História A garota da rua 37 - Capítulo 40


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Colegial, Drogas, Gays, Hentai, Homossexuais, Homossexualidade, Lesbicas, Sexo
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Palavras 2.862
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Festa, Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi pessoas ( ou unicórnios )
Gente é o seguinte: eu tô sem internet, triste eu sei, estou me sentindo em uma ilha deserta ;-;
Não sei quando volto por aqui. Sei como é difícil esse lance de escritores que não atualizam com frequência e os leitores ficam ali na expectativa, pois é eu também leio muitas fanfic's e sei como é ;-;
Mas também tô vendo que os escritores não tem culpa. Então espero a compreensão de vocês ;-;
Foi só isso, boa leitura e desculpem os erros :3

Capítulo 40 - Desistir?


Sophia on:

Sabe quando você sente que sua vida vai mudar completamente? E pior, você não tem controle sobre isso? É exatamente isso que eu estou sentindo.

Bom, se eu dissesse que sou uma pobre coitada que está sendo obrigada a ir para Yale eu estaria sendo bem hipócrita.

Eu tenho total noção que isso tudo é para o meu bem. Sei que a minha entrada na universidade vai abrir muitas portas para o meu futuro e que assim obviamente vou conseguir um bom emprego.

Mas então por que eu não me sinto totalmente confortável? Por conta de Elisa, claro.

Nunca passou pela minha cabeça que um dia eu teria que ir embora sem me despedir dela, e eu não estou falando só do país. Eu sai da vida dela sem me despedir, mas foi ela que quis assim, ela já deve estar melhor sem mim.

Ou não...

— você vai levar essa droga? — Dany levantou meu álbum de figurinhas como se fosse algo extremamente nojento e desnecessário.

— claro, tem raridades aí.

— você não cresce? Digo, desde quando nós namorávamos você coleciona essas drogas.

— crescer é chato prefiro preservar essa minha mente infantil. — falei pegando algumas toalhas e colocando na mala.

Eu e Dany já estávamos a umas três horas no meu quarto arrumando minhas malas, eu já estava cheia de escutar ela reclamar e dizer que eu estava levando muita coisa desnecessária.

Eu já tinha colocado tudo no seu devido lugar. Da minha coleção de lego a minha coleção de quadrinhos.

— você já arrumou as suas? — perguntei vendo Dany deitada na minha cama folheando um quadrinho do Superman.

— desde ontem. Eu não sou como você que deixa tudo pra última hora.

— pra que isso tudo? Nosso vôo só vai sair amanhã ao meio dia.

— e eu espero que você não se atrase, você sabe que não pode se atrasar né? — ela já tinha me perguntado isso umas trezentas vezes. Danyela e suas neuroses...

— já falei que vou estar lá na hora.

— eu acho bom.

Acabei de arrumar tudo antes de olhar o relógio. Eram quatro da tarde e eu estava exausta. Me deitei ao lado de Dany e fiquei lendo com ela outro quadrinho, dessa vez do Batman.

— isso é tão tosco... — ela resmungou passando a página.

— Oque?

— tipo, todo mundo sabe que isso que o coringa sente pelo Batman é uma paixonite secreta.

— depende do ponto de vista. — eu falei colocando meu braço sobre o rosto.

— tanto faz. — Danyela falou largando o quadrinho e me encarando — Sophia, oque você acha de sair hoje? beber, se divertir...

— não acho uma boa, não quero beber nunca mais na minha vida, bebida só me trouxe desgraça.

— foi por conta de bebida que estamos juntas.

— é, eu sei.

— está me chamando de desgraça? — ela perguntou incrédula —

— não exatamente. Mas se não fosse a bebida eu não tinha levado a porra de um soco do seu pai. — eu falei tocando meu nariz que ainda estava bastante dolorido.

— ah nem vem que você mereceu, aonde já viu falar sobre penetração com um velho homofóbico que está tendo que “aguentar” uma filha homossexual? — Dany fez aspas com as mãos enquanto eu revirava os olhos — porra penetração, sério isso???

— eu só não aguento essa imagem de cafajeste tirador de inocência que está sobre mim!

— eu sei que não porra! E você acha que eu gosto da imagem de pobre coitada? Porra, eles falaram de estupro! Já passou pela cabeça deles que eu tenha gostado?

— é claro que você gostou, fui eu que fiz. — falei dando meu melhor sorriso cafajeste puxando Dany pela cintura.

— você realmente não presta Martins. — a mesma disse se aconchegando em cima de mim.

