História A filha do Xerife - ROSES - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Walking Dead
Personagens Andrea, Beth Greene, Carl Grimes, Carol Peletier, Daryl Dixon, Glenn Rhee, Lori Grimes, Maggie Greene, Merle Dixon, Personagens Originais, Rick Grimes
Tags Romance
Visualizações 101
Palavras 4.554
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Terror e Horror
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiiii pessoal venho nesse domingo postar pra vc mais um cap. Boa leitura.

Capítulo 3 - Descobrindo a verdade


Fanfic / Fanfiction A filha do Xerife - ROSES - Capítulo 3 - Descobrindo a verdade

                                                                                    Paloma Grimes 

                                                                              Ohio -Novembro -2004

 

 

 

 

Eu saio sorrateira do meu quarto já arrumada com roupas de frio como se fosse ir a faculdade. A intenção é não encontrar com ninguém durante meu trajeto até a porta de saída, pra evitar conversas e questionários que me dedurariam. Ainda mais tendo Lori Grimes como mãe.

Passei pelo corredor dos quartos com tudo quieto e desci as escadas devagarinho evitando fazer qualquer tipo barulho.

Chegando no térreo e no assoalho de madeira minha missão passa a ser atravessar a cozinha e a sala de estar, que era uma de frente pra outra.

Estava tudo dando muito certo pra ser verdade sem ninguém aparentemente nos cômodos, mas mesmo assim eu estava sendo super cautelosa. Pra que?

-Onde vai essa hora? -Quase morro literalmente de susto com meu pai, que estava sentado tranquilo tomando seu café puro. Pude sentir o cheiro.

Me viro de frente pra ele que agia como se nada tivesse acontecido e meu quase ataque cardíaco não fosse nada .

-À faculdade -Tenho um pouco de dificuldade na fala, mas sai sem travamentos.

-A essa hora? -Ele checa o relógio de pulso em seu braço -São 6h da manhã

-É que eu tenho assuntos pra resolver antes -Digo evitando gaguejar. Sou péssima em mentir.

-Tudo bem. Não vai tomar café? -Aponta a mesa tentadora com bolo de abacaxi e suco da mesma fruta

-Sem fome -Digo e ele me chama com o dedo sorrindo e eu vou receosa

-Vai com cuidado por ai -Meu pai beija meu rosto e eu me sinto mal por ter mentido pra ele.

Rick Grimes era uma das melhores pessoas que eu já conheci. Super integro e bondoso, o tipo de pessoa que me inspira para o melhor.

Meu adorado pai que me criou com todo amor do mundo. Tenho certeza que ele ama a mim e a Carl, mas comigo meu pai é diferente como se eu fosse sua melhor joia ao contrario do que Lori parecia sentir.

Não que meu pai não ligasse pra Carl, ele amava o baixinho, mas eu sentia que ele me admira como eu o admiro e isso formava uma conexão inexplicável entre nós.

Sigo para fora agora um pouco mais tranquila, mas com a consciência pesada. Entro no meu carro quentinho, ainda não sabia o endereço da casa da tal da Jade, mas vejo no cartão. Orrville Ohio. Dou partida no carro e sigo até essa direção.

A estrada estava completamente nebulosa e gelada. Como já dirigia por um bom período de tempo já estava quase na cidade.

De primeira eu sabia que aquilo ia dar errado, mas eu resolvi parar num bar de beira de estrada pra saciar uma sede terrível e comer alguma coisa .

A aparência daquele lugar só pelo lado de fora já me espantava e dizia não entre Paloma, mas eu precisava de água e comida então corri o risco.

Abrindo a porta da frente de primeira eu senti foi um nojo do local e segundo que todos ali me olharam como se eu fosse uma alienígena.

Vou caminhando lentamente até o balcão pra ser atendida, completamente constrangida e a mulher que estava do outro lado parecia uma prostituta ao invés de balconista pelo seu modo de se vestir.

-Poderia me vender uma garrafa d’agua? -A mulher ergue uma sobrancelha e os homens fazem comentários que não me interessa saber do que se trata

-São U$0,80 -Dou o dinheiro e ela me dá a garrafa d’agua que eu pedi -Mais alguma coisa?

