História A Flor Despedaçada - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bleach
Personagens Aizen Sousuke, Hinamori Momo, Personagens Originais
Exibições 4
Palavras 4.937
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction A Flor Despedaçada - Capítulo 1 - Capítulo Único

Nunca pensei que fosse dizer isso, mas eu amaldiçoo o dia em que meu olhar cruzou com o do capitão Sousuke Aizen, ali foi o início de toda a minha desgraça. Tenho raiva só de lembrar quando aquele belo par de olhos castanhos escondidos por trás dos óculos, tão brilhantes e gentis, capazes de derreter um iceberg em fração de segundos. E depois que ele me salvou naquele treinamento no mundo dos ryokas, eu sabia que meu coração pertenceria a ele para todo o sempre.

Depois desse incidente me esforcei ao máximo para entrar para a divisão cinco, e para minha alegria me tornei tenente, ficando o mais perto possível daquele moreno alto, bonito e sensual. (Ai que vergonha de me referir assim ao capitão, mas é verdade.).

A cada dia que passava eu me encantava mais pela figura do meu estimado capitão. Ele não era só um homem gentil e atencioso, mas também inteligente, astuto, justo, simpático, além de ser extremamente forte e habilidoso, se mostrando muito digno de sua patente. Ah, além de tudo e isso, era lindo demais, aqueles óculos e o ar de intelectual o deixavam ainda mais sexy, e disfarçar minha excitação era algo bastante trabalhoso.

Mesmo com todo o trabalho que tínhamos em comum, eu queria me aproximar mais dele, saber seus passatempos favoritos, comidas, o que o deixava feliz, o que o irritava, seus sonhos, enfim, queria saber tudo a respeito daquele ser que eu julgava ser o mais perfeito em todo o seireitei. Tentando me distrair desses pensamentos que me consumiam, aproveitei meu dia de folga e fui até a biblioteca do seireitei, a procura de algo novo e que desviasse o foco de minha mente luxuriosa. Optei por um livro de receitas, quem sabe eu encontraria boas receitas e convidaria minhas amigas para provar depois? Fui em direção à floresta, havia uma árvore que eu gostava de me escorar. Era uma espécie de refúgio para mim, onde eu podia fugir de tudo e esquecer meus problemas e aflições, mesmo que fosse por um instante. O livro estava tão interessante que acabei adormecendo, após folhear umas poucas páginas. Ao acordar levei o maior susto, pois havia um haori de capitão me cobrindo da cintura para baixa, e me assustei mais por ver que pertencia divisão cinco. Olhei para o lado e vi o capitão Aizen adormecido, sua expressão era tão tranquila e serena, que fazia meu coração bater descontroladamente. Minha movimentação acabou fazendo com que ele acordasse, sua expressão sonolenta era quase uma visão dos céus.

-Oh, me desculpe capitão Aizen, não quis perturba-lo. – Disse morta de vergonha, abaixando minha cabeça.

-Mas que bobagem Momo, eu é que fui intrometido e acabei me sentando ao lado e adormeci. –Aizen disse de forma gentil e alegre, como era bom ver aquele sorriso.

-Não há razões para se desculpar, capitão Aizen. Espero que tenha dormido bem. –Respondi timidamente. –Posso fazer uma pergunta?

-Claro, pergunte o que quiser. – O sorriso do capitão era caloroso e confiante, estar perto dele era tão reconfortante para mim, aquele homem tinha o poder de me acalmar só com o olhar, e eu me tornava cada vez mais dependente disso.

-Como o senhor veio parar aqui? – Indaguei curiosa, encarando-o com meus olhos arregalados.

-É que quase não havia trabalho para fazer, e assim que acabei aproveitando para caminhar um pouco, e vim parar aqui. Vi você dormindo e não resisti, parecia tão inocente e indefesa que acabei me aproximando, e te cobri com meu haori. Comecei a ler um pouco e também peguei no sono. –As palavras que saíam da boca do capitão Aizen eram como música para os meus ouvidos, uma melodia tão doce e agradável que eu ouviria por toda a eternidade. –O que você estava lendo?

