História A Força do Amor - Capítulo 5


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Categorias O Senhor dos Anéis (The Lord of the Rings)
Personagens Legolas
Tags Drama, Legolas, Revelaçoes, Romance
Exibições 49
Palavras 2.550
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Hentai, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Queridos leitores! Mais um capítulo pinta no pedaço.
"... começava a surgir uma amizade entre eles, ou pelo menos, mais tolerância."
Depois de um arranca rabo daqueles entre o Legolas e a Kyara tudo leva a crer que eles estão começando a se entenderem. Mas, como nada aqui é calmaria de fato, novos acontecimentos estão surgindo...
Espero que gostem e comentem.
Boa leitura!

Capítulo 5 - O Perigo se Aproxima


De fato, os homens elfos não precisavam de descanso como os homens mortais. No entanto, Legolas ainda não estava totalmente recuperado dos maus tratos e os dias que viajavam sem dormir lhe custavam muito. Sua teimosia não passava despercebida aos olhos da Kyara. De tanto insistir e ele mesmo admitir para si a necessidade de descanso, acabou permitindo que Kyara fizesse sua primeira vigília por algumas horas durante a madrugada.

Legolas e Kyara acamparam próximos a umas formações rochosas e um coelho já assava na fogueira quando Kyara refez sua rotina com os curativos.

- Até quando terei que beber esse veneno?

- Beberá enquanto eu achar que deve... É esse veneno que mantém seus ferimentos fechados. Eles não resistiriam ao esforço que você vem fazendo nessa viagem, mesmo sendo um elfo.

- Você vai começar com a discussão novamente?

- Não... Mas o que digo é verdade. Deveria estar de repouso ainda... O que fizeram com você foi muito grave e já foi um milagre eu conseguir te salvar.

- Sei disso... Acredite, estou bem!

- Eu não vou mais discutir com você.

Ela beliscou um pedaço da carne assando e recostou-se em sua sela. Já não se importava se ele ficaria de guarda ou não. Desde a discussão que tiveram passaram a viajar num clima de amizade e companheirismo e não faria nada que pudesse estragar a harmonia que existia entre eles.

Poderia até achar que estava feliz ao ponto de contemplar o mesmo céu das noites anteriores, mas, enxergando-o de outra forma. Naquele momento ela imaginou ser um manto negro adornado por muitas pedras brilhantes. 

Aquela visão lhe trazia lembranças agradáveis da ilha – Uma grande fogueira preparava vários assados, as sacerdotisas ao redor vestidas de branco, com instrumentos nas mãos fazendo festa numa noite como aquela e canções ecoavam na sua mente – O Cântico das Sacerdotisas de Tiria.

Distraída, começou a cantarolar. Legolas ouviu aquela voz doce cantando baixo uma canção que falava de saudade. Quando ela terminou, suspirou e desta vez foi ele quem cantou. Para surpresa da Kyara, a voz masculina soou suave e melodiosa. Ela ouviu a música em silêncio, se deliciando com aquele momento. Quando ele terminou, os dois se olharam e ela deu um sorriso discreto, abaixando os olhos. Ele ficou feliz vendo que ela havia gostado da canção.

- Legolas!

- Sim!... Ele caminhou na direção dela e se sentou ao seu lado,  recostando-se em sua sela, também.

- Nunca poderia imaginar que cantasse tão bem.

- Não é só você que é surpreendente... E ela sorriu com o comentário dele... – Você gosta de música, eu também. Para tudo meu povo tem uma canção... E ficaram em silêncio por um instante envolvidos por uma sensação de paz.

- O Cântico das Sacerdotisas de Tiria é muito apreciado em Tanusia... Quando se vive praticamente isolado do mundo, encontra-se variadas formas de passar o tempo, então, no nosso caso, cantamos.

- Sente saudade do seu lar?

- Tem momentos que sinto falta sim, mas minha vida está tão dividida que é difícil definir onde é o meu lar. Sinto falta de algumas coisas... Coisas isoladas, como agora. Contemplando a noite, sem perceber, estava divagando com minhas lembranças e me lembrei das canções das sacerdotisas. Acabei cantando.

- Divinamente eu diria. Em tudo você busca perfeição?... Ela o fitou sem entender... – Percebo que tudo você faz com muito cuidado e organização.