Dany sentou no meu colo e depois ficamos nos encarando de um jeito diferente, um jeito carinhoso, era como se ambas quisessem decorar cada detalhe do rosto da outra.

— vamos transar? — ela perguntou colocando as mãos nos meus ombros como apoio.

— oque? Não! — falei surpresa.

— por que não?

— eu não estou no clima...

— ah vamos, por favor. — ela disse fazendo biquinho. Um biquinho fofo diga-se de passagem. — você sabe, não vamos poder fazer essas coisas na universidade.

— já passou pela sua cabeça que talvez eu não queira fazer isso na faculdade? — perguntei como um sussurro.

— oque?

— oque?

— vai me fala!

— oque?

— eu sei que você falou algo, para de me fazer de palhaça.

— eu falei que não estou disposta, arrumar uma mala cansa sabia?

— eu nunca pensei que diria isso mas lá vai: Sophia Martins, você é uma broxa.

— ah para.

— mas é verdade. Você sabe que não precisa bancar a santa comigo né? Te conheço de longas datas Sophia.

— eu não estou bancando a santa! Só não quero transar! — falei irritada.

— ei calma! Não quer não faz.

— olha eu quero dormir, quando sair fecha a porta. — falei deitando e virando de costas para Dany.

— eu ainda quero sair.

— sai ué, fala com suas amigas. — falei e logo depois senti um peso sobre minha cintura. Ela tinha sentado bem em cima do meu sexo, sacanagem.

— ah vai, por favor. A gente bebe, se diverte, se você estiver no clima a gente transa e depois dorme.

— de tudo isso aí que você falou eu só gostei do dormir.

— ah para de frescura Sophia. Pensa como uma saideira. — Dany disse brincando com a base da minha camisa dos Minions. — diz que sim vai... — ela arranhou minha barriga fazendo uma voz inocente com um baita tenhor sexual.

— mas que porra em Cameron? Tá nós vamos.

— UHHHHUUUU!!. — ela gritou e se jogou com tudo cima de mim, oque obviamente me causou uma imensa dor.

— MAS QUE PORRA EM CAMERON?

— desculpa. — ela falou com aquela típica expressão "ops", não aguentei e abri um sorriso.

Elisa on:

— uma modelo como você morando nesse fim de mundo. Isso é vergonhoso sabia? — Cris falou enquanto praticamente invadia minha casa.

— isso são modos de invadir minha casa? Eu poderia achar que era um tarado ou sei lá. — falei espantada não só pelo modo como ela chegou como também pelas minhas vestimentas, ou melhor, pela falta delas.

— se você me deu a chave acredito eu que era para eu entrar a hora que eu quisesse, certo?

— só quando eu fosse embora espertinha. — falei enxugando meus cabelos.

Eu tinha acabado de sair do banho e meu corpo só era coberto por uma toalha azul escuro.

— de que horas sai seu vôo amanhã mesmo?

— dez da manhã. — falei e escutei Cris murmurar um "ah" como concordância.

— vai me abandonar né? — ela perguntou se aproximando de mim.

— ah deixa de drama vai, você sabe que não. — falei apertando a sua bochecha como modo de desfazer aquela expressão de birra.

Cris já estava nesse drama a uns quatro dias desde que eu avisei a ela que iria sair do país. Era um desfile importante em Barcelona e eu obviamente não iria recusar. Eu estava ganhando bastante dinheiro como modelo e eu admito que não achei que tinha jeito pra coisa, mas depois de uns trabalhos fui me soltando e fui até elogiada por pessoas importantes da indústria. Estava tudo indo bem.

Talvez “bem” não seja a palavra certa, mas estava tudo indo como deveria ir, eu acho...

— eu não sei de nada. Você vai para a Espanha com o bonitão e vai me esquecer.

— Cris eu já disse a você que não tenho nada com o Henry. Não insista por favor.

— você já o beijou Elisa. Como quer que eu não pense besteira assim?

— foi só um beijo...

— engraçado que tudo na sua vida começa com um “foi só”. Com a Sophia “foi só uma transa” e agora com Henry que “foi só um beijo” — Cris falou e quando eu ia repreende-lá a mesma fez uma expressão pensativa continuou. — tá vendo? Minha teoria que a Sophia é sua metade até nisso faz sentido. Com a Sophia vocês começaram já tendo uns orgasmos loucos, com Henry nem do beijo você gostou.

Admito que achei graça naquilo. Sério que ela criava essas teorias?

— você pode parar de falar da Sophia? Ela já saiu da minha vida, ok?