-Ah, é só um livro de receitas que eu peguei na biblioteca, mas não encontrei a receita que eu procurava. –Respondi meio desanimada. –Queria fazer cookies com gotas de chocolate.

-Parece muito apetitoso, gostaria de provar. –Por um instante tive a impressão de que o capitão Aizen me olhou com malícia, mas deve ter sido coisa da minha cabeça, estava tão cega que minha mente fantasiava absurdos. –Está começando a escurecer, aceita jantar comigo?

-Tem certeza capitão? Eu não vou incomodar? –Perguntei receosa, odiaria ser um estorvo para a pessoa que eu mais admirava em toda a sociedade das almas.

-Mas é claro que não, você é minha tenente, e nada mais normal termos momentos de descontração como esse. – A gentileza e o charme daquele homem me desarmavam totalmente. Como eu poderia resistir?

Fomos até um restaurante no rukongai, que era bastante frequentado pelos oficiais do Gotei13. Nós nos sentamos em uma mesa ao fundo, e em seguida uma garçonete veio nos atender.

-Boa noite capitão Aizen e tenente Hinamori, o que vão querer? –Perguntou a garçonete. Ela era morena, olhos azuis, seios fartos e um corpo feminino e curvilíneo. Para variar ela se atirava para o capitão, puxando seu quimono para seus seios ficassem à mostra. Eu ficava possessa com isso.

-Boa noite Mei, nós vamos comer peixe grelhado com salada e molho tártaro, por favor. E traga chá também. –Aizen pediu simpático, dando o seu sorriso avassalador. –Momo, tudo bem pra você comermos isso?

-De forma alguma, para mim está ótimo. –Sorri sem jeito.

-Chá? Tem certeza de que não querem uma bebida mais forte, como saquê, por exemplo? –Perguntou a garçonete, novamente se oferecendo capitão Aizen, que para a minha alegria ignorou. Que sorte a minha.

-Temos sim, chá está bom. –Resolvi tomar a iniciativa e respondi por nós dois, lançando um olhar ameaçador para a garçonete, que se retirou.

Cerca de vinte minutos depois ela trouxe nosso pedido, e pelo cheiro estava muito apetitoso. Durante o jantar pudemos conversar um pouco, e assim pude saber um pouco mais sobre o capitão Aizen, me convencendo cada vez mais do quão incrível e fascinante ele era. E na hora de ir embora, mais uma surpresa: ele não permitiu que eu pagasse a minha parte, pagando a conta sozinho. Fiquei mais envergonhada ainda.

-Mas capitão... –Tentei protestar, mas em vão.

-De forma alguma eu vou permitir, afinal, fui eu em quem convidou e seria muito grosseiro da minha parte se você pagasse a sua parte. – Aizen respondeu com um belo, embora estivesse sério.

Caminhamos em silêncio até o quartel da divisão cinco, quase todos já haviam se recolhido, restando apenas os que faziam a costumeira ronda. O capitão Aizen me levou até a porta do meu quarto, como o perfeito cavalheiro que era.

-Boa noite capitão Aizen, e obrigada pelo jantar, estava ótimo. –Respondi um pouco corada, tentando disfarçar.

-Eu é que agradeço Momo, a senhorita é uma companhia muito agradável, podemos fazer isso mais vezes. – O capitão Aizen era tão calmo e gentil, parecia que nada podia abalar sua serenidade.

-Claro, eu adoraria. –Respondi ainda mais vergonha, havia certos momentos em que eu não sabia como agir na sua presença.

-Está certo, tenha uma boa noite. –Ele se despediu de mim, depositando um beijo em minha franja, me pegando totalmente de surpresa. Quase desmaiei de emoção.

