História A Fronteira da Alvorada - Capítulo 45


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Tags Família, Naruto, Novela, Relacionamento, Romance, Sasusaku
Visualizações 623
Palavras 1.614
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa noite.
Aqui estou eu novamente e espero ter atendido a sugestões de todos vocês. Eu agradeço pela força.
Aisuru – amor, querido, coração (nesse sentido).
Eu não entendo nada de japonês, fica difícil saber como os casais se tratam la, por isso usei aisuru, a gente finge que está certo.
Boa leitura.

(Desculpa qualquer erro)

Capítulo 45 - O estranho que nós conhecemos


Fanfic / Fanfiction A Fronteira da Alvorada - Capítulo 45 - O estranho que nós conhecemos

Anteriormente:

O Uchiha tomou o rapaz das mãos de Sakura que sorria orgulhosa e satisfeita consigo mesma, o ladrão levantou constrangido e teve que lidar com os companheiros que lhe zuavam pela calça molhada, Sasuke teve que virar o rosto para esconder o sorriso que exibia. 

Agora

Eles haviam partido da Formiga, o lugar em si era agradável entretanto Sasuke desejava partir, não havia um destino exato e para Sakura isso só tornava a viagem mais interessante. Eles dormiam em qualquer lugar que parecesse seguro, às vezes sob o céu estrelado.

Tudo andava agradavelmente, exceto uma única coisa que era capaz de mudar o dia do casal. Era simples, Sakura está de TPM. Ela acordou diferente de todos os dias, não deu o seu famoso “Bom dia”, exibiu uma cara amuada durante toda a manhã e não soltava nada além de resmungos. Sasuke não fazia a mínima ideia do que estava acontecendo, e quando a questionou sobre isso, Sakura tornou-se ainda mais irritadiça. Ele evitou falar qualquer coisa.

Ela não sabia onde exatamente eles estavam, mas quando um viajante cruzou com o casal, ela descobriu estar em algum lugar do perto do País do Chá. Sakura queria pedir ao esposo que parasse para ela descansar pois estava exausta, mas estava irritada por ele não ter percebido isso sozinho, por isso ficou em silêncio. Mulheres são complexas. 

- Vamos cruzar a fronteira? – Sasuke questionou sem olha-la. 

Ela não respondeu.

- É sério, o que você tem? 

Sakura o fuzilou com os olhos mortíferos.

- Eu não tenho nada! 

O Uchiha estralou a língua e resolveu deixá-la para lá novamente.

A caminhada era tranquila, o sol estava morno e agradável, vez ou outra eles eram agraciados pelo sopro suave do vendo e o doce som do farfalhar das folhas das árvores, com os ouvidos aguçados podiam ouvir o canto dos pássaros ao longe, e também passos apressados rodeando o casal. Espera aí! Passos?

Sasuke parou atento a qualquer movimento que não fosse proveniente de Sakura.

- Mas o quê...

- Shhhh

Sakura olhou ao redor, ela também sentiu e automaticamente se colocou na posição de defesa.

- Tem alguém nos seguindo.

O vulto quase imperceptível passou mais uma vez em torno deles, Sasuke tornou-se arrisco.

- Ele é rápido. – Sakura advertiu.

Sasuke puxou a katana e ativou o sharingan, o olho brilhou em vermelho.

- Mas eu sou mais. 

Em segundos Sasuke desapareceu da visão da moça e surgiu encurralando um homem em uma árvore.  O braço do Uchiha pressionava a garganta do outro, enquanto este tentava fugir.

- Por que estava nos seguindo? – Sasuke questionou com interesse.

O homem em questão, vermelho pela falta de ar, bateu no braço de Sasuke inutilmente e tentou dizer algo. Sakura se aproximou com curiosidade e observando a face do homem sentiu-se recordar de algo. A face parecia conhecida, desde os olhos escuros e expressivos, até a estrutura do rosto, o cabelo longo passava dos ombros e estava preso, a franja caída sobre o rosto, a expressão determinada... A moça estreitou os olhos e forçou a mente trazer a lembrança esquecida.

