História A Fresta Na Porta. - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Silent Hill, The Walking Dead
Personagens Daryl Dixon
Tags Fantasma, Feto, Lisa, Morte, Silent Hills
Exibições 13
Palavras 5.783
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Mistério, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Isso é uma fanfic para tentar chamar a atenção de Guillermo Del Toro, para voltar com o jogo Silent Hills ( PT ).

Capítulo 1 - A Fresta Na Porta.


Fanfic / Fanfiction A Fresta Na Porta. - Capítulo 1 - A Fresta Na Porta.

                                       A FRESTA NA PORTA

Cuidado , a fresta na porta...                                                                                                                                                                                             É uma realidade paralela.

O único eu sou eu                                                                                                                                                                                                         Você tem certeza de que o único você é você?

 

 

Sabe aquela sensação, de estar dormindo, mas não sabe onde, pois é, to com essa sensação nesse instante.

Eu abri meus olhos lentamente, tudo que eu vi foi uma sala pequena de concreto escura, a única luz naquele local era a que estava em cima da porta,eu estava dormindo no chão gelado, uma pequena barata passou na minha frente, ela ficou me olhando por um tempo, só parou de me encarar quando eu me levantei do chão, e olhei aquele quarto...........e onde é que eu to? Alias, como eu vim parar aqui? Eu resolvi sair saquela sala, uma coisa que eu não tinha notado, tinha um papel preso na porta, eu me aproximei e comecei a ler:

 

Cuidado , a fresta na porta...                                                                                                                                 

   É uma realidade paralela.

O único eu sou eu                                                                                                                                                    

 Você tem certeza de que o único você é você?

 

Eu não entendi o que aquele papel quis dizer, então apenas abri a porta e sai daquela sala, assim que eu abri a porta, eu vi um corredor um pouco...longo, eu fechei a porta atrás de mim, mas senti uma presença estranha, eu olhei para trás mas não vi nada, eu tentei abrir a porta, mas ela estava trancada, como assim? Eu acabei de sair de lá.

- eu....juro que não tranquei essa porta.

Eu me virei para aquele corredor, do meu lado tinha uma luz, e no fim dele tinha outra, as paredes eram amarelas e brancas, andando um pouco, tinha uma planta no meio do corredor, muitas garrafas vazias, 3 quadros e uma mesinha com um radio despertador, estava marcando 23:59, no fim do corredor, tinha uma estante com varias fotos de um casal nelas, um telefone fora do gancho, muitos remédios espalhados e alguns...doces eu acho, eu que não ia provar aquilo, e um abajur velho com a luz amarelada, 2 coisas me chamaram a atenção,1 delas é que nas fotos, o rosto do homem estava manchado, em todas, e a segunda é que na parede do lado tinha uma janela, mas não tinha nada lá fora, estava muito escuro, eu não conseguia nem ver o chão, uma coisa que eu não tinha reparado, atrás de mim tinha outro corredor com 3 portas, eu tentei abrir a primeira, mas estava trancada, eu fui mais a frente e tentei abrir a segunda porta que, provavelmente, daria acesso a rua, mas Tb estava trancada, na frente dessa porta tinha outra estante, com 1 foto de um casal, mais garrafas de bebidas, um radio e restos de comida estragada, naquela foto, tinha um X azul sobre a mulher, e do lado estava escrito gouge it out, que significa arranca-o, aquilo me deixou um pouco incomodado, eu me afastei daquela foto e fui tentar abrir a ultima porta, mas antes de eu encostar na maçaneta, o radio ligou sozinho, eu tentei correr ate o radio, mas eu só consegui andar, por que eu não consigo correr? Ignorei isso e me aproximei do radio:

Radio - No dia do crime, o pai foi ate o porta malas do carro, pegou a espingarda e atirou em sua esposa enquanto ela limpava a cozinha após o jantar. Quando o filho de 10 anos veio ver o que havia acontecido, o pai atirou nele também...

-....meu deus....

Radio – a filha de 6 anos correu para dentro do banheiro, mas relatos sugerem que ele a atraiu para fora, dizendo que era apenas um jogo, a menina foi encontrada com um tiro a queima-roupa no peito, o menino com um tiro na testa, a mãe, baleada na barriga, estava grávida.

-.........

Radio – a policia que chegou a cena do crime após os vizinhos terem chamado a emergência, encontrou o pai em seu carro ouvindo o radio, alguns dias antes do assassinato, os vizinhos dizem ter ouvido o pai repetindo uma sequencia de números em voz alta, eles disseram que o homem parecia estar entoando algum tipo de feitiço estranho.

-.......que estranho...

