História A garota da rua 37 - Capítulo 43


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Colegial, Drogas, Gays, Hentai, Homossexuais, Homossexualidade, Lesbicas, Sexo
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Palavras 1.698
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Festa, Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi pessoas (ou unicórnios)
Voltei para animar o domingo de vocês ^^
Eu queria muito ser uma mosquinha para ver a reação de vocês lendo esse capítulo, já que eu não sou, comentem ^^
Desculpem os erros e boa leitura :)

Capítulo 43 - Corações separados


Sophia on:

Sinto a luz solar adentrar a janela e no mesmo instante sinto uma pontada forte em minha cabeça.

Merda!

Abro os olhos devagar e levo algum tempo para processar que: eu não estava em meu quarto, que aquela era a casa de Elisa e que nós tínhamos feito amor a noite toda. Ainda consigo sentir cada pedacinho do meu corpo doer. Ela estava totalmente insaciável a mim na noite passada.

Começo a tatear a cama a procura da loira mas não a acho. Sento-me na cama e não ligo para o fato de que o lençol que eu estava coberta desceu um pouco, oque fez meus seios ficarem expostos.

— Elisa! — chamo alto a loira mas não obtenho resposta.

Me levanto e cato minhas roupas. Visto minha cueca branca e meu sutiã preto e saio andando pela casa a procura de Elisa. Vou no banheiro, sala, cozinha e não a acho. Aonde ela estava? Vou na geladeira beber um pouco dágua e logo após fechar a mesma vejo que tem um papel azul preso na porta. Puxo o papel que estava preso com uma fita e começo a ler oque tinha escrito ali:

Sophia, eu não sei oque você quer, me diga, você quer brincar comigo? Pois se sua intenção for essa acho melhor desistir. Acabou, eu estou com Henry agora. Quando você ler isso eu já estarei longe o suficiente, então, por favor, vá embora. Vai ser melhor para todos se nós fiquemos afastadas.

Ass: Elisa


Não. Ela não pôde ter feito isso! Ela foi embora sem se despedir, sem me explicar nada, sem ao menos falar: “obrigado, foi ótimo lhe usar na noite passada.”


Merda!

Eu sou uma estúpida! Sou estúpida em achar que iríamos fazer amor e depois iríamos nos acertar. Ela nunca quis se acertar. Ela me usou e depois foi embora com o corno. Tem tantos possíveis xingamentos para oque ela fez que eu não consigo pensar em um só.

Sinto meu peito arder no mesmo instante. Eu não sei oque fazer nem oque pensar. Fizemos amor a noite toda e agora ela simplesmente vai embora com outro?

Ainda atordoada e com o rosto banhado em lágrimas eu volto para o quarto e começo a me vestir. Encontro meu celular no chão e percebo mais de dezessete ligações.

Foi então que eu me lembrei de Danyela, da minha mãe, do meu futuro...Porra, eu já devo ter perdido o vôo!

Olho para o relógio e quase infarto quando vejo a hora. Merda!

Mil merdas.

Sento-me no sofá da casa de Elisa e choro. Não sei oque fazer, minha mente está confusa e meus pensamentos embaralhados.


Danyela on:

— a sua filha é uma total irresponsável Terry! — meu pai esbravejava na cara do moreno que continha uma expressão séria.

Já fazia mais de uma hora que eu e meus pais estavam na casa de Terry mas Sophia ainda não tinha dado sinal de vida. Após me abandonar na maldita balada ela não tinha dado nem um telefonema sequer. Fiquei horas naquele lugar esperando por ela que não deu mais as caras.

— fique calmo querido. — minha mãe fala segurando no ombro de meu pai.

— calmo?! A filha irresponsável desses dois ainda não apareceu! Como quer que eu fique calmo?

— eu conheço minha irmã, se ela não apareceu é porque não quer ir. — Pedro diz irritado. Ele estava odiando o tratamento que a irmã estava recebendo.

— Pedro, se não for ajudar não atrapalhe! — Samantha esbraveja e Pedro bufa.

No meio disso tudo eu não pronunciei uma palavra sequer. Pedro tinha razão. Sophia não queria ir comigo e eu não poderia simplesmente obriga-lá a fazer isso.

Esse tempo próxima de Sophia foi tão bom para mim. Me fez recordar da nossa época de colegial. Das nossas fugidas para namorar, de como ela era extremamente carinhosa e atenciosa comigo, de como nós não brigavamos e de como tudo era mil maravilhas. Namoro melhor impossível. Só tinha a parte boa e não todo o resto que é a parte mais difícil de um relacionamento. Éramos duas pirralhas que se gostavam, éramos duas pirralhas felizes.

Nesse tempo próxima a ela me peguei várias vezes pensando em como seria se eu contasse a verdade a ela. Se eu estava louca? Provavelmente. Estava pensando na felicidade dela e não na minha. Acho que esse é o famoso poder do amor que todos falam, ou, era o poder da culpa.

Saio dos meus devaneios quando escuto a campanhia da casa de Terry ser tocada e Pedro corre para atender. Uma Sophia com a mesma roupa da noite anterior aparece na porta e abraça forte o irmão, não um abraço como os outros, mas um abraço de medo. Desespero talvez.

— aonde você estava Sophia? — a voz grossa de Terry invade o ambiente.

— pai não vamos falar disso...

— como não Sophia? Aonde você estava? Não banque a irresponsável para o meu lado. — Terry fala em um tom que até eu senti medo do moreno.

— pai, por favor, não. Ela não já apareceu? Então, vamos deixar tudo assim. — Pedro diz abraçando a irmã de lado. Esses dois sempre se acobertando.