-B-boa noite. –Me senti uma idiota por responder dessa maneira. Ele apenas sorriu e desapareceu na escuridão, eu corri para dentro do quarto e enfiei a cara no travesseiro, tentando sufocar meus gritinhos de alegria. Meu coração parecia querer fugir do meu peito, a felicidade e a esperança tomaram conta de mim, embora eu achasse quase impossível que o capitão Aizen me visse com outros olhos.

Os dias foram passando, e conforme o sugerido eu e o capitão Aizen passamos mais tempo juntos, e eu não poderia estar mais feliz. Cada instante com ele era como estar mais próxima do paraíso, se é que ele existe. Era uma noite estrelada e um pouco fria quando meu amigo Toshiro e sua tenente Rangiku Matsumoto, nos convidaram para ver a passagem de um cometa no telhado da divisão dez. me senti em um programa de casais, mesmo sabendo que Toshiro e Rangiku eram apenas bons amigos, pois o coração da minha amiga peituda batia forte por outro capitão. Nos ajeitamos no telhado, Rangiku e Toshiro ficaram um pouco mais afastados, sendo que o pequeno capitão ficou de pé, compenetrado. Eu me sentei o mais perto que pude do capitão Aizen, que para minha alegria não disse nada. Depois de alguns minutos observando o céu o cometa finalmente, era tão lindo e reluzente, meus olhos brilhavam de fascínio e empolgação. Sem pensar duas vezes fiz um pedido: desejei estar ao lado do meu amado capitão, aconteça o que acontecesse.

-E então Momo, você fez um pedido? –Rangiku me perguntou curiosa. –Eu desejei encontrar um marido rico, bonito e de prestigio, como o capitão Kushiki.

-Rangiku, você é muito burra mesmo. Esqueceu-se de que se contar seu pedido, ele não se realiza? –Toshiro perguntou incomodado. –E um homem como o capitão Kushiki nunca vai querer uma mulher como você.

-Toshiro, não seja malvado. Acho que a Rangiku tem boas chances com o tenente Omaeda. –Comentei em tom de brincadeira para descontrair, e acabei fazendo todos rir, inclusive o meu belo capitão. Sua risada era discreta e elegante, tão perfeita quanto todo o resto.

-Deus me livre! Prefiro ser uma solteirona a me casar com aquele leitão careca. –Rangiku disse ofendida, virando a cara. –Do jeito que eu ando até o capitão Komamura me serve.

-O capitão Komamura é um excelente partido, mas você terá que fazer um estoque de antipulgas e passar o aspirador de pó na casa pelo menos umas sete vezes ao dia. –Capitão Aizen comentou com um semblante divertido, provocando mais risadas. Eu me descontrolei e acabei rindo igual a uma porca. Fiquei com tanta vergonha que escondi meu rosto entre os joelhos.

Toshiro decidiu se recolher e Rangiku teve que acompanha-lo, a contragosto. Eu e capitão Aizen retornamos para a divisão cinco, foi uma caminhada divertida e falante, já que estava ficando mais próxima, nunca perdia a oportunidade de conversar um pouco mais com o capitão. Chegamos ao nosso destino e ele me acompanhou até meu quarto, como sempre fazia.

-Capitão Aizen, você também fez um pedido? –Perguntei sem pensar, em seguida me repreendendo em pensamento. –Me desculpe, eu não quis ser intrometida.

-Tudo bem, não precisa se desculpar. –Como sempre ele era tão gentil e amável, fazendo eu me derreter. –Eu fiz um pedido, mas é melhor não contar.

-Entendo, gostaria de entrar e tomar um pouco de chá? Eu fiz biscoitos. –Convidei num ato de impulso, mas corei instantaneamente.

-Se não for um incômodo, eu aceito. –Mal pude acreditar que ele aceitou, estava em êxtase com a oportunidade. Abri a porta e fiz sinal para que entrasse. Felizmente eu era muito organizada e o quarto estava limpo e arrumado. Levei o capitão até uma mesinha que ficava bem no centro do cômodo, ele assentiu e logo se ajeitou em uma das almofadas, ele era tão elegante e charmoso, meu autocontrole era botado a prova todo o instante.