Radio - ...Outra família foi chacinada no mesmo estado no mês passado, e em dezembro do ano passado, um homem com um fuzil e um cutelo matou sua família inteira, em todos os casos, os criminosos eram pais, a policia estadual afirma que esses homicídios domésticos não parecem estar relacionados, embora pudessem ser parte de uma tendência mais ampla, como problemas de emprego, assistência à criança e outras mazelas sociais que famílias normais enfrentam.

O radio desligou sozinho, eu fui em direção a ultima porta para abri-la, para minha surpresa, ela estava praticamente escancarada, eu juro que não a abri, naquela porta tinha alguns degraus de madeira que levavam a outra porta, eu desci e olhei para trás antes de abrir a outra porta, só certificando se não tinha ninguém atrás de mim, depois de checar eu entrei na outra porta, eu não sei onde foi que eu bati a cabeça, mas naquela porta tinha um corredor, EXATAMENTE igual ao que eu acabei de andar, eu olhei para trás novamente e aporta estava trancada.

-.....eu to num lapso infinito por acaso?

Eu refiz o mesmo caminho, mas parei do lado do relógio, ainda marcava 23:59, isso tava muito bizarro, eu virei no mesmo corredor, tentei abrir todas as portas, todas trancadas, a única coisa de diferente nesse corredor é que a porta pela qual eu tinha saído no outro corredor estava trancada, eu me virei de costas e pensei em voltar para o outro corredor, eu voltei tudo, mas não tinha como sair, então eu voltei para aquele segundo corredor para pensar melhor, lá estava mais claro, eu fiquei um pouco assustado, quando eu vi que aquela porta que eu tentei abrir estava aberta, eu fui ate ela e tinha os mesmos degraus da outra, eu abri a ultima porta e novamente estava naquele corredor, aquilo já estava me dando nos nervos, mas refiz o mesmo caminho, a porta estava aberta, eu tentei abrir as outras duas, trancadas, então eu só poderia ir pra frente, assim que eu cheguei perto da ultima porta, ela se fechou bem devagar.

-.................tá.....tá não, o que foi isso? Eu me virei de costas novamente para voltar aquele corredor, mas assim que eu cheguei perto da primeira porta que tinha nesse corredor, eu ouvi, exatamente, 7 batidas nela, eu fui me afastando devagar quando uma fresta se abriu nela, a única coisa que saiu de lá foram varias baratas, eu não entendi nada, eu me aproximei das baratas, e TODAS ELAS ficaram me encarando, ate mesmo as que estavam na parede, eu ignorei isso e tentei abrir aquela porta, mas não consegui, parecia emperrada, eu olhei pela fresta da porta e não vi absolutamente nada, estava muito escuro.

-....da pra entrar aqui?.......não, dá pra abrir a outra porta?

Tentei abrir.

- também não, dá pra eu correr?....também não dá.......dá pra eu me fuder? Esse dá, já já.

Eu já tava quase desistindo de entrar naquela porta, mas assim que pensei nisso:

????- buaaaaa...aaahaaa...buaaaa....

-....t...tem um bebe aqui?

Eu tentei varias vezes abrir aquela merda, mas ela era dura como rocha, eu olhei novamente dentro daquela sala, e eu quase morri assim que um...um...Fantasma apareceu bem rápido lá dentro e trancou a porta.

- AAAAAAHHH, CARAI, CARAI, CARAI, TEM A MÃE DELE ALI TAMBÉM....ai meu coração.

Aquela coisa era branca e tinha os dentes meio amarelados, eu só vi metade de seu rosto, e nessa metade não tinha um dos olhos, e usava uma roupa branca toda suja de pó e sangue, tinha cabelos negros presos em um coque, e sua boca estava completamente suja, com uma coisa preta e vomito verde escorrendo nas laterais, quando a porta se fechou, a porta 3 se abriu, já que eu não conseguia correr, fui andando mesmo, eu que não fico aqui mas nem 1 minuto, e falando em minuto, assim que eu atravessei a porta, ( com o corredor idêntico.) eu olhei para o relógio.

- 23:59......a hora não passa.....ou o relógio ta quebrad....

????- buááá...aha...ahaaaaa...

-......agora não é mais um bebe.....tem alguém chorando......um...adulto...

Eu fui para o 2 corredor bem devagar, e:

- AI, CARALHO.

Aquela mesma mulher estava parada de baixo da luz, com a cabeça virada para cima, chorando sem parar.

