História A Garota Com Poderes Sobrenaturais - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Jeff The Killer, Slender
Personagens Jeff, Personagens Originais
Tags Drama, Jeff The Killer, Mistério, Proxys, Slender, Sobrenatural
Exibições 42
Palavras 2.248
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, FemmeSlash, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Slash, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Quarto


Eu não entendia nada, aliás, acho que ninguém. Slender disse que há muito tempo ele conheceu uma mulher e que eles se tornaram grandes amigos, ele também disse ela era muito, muito antiga, tipo, desde o início dos tempos e eu achei que ele estava exagerando, porque né. 

– Mas por que precisamos de um feitiço? – Perguntei curiosa enquanto Slender lia um livro em uma língua desconhecida por mim. Eu queria perguntar o que tinha naquele livro, mas ele provavelmente iria ignorar minha pergunta como estava fazendo com a maioria dos outros da mansão. Olhei ao redor e vi meu gato deitado num canto nos olhando, achei estranho. Droga, eu queria mesmo perguntar o que tinha de tão interessante naquele livro.

– Para invocá-la. – Ele me respondeu, nossa... Hã? Invocar quem? Espera... Invocar? Ai, meu...

– A sua amiga é um demônio?! – Gritei e ele se assustou, também, concentrado do jeito que tava. Eu não quero um demônio perto de mim. – Minha nossa, Slender, eu não acredito... 

– Fale baixo. – Eu ainda me pergunto como ele consegue manter a voz calma assim. Eu me acalmei e respirei fundo um monte de vezes. Relaxa, relaxa, relaxa. Mas quem consegue relaxar assim? – Minha amiga não é um demônio, só que no local onde ela fica é muito longe e não há como ligar com um telefone, entende? Então preciso de um feitiço de invocação. – Agora eu consigo relaxar. – Mesmo que ela fosse, qual seria o problema? Você está numa mansão cheia de assassinos. – Isso é diferente, Slendy, muito diferente. – Ah, e também, você não se importa com o fato de eu ser um monstro sem face e que tem tentáculos que saem das costas. – Aquilo era... Ironia? Eu nem sabia que ele conseguia ser irônico, que estranho. Novas descobertas. 

– Mas isso é diferente, Slender... Eu não sei, mas só de pensar em ter um demônio por perto sinto uma estranha raiva. E olha que eu sou uma pessoa do bem e não fico com raiva facilmente, quase sempre perdoo a pessoa que me chateou, sabe? Eu sou legal... – Não consegui terminar a frase, pois um dos tentáculos do Slender tampou minha boca. 

– Você fala demais. – Franzi minha testa, visivelmente irritada e ele descobriu minha boca. 

– Desculpa, às vezes eu sou irritante. Eu sei. Mas isso não é motivo para... 

– Você é mesmo irritante. – E, agora, fechei meu semblante e uma de minhas sobrancelhas estava dando pequenos tiques, deixei que eles demonstrassem que eu não gostei. Ele é muito direto, credo. Porém o que me surpreendeu mesmo foi o que ele disse depois: – Mas eu gosto da sua companhia. – E tudo isso sem desviar do livro. Maldito livro! Me deixando curiosa. Desisti e apenas sorri, apesar de ele estar olhando para o livro pareceu notar, legal. 

Pedi licença a Slender, afinal, ele precisava se concentrar e ter uma tagarela ao seu lado não era um bom estímulo. 

Saí da sala e fui procurar algo para fazer, que tédio. Normalmente eu estaria trabalhando em uma hora dessas ou conversando com Mike, mas que droga. Eu tive que mentir para ele que estava na casa de um amigo antigo e que ficaria um tempo aqui. Ele não contestou, porém tenho certeza de que não acreditou. Mike sabe quando minto, e se o faço, é porque é coisa séria. Aquele Jeffrey contou uma mentira e tanto! Eu não podia deixar daquele jeito, Michael iria me importunar perguntando quem era meu namorado. Pff, ainda não tenho psicológico para namoro depois do que aconteceu.  

Continuei meu caminho sem rumo pelos corredores da mansão, céus, que lugar enorme. Parei bruscamente quando ouvi uma baderneira dentro de um quarto, eu queria saber o que estava acontecendo, mas não queria ser intrometida. Então continuei andando, só que alguém teve a brilhante ideia de puxar o meu pulso e me por dentro do cômodo. Olhei para o ser que me puxou e vi que era o... O... Esqueci o nome dele. O rapaz com cara cortada... O... O Jeffrey! Rá, lembrei!

Quase ninguém deu a mínima, um rapaz com óculos amarelos e... Um focinheira? Bem, ele veio até mim.

– Oi! Você é a Lily, não é? Eu sou o Toby. – Que menino simpático. Pelo jeito que ele falava parecia feliz. – Você é mais bonita do que me falaram. Vem, vou te apresentar para o resto. – Nossa. 