Ela sorriu... – Nas duas funções tenho que buscar a perfeição, mas não me diga que você não é igual, porque não acreditarei. Tem todo o jeito de quem é exigente e extremamente cuidadoso.

- Cuidadoso, sim... Agora, exigente? Pensei que havia conseguido parecer simpático, afinal.

- Você tem um senso de humor irônico... Isso, sim.

- E isso é ruim?

- Não, acho que não.

Mais um momento de silêncio.

- Pelo que vejo ninguém vai montar guarda nesse acampamento... Brincou Legolas fingindo indignação.

- Gosto de quem tem senso de humor, mas não abusa.

Os dois se olharam e sorriram. Esse clima ameno dava oportunidade para se conhecerem melhor e nenhum dos dois queria que as coisas fossem diferentes.

- Não tem necessidade de ficar de prontidão.

- Kyara, não quero assustá-la, mas, parte do motivo que me levou a insistir ficar de guarda é porque sinto uma força terrível nos cercando e temo que ela nos ataque a qualquer momento... Não sei o que é e não entendo porque permanece sempre à distância, mas o fato é que ela está por aí, sem avançar e nem recuar.

- Fiquei me perguntando todo esse tempo o que o preocupava tanto... Por que não me contou antes?

- Não sei. Meu instinto protetor, talvez.

Ele a encarou e ela viu nos olhos dele a veracidade das suas palavras.

- Sinceramente, não sei.

- Compreendo!... Imagino o quanto deva ser difícil para você compartilhar esse tipo de preocupação comigo porque não me vê como uma igual, mas uma hora você vai saber do que sou capaz e mudará de opinião.

Por um momento, os dois silenciaram matutando sobre o que poderia estar circundando os viajantes.

- Se você não é capaz de identificar o que pode ser, então, isso só pode significar uma coisa: o bruxo. E se for verdade, essa coisa que está a nossa espreita não se aproximará de nós. Isso posso garantir.

- Como pode?

- Tenho comigo uma proteção dada por Gahya. Ela nos manterá ocultos a todo o perigo de feitiço que vier do bruxo. É com isso que conto para chegar a Gondor em segurança.

- Mas essa proteção não nos ajudará se formos atacados por Orc's ou outra criatura qualquer.

- Não... Para isso temos nossas armas.

- Então, permanecerei em alerta... Não sei o que está por aí.

Mais um momento de silêncio.

- Está cansada? Quer dormir um pouco?

- Não. E você?

- Já disse que os elfos não precisam dormir muito.

- Vocês parecem ter um vigor e tanto!

- É, temos mesmo... Posso lhe fazer um pedido?

Ela o olhou surpresa e consentiu com um gesto de cabeça desconfiada do que poderia se tratar.

- Gostaria de ouvir sua voz novamente. Pode cantar mais uma canção, por favor?

Ela lhe sorriu e cantou e as horas passaram... Como um relâmpago.

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O amanhecer chegava de mansinho, com os raios do sol ensaiando invadir a imensidão. Os dois viajantes permaneceram em seus lugares contemplando a beleza das cores que começavam a aparecer tímidas, enquanto o negro da noite morria aos poucos. Uma sensação de paz reinava no pequeno acampamento e ninguém fazia menção de se mexer. As horas passadas com cantorias e histórias de grandes aventuras aqueceram seus corações com uma nostalgia boba.

- Está amanhecendo... Você não dormiu.

- Me sinto ótima, apesar de não ter dormido. Ficar nessa cantoria ouvindo as histórias das suas aventuras me fez um bem enorme. A você não?

- Poderia ouvi-la cantar noites e dias seguidos que não me cansaria, Kyara.

Sem mais delongas, levantaram acampamento e seguiram viagem. Eram quase nove horas da manhã quando terminaram de atravessar a planície que rodeava a floresta  de Fangorn e chegaram a Rohan, a terra dos Rohirrim – Os Senhores dos Cavalos. A região era muito acidentada, cheia de desfiladeiros, penhascos e planícies com pouca vegetação.

Há cinco anos atrás cinco anos, quando Legolas esteve naquelas terras, o rei Théoden ainda era o governante. Após a sua morte na batalha dos Campos de Pellenor, seu sobrinho Éomer, Terceiro Marechal – Capitão dos Rohirrim, assumiu o trono.