Eu tentei me aproximar dela, bem devagar, mas assim que dei o primeiro passo, a luz em cima dela se apagou, ela parecia ter sumido, mas o choro continuava, eu fui andando ate aquela parte escura do corredor, ( eu sou otário, cara ) quando cheguei onde aquela mulher estava, a luz acendeu sozinha, eu respirei aliviado, apesar de ainda ouvir o choro dela, eu olhei para cima e vi que tinha um andar de cima, mas eu não conseguia chegar lá, e lá era muito mais escuro, então eu apenas atravessei a porta das escadas e fui para outro, na verdade, o mesmo corredor.

-....ah.....ah......acho que agora eu to bem...

Assim que terminei essa frase, eu ouvi uma porta abrindo, eu fui calmamente ate o 2 corredor, só que dessa vez, as luzes dele estavam apagadas, e a primeira porta dele estava aberta, eu respirei bem fundo e fiquei na frente dele, estava muito escuro, eu não conseguia ver nada, ate eu perceber que uma pequena luz branca piscava no chão, eu entrei lá dentro e a peguei, era uma lanterna um pouco velha, eu dei 3 tapas nela e a luz ficou normal, eu olhei aquele lugar um pouco, era um banheiro pequeno, tinha uma pia suja, um espelho mais sujo ainda, uma privada entupida com uma gosma que eu não quero saber o que é e uma banheira com uma água meio verde, eu olhei para as paredes, bem sujas, eu me senti repulso por ficar naquele banheiro, assim que me virei para sair, a porta se fechou bem rápido.

- ......ah......olá?

Eu achei que tinha sido alguém que a fechou, mas não, se fechou sozinha, eu olhei para o espelho, não conseguia ver eu rosto, estava sujo com alguma coisa preta, e eu é que não ia botar a mão ali, eu olhei dentro da pia, e senti um embrulho no estomago ao ver um....sei lá o que era aquilo, parecia um...feto, cheio de sangue.

- ....Arghn....urgh.....

Eu ouvi um som meio, cortado, junto com passos bem lentos, eu me assustei ao voltar a olhar para aquele bebe e vê-lo, respirando e chorando.

Feto- buááá....buááá.

Aqueles passos que eu ouvia pararam bem em frente a porta que eu estava, eu apontei a lanterna para a maçaneta e a vi girando bem devagar, as minhas pernas ficaram tremulas, e eu não conseguia deixar de olhar para a porta, depois de alguns giros, a pessoa que tentou abrir a porta desistiu, eu to trancado aqui? O som dos passos foram em direção a outra porta, junto com aquele som macabro, e assim que os passos cessaram, o bebe parou de chorar, eu me aproximei dele e antes de tocar nele, a porta do meu lado se abriu, eu fechei os olhos e rezei um minuto, depois eu abri a porta e olhei em todas as direções possíveis, mas não vi nada, eu fui ate a porta das escadas e a abri, eu entrei no outro ( o mesmo ) corredor, mas deixei a porta aberta, eu percebi que no primeiro corredor, apenas a luz do meu lado estava acesa, antes de começar a andar...

-....meu deus, o beb...

Eu me virei para voltar no ultimo corredor, mas a porta se fechou.

- ....por que eu ainda me surpreendo?

Eu olhei o corredor em que estava, eu não tava em um pouco afim de ir naquela direção.

-....pelo menos eu ainda tenho a lanter...só porque eu falei que tava claro, apagou a luz?

Eu andei pelo corredor com a minha lanterna, quando cheguei do lado do relógio, eu ouvi um gemido de choro no meu ouvido, eu me virei bem rápido para trás, mas não vi nada, eu voltei a andar e o mesmo som veio quando eu cheguei do lado do banheiro.

-......

O radio estava ligado, mas ele dizia frases como:

Radio- Ouçam bem, estamos apenas começando...........................Água de torneira pode ser perigosa...............

Depois disso ele ficou repetindo aquela mesma noticia de antes, eu sai daquele corredor porque já estava ficando assustado, depois que entrei no corredor cento e vinte sei lá o que, eu andava, mas eu ouvia 2 passos, o meu, e de alguém atrás de mim, mas sempre que eu olhava, não tinha nada, quando eu cheguei no meio do 2 corredor, alem do 2 passo atrás de mim, eu ouvi aquele mesmo som de gemido de choro atrás de mim, mas dessa vez quando eu olhei para trás, aquela mulher estava bem perto do meu rosto, com um sorriso assustador, eu nem consegui gritar devido ao choque, aquela mulher me segurou pelo pescoço bem forte, e ficou apertando cada vez mais e mais, a dor era insuportável, e aquela mulher ainda ficou girando a cabeça em sei lá quantas direções, depois de 1 minuto me estrangulando, um som alto de osso quebrando podia ser ouvido do outro lado da casa, ela me soltou no chão, e eu fiquei deitado naquele piso de madeira, com o pescoço quebrado, ate que minha visão foi escurecendo cada vez mais, ate eu não poder ver mais nada.

