante, tanto mental, como físico. Ele deixou que os mortos tomasse conta da humanidade. Deixou que sofrêssemos na própria pele a dor. Que melhor forma de fazer isso do que ver nossos familiares morrendo em nossos braços e daqui alguns segundos, minutos ou horas voltar, mas de um jeito muito diferente do que era antes.

Uma das tarefas mais difíceis que foram posta para nós é ter que atirar, ou acertar, algo no crânio para que a pessoa não volte. Se uma vez isso acontecesse comigo acho que iria atirar nos meus familiares antes dele voltarem. Infelizmente, Andrea não pensava o mesmo em relação a Amy.

Desde a ocorrência de ontem a noite no acampamento, Andrea não saiu um minuto sequer ao lado da irmã, o que preocupava a todos já que Amy poderia a qualquer momento voltar.

— Ela não se mexe? — perguntou meu pai quando voltou do que estava fazendo.

Apenas negamos.

— Nem quer falar com a gente - minha mãe respondeu. — Ela ficou lá a noite toda. O que faremos?

— Não podemos deixar a Amy desse jeito — comentou Shane. — Precisamos fazer o mesmo que fizemos com os outros. Sabe disso, não é?

Meu pai assentiu e disse:

— Vou falar com ela.

Eu levei um enorme susto quando meu foi se agachar ao lado de Andrea e a mesma apontou uma arma para meu pai. Meu coração disparou. Ele foi se afastando ao poucos dela, pedindo desculpas e que estava tudo bem, que não iria mais se aproximar. Suspirei aliviada quando meu pai conseguiu se afastar tranquilamente.

Daryl apareceu, e contamos a ele sobre Amy que logo ficou indignado com a nossa atitude de não fazer nada.

— Vão deixar aquela garota nos ferrar? — diz ele furioso. — A garota morta é uma bomba relógio.

— O que você sugere? — perguntei.

Daryl me olhou e respondeu:

— Dar um tiro. Limpo, na cabeça daqui.

Ele gesticulou com a mão apontando para cabeça.

— Olha, posso acertar um peru entre os olhos dessa distância.

— Não - disse minha mãe. — Pelo amor de Deus, deixem-na em paz.

Acho que percebendo que não adiantaria dizer mais nada, Daryl revirou os olhos, bufo e saiu de perto.

— Daryl tem razão — digo.

Todos me olham um tanto assustado.

— Ashley! — disse minha mãe me olhando indignada. — Como pode concordar com algo desse tipo?

— Amy, morreu — disse com a voz firme. — Foi mordida e a qualquer momento ela vai acordar, e quando acorda, ela pode atacar qualquer um e causa mais estrago. Daryl tem razão quando disse que a Amy é uma bomba relógio.

Vendo que também não adiantaria de nada continuar a falar, me retirei, indo ajudar os outros com os corpos. Só que antes de pegar a luva para vestir, ouvi Glenn gritar que não iremos queimar os corpos do nosso pessoal e sim, enterrer. Daryl acabou ficando irritado, deixou contragosto o corpo do lado certo e gritou:

— Vocês estão colhendo o que plantou.

— Ah, cala a boca, cara — retrucou Morales.

— Vocês deixaram meu irmão para morrer! — gritou Daryl nervoso. — Vocês mereceram isso.

E assim ele se afastou.

Naquele instante a vontade de sair correndo atrás dele era muito grande. Porém, me controlei, não queria chamar atenção e nem nada. Mesmo não tirando os olhos do caminho que Daryl seguiu fui ajudar Jim com um do corpos.

— Você está sangrando — digo. Assim que me agachei e olhei a blusa de Jim, vi uma mancha vermelha na blusa do mesmo.

— É dos corpos — murmurou ele.

— Não, não é — me levantei. — Isso é fresco.

Jim fez uma careta como se quisesse negar.

— Você foi mordido?

— Ele foi mordido — gritou Jacqui que havia aparecido ao meu lado.

Olhei para ela com censura.

Jim não teve tempo de me responder, odeie o que Jacqui fez, vindo logo gritar algo e também entrar em uma conversa que não era “dela”.

— Levanta a camisa — Daryl ordenou, indo na direção dele junto com os outros.

Todos foram segurar Jim, T-Dog o segurou para não atacar de novo, já que mais uma vez estava armado: dessa vez com um machado. Daryl então levantou a blusa dele e assim revelando a mordida bem no tórax.

— Vamos acerta-lo com uma picareta e a garota morta, e acabamos com tudo isso — diz Daryl.

Depois de tentar tranquilizar Jim, deixamos ele sentado perto do trailer e acabamos se reunindo para decidir o que fazer; Daryl fez sua sugestão.

— É isso que gostaria se fosse você? — perguntou Shane serio.