- Eu conheço você.. – Ela sussurrou para si mesma.

Os olhos do homem fitaram seu rosto, Sakura arregalou os olhos e gritou para Sasuke:

- É o Idate! Anata, o Idate!

Sasuke olhou para ela confuso e depois para o homem, afrouxou o aperto mais não o largou.

- Quê?

Sakura tocou-lhe o braço para que ele o largasse por completo, Sasuke obedeceu. Idate escorregou da árvore e caiu sentado no chão massageando a garganta e procurando pelo tão amado ar.

- Lembra quando fomos ajudar um corredor no País do Chá? Anata! Nós fizemos, lembra? Irmão do Ibiki...

Sasuke desfez o cenho franzido e fitou o homem sentado.

- Idate Morino?

Os olhos castanhos escuros ergueram-se indignados em direção a Sasuke.

- Você ia me matar? Que espécie de pessoas vocês se tornaram? 

Sasuke rolou os olhos e deu passos para trás. Sakura se inclinou e o ajudou a levantar-se.   

- Se não fosse você gatinha, ele teria quebrado meu pescoço.

Sakura corou e sorriu tímida.

- Não foi nada...

Sasuke virou para ela incrédulo e ergueu uma sobrancelha em questionamento. Mas ela virou o rosto.

- Por que estava nos seguindo Idate?

- Eu estava por aí quando os encontrei pelo caminho, mas não sabia ao certo se eram vocês de fato... Só quis ter certeza antes de me aproximar. Mas UM certo alguém parece não ter mudado nada. – ele fuzilou Sasuke com os olhos- Mas você ficou ainda mais linda, gatinha.

Sasuke rolou os olhos novamente.

- O nome dela é Sakura.

Idate sorriu de canto.

- Eu prefiro gatinha.

Antes de Sasuke voltasse a encurralar Idate em outra árvore e talvez, esmagar seu pescoço de uma vez, Sakura meteu-se no meio dos dois e sorriu convencida.

- Idate só está sendo gentil, Anata.

Idate pareceu se dar conta pela primeira vez do uso do “anata” de Sakura para se referir a Sasuke, seus olhos quase pularam para fora do rosto e ele questionou descrente:

- Anata? Vocês são.. casados?

Atrás de Sakura, Sasuke exibiu o mais convencido sorriso que Idate testemunhou, o Uchiha continuo olhando para ele com desdém.

- Não faz tempo. – Sakura  respondeu sorridente mostrando a aliança. 

- E para onde vão?

- Não é da sua conta.

- Anata! Ainda não sabemos. – Sakura disse coçando a cabeça – Sasuke-kun não tem rumo.
Idate sorriu.

- Então vamos para minha casa! A família Wasabi ainda é muito grata a todos vocês.

- Da última vez que nós viajamos juntos Sakura se machucou por sua causa. – Sasuke o lembrou.

Idate pareceu magoado com a acusação.

- Eu não era capaz de confiar em vocês, mas afirmo que não fiz de propósito e não a colocaria em perigo novamente.

- Estávamos lá para te escoltar, como não podia confiar? Você é muito inconsequente.

Sakura olhou irritada para Sasuke.

- De quem você está falando? Quer mesmo discutir sobre falta de confiança e inconsequência?

 - Está defendendo ele?

- Você está o acusando de algo que aconteceu a muitos anos!

- Mas eu não esqueci!

- Eu estou vendo que não!

- O que deu em você hoje?

- Nada! 

- Você está me irritando!

- Não grite comigo!

- Ei! – Idate tomou a atenção para si.

- O quê?

- O quê?

- Nossa, pensei que demorava alguns anos até o casamento entrar em crise. 

Ninguém riu com a piada infeliz.

Depois da discussão foi decido que eles iriam mesmo para o País do Chá, eles caminhavam em silêncio pois Sasuke sempre fora silencioso e Sakura sofria de um mal já muito conhecido, a cólica. A corrida a fez bem, pois a dor se aliviava, mas ainda sentia incomodar e os hormônios a deixava inquieta. Sasuke assistia tudo atento.