A vista que tinham de cima da colina que estavam trouxeram muitas recordações a Legolas, quando ele, Gimli e Aragorn perseguiram uma patrulha de Orcs. Foram três dias e três noites seguidas de perseguição, quase sem descanso, na tentativa de salvarem os hobbit’s Merry e Pipin.

Ele se sentiu saudoso dos amigos e companheiros de aventuras.

- A vista daqui de cima me traz muitas recordações das minhas aventuras com Aragorn e Gimli. Não vejo a hora de revê-los e saber se estão bem... Estou com uma sensação de mau presságio. Algo ruim anda acontecendo e isso me deixa com muita pressa de chegar a Gondor.

- Passar a noite contando sobre as aventuras que tiveram na guerra contra Sauron o deixou nostálgico. Não é para menos, foi uma jornada e tanto. A amizade que fizeram ficará para sempre e Aragorn teve muita sorte em poder contar com a sua lealdade e a do mestre Gimli.

- Estivemos ao lado dele dispostos a tudo, até a morte, por amor a ele. E esteja certa de que ele não teria feito menos por nós.

- Sei que sim... De repente Kyara riu... – Estou me lembrando do que me contou sobre o mestre Gimli, reclamando da malha que usara na batalha do Abismo de Helm. Ela arrastava no chão, mas ele reclamava que estava apertada no peito.

- Gimli é o anão mais teimoso, rabugento e orgulhoso que existe. E o mais leal, bondoso e corajoso também... Mais adiante tem um rio que poderemos parar para descansar um pouco e dar água aos cavalos... Fique atenta. O perigo anda a espreita.

- O mesmo perigo que mencionou ontem à noite?

- Acho que não. Talvez Orcs... Ele suspirou... – Por enquanto, apenas sinto apenas sua movimentação.

Chegando ao rio, trataram logo de aliviar a carga dos cavalos para que descansassem. O rio era estreito, com algumas árvores o cercando dos dois lados. Estava um dia quente e Kyara retirou as armas, o colete, as botas, soltou os cabelos e entrou na água junto com os cavalos. Legolas ficou na margem observando-a se banhar, pensando em se juntar a ela quando teve uma sensação de perigo próximo. Levantou-se e olhou ao redor sentiu a aproximação rápida de Orcs.

- Kyara, saia da água.

- O que houve?

- Precisamos sair daqui. Orcs estão se aproximando.

- Onde? Não vejo nada.

- Não discuta agora, eles estão bem próximos.

Ela saiu da água na mesma hora para se vestir. Começaram a selar os cavalos e prender a bagagem que carregavam quando Legolas avistou uma patrulha com muitos Orcs correndo na mata. Sem perda de tempo, ele disparou flechas a uma velocidade e precisão inacreditáveis, num zunido ritmado e incessante.

Kyara prendeu ao corpo seu cinturão de facas de arremesso e ficou a postos esperando a chegada deles, mas cada um que aparecia entre as árvores, correndo na sua direção, era derrubado. Não poderia precisar quantos eram ao todo, porque Legolas, em pouco tempo, havia matado muitos e mesmo assim outros tantos vinham na direção dos dois. Rapidamente foram cercados.

Ele havia utilizado todas as flechas da sua aljava e não tendo outra opção, puxou das costas as suas adagas e lançou-se a frente da Kyara para atacar os primeiros que avançaram. Girando as lâminas contra as espadas, que cruzavam seu campo de visão, ele, habilmente, matava um a um sem piedade.

Kyara impressionou-se com a força e habilidade do guerreiro lutando ferozmente na tentativa vã de não permitir que criatura alguma a alcançasse. As adagas em punho cortavam vorazes, num bailado de movimentos ligeiros, degolando e destripando todos ao redor. Contudo, aquela era a oportunidade que ela esperava para provar seu valor.

Com reflexos rápidos sacou três facas em cada mão acertando-as nos seus oponentes, girando o corpo para ficar de costas para Legolas. O aço da sua espada brilhou ao desembainhá-la e com Tellas em punho, ajudada pela sua adaga, deflagrou golpes matando, quase que instantaneamente, dois Orcs por vez.