— Iria agradecer se fizesse isso — respondeu Daryl no mesmo tom.

— Odeio dizer isso — dizia Dale. — Nunca pensei que fosse dizer isso, mas talvez Daryl tenha razão.

— O Jim não é um monstro, Dale, nem um cachorro louco — meu pai retrucou.

— Não estou sugerindo que…

— É um homem doente — meu pai aumentou o tom de voz, sem deixar Dale continuar. — Se começarmos com isso, onde vamos parar?

— Para mim está bem claro — disse Daryl. — Tolerância zero para errantes. Acabamos com eles.

— E se conseguimos ajuda para ele? Soube que o CDC estava trabalhando numa cura.

— Eu também ouvi isso — disse Shane. — Ouvi muitas coisas antes do mundo virar um inferno.

— Pai, com todo respeito: isso de cura é papo furado — digo.

Suspirei.

— Não existe cura, não existe mais nada, e infelizmente não podemos fazer muito pelo Jim…

— Ashley, o que está acontecendo com você hoje? — meu pai me olhou um tanto decepcionado. — Você não é assim.

— Eu apenas estou tentando ser realista — expliquei.

— E eu achando que você não tinha cabeça, ein Branquela — Daryl soltou um riso debochado.

Sei que é loucura, mas me senti feliz em ouvir aquele comentário dele.

— Não vamos abandonar o Jim — disse meu pai ríspido.

— Mas eu não estou falando isso.

Infelizmente, parece que meu pai acabou me ignorando por completo. Nem sequer me deu oportunidade de explicar o que queria dizer. O que me deixou um tanto triste por pensar que meu pai achava que era uma sem coração.

— CDC ainda deve estar funcionando?

— Cara, acho que isso é muito improvável — Shane foi quem respondeu.

— Por quê? Deve ter algum tipo de governo ainda, alguma estrutura, eles protegerão o CDC a todo custo, não é? Acho que é a nossa chance. Abrigo, proteção, resgate…

— Tá, Rick, quero essas coisas também, tá bom? Quero mesmo, tá bom? Agora, se eles existem estão na base do exército em Fort Benning.

— Fica 160 km na direção oposta — comentou minha mãe.

— Isso mesmo — afirmou Shane. — Mas fica fora da zona de perigo.

Meu pai continuou  a insistir com o CDC, Shane só argumentava mais ainda, que talvez não estivesse funcionando. Eu decidi não falar mais nada, não queria descontrair as ideias dele, afinal de contas é meu pai. Não queria desrespeitá-lo mesmo que minha opinião se oposta a dele.

— Vão lá procurar aspirina, façam o que quiserem — disse Daryl se afastando e levantando a picareta. — Mas alguém precisa ter coragem para cuidar dessa droga de problema.

Todos avançaram nele, meu pai apontou a arma para Daryl e Shane entrou na frente entre ele e Jim.

— Não matamos os vivos — diz meu pai com a arma levantada.

— É engraçado, você fala isso e põe uma arma na minha cabeça.

— Podemos discordar de certas coisas, mas não disso — falou Shane. — Agora abaixe isso. Vamos.

Irritado, Daryl se afastou e meu pai levou Jim para dentro do trailer.

Aos poucos cada um foi se separando e eu decidi me aproximar de Andrea que ainda estava ao lado de Amy.

— Oi — disse, me abaixando e dando um sorriso fraco quando Andrea me olhou.

Era primeira vez que estava tão próxima do corpo de Amy desde ontem a noite. Ela estava toda manchada de sangue, havia uma mordida horrível no pescoço e outro no braço. Amy estava mais branca que o normal. Para dizer a verdade, ela continuava linda, parecia que estava dormindo. Toquei de leve o rosto dela para afastar seu cabelo do rosto e olha-la melhor.

— Sinto muito pela Amy — digo.

Andrea que já havia voltado a olhar para irmã, apenas balançou a cabeça.

— Eu gostava muito dela, muito mesmo, éramos boas amigas — dizia sem tirar os olhos de Amy. — Soube que hoje é o aniversário dela. Como não sabia como presenteá-la ia dar uma barra de chocolate que tinha, mas aí lembrei que ela me disse que era alérgica a amendoim. E o chocolate era com amendoim.

Andrea deu um sorriso fraco.

— O aniversário dela era como um caso de uma semana — diz Andrea. — Mas eu sempre acabava não indo. Ou eu estava na faculdade, ou muito ocupada para festas de criança. Ela me ligava toda alegre. Eu sempre dizia que iria para festa, e eu sempre queria ir, mas nunca passava do telefonema.

Terminando ela retirou do bolso uma embalagem e abriu, revelando uma corrente de fada.

— Imaginando como esteja sendo difícil para você — digo. — Mas não é saudável ficar se culpando. E sei que ela ficará feliz com o presente, ela estando onde estiver.