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Eu abri os meus olhos bem rápido, seguido de um grito, olhei em volta, estava naquele mesmo quarto de concreto, eu toquei em meu pescoço, ele não estava quebrado, nem doendo.

- eu....tava dormindo?

Eu me levantei do chão e senti algo nos bolsos da minha jaqueta, eu coloquei a mão dentro do bolso e tirei o que quer que fosse que estava lá, me assustei um pouco a ver aquela lanterna de antes.

-........eu definitivamente não tava dormindo.

Eu fui ate a porta e o mesmo bilhete estava lá, só que dessa vez estava um pouco mais empoeirado.

Eu abri a porta e entrei no mesmo corredor, e estava escuro Também, eu fui ate o fim dele com a intenção de sair, mas a porta estava fechada.

-...ué, e agora?

Eu sei lá por quanto tempo eu fiquei andando naquele mesmo corredor,( claro, o relógio ta quebrado ) procurando uma chave, um pé de cabra, qualquer coisa, eu estava com medo, eu fui de estante em estante procurando qualquer coisa, eu olhei aquele mesmo retrato de antes, e uma coisa que eu não tinha percebido, a mulher da foto, era aquela fantasma que tentou me matar...mas...ela estava mais...viva, bonita, e o homem na foto, não sei quem é, mas sinto que já o vi antes, foi só nessa hora que eu percebi que essa mulher estava em todos os retratos, e os homens com o rosto manchado devia ser esse, eu vi a mensagem, arranca-o, no quadro e um X azul no olho daquela mulher, não sei por que caralhos eu fiz isso, mas peguei o quadro, coloquei o meu polegar sobre o X, e o pressionei, o quadro se rasgou bem no olho da mulher, eu ouvi o som da porta das escadas se destrancando e se abrindo, eu coloquei o quadro de volta no lugar e fui ate a porta, mas algo me chamou a atenção, em cima da porta, tinha uma coisa que não tinha antes, estava escrito ( Me perdoe lisa, tem um monstro dentro de mim. ) em sangue, eu abri a porta e fui seguindo o mesmo caminho, ouvi o bebe chorando de novo, mas a porta não abria, o som do choro foi se afastando de mim, e eu fui seguindo-o.

- mano, o choro ta vindo do radio?...

CRACK.

Nem sei ao certo o que aconteceu, só um pedaço de madeira que caiu do teto junto com pedaços de vidro quebrado, eu tomei um susto tão grande que fiquei com os olhos fechados por uns 3 minutos, ate ouvir o choro de uma mulher, de novo, eu olhei para cima, e quase desmaiei ao ver aquela...fantasma nas escadas me olhando, mesmo chorando, ela tinha um sorriso macabro no rosto, ela deu meia volta e sumiu da minha vista, eu respirei devagar para me acalmar, quando abri os olhos, tinha algo escrito na parede perto dos casacos, ( posso ouvi-los me chamando de algum lugar...)

-...tá...eu que não fico aqui mais nenhum minuto.

Atravessei mais uma vez a porta, e estava igual ao ultimo, porem dessa vez, eu ouvi um som estranho, como se um liquido caísse no chão, eu acho, fui seguindo o som, e quando eu virei o corredor, a luz do abajur estava vermelha, e eu vi sangue caindo do teto.

-.......

Fui andando bem devagar, já preparado para tomar um susto, esperando ver algum corpo no teto, mas ao invés disso, tinha uma...geladeira, eu acho, pendurada por correntes, e o sangue caia dela, e o que mais me assustou, foi um choro de criança vindo de dentro dela, parei bem embaixo dela e o radio ligou sozinho...de novo.

Radio- Depois de matar sua família, o pai se enforcou com uma mangueira de jardim que eles guardavam na garagem.

Eu senti uma coisa estranha em meu ombro, o sangue caia bem em cima dele, e eu nem tinha percebido, balancei a cabeça para colocar as idéias no lugar e sai daquele corredor, quando passei pela porta, me deu ate vontade de voltar para trás, todas as luzes estavam vermelhas, e no segundo corredor, estava a mesma geladeira, com uma criança chorando dentro dela.

-....o...olá?

Criança- buaaaaaaa....buaaa..ahhhhh...

Eu ouvi o choro da fantasma atrás de mim,olhei bem devagar, mas não a vi, mas o som continuava, eu só queria sair correndo daquele corredor, mas nunca que eu iria sair e deixar uma criança lá para morrer, comecei a puxar as correntes da frente, assim que puxei a ultima, uma menininha caiu de lá, mas a segurei antes dela cair no chão, peguei-a em meus braços e corri daquele corredor, rezando para o próximo não ser igual a esse, abri a porta e depois a fechei bem rápido, respirei aliviado, mesmo as luzes ainda estando vermelhas, me senti mais calmo, e só então lembrei da menina.