Ela talhava o abdômen de um, para logo em seguida decepar a cabeça de outro, quando não se esquivava de golpes. Kyara sustentava espadas sobre sua cabeça com a ajuda de Tellas, ao mesmo tempo em que girava sua adaga em duas voltas para expor as vísceras dos Orcs.

Legolas, entre um oponente e outro, observou-a lutar esquivando-se e atacando como uma fera indomável. Com poucos movimentos, rápidos e precisos, não dava qualquer chance para os adversários.

Kyara já havia enfrentado muitas criaturas nojentas e repugnantes, mas a aparência pegajosa e imunda daqueles Orcs lhe revirava o estômago. Tanto mais fácil para liquidá-los, que caiam feito moscas.

Aquela patrulha não teve a menor chance ao se confrontar com dois extraordinários guerreiros. Abrindo passagem, com extrema violência, logo a batalha havia terminado.

- Então esses são os Uruk-hai? Não imaginei que fossem tão asquerosos assim. Parecem homens com rostos deformados, que acabaram de sair do lodo ou da lama e o hálito fétido, nossa!... Ela comentava fazendo caretas de nojo... – Eles são fortes, mas com pouca habilidade para lutar.

- Diferentes de você, não é, Kyara?

- Força não é tudo. Por isso minhas armas são leves. Assim consigo desenvolver minhas habilidades, com o máximo de velocidade possível. Muitas vezes uso a própria força do meu oponente. Esse é o segredo: velocidade e precisão nos golpes... Você descarregou sua aljava. Fique com as minhas flechas.

Legolas recolhia o que podia das suas flechas, prestando atenção à conversa da Kyara, enquanto ela limpava o sangue negro das espadas e recolhia suas facas fincadas nas cabeças e gargantas das criaturas mortas. De fato, estava impressionado com aquela mulher. Em questão de minutos matou tantos Orcs e foi tudo tão rápido que mal conseguiu processar como aconteceu.

- Admito que estou impressionado.

- Então, agora você acredita que não sou a donzela frágil e indefesa que imaginava?

Ele não respondeu... – Você é a donzela que esconde sua fragilidade atrás das suas armas e das suas habilidades... Pensou ele.

- O que houve?... Algo o aborreceu. ? Eu d Disse alguma coisa errada?

- Vi o que é capaz de fazer, mas mesmo assim não me sinto tranquilo com você no meio de uma batalha. Por melhor que o soldado possa ser, ninguém está livre de se ferir ou mesmo morrer e não quero nem pensar que alguma dessas possibilidades possa lhe acontecer.

Legolas, sem pensar, revelou seu mais profundo temor. Kyara se surpreendeu, mas não se irritou. Talvez porque no lugar da típica arrogância dos homens masculina, ela tenha notado somente preocupação e isso a desarmou.

- Eu também não quero vê-lo ferido ou morto, mas não posso pedir que não se envolva em uma batalha. Então, espero que você também não me peça isso, mesmo vendo que apenas se preocupa comigo... Ele se voltou para ela tenso e ela tentou mudar o rumo da conversa... – Nunca conheci um arqueiro como você. Nem os melhores de Tanusia são tão bons. A sua precisão e agilidade são impressionantes até mesmo com as adagas. Todos os elfos lutam tão bem assim?

- Somos bons guerreiros.

Respondeu ele seco. Pensava nas palavras dela e percebeu o quanto sofreria se algo acontecesse com ela. Foi inevitável ele se perguntar como aquela história terminaria.

Kyara logo entendeu que esse confronto com os Orcs chamou a atenção de Legolas para o fato de ela ser uma guerreira também. Enquanto tudo estava na conversa dos dois foi fácil de administrar, mas quando a coisa tornou-se real, ele temeu por ela. Ela, por sua vez, não poderia negar que o cuidado e a preocupação que o elfo demonstrava, num primeiro momento, a deixara feliz, mas depois ficou preocupada com o que poderia acontecer quando chegassem ao castelo de Aragorn.


Notas Finais


E aí? Legolas ficou bolado ao ver a Kyara lutando. Ela por sua vez se preocupou com as atitudes do elfo. Teria sido melhor ele não ter presenciado uma ação dela? Tudo leva a crer que ele ficará ainda mais preocupado com ela. Como serão as coisas a partir de agora?... Muitas perguntas.
Falo com vocês nos comentários. Até! Bj.


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