— ok senhorita, não precisa se zangar. — Cris falou fazendo sinal de rendição. — olha eu só vim hoje pra me despedir de você, vou sair com umas amigas e vou beber pra caralho, provavelmente não vou estar acordada amanhã cedo pra me despedir de você.

— nossa sendo assim Tchau.

— é Tchau. Não perde a cabeça com o Henry, eu só quero seu bem então se for pra perder a cabeça que você transe loucamente com ele. Se não é melhor você voltar com a girlmagia. — Cris falou no meu ouvido enquanto me abraçava.

— eu sei, eu sei. — falei revirando os olhos.

Logo depois Cris foi embora me deixando sozinha naquele pequeno duplex mas que agora estava cheio das minhas dúvidas. Todas elas relacionadas a Sophia.

Sophia on:

De longe eu estava escutando os risos e as falas da minha mãe e de Danyela.

Inferno!

Detesto essa aproximação das duas. O fato é que me irrita muito a minha mãe não ter tido nenhum surto ou algo do tipo quando eu comecei a namorar a Danyela. Estranho, não? Pois é eu estava desejando que minha mãe estivesse surtado e atrapalhado tudo, mas ela não o fez, pelo contrário ela foi super a favor.

Mas se fosse a Elisa ela não iria tolerar né? Que maravilha...

Dany tinha chegado na minha casa a uns vinte minutos e eu já estava atrasada. Acabei que dormi a tarde toda e esqueci dessa tal “saideira” que a minha amada namorada (identifiquem a ironia) planejou.

Acabei que me vesti de qualquer jeito. Uma camisa azul com a logo do Superman no peito e uma calça jeans velha, coloquei meu all star e desci.

— tô pronta, vamo? — perguntei me aproximando de Dany que vestia um vestido solto preto. Até que ela tava bem gata.

— mas que roupas são essas Sophia? — Dany perguntou me olhando de cima a baixo.

— ué você sabe que eu me visto assim.

— vamos sair e você vai assim?

— Danyela filha, lembra do que conversamos? — minha mãe perguntou tocando o ombro de Dany.

— ah claro. — Dany respondeu revirando os olhos.

Eu preferi não argumentar. Mesmo se Dany não concordasse eu iria com aquela roupa mesmo. Só não gostei dessa tal conversa dela com a minha mãe.

Minha mãe emprestou o carro e eu fui dirigindo enquanto Dany retocava a maquiagem em um dos espelhos do carro.

— oque você conversou com a minha mãe? — eu perguntei quando vi que ela tinha acabado de passar o batom.

— besteira.

— eu quero saber Cameron!

— já falei, besteira. Ela me disse algumas coisas sobre você.

— tipo o quê?

— tipo que você tem uma personalidade difícil, se bem que isso eu já sabia a tempos, que você não gosta muito de ser controlada, sabe? Para eu não querer colocar algum tipo de corrente em você que você não é dessas.

— nossa.

— o quê?

— nada, só que você teve uma conversa estilo sogra e nora com a minha mãe.

— e não é isso que ela é minha? Ela não é minha sogra?

— que seja...

Acabei finalizando a conversa por ali. Eu sinceramente não queria nem pensar sobre isso, a idéia da minha mãe e Danyela de conversinha por aí me causava arrepios.

Dany me disse o caminho e depois de alguns minutos chegamos em uma boate famosinha no centro.

Após entrar na boate já era perceptível a afobação dos adolescentes ali presentes. O segurança que estava na entrada não perguntou a minha idade nem a idade de Danyela, éramos de menor e caso o cara perguntasse obviamente iríamos ser barradas. Aquele lugar estava lotado de adolescentes já que claramente os seguranças não perguntaram a idade de ninguém ali.

Bom, eu já estava na chuva então eu ia sim me molhar.

Fomos no bar e após algumas doses de tequila Dany me puxou para a pista.

Ouvir a loira gritando algo sobre amar a música que tocava, não sei ao certo o pessoal gritando estava me deixando surda.

Quando parei consegui identificar a música que era One Dance — Drake — acabei esquecendo tudo ao meu redor e me permiti dançar praticamente grudada em Danyela que, assim como eu, já estava meia alta.

O calor daquela pista já era considerado infernal, mas quem queria saber disso? Todos estavam bêbados e dançando agarrados em seus pares, eu mesma não estava diferente. Eu sentia que o calor humano ali estava me entorpecendo e o calor de Danyela especificamente estava acabando de foder oque já estava fodido.