-Gostaria de uma fatia de torta de morango -Olho ao redor vendo homens completamente nojentos observando minhas curvas ocultas. -Pra viagem

A mulher assente e vai preparar o embrulho, me entregando em um minuto com quem diz se manda logo antes que as coisas piorem pro seu lado.

Sem titubear eu saio do balcão e me direciono a saída mais próxima do local. Só tento mesmo, porque um cara com porte alto barra minha passagem.

-Já ta indo gracinha? -Que sujeito mais nojento. Parecia que não tomava banho a um mês.

Não consigo responder, aquela situação me deu pavor. Ele tenta segurar em mim, mas eu no instinto passo por debaixo de suas pernas e saio pela porta correndo desesperadamente.

Eu corro como se não houvesse amanhã ate o carro com eles no meu encalço tentando me pegar. Entro no veículo trancando tudo e tento dar partida, mas meu carro parece ter afogado.

Entro em pânico, mas alguém parece ter acalmado os homens do lado de fora e agora batia no meu vidro tranquilo, sorrindo debochado.

Era um homem com aparência de meia idade, olhos azuis bonitos, cabelos castanhos enrolados e jeito irônico de ser, falar e agir. O tipo que gostava de dar encima escrachadamente de uma mulher e que não possuía o mínimo de decência.

Abro apenas uma fresta do vidro e ele começa a falar enquanto segurava o riso, que eu não entendia bem o porque de estar ali.

-Não vou te machucar garota, me deixe ajudar -Ele parecia convincente. Apenas abaixei mais o vidro pra conversarmos melhor

-Como vou saber que é só isso? -Pego um canivete embaixo do banco e ponho na minha bota caso alguma emergência.

-Eu condeno estupros e pelo seu jeito de patricinha da cidade grande, não acho que vai querer algo comigo -Diz sério pela primeira vez durante nossa conversa.

-Não vou abrir o carro -Digo decidida e ele sorri novamente

-Pelo visto a moça ainda não confia né. Tudo bem -Ele manda beijo debochado -Qual o problema ai? -Observa o painel se debruçando na janela.

-Acho que o carro perdeu carga -Digo e ele observa mais o carro bem serio, o que eu acho raro vir de um homem como ele

-Deixou algo ligado quando saiu?

-Não -Digo receosa pronta pra pegar o canivete na bota direita

-Tenta ligar novamente -Eu faço e meu carro liga como se não houvesse nada -Pelo visto esta tudo ótimo.

-Como? -Fico confusa olhando todo o painel em busca de algo

-Estava tão nervosa que não conseguiu dar partida -Ele ri da minha cara

-Obrigada. -Sou educada afinal mesmo ele sendo debochado me ajudou

-Não precisa agradecer e a propósito sou Merle -Sorrio pra ele, entendendo o modo sugestivo, e dou partida no carro continuando meu caminho.

Em uma hora eu cheguei na cidade da Jade. Era bem bonitinha por sinal, bem como Cynthiana, mas o duro seria achar a casa da cartomante.

Parei o carro ao lado de um café com médio movimento, onde um funcionário jogava o lixo fora. Ele se espantou de primeira ao me ver ali, mas depois relaxou e voltou ao seu trabalho.

-Senhor pode me dar uma informação? -Ele concorda e começa a prestar atenção. -Conhece essa mulher e sabe onde fica esse endereço? -Mostro o cartãozinho

-Claro a cartomante Jade. Ela mora naquela rua na casa azul -Aponta a rua que não era longe -Mas ela não da mais consultas .

-Como assim? -Fico decepcionada

-Dizem que depois que a filha dela foi embora ela não foi mais a mesma e até parou de dar consultas. -O rapaz sorri fraco percebendo meu desanimo

-Meu deus -Coloco a cabeça no volante pensando na viagem perdida que eu fiz

- Já que esta aqui, se eu fosse você tentava. De repente ela abre um exceção

-Acha possível -A esperança retorna com tudo

-Acho vai lá -Sorrimos um para o outro

-Obrigada -Dou partida no carro em direção a rua esperando que ela resolva parte desse meu problema

Já de cara eu posso ver casa azul da cartomante com bancos brancos na varanda. Estaciono em frente com calma e saio do carro pegando da minha bolsa.