-...oi...você está...?

Olhei para aquela menina que ainda soluçava um pouco, ela parecia ter uns 5 ou 6 anos, tinha cabelos curtos e negros, e uma coisa me assustou, a menina não tinha uma das perninhas, que era provavelmente de onde aquele sangue caia, tinha uma ferida no peito, e...um de seus  olhos...estava costurado.

-....q...quem fez isso em você?

-.......p...papa...

Foi aí que me lembrei da primeira noticia de radio que ouvi nessa casa, o que o homem tinha feito com a filha de 6 anos, mas não ouvi a parte de que o pai fez isso, será que.....essa é a menina que...não, não, impossível, o radio disse que a menina morreu, parei de me fazer perguntas quando vi a menina se encolhendo em meus braços.

-tá tudo bem.....você vai ficar bem...q...qual é o seu nome?

-....S...Sarah...

Abracei a Sarah e andei um pouco, e uma coisa me chamou a atenção, no relógio, estava marcando meia noite, e tinha uma musica bizarra tocando no radio, percebi que Sarah se encolheu ainda mais, então cobri os ouvidos dela, para impedi-la de ouvir aquela musica, quando virei o corredor, a geladeira não estava mais lá, só uma lâmpada vermelha balançando no teto, e não tinha mais sangue no chão, passei pela porta, e...o corredor era diferente, ainda era vermelho, porem era mais comprido a cada curva, e a cada curva que eu virava, o corredor era igual, nem sei quanto tempo fiquei andando naquilo, e nunca achava a porta, resolvi parar um pouco para descansar, assim que parei, percebi que um dos quadros da parede estava caído no chão, e tinha um pequeno buraco onde ele deveria ficar, por instinto, olhei dentro dele, vi o mesmo banheiro de antes, mas levei um susto ao ouvir uma mulher lá, eu não via ninguém, apenas ouvia, o som foi assim, uma mulher parecendo sair da banheira tossindo, como se estivesse se afogando, depois ou ela cair no chão e começar a se arrastar para trás, e um som alto de alguma ferramenta pesada bater nela, depois ouvi um som de uma faca sendo retirada de um bolso, depois de 3 segundos em que a mulher gritava, ouvi a faca cortando-a, depois ela parecia tossir sangue, e cair morta no chão.                                                         Me afastei do buraco, e aparentemente, Sarah não ouviu nada, quando olhei de volta para o buraco, tinha algo escrito em cima dele, ( não há mais volta. )

-....

Eu andei bem devagar para o outro corredor, a porta do banheiro estava aberta, esperei encontrar um corpo de uma mulher lá, mas não tinha nada, eu ia sair de lá, ate ouvir uma voz:

-você foi demitido, então afogou as magoas na bebida, ela teve que arranjar um bico, como caixa de supermercado, ela só conseguia receber seu salário porque o gerente gostava quando ela ia trabalhar de saia, você lembra, não é?...

Eu me virei para a pia, e vi um menino sentado embaixo dela.

-...exatamente 10 meses, atrás.

Percebi que aquele feto não estava mais em cima da pia, ele desapareceu, só estava aquele garoto embaixo dela, coberto de sangue e também.....espera....é ele?

-....q...quem é você?

-...vc me viu tantas vezes nesse banheiro, e não sabe que sou eu?

-.....vc...é aquele feto?

-.....

- mas como?...como foi que voce....sobreviveu?

- cuidado, a fresta na porta, é uma realidade paralela...

-....

-o único eu sou eu, você tem certeza que o único você é você?

-.....entendi........fui eu quem fez isso com vocês....não foi?

-.....sim.....papai.

Senti uma dor tão forte em meu peito, eu não conseguia acreditar, eu NÃO queria acreditar, todas as noticias do radio, todas aquelas mensagens nas paredes....estavam falando de mim...então...lisa...era minha esposa....e....esses 2....são meus filhos....mas....mas como? Eu não me lembro de nada.

-uma realidade paralela, papai....por isso você não se lembra.

-.....me perdoem....por favor....me perdoem, eu não...eu não queria que isso...não era pra ser desse jeito.

Sarah-....papa.

- nos te perdoamos pai...mas...

- o que?

-a mamãe....com certeza...não vai.

-lisa....aquele fantasma é a Lisa?

Ele afirmou bem devagar com a cabeça.

-...não a culpo....a culpa é minha...eu fiz aquilo com ela...

-...

-não...não vou deixar ela fazer mal a vocês, vcs 2 estão vivos....ela não está...não mais....nos vamos sair dessa casa...juntos.