- Onde está Naruto? – Idate perguntou ao caminho de sua casa.

- Na vila. – Sakura respondeu.

- Então é uma viagem do casal? Tipo uma lua de mel? 

Sakura fitou Sasuke pelo canto dos olhos.

- É... Tipo isso... Nós vamos demorar? 

- Não, aqui estamos.

As pessoas os saldaram alegremente, mas Sakura que sempre fora animada parecia impaciente e pediu para entrar logo. Sasuke também entrou pois a julgava pálida e estranha. Sem ao menos conversar com ele, Sakura entrou no banheiro e saiu de lá quase 30 minutos depois. O rosto estava corado pela água quente. 

Sasuke fitou o seu rosto e mesmo que não fosse o rei da sensibilidade sabia que ela já não estava irritada, parecia incomodada e um tanto manhosa.

- Por que está irritada comigo? – Ele perguntou se aproximando.

- Não estou irritada com você, anata, desculpa por antes. 

- Então o que você tem?

- Nada, Sasuke-kun.

- E por que estava pálida antes?

- Não sei.

Sasuke levantou seu rosto para olha-la melhor, o olho negro a analisou atentamente e ele torceu o rosto.

- Você está sentindo dor.

- É só cólica...

- Então cure.

- Eu só preciso me deitar. 

- Seus olhos estão cheios de lágrimas, como pode ser tão teimosa, Sakura? 

Sasuke a puxou pelo braço até que se deitassem juntos, apagou o abajur e levou a mão até a barriga da esposa, ali se iniciou uma carícia desajeitada porém verdadeira.

- Foi por causa disso que estava um porre hoje?

Sakura inflou as bochechas.

- Eu não estava um porre! – Reclamou chorosa. 

- Estava bem pior. Por que estava defendendo aquele idiota? àquilo tudo era porque ele tinha dois braços?

- Sasuke-kun, não faça piadas com isso.

- Você foi cruel. 

Sasuke assistiu os olhos verdes se encherem de lágrimas novamente e ela o abraçou escondendo o rosto em seu peito. Sasuke  se ajeitou sobre a cama de forma que ela se aninhasse ainda mais a si.

- Está passando?

Ele ouviu um “sim” abafado e começou a afagar os cabelos rosados, os dedos adentravam os fios claros e massageavam lentamente. 

- É melhor ir dormir aisuru (amor). 

Sakura levantou o rosto corado.

- Boa noite, anata. Eu te amo. 

Beijou seu lábios e voltou a deitar-se agarrada a ele.

- Aa. – Sasuke respondeu igualmente sonolento.

 

 

 

Alguns minutos depois...

- Anata? – Sakura sussurrou baixinho.

- Hm? 

- Você me chamou de “aisuru”. 

- Aa.

Sakura sorriu em meio a escuridão.

- Chama outra vez?

O Uchiha levantou o rosto e apertou os olhos na tentativa de enxergá-la no meio do breu.

- Não seja chata.

- Só mais uma vez! Por favorzinho!

- Aisu..

- O quê?

- Aisuru.

A mulher sorriu se apertando mais a ele. 

- Obrigada. 

- Sakura? 

- Hm? – Ela resmungou caindo no sono.

- Eu também te amo...


Notas Finais


Como eu disse antes, obrigada pelas sugestões, eu acho que próximo capítulo eles voltam para a vila, se quiser ver uma outra situação pode deixar aí nos comentários que eu vejo se dá pra fazer.
Outra coisa, como eu comecei a escrever outra fic e vocês gostaram ja tenho um monte de ideias para outras histórias. Minha cabeça está a mil.
Olha se vocês querem ver alguma coisa na fic pode falar, não fica com vergonha ou receio. Vocês sabem que eu sou de boas, né?
Eu vou deixar o link da fic : https://spiritfanfics.com/historia/a-primavera-de-sakura-9846946

Brigadão pela ajuda de antes, obrigada pelos favoritos, comentários, elogios, apoio, tudo mesmo.
Um beijão a todos e até mais.
Fiquem com Deus.

<3


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