História A garota da capa vermelha - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Inuyasha
Personagens Inuyasha, Kagome
Tags Amizade, Anime, Drama, Inu Yasha, Inukag, Inuxkag, Kagome, Miroku, Mistério, Romance, Sango
Visualizações 17
Palavras 1.093
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela
Avisos: Mutilação, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Fiz algumas modificações no capítulos da fanfic para poder revisar e continuar escrevendo, já tenho alguns capítulos novos prontinhos esperando por revisão e serão postados em breve.

Capítulo 7 - Capítulo 6 - Repost


Sora percebeu que sua filha havia ficado muito pensativa depois que começara a frequentar as aulas, sabia que algo a estava incomodando. Até tentou conversar algumas vezes sobre o assunto, mas quanto mais tentava fazê-la falar menos ela se abria. No fim, resolveu dar tempo ao tempo e deixou que Kagome fosse livre para dizer o que sentia no momento em que achasse correto, o que quer que fosse o problema a lhe incomodar ela estaria ali para dar seu apoio quando a pequena achasse necessário.

 

De longe Sora percebeu que Kaede vinha em sua direção, seu semblante era de preocupação, o sexto sentido dela avisou que era para se manter preparada, pois a última vez que tinha visto alguém com aquela postura havia recebido a pior notícia de toda a sua vida, a morte de seu marido. Suas pernas eram como uma plantação de bambu sendo chacoalhada pela brisa forte do vento, mas tentava se manter firme.

- Kaede, me conte de uma vez. Vejo pelo seu rosto que tem péssimas notícias para mim. - Kagome que estava ao seu lado não compreendeu o motivo daquela frase, mesmo que tivesse vontade de interromper, ficara calada.

- O Myouga quer falar com você e Kagome. Eu não sei sobre o que é, mas imagino que não seja algo bom. – Sora estremeceu ainda mais ao ouvir o nome daquele homem. Desta vez Kagome pode perceber que sua mãe estava abalada.

- Certo Kaede, muito obrigada.

Sora seguiu guiando Kagome para fora da escola e enquanto respirava o ar chegava seco aos seus pulmões arranhando como arrame farpado. Ela não tinha medo do homem, afinal já tinha ido conversar com ele diversas vezes, principalmente para obter exceções para Kagome. Agora era diferente, ele é quem havia chamado e como Kaede havia dito boa coisa não deveria ser, nunca era.

- Mamãe, Myouga é o ancião? – Kagome conseguiu perguntar ainda que um tanto receosa.

- Sim, querida. – Sora não sabia mais o que dizer.

- Ele... Ele é um home ruim? – Era tudo o que Kagome conseguia pensar naquele momento, para que alguém fizesse sua mãe ficar daquela maneira provavelmente boa pessoa não era.

- Talvez ele seja, Kagome. Talvez ele seja. – A garota nunca havia presenciado a mãe ficar daquele jeito, de alguma forma parecia que este homem a afetaria mais do que qualquer outra coisa.

Após a última resposta da mãe, Kagome não conseguiu reunir coragem para realizar outras perguntas apenas seguiu ao seu lado como de costume.

 

 

Depois de alguns minutos de uma caminhada silenciosa e inquietante para ambas os passos de Sora foram diminuindo a velocidade e Kagome percebeu que chegaram à casa do Myouga. A garota percebeu que naquela direção a sensação do vento era refrescante como se houvesse água parada por perto, talvez um poço ou um pequeno lago. A pequena adorava aquela sensação era como se o ar enchesse seus pulmões e gentilmente os acariciassem e o cheiro da água dava-lhe a sensação de que não iria sentir calor tão cedo.

Sora parou e Kagome pode ouvir leves batidas na porta de madeira, assim que foi aberta ouviu a voz de um velho senhor, esganiçada como se uma gralha estivesse tentando falar.

- Bem-vinda, Sora. E essa deve ser a sua filha, não é mesmo?  - Apesar da sua voz estranha Kagome notou um tom quase carinhoso enquanto o senhor falava.

- Não me venha com sentimentalismo, Myouga. Ambos sabemos que não é para isso que me chamou aqui. – Sora fora extremamente ríspida e a criança achou que aquilo não combinava com o caráter de sua mãe, algo realmente muito sério estava prestes a acontecer, pois aquela mulher parecia uma leoa protegendo suas crias de predadores.

- Primeiro é melhor que agente entre. Não acho certo conversar aqui fora. – Sora guiou a filha para dentro e a menina ouviu o barulho do piso e notou que era de madeira, ela tinha ouvido que poucas pessoas conseguiam possuir luxos como esses em sua casa, Kagome imaginou que a casa deveria ser uma das melhores de todo o vilarejo, talvez uma das mais antigas. – Podem se sentar. – Aquele sofá incrível, ela conseguia contar nos dedos da mão em quantos sofás ela já tinha se sentado e esse era, com toda certeza, o mais macio e felpudo.

- Vou ser direto, Sora. Devido ao problema que sua filha possui, ela não participará das aulas de treinamento, nem do espiritual quem dirá do físico. Estamos entendidos? – Kagome petrificou e Sora explodiu.

- Minha filha não é uma incapaz, Myouga. – Ela gritou e levantou do sofá num solavanco. – E eu tenho te provado isso a cada ano que passa.

- Não importa quais argumentos você tenha essa questão já foi definida pelo concelho. - O senhor continuava falando calmamente, como se nada pudesse abalá-lo.

 - Myouga, você é um velho perverso e faz com que todos sejam como peões nesse seu joguinho de xadrez que você acha que é a vida dos outros.  – O velho não respondeu a ofensa. – Vamos embora, Kagome. Esse senhor já disse o que tinha para dizer. – A jovem quase não conseguiu se por de pé sozinha depois da cena que acabara de presenciar, era informação demais para que ela pudesse absorver em tão pouco tempo. Sora segurou em sua mão o que fez a menina manter o equilíbrio e conseguisse acompanhar a mãe.

Kagome estava com tanto medo e ficou por um bom tempo em silencio, assim como tinha ficado enquanto seguiam para a casa de Myouga, mas havia algo que ela deveria falar e não via como deixar isso para depois.

- Mamãe.

- Sim, querida.

- Eu vou ser um dos sacrifícios, não é verdade? – A pequena disse e imediatamente começou a chorar e a mãe imediatamente a abraçou.

- Não chore meu amor. Nós vamos lutar até o fim pra conseguir transformar o nosso destino como a gente sempre fez, certo?

- Aham. – Foi tudo o que a pequena conseguiu sussurrar contra o ombro de sua mãe enquanto continuava a chorar, lagrimas que há muito teimavam em não cair.

Kagome estava cada vez mais certa de que o destino que lhe esperava era cruel, todas as suas forças pareciam que estavam se esvaindo. Ela não era tão forte e corajosa como a mãe e agora ela conseguia ver a nítida diferença entre uma guerreira, que era Sora, e ela uma simples criança. Ao menos sua mãe sempre estaria ao seu lado, sempre lhe dando forças para que conseguisse continuar seguindo em frente, pelo menos por enquanto.



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