Terry se cala por fim e Pedro some com a irmã pelo corredor. Todos da sala não ousaram mais pronunciar nenhuma palavra oque deixou o clima bastante desconfortável.

Depois de trinta longos minutos Pedro volta para sala junto a Sophia. Sophia estava com os cabelos molhados e com uma calça jeans preta, uma camisa de botões verde e nos pés um par de botas marrons.

— aonde está a minha mala? — a morena pergunta séria.

Observo melhor a expressão da mesma e tenho quase certeza que ela estava chorando. Olhos vermelhos, nariz vermelho e rosto com uma pequena coloração também vermelha. Ela estava chorando.

— atrás da porta da sala. — Samantha fala e Sophia apenas concorda com a cabeça, vai até a mala e saí com a mesma junto com Pedro.

— bom, agora nós podemos ir. — meu pai fala se levantando.

Concordo e também saio com minha mala. Vou até o carro de Terry, aonde Sophia já estava, e coloco minha mala junto da dela no porta malas do carro. Entro no carro sem nem olhar na cara da morena que também demonstrou não querer falar comigo.

Por fim todos entraram no carro e eu coloquei meus fones para não ter que socializar com ninguém. Eu, Sophia e Pedro fomos no banco de trás enquanto Terry e Samantha foram na frente. Meus pais foram no carro da minha mãe.

Enquanto eu ia escutando algumas músicas eu algumas vezes olhava para Sophia que parecia muito ocupada apreciando a paisagem urbana pela janela.

Eu estava morrendo de vontade de perguntar a Pedro oque tinha acontecido, pois sim, eu sabia que Sophia tinha contado tudo para o irmão. Aqueles dois apesar de tudo são um grude só.

O caminho até o aeroporto foi calmo e logo nós estávamos no salão de embarque. Faltavam trinta minutos para o vôo sair mas o avião já estava aberto para os passageiros entrarem.

— eu acho que vou morrer de saudades. — minha mãe disse me apertando contra ela.

— eu também mamãe. — digo com a voz abafada.

De longe vejo Samantha chorando enquanto abraçava Sophia, Pedro também muito emocionado segurando a mão da irmã e Terry com a expressão fechada como sempre com os braços cruzados. Até nessas horas ele tenta manter essa pose superior, idêntico a Sophia.

— filha, você sabe que se essa garota fizer mal a você lá você pode me ligar, não sabe? — meu pai pergunta após minha mãe me soltar. Reviro os olhos.

— fala como se ela precisasse. É tão óbvio que sua filha gosta dessa garota. — minha mãe fala.

— eu ainda acho que essa garota só faz mal a nossa filha...

— pai, esquece isso okay? Eu e Sophia estamos indo. — digo tentando acalmar meu pai. Pela primeira vez não quis encher a boca para dizer que eu e Sophia estávamos namorando. Não sei porque, mas eu senti que não deveria ficar me iludindo.

Após todo o processo de despedida eu e Sophia embarcamos. Por irônia do destino, e também por conta dos nossos pais, nossas poltronas eram juntas então foi um pouco difícil evitar contatos. O avião estava parado enquanto eu tentava me concentrar em uma revista qualquer que as aeromoças distribuíram. Apenas tentava já que minha mente estava ocupada demais por conta de uma certa morena de olhos azuis.

— pode me contar agora aonde estava? — perguntei seca.

— não. — Sophia disse simples enquanto comia um chocolate que as aeromoças deram.

— não? Como não? Você simplesmente some e me deixa naquela merda de boate sozinha e agora não quer nem me falar para onde foi? — pergunto incrédula.

— olha, me desculpa por ter deixado você sozinha, mas eu não te devo satisfações. — Sophia diz e eu a encaro incrédula. Sério isso?

A mesma fica em silêncio e eu tento processar uma resposta. Começo a prestar atenção nos traços da garota ao meu lado. Rosto sem maquiagem, olhos azuis inquietos, pele branca limpa de qualquer cravo ou espinha e pescoço cheio de... MARCAS?!

Eram marcas sim! E pareciam muito com chupões e mordidas, só que eu e essa vagabunda nem sequer transamos!

— então foi assim que você passou a noite. — digo tocando em uma das marcas e Sophia rapidamente tira minha mão do local.

— oque você...

— você estava com outra? — a interrompo e vejo a expressão da garota ficar confusa, como se ela se perguntasse se deveria me contar algo ou não.

— estava.

— joguinho de traição Martins?

— ah Dany não começa. Nosso namoro nem é sério.

— sério ou não eu achava que você me respeitava.

— e eu respeito, respeito tanto que sempre deixei claro que não tínhamos nada sério, agora, por favor, não começa que eu estou morrendo de dor de cabeça. — Sophia fala demonstrando cansaço na voz. A garota coloca o braço sobre o rosto e vira-se para o outro lado.

O avião decolou e todos tiraram o vôo para dormir. Todos menos eu. Comecei a sentir um nó na garganta e uma imensa vontade de chorar. Chorar por Sophia? Exato. Eu estava chorando por Sophia.

A idéia dela nos braços de outra estava me perseguindo novamente. Eu não iria aguentar aquilo tudo novamente.

Chorei baixinho por bastante tempo e logo depois adormeci.


Notas Finais


Eai??
Pergunta básica: alguém está com raiva da Elisa? Comentem!
Então meu povo espero que tenham gostado, se gostaram, favoritem a história e venham para o lado unicórnio da força ^^
Amo muito vocês, não se esqueçam disso por favor :)
Qualquer dúvida ou sugestão pode deixar aí nos comentários, leio e respondo todos :)
Ou podem ir lá no meu Twitter que é: @entreunicornios
Até o próximo ^^


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