Me soltei dos braços da loira e tive que gritar em seu ouvido que iria ao banheiro já que a mesma, assim como eu, estava surda por conta da alta música.

Sai um pouco grogue daquele mar de pessoas suadas e cheguei no banheiro sentido um fio de suor descer pelo meu pescoço. O banheiro estava mais fresco do que o resto do local e eu agradeci mentalmente por ele estar vazio.

O calor me dominou a tal ponto que eu não pensei duas vezes antes de tirar a camisa, ligar a torneira da pia de mármore do local e jogar uma boa quantidade de água na minha barriga, seios e pescoço.

A água molhou meu sutiã preto e minha calça jeans mas eu não me importei. Me escorei no lado de fora de uma das portas de uma das cabines que estavam vazias. Eu estava com a respiração precária e até achei que poderia ter um infarto naquela porra de banheiro. Maldita tequila!

Ouvi uma batida de porta e pensei ser Dany.

Mas ao invés da loira uma garota de cabelos platinados entrou no banheiro e eu tive a sensação que conhecia a mesma de algum lugar.

— aí garota, você tá bem? — a garota perguntou toda preocupada me ajudando. — oh céus, Sophia? — pera, ela me conhece?

— s-sim.

— meu deus, você se lembra de mim? Sou eu Cris, amiga de Elisa. — foi aí que a ficha caiu, era claro que eu lembrava dela, Elisa estava bebendo junto a ela na noite anterior do nosso término.

— ah claro que lembro de você. Elisa estava bebendo com você na noite anterior do nosso término.

— é foi mesmo. Olha, quero que saiba que eu tentei fazer ela mudar de idéia, eu ainda torço muito por vocês. — Cris disse tocando em meu ombro.

— eu agradeço, mas acho que Elisa está melhor sem mim...

— você está louca? Não! Ela está tentando esconder a tristeza e a dor que está sentindo mas eu conheço minha amiga. Ela precisa de você Sophia, e precisa muito.

— eu também preciso dela, mas ela terminou...

— e você desistiu dela?

— claro que não! Se ela vinher até mim eu não vou recusar nada.

— e se ela não vinher? Sophia, as vezes precisamos engolir o orgulho ou então vamos perder aquilo que amamos. É isso que você quer? Perder a Elisa por conta de um capricho?

— não! Claro que não! Eu à amo!

— eu sei que sim, ela também te ama, mas pelo oque estou vendo vocês não vão ficar juntas.

— por que fala isso?

— ela tá indo embora Sophia, ela não vai voltar nem tão cedo, isso se voltar né?

— o-oque? Pra onde ela vai?

— Barcelona Sophia. Carreira de modelo com um moreno gostoso que tá doido pra ter aquilo que é seu!

— m-moreno?

— é. Eu não posso mais falar muita coisa, só digo que ela vai amanhã e você deveria correr atrás, nem se for por uma última vez. — a garota disse e logo depois umas garotas entraram no banheiro gritando algo sobre “tem uma amiga sua caída na pista”, eu até pensei ser Dany mas aí vi que era uma amiga de Cris que logo saiu do banheiro me deixando novamente sozinha.

Fiquei ali totalmente atordoada. Elisa + Barcelona + carreira de modelo + moreno gostoso?

Ela não pode ir embora com ninguém! Ela não pode me deixar aqui, mesmo eu tendo que ir para Yale se ela pedir eu fico. Se ela pedir eu fico com ela, pra sempre...

Vesti minha camisa e saí em disparada daquela merda de banheiro.

Não vi Dany mais na pista e também não me dei o trabalho de procurar a mesma.

Eu iria atrás de Elisa. Eu amo Elisa. Eu não vou desistir de Elisa.


Notas Finais


O fim do capítulo eu meio que quis passar uma boa mensagem pra vocês, eu já passei por isso gente e digo que insistir em um amor faz bem sim. Mas insistir pra sempre também não dá né?

Bom eu espero que tenham gostado, se gostaram, favoritem a história e venham para o lado unicórnio da força :3

Qualquer dúvida ou sugestão pode me mandar uma mensagem ou Dm no Twitter. Meu tt é: @entreunicornios
Ou cometem ai mesmo que eu respondo geral :3

Amo vocês e mui obrigado pelos favoritos e comentários. Vocês não têm idéia do que é 390 pessoas lendo algo que você escreve, É UMA SENSAÇÃO INCRÍVEL! Eu AMO vocês!! Não importa quem são ou oque fizeram, quando eu digo que amo é porque eu amo mesmo :3


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