História A fúria de um Anjo H.S - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias One Direction
Tags Drama, Harry Styles, Suspense
Exibições 12
Palavras 1.927
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense
Avisos: Drogas, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 8 - Chapter 7


Fanfic / Fanfiction A fúria de um Anjo H.S - Capítulo 8 - Chapter 7

Acordei com o meu corpo todo dolorido, meus braços e pernas pareciam que tinham sido quebrados. A minha cabeça parecia que havia sido esmagada. Eu estava mal, bem mal, parecia que eu não comia a dias, que saudade da comida do papai. Abri meus olhos e vi um quarto todo branco, onde eu estou? Levantei meu corpo com muita dificuldade e olhei em volta, aquele lugar era completamente estranho para mim. Havia outras meninas também no quarto, porém, não pareciam ter a minha idade, pareciam ser senhoras e as mesmas se vestiam de uma forma tão estranha é tão incomum para mim. Todas elas olhavam para mim assustadas e eu me perguntava o por que, até que uma delas veio até mim.

- Amém, você acordou - disse uma das senhoras e colocou sua mão em minha testa - Você está bem, criança?

- Eu acho que estou sim - Dei um sorriso amarelo - Onde eu estou, quem são vocês?

- Oh, me desculpe - Colocou a mão em sua testa como se tivesse esquecido algo - Eu sou a irmã Lucy, muito prazer, minha jovem.

- Irmã, como assim? - Aquilo estava muito estranho.

- Você está em um Convento, minha querida, todas nós somos suas irmãs perante Deus.

- Irmãs perante Deus? O que é um convento? - Eu já estava ficando estressada com aquilo.

- Sim, minha querida, irmãs perante Deus. Todas nós somos freiras e você está em um colégio de freiras ou uma Catedral, como preferir.

- Como você me achou, o que aconteceu? - Coloquei minha própria mão em minha testa, eu estava com muita dor de cabeça.

- Você estava jogada de madrugada dormindo em um beco escuro e pelo que sei a atender, você foi atropelada, por isso os curativos...

Antes de Lucy terminar de falar eu estava  paralisada com aquilo que eu havia ouvido, eu fui atropelada, como eu estou viva?

- Eu sinceramente, não sei como está viva, querida. O seu estado, estava muito ruim. Trouxemos você para cá e chamamos um médico que te medicou e por isso você não deve estar sentindo muita dor. Deus foi muito bom com você, isso não foi sorte, foi livramento.

Fiquei observando as palavras que saiam de sua boca e fiquei pensando. Eu nunca fui uma pessoa religiosa, meu pai também não, ele nunca acreditou na Bíblia e nunca me incentivou para lê-la.

- Nossa, eu estou meio chocada. Como isso tudo foi acontecer?

- Eu também não sei, querida, mas algum motivo teve. Você não tem pais ou algum parente que possa contar, por que estava na rua aquela hora?

- Eu fiz algo muito errado, irmã. E eu não tenho ninguém para contar, acho que meu pai e meu irmão nunca vai me querer de volta - Abracei meus joelhos e as lágrimas já rolavam pelo meu rosto.

- Eu não posso te ajudar nessa parte, querida, mas conheço alguém que pode. Se sentir-se preparada, pode contar o que aconteceu ao Padre e se confessar - Colocou meu cabelo atrás da orelha.

- Me confessar? Como assim? - Levantei meu rosto que estava entre minhas pernas.

- Bom, você vai até o confessionário e conta tudo o que aconteceu ao Padre e ele te dirá o que fazer para se livrar do problema - Disse olhando em meus olhos que deveriam estar super vermelhos - Sei que isso não trará o amor de seu pai e seu irmão de volta, mas isso irá fazer Deus te perdoar e relevar o seu erro.

- Como sabe que Deus irá relevar? - Passei minha mão em minhas bochechas para limpar as lágrimas que escorriam.

- Todos nós somos filhos de Deus, minha querida e quando mostramos arrependimento, Deus comprova seu amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido em nosso benefício quando ainda andávamos no pecado - Deu uma pequena pausa - Você pode talvez não entender isso agora, mas lá na frente, você vai ver que a palavra de Deus é poderosa e as rezas são milagrosas. 

- Muito obrigado, irmã, eu nem sei como lhe agradecer por ter me tirado do lugar onde eu estava - Lhe abracei.

- Não há de que, minha cara, mas agora me diga, qual o seu nome?

- Meu nome é Lauren, Lauren Jones, Irmã.

- Seja bem vinda a Catedral de Westminster, Lauren. Agora, você precisa tomar um banho e trocar de roupa, não pode usar roupas mundanas aqui dentro, tem que se vestir como uma de nós.

Lucy me entregou as roupas e logo saiu do quarto me deixando sozinha. Fui até o banheiro e tomei um banho rápido e coloquei as roupas. Aquelas roupas eram estranhas, mas incrivelmente confortáveis. Arrumei minha cama e sai no quarto seguindo por um enorme corredor. 
Eram várias portas de madeira ao longo do corredor e com vitrais em todo o teto. Eles eram tão coloridos e tão bonitos, os desenhos que se formavam no teto eram espetaculares. Segui pelo corredor e dei de cara com a irmã Lucy saindo de uma das salas com duas meninas ao seu lado, elas pareciam ter mais ou menos a minha idade e estavam vestindo roupas iguais as minhas.

- Lauren, essas são as irmãs Joana e Katherine - As duas meninas me cumprimentaram - Elas iram te ajudar se precisar de ajuda, mas caso queira, pode pedir para que me chamem - Sorriu para mim - Meninas, ensinem as regras a ela para que ela não se perca.

