História A Fucking Lie - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Tags Camren, Camren G!p, Camreng!p, Lauren G!p
Exibições 787
Palavras 3.210
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Escolar, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Intersexualidade (G!P), Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Não gostei desse capítulo hehehe.

Desculpem qualquer erro. Obrigada, de nada.

Capítulo 8 - Ouch


Lauren on

A aula de Literatura estava insuportavelmente insuportável. Nem mesmo as belas, curtas e definidas pernas da srta. Lovato estavam conseguindo prender minha atenção em toda àquela história sobre Shakespeare e suas obras. Desviei minha atenção da professora gostosa, olhando disfarçadamente para trás, vendo Dinah babando sobre os livros, enquanto Veronica rabiscava alguma coisa em seu caderno; e eu as invejava. Não poderia desenhar nada, já que a srta. Lovato me obrigou a sentar próximo a ela. Dormir, então, estava fora de cogitação. Bufei, voltando minha atenção para a lousa.

Senti algumas bolinhas de papel baterem em minha cabeça, olhando para trás. Emma, a nerd mais sexy da escola, sorriu e me mandou um aceno, jogando outro papel em minha direção. "Que tal uma aula sobre Romeu e Julieta mais tarde, no meu quarto?". Segurei minha vontade de responder com um enorme "com toda certeza que há no mundo", dobrando o bilhetinho e o guardando dentro do meu caderno, deixando-a sem resposta.

O boato - nem tão boato assim - sobre meu casamento com Camila havia se espalhado mais rápido que incêndio num palheiro e, ironicamente, as meninas passaram a se jogar ainda mais ao meus pés. Talvez todas quisessem fazer de Camila - a melhor e mais consagrada líder das animadoras de torcida - corna. Resistir as investidas delas, principalmente de Blake, estava se tornando uma tarefa cada vez mais trabalhosa. Porém, se eu quisesse dar continuidade no plano deveria me manter firme. 

Olhei para o outro lado da sala, sorrindo ao encontrar quem eu queria. Camila parecia tão desinteressada quanto eu. Ela bufava a cada cinco segundos e revirava os olhos a cada dois. Seus dedos batiam impacientemente contra a mesa, enquanto Lucy falava algo para ela, fazendo-a olhar em minha direção. Pisquei o olho para ela, mando-a um beijinho; como resposta, ganhei um sorriso um tanto quanto apaixonado. Oh, sim, o plano de conquistar a latina e fazê-la se arrepender de ter me metido nessa gravidez louca estava dando certo.

- Como você pode dispensar a Emma? - Ashton, um ridículo metido a baterista famoso e capitão do time de basquete, perguntou chocado.

- Ora, como! Ela está amarradinha na Cabello. - Calum, seu amigo, se meteu na conversa, batendo no ombro do primeiro.

- Então, é verdade? - Ashton tornou a perguntar, mesmo já sabendo da resposta.

- É. - respondi simplesmente, revirando os olhos para aquelas perguntas. Eles, os garotos do time de basquete, e nós, do time de futebol, não nos dávamos bem.

- Uau. Você é uma sortuda do caralho. - Calum começou, num tom pensativo. - Você poderá comer a gostosa da Cabello a hora que quiser, agora! - respirei fundo, controlando minha raiva.

- Os gemidos dela são os melhores, não são? - o loiro perguntou, com zombaria. Segurei-me para não perguntar como ele sabia disso.

- Ah! Eu daria um dos pulmões para ouví-los! - moreno simulou alguns gemidos, rindo em seguida.

- Ouvi dizer que ela faz um boquete como ninguém. - Ashton sussurrou próximo ao meu ouvido. - E, quer saber? É verdade. Aquela boquinha dela... Deus!

- Também ouvi que as mãos dela são maravilhosas. - Calum completou, simulando o ato com as mãos.

Contei até dez, fechando os punhos com força. As risadinhas e os gemidos continuaram e minha paciência estava se esvaindo. Alguns alunos pareceram notar as zoações, e cochichavam sobre. Quando mais comentários maldosos sobre Camila foram feitos, minha consciência ficou por um fio. 