Sarah deu um sorrisinho para mim, o garoto fez o mesmo, eu estiquei uma de minhas mãos para ele e o ajudei a sair de baixo da pia.

-você...consegue andar?

-não.....nunca prendi.

-você....tem nome?

-não...em todas as realidades paralelas, eu era um feto...em outras, você não estava aqui para me dar nomes.

-quantos anos você tem agora?

- 7.

-entendo....você....quer um nome?

- sim.

-...ok, então...que tal Brahms?

Brahms- kk....tá.

Eu coloquei Sarah no chão por um minuto e peguei Brahms, o coloquei em minhas costas e depois a peguei de novo nos braços e sai do banheiro, percebi que Brahms estava assustado.

- o que foi, Brahms?

Brahms- ...eu...nunca sai...daquele banheiro.

-....nunca?

Brahms-...não.

-....n...não tenha medo, eu estou aqui, vcs vão ficar bem, eu prometo.

Brahms-...t...tá bem.

Brahms me apertou um pouco mais forte e depois eu continuei andando, vai ser difícil sair daqui com 1 criança em meus braços e outra em minhas costas, quando virei o segundo corredor, ele não estava mais vermelho, estava exatamente como antes, nunca pensei que eu fosse ficar tão feliz de ver esse mesmo lugar da casa, atravessei a porta, e estava tudo como antes, fiquei tão aliviado, fui andando ate o banheiro, estava muito escuro, eu tentei pegar minha lanterna, mas ela havia sumido. Eu me virei para sair, mas minha visão ficou estranha por 3 segundos, foi como se uma TV saísse do ar por pouco tempo.

-....Que que foi isso?

Brahms- isso o que, pai?

-esse...nada...nada, deixa pra lá.eu sai do banheiro e tentei andar, mas aconteceu a mesma coisa.

- ....

Brahms- pai? O senhor está bem?

-s...sim Brahms...estou be...

Nem consegui terminar de falar, eu ouvi uma voz muito estranha dizer:

-204863....204863........204863....

Essa voz demoníaca ficou repetindo isso muitas vezes, e reparei que, onde antes estava escrito ( posso ouvi-los me chamando de algum lugar. ) agora estava escrito ( posso ouvi-los me chamando do inferno. ), depois eu comecei a ouvir uma musica bizarra na minha cabeça, junto com um choro de bebe, minha cabeça girava, e eu não sabia o que estava fazendo.

https://www.youtube.com/watch?v=jvxqPJtil64

 

Brahms- pai? PAPAI? O QUE FOI? PAI.

Sarah- PAPAI? O QUE ACONTECEU?

Eu ouvia os 2 gritarem, mas não conseguia responder, continuei ouvindo aquela coisa, ate que comecei a ouvir um som, parecendo o de quando vc esta ouvindo alguma musica, e ela trava de repente....depois disso...eu desmaiei.

.

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.

.

.

.

.

.

Eu acordei, naquele mesmo quarto de concreto, me levantei bem devagar, então me desesperei.

-SARAH? BRAHMS? ONDE VOCES ESTÃO.

Brahms- pai?

Eu olhei para trás, e vi Brahms sentado no chão, com a Sarah deitada em suas pernas.

-vocês estão bem?

Brahms- nos? VOCÊ está bem?

- sim...o...o que aconteceu?

Brahms- vc desmaiou, aí nos viemos parar aqui, não sei como.

- a quanto tempo estamos aqui?

Brahms- pai, eu não sei ver a hora, mas já faz um tempinho,  Sarah ate dormiu.

-desculpe, não sei o que aconteceu...eu só ouvi um...

Brahms- ...uma voz demoníaca dizendo 204863?

-...você ouviu?

Brahms- dessa vez não, mas quase sempre eu ouvia quando estava no banheiro.

- a Sarah Tb ouviu?

Brahms- parece que não.

Brahms se levantou bem devagar.

- você consegue andar?

Brahms- parece que nessa realidade eu consigo.

-isso é ótimo, Brahms.

Eu me aproximei de Sarah e a acordei bem devagar, peguei ela e a coloquei sentada em meu braço direito, e Brahms no esquerdo, depois disso que eu passei, não vou mais colocar nenhum deles atrás de mim, quero ficar de olho neles o tempo inteiro, mesmo agora Brahms conseguindo andar, não quis correr riscos, ele VAI ficar comigo. Ate agora, ainda não sei como eu pude fazer isso com eles, cegado um dos olhos da Sarah, tentado matar o Brahms quando ainda era um feto...e o meu outro filho Brahms...que eu não me lembro...eu o matei...igual a minha esposa....é verdade....tem um monstro dentro de mim, eu abri a porta estava mais escuro que o normal, eu não conseguia ver nada, senti algo em meu bolso, pedi para Brahms pegar, e era a lanterna, mas quando Brahms a ligou, a luz era vermelha, o relógio voltou a marcar 23:59.