Ele subiu na cama e puxou-me. Mas que filho da... Ele ia fazer o que eu estava pensando. As pessoas dali estava observando um menino jogando um vídeo-game de luta contra... Meu Deus, era o cara de máscara azul. Relaxa, Lillith, nada de ruim vai acontecer. 

– Ei, cambada! – Alguns olharam e outros continuaram prestando atenção ao jogo. Isso pessoal, fique mirando para lá. – Ei, seus merdas! BEN, para de jogar um pouco aí, cara. Ei! – O grito de Toby assustou todo mundo, inclusive eu. – Aleluia! – Levantou os braços em sinal de agradecimento. – Bem, eu queria apresentar a nova moradora da mansão, então, aqui está Lily! – Legal, o menino idiota fez isso mesmo, meu senhor. Ele ainda me empurrou um pouquinho para a frente, e eu que nem uma boca-aberta fiquei encarando as pessoas ali. Ah, eu já estava com vergonha demais para falar algo. 

– Bonitinha. Agora será que a gente pode voltar a jogar? – Eu desci da cama, ignorando o povo me olhando e andei até a porta. 

– Ei, pra onde você vai? – Toby perguntou ainda em cima da cama. 

– Muita gente em um só lugar. – Murmurei e saí. 

Oh gente bagunceira, quarto todo desarrumado, sacos de comida e migalhas em alguns lugares. Tenho pena de quem limpa essa casa.

Segui até cozinha, bateu uma fome. Quando cheguei o Jack estava lá, bebendo alguma coisa. Sentei de frente para ele, a criatura nem pareceu me notar. 

– Oi, Jack! 

– Oi. – Que azedo. 

– Tudo bem?

– Não. – Que mal humor. Quando eu abri a boca para perguntar por que ele foi mais rápido. – Não quero conversar hoje. Pegue algo para comer e sai. – Ué. isso tem que ter algum motivo, a única vez que conversei com ele foi quando cheguei. E ele não estava tão mal humorado assim. 

– O que aconteceu? – Talvez eu pudesse ajudá-lo, ele não parecia contente e ficava fitando o nada. 

– Não quero ser rude, mas não é da sua conta. – Imagina se quisesse, então. Ah, por favor, algo estava errado. 

– Jack, eu sei que mal nos conhecemos, mas eu gostaria mesmo de te ajudar. 

– Você quer mesmo me ajudar? – Assenti. – Então pegue logo a droga de uma comida e se manda. – As pessoas de hoje andam muito arrogantes. Fiz o que ele mandou e fui para a sala. Liguei a televisão e me deitei no sofá. Eita folga. 

Vi Masky chegando com um cara com capuz amarelo e que não me permitia ver seu rosto. Senti um arrepio nas costas. 

– Já está tão folgada assim? – Masky estava com a máscara e não pude ver que expressão ele fazia. Ele se sentou e o outro também. Resolvi perguntar o nome:

– Ei, como você se chama? 

– Hoodie. – Acho que acabei dormindo com aquele filme sem graça. 

Acordei meio atordoada sentindo algo em cima de mim, entre meus seios, era uma pessoa e por impulso a joguei para longe com meus poderes. Era Toby, mas que moleque tarado.

– Não tem vergonha, não? Seu pervertido! – Eu já estava vermelha, é uma das poucas vezes que alguém chega tão perto de mim assim. Inspirei e expirei internamente.   

– Calma, calma, Lily. Você está muito estressada, precisa se distrair um pouco. Eu poderia ser sua distração. – Joguei uma almofada nele, todavia de certa forma ele tinha razão. 

Eu ando muito estressada e preocupada, mas não é para menos, com tudo que está acontecendo. Droga, eu estou numa mansão cheia de assassinos. Toby está certo, preciso fazer alguma coisa, estou passando tempo demais aqui dentro e já sinto a falta de Mike e do meu trabalho. Vou acabar morrendo de tédio. 

– E o que eu deveria fazer para me divertir? – Notei que Toby estava sem aquela focinheira e os óculos e estava com um sorriso e tanto. Ele era até que bonito, cabelo castanho, pele clara, bem fofo, na verdade. Me sentei direito e percebi que Masky e Hoodie ainda estavam, lá. Ótimas pessoas eles, hein. Toby aqui me molestando e eles olhando.

– Ah, eu não sei, você podia sair comigo e dar uma volta pela cidade, a gente podia explodir uma casa. – Arregalei os olhos e ele começou a gargalhar, meu Deus, não se faz isso. – Ou só sairmos mesmo. 

Eu queria sair, mesmo. E quero. Mas algo me diz que eu não devia ficar sozinha com Toby, não sei, depois de eu acordar com ele em cima de mim. Ah, já sei:

– Claro, mas Masky tem que ir. – Toby olhou para mim, depois para Masky, depois para mim de novo, fez uma careta e depois sorriu.