Olhei para a latina, que parecia não perceber aquela conversa, me preparando mentalmente para as consequências. E, apesar de não sermos noivas de verdade ou apaixonadas, não poderia deixar que aqueles dementes falassem daquela forma sobre ela.

- Vou dar cinco segundos para vocês se desculparem e pararem com as brincadeiras. - disse pausadamente, estalando meus dedos.

- Se não o quê? - Calum debochou, sorrindo. Não o respondi, só devolvi o sorriso.

Pus minha mão na nuca de Ashton, jogando a cabeça dele contra a mesa, fazendo as meninas gritarem surpresas e chocadas. Levantei rápido, empurrando a cadeira para longe e voando para cima de Calum. Segurei sua camisa, socando seu rosto com toda a força que havia em mim, sentindo meu dedo doer. Uma mão puxou a gola da minha camisa, afastando-me de Calum.

Ashton me jogou contra a lousa, tentando esmurrar meu rosto. O loiro conseguiu acertar um soco em minha boca, fazendo-me sentir o gosto do sangue em meus lábios. Senti alguém segurar minha camisa, mas consegui me soltar do aperto. Acertei mais alguns pontapés em seu corpo, até ser agarrada e levada para longe dele.

- Lauren, para! - Veronica gritou, segurando-me pelo pescoço, impedindo que eu partisse para cima de Ashton, que era contido por alguns moleques.

- Anda, Veronica, me solta! - me debati em seus braços, tentando sair do aperto. - Farei eles engolirem o que falaram sobre Camila!

- Se você estiver mesmo preocupada com a Camila, pare de se debater. - DJ sussurrou, com firmeza. - Você está a assustando, Lauren!

Parei de me debater, olhando para Camila. A latina parecia prestes a vomitar ou chorar, ou os dois juntos. Seus olhos lacrimejantes - que já são grandes - estavam esbugalhados, e suas mãos tremulas estavam sobre a boca, cobrindo-a. Pedi desculpas silenciosamente, saindo da sala.

- Srta. Jauregui! - a professora gritou, fazendo-me parar. - Para a sala da Lea, agora!

- Sim, senhorita. - concordei, indo para onde me foi dito.

[...]

Depois de ouvir uma pseudo-palestra sobre violência escolar e sobre como aquilo não poderia vir a acontecer novamente, e ganhar uma semana de suspensão, estava esperando meus pais chegarem para assinarem a ata. Ashton e Calum estavam no outro lado da sala, com panos e bolsas térmicas sobre os rostos inchados e cortados, me encarando a cada dez segundos.

- Lauren? - uma voz masculina chamou, fazendo-me virar.

- Alejandro, aconteceu alguma coisa? - levantei, não entendendo o porquê de ele estar ali.

- Não, não. Calma. - ele pediu, balançando a mão. - Seus pais não poderão vir. Estão atolados em consultas e cirurgias. Então, eles pediram para que eu viesse lhe buscar. - o mais velho deu de ombros, suspirando.

- Onde está sua filha? - perguntei, procurando-a pela sala. - Ela parecia mal quando saí da sala. - comentei baixinho, com medo de levar um esporro por ter deixado-a mal.

- Sr. Cabello? - a diretora chamou, nem um pouco surpresa ao o ver ali. - Acompanhe-me, por favor.

- Claro. - Alejandro concordou, apertando meu ombro. - Estarei de volta em alguns minutos.

Esperei a volta de Alejandro, impaciente com a demora. Senti meu dedo do meio latejar sem dó, observando como ele já estava inchado e roxo; com certeza havia o fraturado enquanto socava a cara de pau do mafioso. O corte no meu lábio inferior parecia pequeno, mas ainda sangrava; precisava por alguma coisa para que estancasse o sangue.

Quando contasse aos meus pais o que aconteceu, o castigo seria certo: Clara me obrigaria a pensar no azul o dia todo, enquanto ouvia Janis Joplin e Fleetwood Mac; Michael sentaria ao meu lado com seu violão e cantaríamos todas as músicas junto com o som, como sempre fazíamos quando Clara me castigava.

- Ouch! Parece que você quebrou a mão. - uma doce voz feminina me despertou, fazendo-me olhá-la. - Olá. - Blake sorriu gentilmente, acenando animada.