Fico receosa em tocar a campainha afinal como eu me apresentaria, mas eu já estava na chuva então eu vou me molhar por completo e tirar proveito disso. Não demora muito e uma mulher me atende.

É bem bonita com trajes ciganos, cabelos castanhos e olhos na mesma cor. Com um jeito de agir como se já tivesse me visto algum dia.

-Eu estou procurando a Jade -Digo e ela abre espaço para que eu entre sem ao menos perguntar quem eu sou

-Eu sou Jade -Olho pra ela sorrindo e pensando como vou pedir pra ela me ajudar -É um prazer conhece-la Paloma

-Como sabe meu nome? -Perco o sorriso assustada

-Eu te vi no meu futuro. Não precisa se assustar. Venha comigo -Ela me guia até um cômodo muito bem decorado da casa com uma mesa média redonda no centro, própria pra o que ela fazia. -Sente-se -Aponta a cadeira e eu me sento. -Agora diga-me o que lhe trouxe aqui

A mulher se apoiou com os cotovelos na mesa parecendo observar minha alma e minhas reações. Eu me sentia intimidada, mas não ia desistir daquilo por nada.

-Uma amiga minha, Demétria recomendou você foi ela quem falou de mim né? -Sorrio e a expressão da Jade se mantem a mesma

-Como disse quem me mostrou você foi as cartas e eu não falo a muito tempo com minha filha -Tomo um soco no estomago

-Demétria é sua filha? -Jade concorda -Sinto muito

-Coisas de família. O pai dela ficou doente e morreu. Demétria me culpa por não ter intercedido e salvado a vida dele, mas o que ela não entende e que não havia chance

-Ela é cabeça dura -Jade sorri

-Bom vamos ao que interessa. O que te trouxe aqui?

-Um sonho estranho repetindo quase todas as noites. -Tenho calafrios só de tocar no assunto

-O que tem nesse sonho? -Jade estava interessada no assunto pelo incrível que pareça

-Vejo eu e mais dois homens. Um eu sentia que amava incondicionalmente e o outro eu detestava, tinha asco, mas mesmo assim eu me sentia presa a ele. No final disso tudo o homem que eu desprezava mata o que eu amava. -Engulo um seco terrível

-Entendo. -Jade se ajeita na cadeira - A minha interpretação é que isso tem haver com seu passado. Você viu rostos?

-Não, Mas como assim passado? -Estou totalmente confusa com tudo

-Dizem que todos nós reencarnamos e eu acho que você viu a sua vida passada de certa forma. -Não era possível. Eu sou cética o suficiente pra entender que esse tipo de coisa não existe

-Não acredito nessas coisas -Estou firme e Jade sorri de lado

-Eu já esperava, mas vamos as cartas -Ela começa a embaralhar o montinho e deixa encima da mesa em uma pilha única entre nós duas -Ponha a mão encima dela e depois separe em três montes -Faço enquanto ela me observava atenta. -Bom cada monte representa seu passado, presente e futuro. -Ela aponta para cada montinho enquanto fala -Cada carta vai contar sua historia. Bom pode tirar a primeira -Eu tiro e ela começa a contar. -Isso simboliza uma agonia extrema em sua alma jovem. Alguma coisa no seu passado te agoniava muito.

-Esse sonho me deixa agoniada toda vez que tenho -Digo lembrando as sensação horrorosa

-Você só sente o que sentia naquela época. Tire as outras. -Continuo fazendo tirando mais cinco -Casamento. Continuando a história você estava casada com o homem que você odeia no sonho e isso te causava angustia extrema. Você não queria isso de forma alguma.

-Acha que fui forçada a casar? -Faço a pergunta mais retorica desse mundo e ao mesmo tempo me sinto estranha perguntando isso -Quero dizer a outra.