-Vou ferver a água para o chá, volto logo. –Disse um pouco tímida. Capitão Aizen assentiu, com seu sorriso perfeito, meu maior ponto fraco. Cerca de cinco minutos depois eu retornei com uma bandeja, e quase derrubei tudo ao ver que ele folheava meu caderno de desenhos, onde tinha vários retratos dele. Engoli em seco para não fazer um escândalo. –Aqui está capitão, me desculpe pela demora.

-Não sabia que você era tão talentosa, Momo. Deveria fazer uma exposição dessas obras, seria muito interessante. –Aizen comentou sem demonstrar surpresa, aborrecimento ou incomodação. Para ele era como estar olhando desenhos comuns, e isso que era um caderno só com retratos dele, folhas e folhas com sua imagem retratada de todas as maneiras possíveis, algumas que eu até tenho vergonha de descrever.

-Isso não é verdade, são apenas esboços que eu pretendo transformar em pinturas futuramente. –Respondi respirando fundo, me esforçando ao máximo para não gaguejar.

-Tive uma ideia: que tal se você me pintasse agora? Serei seu modelo particular essa noite. –Quase desmaiei ao ouvir essas palavras, aquele homem estava jogando toda a minha sanidade no lixo.

-Claro, será um prazer. –Respondi tomada pela vergonha e timidez, queria cavar um buraco e me esconder, ao lembrar que ele viu todos aqueles esboços. Como eu o encararia daqui pra frente? Sentia que estava indo para o fundo do poço, imersa na escuridão e no medo, minha mente parecia uma montanha-russa, tão confusa e rápida que eu nem sabia mais como raciocinar direito.

Montei o cavalete e escolhi as tintas minuciosamente, e quando eu percebi ele havia retirado o haori e os óculos. Meu pai do céu, como era possível ele ficar ainda mais gostoso? Minhas bochechas estavam em brasas, e os pensamentos inapropriados povoavam minha imaginação fértil.

-Como eu devo me portar? –Aizen perguntou de maneira quase inocente. Seus olhos castanhos eram tão calorosos e penetrantes que eu me sentia consumida pelas chamas da luxúria e do desejo. Resistir àquela tentação era uma prova de fogo que eu estava disposta a ser reprovada.

-Fique assim, por favor. –Pedi sem graça, fazendo-o se sentar em uma cadeira de mogno, um presente do Renji e do Izuru quando me tornei tenente, feita pelos dois; ficou um pouco rústica, mas eu gostei. O capitão Aizen se sentou um pouco de lado, apoiando um dos cotovelos nas costas e o outro braço ficou caído, numa posição mais relaxada. Aproximei-me para arrumar seu quimono, deixando o peitoral robusto e bem definido á mostra, e já que tinha chegado tão longe, aproveitei para desalinhar seus cabelos castanhos e grossos, lhe dando um aspecto mais jovial e despojado. Minhas mãos tremiam de nervosismo, estava prestes a cometer uma loucura.

-Eu posso falar durante o processo? – O capitão Aizen perguntou em um tom quase que sensual, evitando ao máximo se mexer. Ele era tão encantador, sua imagem era um feitiço para os meus olhos.

-Pode, mas não se mexa muito, tá? – Respondi timidamente, me encolhendo por detrás da tela. Iniciei a marcação do esboço, que durou cerca de quarenta minutos. Era visível que meu pobre capitão estava cansado e com alguns membros dormentes, imediatamente fiz sinal para que pudesse relaxar. Ele sorriu aliviado.