- Olá. - devolvi o sorriso, escorando-me na soleira da porta. - Como está?

- Hm, bem. E quanto a você? - a loira mordeu o lábio inferior.

- Com algumas dores, mas bem. - dei de ombros, erguendo minha mão.

- Que tal brincarmos de enfermeira e paciente quando sairmos daqui? Eu poderia cuidar do seu lábio... e de outra parte também. - Blake pôs o dedo na boca, sedutora.

- Blake... - comecei, em tom de repreensão, mordendo a língua para não aceitar. - Você sabe que...

- Que você vai casar com Camila. Eu sei. - ela me interrompeu, revirando os olhos. - Mas eu não tenho ciúmes. - a loira comentou, vindo em minha direção.

- Mas eu tenho. - alguém, num tom debochado, disse. - E acho bom você se afastar da minha noiva. - pelo pronome possessivo usado, já sabia quem estava ali.

Virei-me para encontrar Camila, com os braços cruzados e o pé batendo contra o chão num gesto raivoso. Seus lábios formam um enorme bico contrariado e suas sobrancelhas estavam franzidas, suas narinas infladas e seus olhos cerrados. Se ela não fosse tão demoníaca, eu até poderia achar fofa sua atitude. Hora de dar mais um showzinho apaixonado.

Saí o mais rápido possível de perto da loira, parando ao lado da latina brava. Mexi em seu nariz empinado, ganhando um tapa em resposta. Pus meus braços ao redor de sua cintura, puxando-a, mesmo contra sua vontade, para meu peito. E, apesar de ter bufado de raiva, ela aceitou meu abraço de bom grado. Soprei a mecha que caía sobre seus olhos, fazendo-a rir.

- Para com isso, idiota! - Camila empurrou meu ombro levemente, ainda rindo. Tentei beijar seus lábios, mas ela desviou com uma careta desgostosa no rosto. - Vamos primeiro cuidar desse seu ferimento.

- Só um beijinho, Camz. - fiz um biquinho, vendo-a revirar os olhos.

- Argh! - a latina resmungou, antes de juntar seus lábios aos meus.

Suas mãos foram para meu cabelo, prendendo-o entre seus dedos, enquanto seus dentes puxavam meu lábio cortado para si, antes de chupá-lo com vontade. Apertei sua cintura e arfei, sentindo meu lábio arder.

- Eu disse que era melhor cuidar disso. - ela murmurou, ainda com os lábios colados ao meus.

- Cala a boca. - resmunguei, afastando nossos lábios.

- Você poderia parar de usar essas lentes? - Camila revirou os olhos, afastando-se de mim.

- E por que eu deveria parar de usar? - indaguei, cruzando meus braços contrariada.

- Meninas! Vamos? - Alejandro se despediu da Srta. Michele, vindo em nossa direção. - Hm, esperem. Vou ao banheiro. Nos encontramos na saída? Ótimo. - informou, antes de sair da sala.

Enlacei meus dedos inchados com o de Camila, sentindo uma sensação ótima e familiar tomar conta de mim. Jamais houvera sentido isso antes, nem com Blake, nem com nenhuma outra garota em minha vida. Dei de ombros. Talvez fosse porque minha mão estava machucada.

Blake parecia desconcertada e saiu sem se despedir, enquanto Ashton levantou raivoso da cadeira onde estava, vindo em nossa direção. Camila empalideceu e seus músculos ficaram tensos no mesmo segundo que seus olhos encontraram o olhar debochado do loiro. Senti seus dedos apertarem os meus com força, gemendo baixinho - ou nem tão baixo assim, já que ela relaxou o aperto - de dor. 

Irwin retirou o pano do rosto, nos olhando de cima a baixo de forma zombeteira. Como ele estava sem bandana, o corte em sua testa - que mais parecia um outdoor sem propaganda -  e seu olho inchado ficaram evidente, enquanto ele sorria mostrando seu dente manchado de sangue.

- Camilinha. Como vai você? - o loiro começou, inclinando a cabeça para trás.

- O que você quer, Ashton? - perguntei seca, puxando Camila para mim.