Lucy se virou e me deixou sozinha com as duas meninas. Elas pareciam ter a minha idade e eram muito bonitas, nem pareciam ser da Inglaterra. Entramos no quarto e elas me explicaram tudo, me mostraram minha cama e me deram outra roupa caso eu precisasse, além da roupa que nós usamos para dormir que não era a mesma. Depois de me mostrarem tudo no quarto, nós saímos e Katherine começou a me explicar as regras do "colégio".

- Então, Lauren, as regras daqui são bem rígidas, se não segui-las ficará de castigo e terá o ensino em dobro, então evite ao máximo comete-las - Disse enquanto continuávamos andando pelo corredor - Aqui não é permitido nenhum tipo de xingamento, absolutamente nenhum. Também não é permitido nenhum tipo de desrespeito com as irmãs ou as coordenadoras da instituição. Você não pode usar nenhuma roupa mundana aqui dentro, apenas aos finais de semana e não poderá ser nada curto ou decotado. Não pode responder nenhuma das irmãs ou das coordenadoras, se acha que algo está errado, apenas guarde para você. Não é permitido para nenhuma freira que você tenha algum tipo de comprometimento com homens ou com mulheres.

- Comprometimento, como assim? - Me virei para Katherine.

- Você não pode namorar e muito menos se casar, essa é a regra mais rígida que temos aqui, se quebra-la, você é retirada da instituição, seja aqui dentro ou lá fora.

- Como eu poderia namorar aqui dentro? Aqui só tem meninas.

- Neste prédio só tem meninas, no prédio ao lado é o dos meninos. Tudo aqui é separado para meninos e meninas, até os prédios, isso é para ninguém se esbarrar durante a semana, apenas final de semana, quando podemos ir para a casa e quem não quiser, pode ficar aqui final de semana também.

Chegamos no refeitório e nos sentamos para esperarmos os pratos serem servidos enquanto isso eu e Katherine continuamos conversando e ela me contando sobre a instituição.

- Aqui tem todas as aulas que um colégio comum teria, mas temos aulas de religião e outras específicas que são mais rígidas aqui, afinal, estamos em um colégio de Freiras.

Nossa comida chegou e ela me ensinou que antes de comermos nós tínhamos que rezar e continuamos os assuntos.

- As aulas daqui são divididas igual um colégio normal, cada matéria tem o seu devido horário, se você se atrasar, eles não deixarão você entrar em sala, então, não se atrase - Colocou uma colher do café da manhã em sua boca e continuou - Aqui também temos aulas de etiqueta, isso significa que você vai aprender a como se portar aqui dentro.

- O que isso significa? - Perguntei parando de comer o meu café da manhã.

- Significa que você vai aprender o verdadeiro modo de comer, falar, se vestir e se comportar em sala de aula ou nos corredores do colégio. Isso é bem fácil e não é nada demais, é só pra falar que eles ensinam mesmo.

- É tipo aulas de como ser uma princesa então? - Nós duas rimos.

- Chega a ser quase isso, tirando a parte de ter que arrumar um príncipe.

Terminamos o nosso café da manhã e logo seguimos para as nossas salas de aula e a primeira aula seria de Geografia, por sorte, Katherine e Joana eram da minha sala. A aula passou rápido e era como uma aula em um colégio comum, só que mais organizado e mais calmo. 
Começou a próxima aula e eu já estava morrendo de sono, Katherine esqueceu de acrescentar que as aulas daqui são bem mais puxadas que em um colégio comum, eu estava me sentindo no ensino médio e não na quarta série. Agora, as aulas estavam demorando uma eternidade para acabar e eu já estava ficando com dor de cabeça novamente. As lembranças do dia anterior vinham em minha mente e eu tentava de todas as formas me manter focada na aula, mas era quase impossível. Meus braços e minhas pernas ainda doíam um pouco pelo acontecido e eu nem precisava falar o quanto a minha cabeça doía, né? A aula aos poucos foi passando e logo acabou e já estava na hora do almoço e aí só teríamos aula na parte da noite.

                              [...]

As aulas do dia acabaram e agora estávamos indo para os nossos devidos quartos para dormimos. Peguei minha roupa e fui até o banheiro para tomar um banho e colocar a minha roupa de dormir. Foi um dia cansativo, aconteceu tanta coisa e eu só esperava acordar logo desse pesadelo, eu quero meu pai e meu irmão de volta, quero minha casa de volta. Lembrei das palavras da irmã Lucy, eu estava realmente pensando em me confessar para o Padre para ver se aquilo melhorava um pouco a minha culpa. Aquilo estava me consumindo, eu estava me sentindo horrível por tudo que aconteceu e pensar que agora o Harry deve estar chorando pela morte de sua mãe. 
Deitei em minha cama e as lágrimas já enchiam os meus olhos. Uma das coordenadoras apagou as luzes do quarto e nós não poderíamos mais sair do quarto. 
Eu estava péssima, a dor que eu estava sentindo aumentava cada vez mais, acho que aquela ferida jamais cicatrizaria. A saudade que eu sentia do meu pai e de Harry aumentava a cada dia mais e aquilo estava me corroendo. Eu jamais me perdoaria por isso e tenho certeza que Harry e meu pai também não. Talvez, eu tenha feito o certo em ter saído de casa. Eu sou uma assassina e não tenho nenhuma dúvida disso. Me lembrei do livro que eu havia trago comigo e o procurei, ele estava na mesinha ao lado da minha cama. O peguei e peguei também uma lanterna para conseguir ler e a cada página que passava, eu ficava mais apaixonada por aquele livro. Aquilo fazia eu me lembrar do meu pai, eu guardaria aquele livro com todo o carinho, como se fosse o amor do meu pai...


Notas Finais


Minha história também está disponível no Wattpad. Me acompanhem nas minhas redes sociais Twitter e Instagram: @Bouzonreal


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