-É você só que décadas atrás. E sim é possível. Vejo século XIX e nessa época as mulheres eram tratadas diferente -Jade sorri. -Agora veio o amor. Essa carta representa o homem que você viu sendo morto em seu sonho. Você o amava e mesmo depois de casada se encontrava com ele para manter o amor de vocês vivo e também por saudade. -Jade fica seria do nada vendo as outras cartas sobrepostas na mesa.

-Algum problema? -Pergunto a despertando de um transe

-Eu leio louco, filho homem e morte, finalizando o ciclo com a morte. Isso tem algum significado pra você?

-No sonho eu me matei, acho que estando grávida. -Lembro do cabo da adaga -Por que disso Jade?

-Você interrompeu um ciclo planejado pelo criador inocentemente. -Começo a me espantar -Seu marido te fez de prisioneira num momento de loucura. Esse bebe que estavam em seu ventre era do homem que foi morto, mas seu marido ia mata-lo quando nascesse. Você viu uma oportunidade de acabar com a sua agonia e a do seu filho, se matando, mas antes pediu a Deus para se reencontrar com seu grande amor. Seu marido viu a cena antes que você ou a outra você enfiasse a adaga no coração e morresse.

-Agora todo aquele sonho faz sentido -Me levanto segurando o choro -Como consegue ler isso? É muito sofrimento

-Não estou sozinha e não se culpe. Isso tudo foi no passado-Jade toca meu ombro e agora percebo que ela esta em pé

-O que mais vem? -Digo limpando um lagrima solitária que representava a dor do meu peito por saber daquelas coisas todas e ainda ter mais para ouvir

-Pode parar se quiser. -Jade seca minhas outras lagrimas -Não vou deixar você me pagar pela consulta mesmo

-Claro que vai -Fico ofendida afinal ela nem me conhecia e já estava fazendo esses tipos de favores

-Prometi que não cobraria mais por consulta se minha filha voltasse a pelo menos conversar comigo -Eu estava triste por ela. Não sabia os motivos de Demétria então não podia julga-la.

-Eu vim ate aqui e vou ate o fim. Obrigada por tudo -Ela sorri e voltamos aos nossos lugares

Jade me deu um copo de água bem gelado e retirou as cartas do meu passado da mesa, restando apenas o presente e o futuro para se ler.

Ela estava de olho nas minhas reações. Talvez com medo do que eu faria com isso depois. Mas eu não ia me destruir é séc. XXI essas coisa de casamento forçado não existem mais

De certo modo eu queria saber tudo e ate um pouco mais sobre minha vida passada. Por mais estranho que seja eu quero saber quem são os dois homens.

-Bom depois de tudo que vimos eu meio que imagino a primeira carta do seu presente. -Jade agora parecia curiosa e bem mais cautelosa comigo -Tire filha -Faço com medo da minha resposta. -Como já previa a reiteração.

-Como assim reiteração? -Olho para ela e a carta tentando entender o que aquilo tinha a ver comigo.

-A história se repete. -Acho que meus olhos quase pulam de orbita -Você vai encontrar os dois homens do seu sonho e se você não ficar esperta, tudo que aconteceu vai acontecer de novo.

-Como vou saber quem são?

-Não vai saber vai sentir. Tire as outras -Eu faço com meu medo indo embora de vez. -Lendo tudo de uma vez. Você vai descobrir coisas que era pra ficar no sigilo absoluto e isso desencardirá problemas em sua vida, mas a melhor parte, vai descobrir quem está realmente do seu lado e quem é o homem misterioso dos seus sonhos.

-E o meu futuro? -Pergunto ansiosa

-Tire -Tiro as cartas e ela olha confusa para a mesa -Esta embaralhado.

-O que?

-Seu futuro não esta definido, só uma mudança drástica na sua vida. Não tem mais nada pra ler de você -Jade começa a juntar tudo como se a sessão tivesse acabado.

-Como vou lidar com isso a parti de hoje? Com tudo que eu sei? -Seguro as mão dela que me olha complacente -Esses sonhos vão embora?

