História A Floresta - Capítulo 1


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Categorias Originais
Exibições 6
Palavras 1.124
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Ecchi, Fantasia, Ficção, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Yo... Espero que gostem :3

Capítulo 1 - Uma vida entre tantas


Era uma manhã clara e com poucas nuvens. Olhei a grande floresta escura em que chamava de casa. Atrás de mim a cabana em que meus verdadeiros pais me criaram com tanto rancor.

-Looogaaan!

Corri até a escada que levava a sala de madeira. Minha mãe gritava na cozinha pedindo ajuda com o almoço.

-Irei sair pro trabalho.  Vou ficar essa noite por lá, volto amanhã de noite. Apenas... Não coloque fogo na casa. Tem comida na geladeira, é apenas esquentar.

Concordei com a cabeça enquanto cortava verduras rapidamente. Demoramos mais fazendo o almoço do que comendo, minha mãe engoliu a comida e saiu correndo pela porta da frente dizendo estar atrasada. Olhei pro meu prato ainda cheio, sem fome. Joguei a comida pela janela onde Tobby, um vira-lata gordo e folgado lambeu o chão feliz. Peguei minha mochila e coloquei lanterna, bastante comida, fósforo e alguns itens além do meu saco de dormir. 

Tranquei a porta da frente e coloquei as chaves em um vaso de plantas ao lado do cercado. Desci as escadas olhando um esquilo que descia a árvore para pegar um pedaço de cenoura que Tobby tinha esquecido. Entrei na floresta com meus itens e segui uma trilha invisível, que apenas eu saberia pra onde estava indo. Passei pelas árvores e o lugar foi ficando cada vez mais escuro. Alguns pássaros piavam e conseguia ouvir animais pequenos andando ali por perto. Fui em direção as armadilhas nem um pouco feliz com os resultados. Várias carcaças e ossos espelhados ali perto. Lobos haviam comido todas as minhas presas. Refiz as armadilhas, coloquei iscas e continuei a seguir minha trilha até a cachoeira. Era possível ouvir o som da água a vários metros e após mais de 20 minutos de caminhada cheguei ao local onde as copas das árvores abriam, deixando o sol das 14 horas entrar e refletir na água. O rio continuava durante vários quilômetros, mas nunca tinha visto até onde ele ia. Tirei minhas roupas e deixei minha mochila com o resto da bagagem em um tronco de árvore ali perto. Entrei nu na água fria e alguns peixes se assustaram. Relaxei na água com a mente vazia, ouvindo apenas o som intenso da cachoeira, alguns pios e cantorias de aves. Quando o sol abaixou um pouco e a água esfriou mais, sai da água e vesti novamente minhas roupas. Peguei minhas tralhas e parti em direção a casa dos Walker, um casal de 50 e tantos anos muito simpáticos que eram quase meus pais. Passava muito mais tempo com eles, e tinha desenvolvido maior afeto com os senhores do que com minha própria mãe. Bati na porta de madeira. A sra. Walker abriu com um sorriso.

-Logan! Que surpresa agradável! Por favor, entre. -Abriu mais a porta.

Entrei na casa pequena, mas aconchegante. Estava tudo como sempre, uma grande arrumação. Várias lembranças de lugares que eles já tinham viajado, como conchas, esculturas, livros, quadros e várias outras recordações.

-Sente-se, filho. A casa é sua.

Me sentei no sofá enquanto a senhora trazia um caneco com café para mim. Agradeci e ela sentou na poltrona a minha frente.

-Eu sabia que você estava andando por ai! Anny passou agora a pouco, com medo. Já tentei explicar pra ela que você não vai lhe fazer mal, mas ela nunca entende. Acha melhor não confiar nas pessoas.

Anny novamente. Já tinha perguntado para vários vizinhos que sempre diziam nunca ter visto uma garota na floresta, e mesmo se tivessem visto, com certeza já estaria morta. Era um lugar muito bruto para uma menina sobreviver. Os Walker eram os únicos que falavam que ela exista, e por gostar muito do casal nunca lhe faltei a educação, e não queria acabar com seus sonhos falando sobre a possibilidade da garota não existir. Apenas concordei com a mulher, e ela começou a falar sobre seus vários outros assuntos, como comida, roupas e irmãs que moravam longe. O sr. Walker não demorou para aparecer, trazendo várias sacolas de compras. Ajudei o homem a levar todos os itens para a cozinha e ele perguntou sobre minha mãe.

-Muito ocupada como sempre. Ela vai dormir essa noite lá. Disse voltar amanhã de noite, mas acho difícil.

Walker riu e concordou.

-Sim, sim. Da forma como conheço sua mãe se ela disse uma noite, deve ficar umas três. Mas pode ficar aqui sempre que quiser, sabe que te consideramos nosso filho.

Sorri para o homem e continuei a guardar os produtos nas prateleiras. Na hora do jantar a sra. Walker fez uma deliciosa macarronada e sai de lá antes que escurecesse demais. Peguei minha mochila e agradeci pela comida. Voltei a floresta de barriga cheia preparado para passar a noite.

Cheguei ao local que sempre ficava. Minha fogueira estava meio atrapalhada, depois de alguns dias fora. Peguei pedras novas ali perto, galhos e acendi o fogo. Quando a noite caia na floresta tudo ficava muito frio, e aquela fogueira era essencial para a vida. Depois de muito tempo deitei no meu saco de dormir e adormeci profundamente.

Um uivo alto cortou a floresta. Vários outros responderam e percebi o quão perto os lobos estavam. Juntei minhas coisas e corri em direção oposta aos uivos, iluminando com a lanterna. Parei ao ver um par de olhos brilhar na escuridão. Um lobo. Ele uivou alertando a matilha e ouvi o som das outras patas me cercando. Tentei correr para um lugar que não tinha escutado nenhum barulho e falhei na fuga ao tropeçar em uma pedra. Cai no chão e bati minha cabeça em uma árvore. Minha visão começou a ficar vermelha, minha testa sangrava e encostei na árvore tonto, quando vários olhos vermelhos começaram a brilhar a minha volta. Iria morrer. Pensei nos Walker, na infelicidade deles ao perceber que não iria voltar. Pensei em minha mãe, que perceberia que a casa não pegou fogo e que o tempo que tinha prometido a mim nunca fora dado. Pensei em meu pai, na promessa descumprida de me levar para sua casa em todas as férias em seu trabalho, há sete anos atrás. Pensei em Tobby, que não receberia mais a comida que eu não queria. Os olhos se aproximaram e os vultos lentamente tomaram a forma de lobos. Pensei na vida da árvore, que provavelmente era a culpada de me fazer perder a vida. Percebi o quão inútil eu era no meio de tantas vidas, e o quão útil era para a vida daqueles lobos, que saciariam a fome com meu corpo. Um animal atacou, mordeu minha perna com força e sangue começou a sair. Minha visão começou a ficar preta e a dor era insuportável. O animal soltou minha perna e comecei a ouvir ganidos enquanto perdia minha consciência.



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