Brahms- pai...olhe.

Olhei para onde Brahms apontava, era uma foto pequena na parede, estava apenas a parte de baixo, o resto parecia que havia sido recortado, tinha algo escrito na foto.

( Minha voz, consegue ouvi-la?                                                                                                                       

     Esta mensagem, consegue Lê-la?                                                                                                                     

           Esperarei para sempre, se você vier ate mim. )

-...o que é isso?

Eu continuei andando, quando passei ao lado do radio, um som alto de um sino começou a tocar, levei um susto enorme com aquilo, meus filhos também, Sarah abraçou o meu pescoço e Brahms se encolheu em meu braço.

- vamos sair daqui.

Eu atravessei a porta, e do nada, a luz da lanterna voltou a ser branca.

- como você fez isso?

Brahms- eu não fiz nada, papai.

Eu continuei andando com eles, e comecei a ouvir uma musica estranha, como aquelas em filmes de terror.

-fiquem aqui.

Coloquei Brahms no chão e entreguei Sarah a ele, eu tentei andar para frente, mas os 2 vieram ate mim.

Brahms- não papai, não deixe a gente aqui.

Sarah- por favor, papai, não quero ficar aqui.

-...tudo bem, fiquem atrás de mim.

Fui andando lentamente pelo corredor, e comecei a ouvir um choro, o choro de lisa.

Brahms-....mamãe.

Eu olhei para Brahms, e ele tinha expressões de pânico nos olhos, e Sarah estava paralisada, os 2 estavam olhando para a porta, eu segui a direção de seus olhos, e vi lisa lá, parada na porta, chorando, mas com o sorriso no rosto, ela começou a caminhar bem devagar na minha direção, com a cabeça girando em todas as direções existentes. Eu comecei a recuar para trás, meus filhos fizeram o mesmo, bem devagar, coloquei minhas mãos na frente deles, para lisa não se aproximar.

Lisa-....

- Fique longe deles.

O som do sino foi parando, e lisa começou a desaparecer.

-...? venham aqui.

Os 2 correram na minha direção, Sarah apertou a minha perna, e Brahms meu braço, fui caminhando com os 2 ate a porta, abri e depois a fechei, e o corredor estava escuro de novo, só tinha a luz da lanterna.

-vamos...

Eu e Sarah começamos a andar, mas de repente escuto um som atrás de mim, olhei para trás, e vi Brahms caído no chão.

- BRAHMS.

Corri ate ele, e Sarah veio atrás.

- Brahms, o que aconteceu? Você está bem?

Brahms-....eu....não consigo andar...

-....Brahms...venha, eu carrego você.

Brahms- ...? espere.

- o que foi?

Brahms olhou para o vaso de planta ao seu lado, ele começou a mexer nele, e tirou algo de trás.

Brahms- olhe.

Eu peguei aquilo e olhei bem, parecia ser um pedaço de uma foto cortad...espera...foto?

Eu peguei Brahms e coloquei-o em meu braço esquerdo, Sarah no direito e depois andei mais um pouco, parei em frente aquela foto rasgada de antes, Brahms pegou o pedaço e colocou lá, encaixou perfeitamente, porem ainda tinha partes rasgadas.

Brahms- temos que achar as outras partes.

- tem razão, sinto que algo vai acontecer se encontrarmos.

Nos literalmente passamos uma 5 horas procurando pedaços de foto pela casa, lisa apareceu mais de 8 vezes, sempre que o sino batia, depois ela sumia de novo, nos achamos alguns pedaços de foto, na escada, na estante do radio, perto das garrafas, ate no teto nos achamos, estava faltando um pedaço da foto, só um, mas nos não encontramos.

Sarah- e agora papai?

- eu não sei, Sarah, já olhamos em todos os lugares, mas não tem mais fotos, não sei o que fazer...

Brahms- pai?

- sim?

Brahms- o que é isso na sua blusa?

Eu olhei para meu ombro que estava cheio de sangue, tinha algo preso nele, Brahms retirou de lá.

Brahms-...é uma parte da foto.

Eu juro que se não tivesse crianças comigo ali agora, eu sairia gritando e quebrando tudo que tivesse direito, a porcaria tava em mim o tempo inteiro, e eu andando feito uma mula a toa aqui, mas tudo bem, nos fomos ate o quadro, e colocamos a parte da foto ensangüentada, só então percebi, a foto era uma mulher, muito bonita, e a parte da foto com sangue, era o olho esquerdo dela.