Não sei se foi pela brisa que entrava pela janela ou por estar mais descoberto que o normal, mas meu amado capitão começou a espirrar, e tomada pela preocupação e pela culpa eu corri em sua direção, para fazer com que ele vestisse seu haori novamente. Quando me dei conta estava com o joelho apoiado na coxa do capitão Aizen, apoiando minhas mãos em seus ombros largos e fortes. Me sentia tão pequena perto dele, como um coelho prestes a ser devorado por um leão. Ele colocou suas mãos em meu quadril, me apertando e me puxando para mais perto dele. Seus lábios quentes e macios buscavam os meus com força e urgência, e sua língua dançava em um ritmo frenético dentro da minha boca, que quase não conseguia acompanhar. Capitão Aizen estava mostrando um lado selvagem e irracional que eu nunca tinha visto antes, um Aizen totalmente novo para mim. Ele me tomou em seus braços e me jogou na cama. Desatou meu obi com apenas uma mão e com uma rapidez incrível. Em questão de segundos eu estava completamente nua, mas não me importei, a adrenalina e o êxtase daquele momento tomaram conta de mim.

-Eu gosto do seu cabelo, cheira muito bem. –Meu grande amor disse após desfazer o coque e passar o nariz por entre os fios curtos e negros. –Você deveria usa-lo solto mais vezes, te deixa muito charmosa.

-Bom, é que facilita usar assim, por causa das missões, mas posso ter tentar usar nos dias de reunião ou quando for apenas um dia de expediente interno. – Respondi um pouco envergonhada, o fazendo sorrir. O capitão Aizen se aproximou de meu rosto, beijando meu queixo e fazendo uma trilha até o umbigo. Desse ponto em diante ele usou os dedos indicador e médio, traçando linhas imaginárias até minha intimidade. Soltei um gemido meio alto quando senti os dois dedos dentro de mim. Eu podia sentir pela respiração o seu desejo e excitação, nossas peles estavam tão quentes que poderiam transformar gelo em carvão.

Quando olhei para cima, tive uma das visões mais arrebatadoras de toda a minha vida: o capitão Aizen estava usando apenas uma cueca boxer branca, tão justa que me permitia ver claramente o contorno de sua ereção. Lambi os lábios involuntariamente, e me coloquei de joelhos na cama, e na hora ele entendeu o que eu queria. Lentamente Aizen tirou a peça intima, só para me torturar, ele queria me ver implorando, suplicando, como uma total submissa. Cedi aos instintos que me consumiam. Mal esperei ele ficar nu e coloquei o membro em minha boca, sugando com toda a voracidade possível, havia esperado demais por isso e não estava em condições de me controlar. Cada gemido que saía dos lábios dele era um estímulo a mais para mim, o sugando com mais e mais vontade. Ele retirou minha boca de seu membro e pediu para que eu me deitasse, o que eu acatei na hora.

-Capitão, por favor, seja gentil. –Encarava aqueles olhos castanhos com receio e excitação, minha pele parecia que ia cair de tanto arder. –Essa é a minha primeira vez.

-Pode deixar Momo, farei com sua primeira vez seja inesquecível. –Aquela voz tão calma e gentil tinha efeitos anestésicos em mim, era a cura para minha alma carente e meu coração apaixonado.

Delicadamente ele introduziu seu membro dentro de minha intimidade, até que eu me acostumasse. Depois começou a me penetrar com mais força e rapidez, doeu um pouco, mas compensava pelo prazer, aquela excitação toda parecia que iria me fazer explodir a qualquer momento. Repetimos o ato até que eu perdi a consciência, me lembro de ter tido sonhos muito bons naquela noite, mas quando acordei de manhã fiquei em dúvida se tinha sido real ou não.

Mesmo que tivesse sido um sonho me lembrava de cada detalhe, e de repente tive um ataque de pânico ao pensar em como agiria quando encontrasse com o capitão Aizen, pois pelo menos a parte do esboço fora real. Entrei devagar no escritório do quartel, tentando disfarçar meu nervosismo, o capitão já se encontrava em sua mesa, concentrado em seu trabalho. Suspirei de alívio quando ele me cumprimentou normalmente, e assim o dia transcorreu normalmente.