-Vai aprender a lidar Paloma e vai ser feliz -Ela diz e eu sorrio -Não terá mais esses sonhos, agora que sabe a verdade

-Não tenho como te agradecer. Prometo tentar abrir os olhos da Demi.

-Obrigada menina -Nos levantamos e nos abraçamos fortemente.

Nunca me senti tão acolhida e entendida como naquele momento e acho que Jade também sentiu isso, pelo modo que retribuiu o abraço.

Nós comemos a torta que eu trouxe com um café e depois calmamente Jade me leva ate a porta. Conversávamos muito como se fossemos velhas amigas, o que era meio estranho contando que tínhamos nos conhecido a meio dia.

-Prometo voltar -Digo já do lado de fora da casa

-Eu sei que vai, mas Paloma tome cuidado isso foi o começo da verdadeira historia -Tive um calafrio quando ela disse isso, mas deixei quieto.

-Obrigada Jade -Desço as escadas da varanda e entro no meu carro.

Antes de dar partida no carro eu dou uma ultima olhada. Me senti triste por ter que ir embora e ao mesmo tempo confiante e realizada por saber o que se passa comigo.

Quando o carro começou a se mover a vejo pelo retrovisor sorrindo pra mim. Dou uma buzinada e acelero mais o carro num ritmo que em alguns segundo não se via mais a casa.

Em três horas eu parei na frente da minha casa. Eu saio do carro e o tranco. Entro em casa e vejo só minha mãe na cozinha mexendo com comida.

-Nossa nem te vimos sair hoje -Minha mãe diz de costas e eu sinto um cheiro expendido saindo das panelas -Estou fazendo o jantar

-Meu pai já chegou? -Digo enquanto me sento na bancada

-Não senta ai Paloma e seu pai ainda esta no trabalho vai chegar tarde hoje -Lori reclama e eu saio da bancada direto pra geladeira -Não vai esperar o jantar?

-Vou. Quando estiver pronto me chama eu vou adiantar eu exercícios da faculdade -Ela concorda e eu subo para o meu quarto com um copo de água na mão

Fecho a porta do quarto atrás de mim e respiro fundo, foi um longo dia.

Deixo o copo na mesinha da minha cama e entro no banheiro. Tomo um delicioso banho quente lavando minha alma por completo. Acho que fiquei mais de meia hora colocando a cabeça no lugar enquanto a água caia sobre minha cabeça

Volto para o meu quarto de toalha e coloco o pijama mais confortável que eu tinha disponível. Sento na minha cama olhando pro no nada, refletindo minha vida.

O cansaço me domina bem rápido e quando vejo já estou deitada enrolada nas cobertas. Não demorara muito e eu perco a consciência mergulhando num sono gostoso.

 

***

 

Acordo com uma luz baixa do sol no rosto e uma presença de alguém na minha cama me abraçando por traz. De vagar me viro vendo um pequeno Grimes deitado ressonando tranquilamente.

Sorrio pra mim mesma e ajeito ele melhor na cama para que ele fique confortável. Desço para pegar café da manhã no primeiro andar dando de cara com o silencio e a brisa quente vinda da janela escondida da cozinha

Não achei ninguém no primeiro andar da casa. Apenas peguei alguns potes com serial matinal que eu e Carl disputávamos e subo de volta para o quarto.

Meu irmãozinho se movia na cama e de repente abre os olhos me vendo ali na porta de pé. Ele apenas se senta e fica me olhando dar a volta na cama.

-Já acordou tampinha? -Passo o recipiente pra ele que come calado -O que aconteceu pra você vir dormir comigo?

-Eu tive um pesadelo -Eu abraço Carl carinhosamente e ele não reclama -Fui pro quarto do papai e da mamãe, mas a porta tava trancada e tinha sons estranhos vindo do quarto -Sorrio segurando a risada, entendendo os sons estranhos. -Acha que eles não queriam ficar comigo?

-Não foi isso Carl é só que eles não sabiam o que tinha acontecido sabe -Ele concorda e a gente se afasta -Não tem escolinha hoje?