Andrea acabou colocando o colar em Amy.

— Obrigada — disse Andrea do nada. — Obrigada por se importa com Amy.

Sorri.

— Que isso, não precisa agradecer só fiz o que faço com as pessoas que gosto.

Percebendo que não havia mais espaço aqui, levantei para me retirar, toquei mais uma vez o ombro de Andrea como consolo e sai. Estava passando por trás do trailer quando observei Daryl acertando a picareta no crânio dos corpos conhecidos. Parei. E fiquei só observando ele, observando cada detalhe do mesmo, e dos seus movimentos.

— Vai parada aí mesmo?

A voz rouca de Daryl me fez acordar do transe.

— E ai, Branquela, vai ficar parada mesmo só olhando?!

— Não, eu já estou saindo — digo, mordendo o lábio inferior ao sentir minhas bochechas corarem.

O que deu em mim ficar olhando ele?

Virei para me retirar, mas parei e me virei novamente para olha-lo que erguia a picareta no mesmo instante.

— Daryl — chamei-o.

Era nítido que o humor dele não é dos melhores. E eu estava ultrapassando o limite desse mau-humor.

— Que foi agora? — perguntou ele estupidamente.

— Sinto muito pelo seu irmão — baixei um pouco meu tom.

— Hum...   — Daryl deu de ombros.

— É sério — digo agora aumentando meu tom de voz e me aproximando dele. — Eu realmente lamento pelo Merle. Glenn me contou que acharam apenas a mão dele. E mesmo não gostando dele, não queria que nada disso acontecesse com ele, até porque é seu irmão.

— Eu não preciso de piedade — ele retrucou.

— Não é piedade, eu apenas estou… hum... passando meus sentimentos e nada mais.

Daryl me lançou uma cara de deboche.

— Incrível como você é tão ingênua — Daryl debocho. — Só não é tanto como seu pai que acha mesmo que o Jim tem salvação.

— Meu pai pode estar fazendo uma escolha errada, mas ele não é um assassino.

— Acho que não — discordou ele ríspido. — Não depois dele ter deixado meu irmão para morrer.

— Mas depois ele voltou para salvar.

— O que não adiantou muito já que encontrei só a mão dele.

— E deve ter roubado também o caminhão — murmurei.

Sei que Daryl está nervoso pelo que aconteceu ao irmão, mas sei que Merle em algum lugar deve estar ainda vivo.

— Se está aqui só para dizer besteira, então é melhor vazar que estou afim de ouvir besteiras vindo uma Branquela — exclamou Daryl nervoso.

Furioso, ele foi até um dos corpos que reparei ser de Ed, mesmo todo comido era impossível não saber que era ele. Porém, antes de Daryl acerta a picareta e eu argumenta o que ele disse segundos atrás, Carol apareceu.

— Eu faço isso — disse ela se aproximando. — Ele era meu marido.

Daryl franziu o cenho, me olhou e depois voltou a olhar Carol lhe entregando a picareta. Com dificuldades, ela ergueu a ferramenta e acertou com tudo no crânio de Ed. E foi fazendo isso freneticamente, chorando e dizendo palavras desconesquicias. Era nítido que aquilo era ela descontando toda a raiva nele. Ed, não merecia compaixão, e acho que Carol sabia disso. O crânio dele já todo estourado, ela continuava da mesma forma deixando pior e no chão se formava uma poça grande do sangue.

Provavelmente já se sentindo satisfeita — ainda chorando — entregou a picareta a Daryl, agradeceu, e se retirou.

— Isso foi sinistro — comentou Daryl.

Acabei rindo com aquele comentário maldoso dele. Sorri mais ainda ainda ao ver um sorriso bem discreto nos lábios do Dixon. Quem diria que Daryl Dixon também sorria de vez em nunca.

A nossa discussão de minutos atrás foi completamente esquecida, fiquei observando Daryl mais um pouco e me retirei, após sentir uma vontade de me aproximar mais dele e tocá-lo.

Na parte da tarde nos reunimos para enterrar nossos pessoal, incluindo Amy que havia voltado, mas foi logo parada por Andrea que atirou na irmã. Realmente, era muito difícil nossa situação atual, não havia tempo para absolutamente a nada. Foi um problema atrás do outro. Era muito doloroso ver que nosso número diminuiu em uma única noite. Perdemos a Amy e vários outros, agora estamos preste a perder Jim que foi mordido.

Deus, será que o Senhor poderia dar um tempo?

Parar de tirar tantas pessoas assim?

Se ao menos Ele levasse, mas não ele só está tirando, porque de resto elas continuam aqui na Terra.

Caminhando como Mortos-Vivos.

 


Notas Finais


E ai, o que acharam?
Bem, espero que tenham gostado e comente.
Até uma próxima, beijoos <3


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