-Momo, espere. –O capitão Aizen disse sério, quando eu estava voltando para os meus aposentos. –Você pode ir ao meu quarto mais tarde? Precisamos conversar.

-Claro. –Respondi um pouco nervosa, imaginando o que poderia ser.

-Está bem, então até mais tarde. –Finalmente ele mostrava aquele sorriso que eu tanto amava, acalmando meu coração inquieto.

Conforme o combinado eu fui até seu quarto. Nem precisei bater e ele abriu a porta para mim, fazendo sinal para que eu entrasse. Sentei-me em uma almofada e em seguida ele se sentou ao meu lado, provocando calafrios em mim. Ele me encarava fixamente, parecia que procurava as palavras mais adequadas para o que quer que fosse me dizer, e eu ficava cada vez mais aflita, com medo do que iria ouvir.

-Momo, a noite que passamos ontem foi espetacular. Todos esses momentos que temos passado juntos tem sido ótimo, mas eu acho que devemos ir com calma. Você sabe como as pessoas podem ser cruéis e maldosas, não quero que ninguém diga que só conseguiu o cargo de tenente porque me seduziu ou algo do tipo, por isso podemos manter nossa relação em segredo? – Eu esperava ouvir algo pior, mas aquelas palavras me deixaram muito triste, magoada. Ele percebeu a minha insatisfação e me abraçou calorosamente, me fazendo sentir como se fosse protegida. –Pelo menos por enquanto, eu só quero que você fique bem. Por favor, não pense que estou com más intenções.

-E como eu poderia pensar algo assim, capitão Aizen? Você é a pessoa mais gentil e bondosa que conheço, e sei que só está preocupado com meu bem-estar, por isso não se preocupe, não deixarei que ninguém saiba do nosso relacionamento. –Respondi meio chorosa, e ele carinhosamente limpou as lágrimas que caíam do meu rosto. Aquela felicidade já bastava para mim, por isso aceitei tudo o que ele me propôs sem questionar ou discordar. Ficar sem ele era pior pra mim.

O tempo foi passando e nosso relacionamento continuava sendo um segredo, mas não importava, eu era feliz dessa maneira. Minha fantasia perfeita ia muito bem até o dia em que recebi uma missão de caçar um hollow na terra, tive que ir no lugar do capitão porque ele estava em uma importante reunião com o comandante Yamamoto. Reuni alguns homens e fui em direção a Paris, onde a desprezível criatura. Mal chegamos e o hollow devorou metade dos ceifeiros, eu nunca tinha visto nada assim. Empunhei Tobiume e parti pra cima dele, mas acabei sendo ferida. Passou-se mais de uma semana e eu continuava atrás do hollow, apenas eu tinha sobrevivido e não podia retornar a sociedade das almas sem captura-lo. Quando eu estava prestes a perder a consciência aparece capitão Aizen, Toshiro, Rangiku, Renji e o tenente Hisagi, e assim que os vi, apaguei. Lembro-me de acordar na divisão quatro e perguntar o que havia acontecido. Um oficial me disse que o capitão Aizen havia sido ferido e estava inconsciente fazia alguns dias. Desesperada, corri até o quarto em que ele estava, e não contive as lágrimas ao vê-lo deitado. Aproximei-me lentamente para não incomodar e toquei em sua testa, que estava um pouco quente. Coloquei um pano para baixar a temperatura e ele começou a se debater e dizer palavras sem sentido, me deixando assustada. Ele agarrou meu pulso com força, quase me provocando um mini-infarto.

-Seline... –Quando ele pronunciou aquele nome foi como se milhões de zanpakutous dilacerassem meu peito, eu queria fugir para o mais longe possível e foi o que fiz, tanto que ignorei Toshiro e Shuuhei, que estavam montando guarda na porta do quarto.