- Com você, nada. - ele deu de ombros, desinteressado. - Quer dizer, você sabia que Camila já deu para mim? - perguntou, com escárnio na voz.

- Minha noiva e eu não temos segredos. - afirmei, mesmo estando surpresa com aquilo. 

Então, Ashton é o maldito covarde que abandonou Camila grávida e culpado por ter me metido nessa história toda. Olhei para a latina ao meu lado, que desviou o olhar, triste e envergonhada. Independentemente de estar com raiva de Camila, eu não poderia deixar que ele a tratasse como uma vagabunda de novo. Pus minha mão em seu queixo, erguendo sua cabeça e estufei o peito, antes de me inclinar e dar um beijinho em seus lábios.

- Isso era tudo o que tinha para falar? - perguntei firme, fazendo-o assentir sem jeito. - Então, passar bem. - assenti, passando por ele sem olhá-lo.

- Lauren, eu... - Camila começou, quando chegamos ao corredor, bem nervosa.

- Tudo bem, Camila. - a interrompi, respirando fundo. - Mas iremos conversar sobre isso, certo? - ela assentiu, concordando com minha imposição.

Caminhávamos de mãos dadas, em direção a saída, quando o sinal da última aula acabou e todos os alunos saíram das salas, lotando o corredor. Alguns cochichavam sobre a briga ou sobre Camila e eu, e apontavam em nossa direção. Logo DJ, Vero, Mani e Lucy se juntaram a nós, nos cumprimentando.

- Ouch! - Dinah gritou, içando minha mão. - Parece que alguém quebrou o dedo. - ela fez uma expressão de dor, jogando meu braço para baixo.

- E também levou um soco bem dado na cara. - Vero completou, apontando para meu lábio.

- Nunca te vi perder a calma daquele jeito, Laur. - Lucia comentou, surpresa. - O que diabos aqueles moleques disseram para te perturbar tanto?

- Comentários sobre Camila. - dei de ombros, ouvindo Vero e Mani debocharem.

- Mas que cavalheira. - a negra disse, afagando meu ombro. - Tão fofa.

- Olá, meninas. - Alejandro cumprimentou nossas amigas quando chegamos à saída. - Camila, o Dr. Fitzgerald espera por vocês às dezessete horas. - ele informou, apressado. - Lauren, deixarei você no hospital para tratar dessa mão. Vamos?

- Não, Alejandro. Deixe-me em casa. Eu sei cuidar duma fratura pequena. - ele apenas assentiu, concordando comigo.

- Camila ficará com você esta noite. Um bando saqueou um banco e preciso ir para lá. - o mais velho passou a mão no cabelo, nervoso.

- Pode ir. Iremos com Dinah, papai. - a latina finalmente falou algo, fazendo seu pai assentir e correr em direção a viatura.

- Mila, você irá no colo de Lauren, tudo bem? - a loira olhou para mim, esperando que eu concordasse.

- Claro. Vamos. - dei de ombros.

[...]

Terminava de enfaixar meu dedo quando Camila apareceu enrolada em minha toalha, bastante nervosa. A latina sentava e levantava rápido, como se não conseguisse ficar parada num lugar. Pus o último esparadrapo que faltava, imobilizando meu dedo e encarei Camila.

- Você sabe que precisamos conversar, não sabe? - perguntei, observando seus movimentos. Ela estava ainda mais impaciente.

- Sim... só não sei porquê. - ela murmurou, finalmente sentando à minha frente.

- É claro que sabe o porquê! - gritei, fazendo-a se assustar. - Desculpa.

- Tudo bem. O que você quer saber? - a latina perguntou, baixinho.

- Ashton engravidou você e não quis assumir?

- Sim. - Camila engoliu em seco, erguendo o queixo. - Ele disse que não estava pronto para carregar um peso desse sobre costas.

- Ah, mas você pode aguentar tudo sozinha. Babaca filho da puta. - respirei fundo, controlando minha raiva momentânea. - E por que você não o fez assumir? Por que jogou tudo isso para cima de mim?

- Porque Alejandro iria matá-lo. - ela bufou, revirando os olhos. - E você foi a primeira pessoa que apareceu em minha mente.