-Conselho de classe -Da de ombros como se não importasse a escolinha -Não tem aula

-Entendi -Meu celular começa a tocar alto um som que eu já estava enjoada de ouvir

Atravesso a cama desanimada e pego o aparelho nas mãos percebendo um número que eu não conhecia. Tenho um pequeno receio em atender, mas logo faço quando Carl questiona o porquê que eu não atendia logo

-Alô? -Sento na cama esperando o outro lado responder

-Bom dia eu sou Antony Gohan da Universidade de Harvard e gostaria de falar com Srtª Paloma Grimes –A voz masculina estava tranquila do outro lado e eu quase tive um ataque com uma das melhores universidades dos Estados unidos me ligando.

-Sou eu -Digo tremula e Carl fica sem entender nada enquanto saboreia seu cereal.

-Que bom que conseguimos falar com a senhorita. Gostaríamos de conversar sobre as possibilidades da senhorita aderir a nossa universidade. -Quase surto. Harvard é um sonho.

-Claro. Que horas e onde? -Faltava pouco eu soltar fogos de artificio

-Como é uma programa patrocinado pela sua universidade nos encontraremos nela as 13h30. Tudo certo pra senhorita?

-Estarei lá. Grata -Desligo celular respirando fundo. Muito tempo de esforço valeu a pena

-Vai sair? -Carl abre a boquinha cheia de cereal colorido

-Sim quer ir comigo -Estou tão animada e feliz que nem me impor de leva-lo comigo.

-Quero. -Carl deixa aparente a animação

-Então vai acordar a mamãe pra se arrumar -Ele corre com o pote na mão e eu corro também para me arrumar

Entro no banheiro fazendo minhas higienes o mais rápido e perfeito que eu posso. No banheiro mesmo seco meu cabelo, fazendo um babyliss e finalizo tudo com uma singela maquiagem de batom nude e delineador.

Sigo apressada para o closet onde tiro um simples vestido preto formal e combino com um cinto da mesma cor. Pra finalizar ponho uma bota cano curto marrom e um cardigã também preto. Antes de sair do quarto pego minhas coisas e respiro fundo.

Desço as escadas rápido procurando por Carl e meus pais estavam com carinhas bem felizes. Só por isso deduzo o que houve ouviu na noite passada e que Carl ouviu. E falando nele, ele estava conversando com nosso pai bem feliz

-Ta pronto tampinha? -Deixo a vasilha encima da mesa e toco o ombro de Carl -Já to indo

-To ponto sim -Ele levanta atropelando as palavras e fica do meu lado todo rapazinho.

-Ei. Onde vocês vão? -Meu pai me olha e segura minha mão

-Vou na faculdade e resolvi levar o Carl pra passear comigo -Sorrio

-Toma cuidado querida -Minha mãe me abraça e depois aperta Carl, me dando o casaco dele pra segurar

-Podem ir -Meu pai sorri e eu retribuo

-Tchau gente -Dou um beijo no rosto do meu pai e sigo caminhando com Carl ate o carro.

 

***

 

Horas dirigindo eu chego no meu destino. O caminho inteiro foi bem animado comigo conversando e cantando com um garoto de 4 anos. Meu irmãozinho estava super animado, talvez por nunca ter vindo aqui.

Saímos com calma do meu carro. A todo minuto eu segurei a mão de Carl em modo de proteção. Mesmo que a Universidade tenha seguranças por toda parte ela ainda está sujeita a violências e raptos

Tento evitar as meninas de todas as maneira e vou direto na secretaria. Lá eles me mandam a uma sala onde se encontra um homem e uma mulher, ambos muito bem arrumados.

-Boa tarde Srtª Grimes – A mulher aperta minha mão parecendo lisonjeada, mas se espanta com Carl colado na minha cintura. -É um prazer tê-la aqui conosco hoje.

-O prazer é meu. -O homem se aproxima de mim

-Olá senhorita Grimes. Foi eu que conversei hoje com a senhorita -Ele aperta minha mão.