Os dias se passaram normalmente, o capitão Aizen acordou e já retornara ao trabalho, mas aquela cena não saía de minha mente. Ele chamou por um nome e não foi o meu, por quê? Quem era essa garota que estava nos pensamentos dele?

Todas essas perguntas me torturavam, assim como as constantes fugas dele para o mundo humano, algo estava errado e eu precisava descobrir. Eu andava tão triste e deprimida que aceitei o convite de Rangiku para beber, embora não gostasse de álcool, mas precisava desabafar.

-Vamos Momo queridinha, conte para mim o que aflige tanto o seu coraçãozinho? - Rangiku me perguntou rindo, já alterada pelo saquê.

-Ai Rangiku, o capitão Aizen já não é mais o mesmo, ele vive sumindo, andava pensativo demais e não presta mais atenção em nada do que eu falo. –Respondi cabisbaixa. –Estou preocupada com ele.

-Ora essa Momo, o problema do capitão Aizen é um só: amor. –Rangiku disse alegrinha.

-Como assim? – Perguntei inocente, tentando disfarçar minha indignação.

-Eu estava presente no incidente com o hollow de Paris, lembra? E vi quando ele e a garota humana se encontraram. Isso explica as sumidas dele. –Rangiku normalmente. Comecei a chorar compulsivamente, sendo consolada por Rangiku. –Não fique assim minha querida, ele não merece as suas lágrimas, você vai encontrar alguém melhor, que te mereça e que te ame de verdade. Que tal o capitão Hitsugaya?

-Não, Toshi e eu somos apenas bons amigos, e no meu coração só tem lugar para o capitão Aizen. – Respondi soluçando, tentando frear as lagrimas. –Eu não consigo entender, por que o capitão Aizen não é capaz de me amar?

-Porque o amor simplesmente acontece, ou acha que ele escolheu se apaixonar por essa garota? –Questionou Gin Ichimaru, com o sorriso sádico e falso de sempre. –Mas ele também sabe dos riscos que corre por querer se envolver com uma humana. Seria uma pena se o comandante descobrisse, não é mesmo?

-Eu jamais faria algo pra prejudicar o capitão Aizen. –Me levantei, incomodada com as insinuações do capitão da 3ª divisão. Ichimaru me seguiu, querendo me tirar do sério.

-O capitão Aizen tem muita sorte de ter uma tenente como a senhorita, capaz de dar a vida por ele sem pestanejar. –Ichimaru se divertia ao ver a minha expressão de raiva e mágoa. –Se eu fosse você daria um jeito de se livrar dessa garota.

-Como pode dizer algo tão terrível, capitão Ichimaru? Sabe muito bem que só podemos matar humanos se for uma ordem. – Respondi revoltada.

-Oh é mesmo, que crueldade a minha, foi só uma brincadeirinha. –O sorriso do capitão da 3ª divisão era assustador. Encolhi-me e saí correndo, querendo fugir da presença indesejável de Gin, aquele homem era tão repugnante quanto uma cobra peçonhenta.

Meus temores se confirmaram quando fui comunicada de que ele ficaria três meses, provavelmente deu um jeito de ficar mais perto da tal humana. Eu nem a conhecia, mas já nutria um ódio imenso por ela, essa Seline maldita, por que raios ela tinha que existir?

Mas o pior ainda estava por vir...

Passado os três meses e o baile do seireitei se aproximando, o capitão Aizen finalmente retornou para a sociedade das almas, e parecia não estar bem. Eu rezava para que eles tivessem brigado e rompido para sempre, e parecia que minhas preces haviam sido atendidas, pois nosso relacionamento voltou a ser como antes, embora ele estivesse frio e distante, mas desde que ele fosse meu estava tudo bem.