– Eu não vou sair, não – Mas o quê? Toby alargou o sorriso, era por isso. Ele já sabia que o Masky ia recusar. Mas eu vou obrigar ele, de uma forma ou outra. 

– Eu não quero sair sozinha com o Toby, não confio nele. Por favor, Masky!

– Por quê, Lily?

– Ah eu não sei, sabe? Deve ser porque eu acordei e você estava entre meus peitos! 

– Dramática. Mas o Masky não vai sair, ele odeia sair. Nem o Hoodie. Então só sobra eu de pessoa normal. – Ele até que tinha razão, não posso sair com um cara com a boca cortada, ou um duende, ou um palhaço gótico, ou... Deus, ele tinha razão. 

Toby ficou meio tonto do nada e se sentou rapidamente, Masky e Hoodie se levantaram e eu fiquei olhando com cara de paisagem. 

– Lily, nossa saída fica pra depois, Chefia tá chamando. – E os três saíram dali.  Eu continuei sentada com cara de paisagem. Precisava urgentemente fazer algo. Levantei e saí andando com a intenção de me perder e magicamente achar alguma coisa que tirasse meu tédio, olhei para alguns móveis e eles estavam um pouco empoeirados, já sei o que fazer. Corri para meu quarto. 

Vou limpar a mansão. Assim, eu aprendo os lugares e a não me perder enquanto ajudava em algo. Sinceramente eu estava começando a sentir-me inútil nesse pouco tempo, não podia fazer nada enquanto Slender e cia tentam me "ajudar". Mas droga, não sou uma assassina e não posso matar para ele ou ajudar a torturar uma pessoa... No que eu estou pensando? Droga, é lógico que eu jamais conseguiria torturar alguém, eu mal consigo ficar com raiva. Mas enfim, vou limpar a casa. 

Pus uma roupa mais confortável e que era mais convidativa para uma faxina. Eu olhei meu quarto. Então tá, preciso de itens para arrumação, vamos lá. Procurei feito louca, mas achei um lugar na casa que tinha os produtos de limpeza e tudo o que eu precisaria para arrumar a mansão. Vamos à luta. 

 

Cansada. Muito cansada. Sentada no chão de um dos corredores, eu recuperava meu fôlego e me amaldiçoava por ter decidido limpar tudo, porém tudo estava um brinco graças à minha persistência e pequeno perfeccionismo. A boa notícia: só faltava o cômodo do Slender, e eu não sabia se podia entrar e sair arrumando tudo, já que eu não vi os meninos em nenhum canto da casa depois de terem saído da sala para falar com Slender. Eu me assustei, surpreendi, agradeci e insisti enquanto entrava em cada quarto e sinceramente? Tinha mais gente do que eu imaginava, muito mais do que as pessoas no quarto que descobri ser do Eyelless Jack, o cara que me abordou falando que eu daria uma ótima comida e BEN Drowned, o duende viciado em jogos. Os quartos das mulheres eram sempre mais arrumados. E muitas pessoas me perguntavam o que eu estava fazendo e eu sempre respondia o mesmo.

Já estava na porta da sala do Slender com tudo. Estava com dúvida, bater ou não bater, eis a questão, pensei. Resolvi levantar a mão e bater na porta, que por pura coincidência fora aberta bem na hora, revelando um Toby confuso, um Masky sem máscara e um Hoodie normal. 

– Vocês ficaram aí esse tempo todo? Nossa! – Exclamei, eu comecei a limpar a casa cedo e já era de tarde. 

– O que você está fazendo vestida desse jeito e com essas coisas? – Masky me perguntou, seu rosto estava inexpressivo.

– Limpando.

– Limpando o quê, Lily? – Toby perguntou sorrindo.  

– A casa. E vocês? O que estavam fazendo para demorar tanto tempo assim aí? – Disse já entrando na sala. – Slender, eu... 

– Sim, você pode limpar o cômodo. Mas antes, eu gostaria de lhe informar que eu já achei um feitiço para minha amiga e mandei meus proxys atrás dos ingredientes. Daqui dois ou três dias eles voltam – Olhei para os meninos e acenei sorrindo, Hoodie saiu andando, Toby sorriu e Masky apenas meneou com a cabeça. Me virei e tomei um susto, Slender era realmente alto. 

– Eu vou ficar aqui, Lily, você pode limpar o que quiser, mas vou logo avisando que eu não costumo deixar poeira nos móveis. Se eu fosse você, já teria ido para o quarto descansar, deve ter sido cansativo – Assenti e agradeci, precisava de um banho e guardar tudo isso, o máximo que eu poderia fazer era esperar os meninos voltarem. Então vou fazê-lo e tentar me divertir um pouco.   

Fui para o meu quarto e passei mais tempo no chuveiro do que imaginei. Resolvi, antes de ir dormir, comer um pouco. Quando chego na cozinha me deparo com algo que eu não imaginaria.  

 



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