-Claro e obrigada. Não sei se vou ser digna dessa oportunidade -Nos direcionamos pra as cadeiras e nos sentamos

-É sobre isso. Você é uma das mais inteligentes da sua faixa etária, muitas universidades estão interessadas em você, mas só nós tomamos a decisão de oferecer uma bolsa de estudos integral até o doutorado. -Ele me passa uns documentos. -Harvard está interessada na senhorita e uma empresa de advocacia esta querendo lhe oferecer um estagio. Tenho certeza que com o seu intelecto pode se tornar uma grande advogada.

-Obrigado eu irei aceitar Harvard é um sonho pra qualquer estudante. -Eles sorriem

-Bem Paloma eu sou Karoline e trouxe todos os documentos tanto para aderir ao estagio quanto para o curso. Pode pedir o tempo que quiser para pensar. -Miranda me passa outros papeis

-Eu aceito -Digo com certeza

-Só precisamos que a senhorita leve a certidão de nascimento na segunda para finalizar a inscrição. Já temos sua ficha -Antony diz parecendo feliz de eu ter aceitado

-Claro sem problema -Digo juntando os documentos

-É um lindo rapazinho. -Miranda chama minha atenção

-É meu irmão -Digo percebendo a surpresa dela. Talvez ela ache que Carl é meu filho.

-Então te vemos segunda na universidade -Antony corta o assunto e aperta minha mão.

Depois disso eu e Carl vamos embora da faculdade. Entramos no carro e eu levo o menino no parque para tomar sorvete. Depois que compramos sentamos pra conversar em um banco de praça.

-Você vai se mudar Paloma? -Diz inocente -Papai diz que quem vai pra faculdade se muda.

-Vou sim amor. Harvard fica muito, muito longe, não da pra ficar indo e voltando.

-Mas a gente nunca mais vai te ver? -Eles estava quase chorando e aquilo partiu meu coração

-Claro que vão. No natal, ano novo. Vou manter contato -Carl sorri e a gente se abraça.

Depois de muito conversar e se divertir tomando quilos de sorvete eu resolvo que já é hora de voltar pra casa e adiantar minha nova vida.

Pelo caminho lembro- me da certidão e por algum motivo meus pais nunca deixaram eu tocar nela. Eu também nunca me importei antes, mas agora me importo, minha estadia em Harvard depende dela.

Carl reclamava o tempo todo que queria ir na frente. Eu ria do modo que ele se achava adulto e o corrigia dizendo que ele é apenas uma criança.

Chegamos rápido em casa onde não tinha ninguém em nenhum cômodo. Carl correu para seu quarto brincar e eu fui procurar minha certidão no quarto dos meus pais. Sei que é errado mexer nas coisas dos outros, mas sei que se eu pedisse eles iam me negar.

Dei de cara com uma gaveta trancada, mas consegui abrir com um grampo de cabelo. A gaveta de documentos estava bagunçada e com muito custo achei uma pasta branca com minha certidão. Quando puxei o papel plastificado caiu outro papel bem velho que dizia programa de adoção.

De primeira eu pensei ser brincadeira ou nada de importante, mas eu me espantei com o que eu li.

 

           Programa de Adoção

Secretaria de proteção ao menor e Catedral Católica

De Fort Wayne, Indiana

 

Pedido de adoção sobre a menor Paloma para Lori Eliza Martin Grimes e Rick Eliot Grimes. Sobre todos os direitos e deveres impostos pela lei. O Juiz Walter Swan autoriza a adoção.

 

Eu fico em choque total ao terminar de ler aquilo. Em momento nenhum pensei que fosse adotada, que não tivesse vindo das pessoas que eu chamo de pais.

Ao mesmo tempo que estou confusa eu estou com raiva. Ninguém tinha o direito de esconder o meu passado e minha origem. Podiam ter contado que eu era adotada.

Só isso veio na minha mente antes que eu caísse no chão chorando. Lembranças das palavra de Jade ecoando na minha mente sem parar e só uma coisa a pensar

-Eu sou adotada.


Notas Finais


Forte bomba. Não se preocupe as coisas so tende a piorar kkkk comentem ate o proximo


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