-....lisa...

Brahms-...é...é ela sim.

O sino bateu novamente, mas lisa não apareceu dessa vez, não sei por que, eu comecei a andar, eu dei EXATAMENTE 10 passos, e eu ouvi um bebe rindo.

-...Brahms?

Brahms- não fui eu.

Sarah- eu também não.

Eu sei lá de onde veio essa risada, não tinha bebe nessa realidade paralela, Brahms é uma criança, eu não entendi nada, só que, a musica bizarra de antes começou a tocar novamente, e eu ouvi a lisa chorando de novo.

-...rápido, entrem aqui.

Entrei com eles dentro do banheiro, fechei a porta, e esperei o som passar, mas o som só ficou mais alto, eu olhei para o espelho, e vi a lisa atrás de mim, se debatendo em todas as direções, eu fiquei muito assustado, mas precisava manter a calma, pelos meus filhos.

- fechem seus olhos.

Brahms e Sarah fizeram o que eu pedi, Sarah fechou os olhinhos e escondeu o rosto nas mãozinhas, Brahms fechou os olhos e se aninhou em mim, e eu fiquei de frente para o espelho, olhando para lisa, em um dado momento, ela desapareceu.

-...pronto...podem abrir.

Eu sai do banheiro e, assim que passei na frente do relógio, ouvi aquela risadinha de novo.

-....o que é isso?

Eu sai daquele corredor, e dessa vez, quando cheguei perto do telefone, ouvi a lisa de novo, e a vi parada no corredor, eu me virei de costas e fiquei de frente para a estante do telefone, Sarah fechou os olhos.

Brahms- pai, não se mexa.

- o que?

Brahms- não...mova...um...músculo.

Fiquei parado, mal ousando respirar, ouvindo a lisa atrás de mim, bem pertinho, ate que de repente, aquela risada veio de novo, pela terceira vez. O som de lisa parou, e ela sumiu, e o telefone tocou.

-....é serio que esse telefone funcionava?...( EU PODERIA TER LIGADO PRA ALGUEM. )

Eu olhei para Brahms, ele entendeu a mensagem, ele pegou o telefone, e o colocou em meu ouvido.

Telefone: Você foi escolhido.....tum....tum...tum...

Brahms retirou o telefone e o colocou de volta no lugar.

-....eu....fui o que?...

Trak.

Ouvi o som de uma porta destrancando, eu andei pelo corredor, e vi, aquela porta ao lado dos casacos, aberta, estava tudo escuro, eu respirei, e andei ate lá......não conseguia ver nada, e de repente, eu ouvi um som, parecendo de um radio, e uma voz estranha saiu dela, e disse:

Radio-.....Meu pai era um saco...todos os dias comia a mesma comida, vestia as mesmas roupas, via os mesmos jogos...é, ele era bem esse tipinho de cara....mas , em um belo dia, ele vem, e mata todos nos....nem nessa hora ele foi original...

Brahms-.........pai.....é o Brahms ... o primeiro.

- ....

Radio- ... e nem nessa hora ele foi original....não estou reclamando....eu estava morrendo de tédio mesmo...

Eu ainda estava andando, ouvindo aquela conversa que me deixou arrasado, andei tando, que nem eu, nem meus filhos, percebemos que estávamos no meio de uma cidade, a noite e vazia.

Radio- mas...adivinhem só....eu vou voltar....e trarei meus novos brinquedinhos comigo.

O radio parou, e eu comecei a olhar a cidade deserta, alguns pingos de chuva caiam sobre nos.          

Pedi para Brahms retirar o meu casaco, ele o fez e depois o colocou por cima de nos 3, cobrindo da chuva, andei por mais alguns segundos, e ouvi algo atrás de mim, olhei de volta para aquela casa, e vi a lisa parada lá, junto a um garoto que parecia ter 10 anos, os 2 me olhavam com ódio.

Lisa-...você vai voltar, Daryl...você sempre volta...

Brahms- tenha uma ótima noite...Pai...

 olhei-os por 5 segundos, antes deles desaparecerem.

Daryl-...(..lisa....Brahms....me desculpem. ).

Olhei para meus filhos, Brahms 2 e Sarah, sorri para eles, e eles fizeram o mesmo, me virei para frente de novo, e fui caminhando, para longe daquela casa, longe daquela cidade que eu, com certeza, não quero voltar....nunca mais.

 

 

 

 

                                                                              FIM


Notas Finais


Eu espero sinceramente que tenham gostado, porque foi trabalhoso pensar em como escrever, juntando teorias, mas ( para mim. ) valeu a pena, obrigado por ler. S2


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