No dia do baile eu estava uma pilha só, o capitão havia me convidado para ser sua acompanhante e eu aceitei na hora. Usei meu melhor quimono e me arrumei um pouco, para ficar mais atraente aos olhos dele, tudo em vão. Chegando ao evento notei que todos olhavam e comentavam sobre cinco garotas que estavam em uma área reservada, acompanhadas do comandante Yamamoto, tenente Sasakibe e capitães Komamura, Kyoraku, Kushiki e Ukitake. Uma delas me causava um mau pressentimento, mas eu decidi ignorar.

Percebi que o capitão havia sumido do meu lado, então me juntei a Yashiru, Nemu, Izane e Rangiku, que conversavam muito animadas. Perguntei qual o motivo de tanto burburinho e elas me responderam que eram sobre as garotas recém-chegadas, que possivelmente eram as capitãs da divisão alpha, e seriam apresentadas em seguida.

Quando se iniciou a apresentação eu percebi que o capitão Aizen estava surpreso e incomodado, de fato uma das novas capitãs era a humana por quem ele se apaixonou, que na verdade era uma das filhas do comandante Yamamoto, e estava comprometida com outra pessoa. Vibrei por dentro com essa notícia, mas ver a expressão de decepção e mágoa no rosto do capitão Aizen me fez sentir mal.

Depois daquela festa ele mudou muito: andava inquieto, se irritava com facilidade, não falava muito e nossas noites de amor eram violentas e sem sentimento algum da parte dele. Ver o capitão passando por maus bocados e não poder fazer nada era demais pra mim, e pior, minha rival era perfeita demais.

Uma garota bonita, inteligente, culta, educada, meiga e gentil, que encantava todos à sua volta. Não havia um só shinigami que não gostasse de Seline na sociedade das almas, ela sabia como cativar as pessoas. Como eu poderia competir com ela, sendo que o principal ela já tinha, que era o amor de Aizen?

Vi meu amado capitão passar por altos e baixos por causa dessa garotam chegando até a ser preso. Meu ódio por ela aumentava cada dia mais, aquela cretina não merecia um homem tão bom como ele. Tenho a impressão de que dormi por um longo tempo, e quando acordei tudo estava diferente. Uma noite fui visitar o capitão em seu quarto, algo que era bem comum para mim, e ela estava lá, com seu sorriso irritante, mas que parecia fazer o capitão se derreter. Maldita garota que apareceu para acabar comigo, mil vezes maldita!

-Olá Momo, o que está fazendo aqui? Já é tão tarde. –Aizen comentou animado, ele não parava de sorrir para Seline, que fazia o mesmo. Ela estava em seu colo, abraçando-o pelo pescoço. Aquela cena me deu náuseas.

-Oh, olá capitão Aizen e capitã Yamamoto, me desculpem, eu não quis atrapalha-los. –Respondi sem jeito, embora minha vontade fosse de pegar aquela patricinha e cortar a garganta dela com minha Tobiume.

-Oi Momo. –Seline respondeu educada. Ela era tão feminina e elegante, seus cabelos prateados eram tão bonitos quanto a luz da lua, e seus olhos verdes eram tão belos quanto duas esmeraldas. Como eu a odiava.

-Que bom que está aqui, queria que fosse a primeira a saber, Seline e eu vamos nos casar. –Aquela notícia foi um choque para mim, ainda mais quando ele mostrou a aliança dourada na mão direita dela, eu queria morrer naquele momento.

-Meus parabéns, espero que sejam muito felizes. –Saí correndo antes que pudesse ouvir mais alguma coisa. Meu mundo se desfez naquele momento. O homem que eu tanto amava encontrou alguém que preenchia o vazio de seu coração e alma, e não era eu. Não conseguia entender por que. O que ela tinha de mais? Em que ela melhor do que eu? Esse tempo todo eu não passei de uma mera distração? Essas perguntas provavelmente não seriam respondidas nem agora, e nem nunca.

Hoje é o pior dia da minha vida. O homem que eu amo está nesse momento se casando com a pessoa que preencheu o vazio do seu coração, algo que eu fui incapaz de fazer. Eles foram feitos um para o outro e não há nada que eu possa fazer.



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