- Não, ele não iria. Alejandro não me matou. Mas está acabando com a minha vida, me obrigando a casar com você.

- É tão ruim assim a ideia de casar comigo? - a latina indagou, ofendida.

- Não, você é gostosa. - comentei, fazendo-a rir. - A questão é que, Camila, eu não amo você, e você não me ama. Não namoramos, nem ao menos ficamos. Por que você teve que me usar como bode expiatório?

-  Porque, Lauren, eu não sei! Minha cabeça travou quando vi Alejandro chocado, lendo o exame de gravidez. Quando ele perguntou quem havia me engravidado, todos os holofotes de minha mente viraram em sua direção. - ela bufou, passando a mão no rosto.

- Hm, certo. Mas por que você não contou a verdade, depois? Tem certeza que sou mesmo uma boa opção para ser a mãe do seu filho? - debochei, rindo.

- Eu não poderia. Alejandro odeia o Ashton; desde o dia que o manézão foi na minha casa e debochou da polícia local. Papai com certeza me deixaria careca se eu dissesse-o a verdade. - a latina passou a mão no cabelo, com uma careta temerosa. - E você é uma boa pessoa, apesar de ser ridícula e galinha. Eu gosto de você, gosto da ideia de ter você como mãe da minha filha. - assumiu, mordendo o lábio.

- Será que eu posso assumir seu filho sem casar com você? - brinquei, fazendo-a negar com a cabeça.

- Aí, sim, Alejandro mataria você. - ela riu, esticando-se para segurar minha mão, causando a sensação novamente. - Por que você não fode comigo? - levantei a sobrancelha e ela percebeu o que havia dito. - Não, não desse jeito, safada!

- Por que não? - fiz um biquinho, vendo-a respirar fundo e fechar os olhos.

- Cala a boca. - ri de seu jeito nervoso, negando com a cabeça. - Por que você não conta para todos, inclusive para Alejandro, e se livra de mim e dessa responsabilidade que não é sua?

- Eu deveria, mas não vou fazer isso. Seu filho precisa de um pai ou mãe, sei lá, melhor que o Ashton. - sorri para ela, levando sua mão para meus lábios.

- Obrigada por ter me defendido hoje. - ela sorriu, agradecida. - Sério. Ninguém, além de Alejandro e Dinah, já havia me defendido daquela forma.

- Não fiz nada de mais. - dei de ombros, como se aquilo não importasse. - Eu faria novamente, se preciso fosse.

- Eu quero beijar você. - a latina sussurrou, olhando para meus lábios e umedecendo os seus.

- Você é sempre tão direta assim? - fingi estar chocada, puxando-a para meu colo. - Então, realize seu desejo. - murmurei próximo aos seus lábios, abraçando sua cintura.

Camila fechou a distância que havia entre nós, colando nossos lábios. Seus braços rodearam meu pescoço no mesmo segundo em que sua língua pediu passagem para entrar em minha boca. Chupei sua língua sedenta com força, fazendo-a arfar e remexer-se em meu colo, procurando uma melhor posição para sentar.

Pus minhas mãos em suas coxas nua, apertando-as. Seus dedos desceram para minhas costas, entrando por debaixo de minha camisa, arranhando-me. Separei nossos lábios para respirar, descendo minha boca para o pescoço da latina, que inclinou a cabeça para trás. Suas unhas traçavam linhas ardidas em minha pele, esquentando ainda mais a aura que nos rodeava.

- Acho melhor pararmos... - Camila começou, ofegante. - Temos uma consulta daqui a pouco.

- Prometo ser rápida. - ofereci, voltando a atacar sua boca.

- Não quero que seja rápida. Se começarmos, só vou parar quando estiver exausta, estirada na cama, incapaz de mexer um músculo. - ela disse suavemente, antes de levantar do meu colo. - Vá tomar um banho gelado. 

Assisti, chocada, Camila pôr a toalha de volta em seu corpo e andar como se nada tivesse acontecido em direção ao meu quarto. Respirei fundo e passei a mão no rosto, continuar metida nessa confusão iria me queimar. E eu estava disposta a ficar carbonizada.



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