História A Garota do Calendário (G!P) - Capítulo 26


Escrita por: ~ e ~MdsSchilling

Postado
Categorias Orange Is the New Black
Personagens Alex Vause, Piper Chapman
Tags Alexvause, Lauraprepon, Oitnb, Orangeisthenewblack, Piperchapman, Taylorschilling
Visualizações 179
Palavras 3.690
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Fantasia, FemmeSlash, Festa, Orange, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hellouuuu, babys <3
Voltei uehe, vejo vocês de novo assim que eu puder, aproveitem.

Capítulo 26 - Casa, é onde seu coração está.


O toque do celular me acordou do melhor sonho. Piper e eu estávamos passeando em castelos na Alemanha, de mãos dadas, como um casal loucamente apaixonado. Até que o ruído começou. Assim que parou, começou novamente.

Piper se inclinou sobre mim, agarrou o objeto ofensivo e atendeu. Merda. Não. Péssima ideia. Poderia ser qualquer um. Se fosse um dos meus ex-clientes, amigo ou não, poderia dar errado. Muito errado, rápido demais.

Ela bocejou.

— Sim, sim. Certo, só um segundo. É a sra. Diane.

Revirei os olhos. Peguei o telefone e tampei o alto-falante com a mão.

— Ela é minha tia.

— Tudo bem. — Ela se inclinou e beijou meu ombro. — Vou fazer um café antes que você tenha que ir para o estúdio.

Apertei seu braço, segurei sua nuca e a beijei docemente. Ela sorriu e se afastou.

Levei o celular ao ouvido.

— Tia Diane, que raios faria você me ligar tão cedo? Quer dizer, deve ser absurdamente cedo para você.

Ouvi seus dedos teclando ao fundo.

— Sim, sim, eu não fui dormir ainda. Você ignorou as minhas ligações a semana toda, e eu precisava lhe dar os detalhes do próximo cliente, já que saio em férias amanhã. Este é... Não sei. Tem algo estranho aqui. — Tia Diane nunca falou de outra forma que não fosse cem por cento segura.

— Como assim? O que tem de estranho? O cara é um esquisitão?

Ela suspirou.

— Não, não. Na verdade, ele é bem limpo no papel. Vem insistindo em reservá-la assim que você estivesse disponível, checando a cada duas semanas para ver se houve algum cancelamento. Coisa que não aconteceu, é claro.

— Certo. Então ele me quer de verdade. Ele disse por quê?

— Aparentemente, ele precisa que você finja ser a irmã dele, desaparecida há muito tempo. Algo sobre os negócios da família pararem nas mãos erradas caso ele não apareça com a irmã para os investidores, blá- blá-blá. O nome dela apareceu por acaso em um acordo de negócios, mas ele nunca a conheceu. Eles não conseguiram entender direito o nome rabiscado no papel. Pode ser Alex Vause como você, ou Alexandra Vause, talvez Vaose, com “o”, mas você tem a mesma data de nascimento da moça e o seu nome é Alex Vause. Então, é por isso que ele quis você.

Mordisquei o lábio.

— Que estranho. Você checou o cara?

Diane deu um suspiro exagerado, que pareceu estrangular meu coração no processo.

— Você acha que eu arriscaria a sua segurança?

O riso chegou à ponta da minha língua, especialmente após o fiasco com Aaron, mas ela não sabia muito sobre aquilo. Basicamente nada. Eu tinha escondido muito bem aquele acontecimento.

— Eu sei que você tem o meu bem-estar em mente, tia. Desculpa.

Ela estalou a língua e tudo ficou bem novamente. Moleza.

— Ele foi exaustivamente analisado. Jovem, apenas trinta anos, e é o leme de uma das principais empresas de petróleo com sede no Texas.

— Uau. Muitos petrodólares, certo?

Tia Diane murmurou:

— Com certeza. Não sei de todos os detalhes, além do fato de ele estar muito ansioso para conhecê-la. E você vai adorar isso: ele não é um coroa papa-anjo. É um caubói gostoso, que mora em um rancho e tudo! — Ela fez uma pausa. — Ainda não recebi o adicional de vinte e cinco mil do nosso Latin Lov-ah. Suponho que você não tenha se divertido tanto quanto achou que fosse.

— Diane, isso não é da sua conta, mas não, não me diverti. E nem vou.

— Você pode mudar de ideia quando eu mandar a foto do caubói. Eu nunca tive interesse em caubóis, mas alguma coisa nele me é familiar, me chama a atenção de um jeito que eu não sentia há muito tempo. Talvez seja por isso que eu estou achando alguma coisa estranha, porque o cara me passa uma sensação de déjà-vu. Bem, não importa. O seu voo de Miami para Dallas vai ser reservado amanhã. Você quer ficar alguns dias em Miami, em Dallas, ou quer passar em casa antes de ir para o Texas?

Casa. Casa é onde o nosso coração está.

Aquele pensamento me fez abrir um sorriso enorme. Tão grande que, quando Piper entrou no quarto com uma xícara de café, parou no caminho e uma sobrancelha se ergueu em uma pergunta silenciosa.

— O quê? — ela murmurou, mas balancei a cabeça, sorrindo feito louca.

— Diane, eu gostaria de ficar em Malibu antes de atender o próximo cliente em Dallas. Vou decolar do aeroporto de Los Angeles.

Piper inclinou levemente o quadril, e o abdome ondulou com o movimento, o que me arrancou um suspiro.

— Certo, boneca, vou fazer os arranjos. É bom que você esteja voltando pra casa por um tempo. Vamos marcar um almoço.

— Vamos sim. Te amo.

— Sim, querida. Também te amo.

Tia desligou e eu me virei para a minha mulher.

— Depois dessa semana, vou passar seis dias em Malibu. Será que eu consigo um lugar para ficar?

Com o rosto absolutamente inexpressivo, Piper respondeu:

— Você tem um apartamento em Los Angeles.

Eu me encolhi. Meu apartamento. Eu precisava esvaziar aquele lugar e colocar minhas coisas em um depósito. Na verdade, talvez eu devesse acrescentar isso a minha lista de coisas a fazer enquanto estivesse em  L.A. Não havia razão para pagar o aluguel de um lugar em que eu não punha os pés havia sete meses.

— Linda, eu pensei que... — Fui cortada por Piper me empurrando na cama.

— Te peguei! — Ela me beijou profunda e tão completamente que esqueci que deveria levantar e me preparar para o ensaio. — Te enganei direitinho. — Ela esfregou o nariz no meu e deu inúmeros beijinhos molhados em meu pescoço. — Claro que eu quero você comigo. Meus pais estavam enchendo meu saco para eu conseguir você de volta.

— Me conseguir de volta? Você nunca me teve, em primeiro lugar.

Ela sentou e colocou as mãos em minhas costelas, empurrando a barra da camisola e levantando-a centímetro por centímetro.

— Eu tive você. — Balancei a cabeça. — Você foi minha desde o começo. — Outro balançar. — Não? — Em vez de tirar minha camisola, pegando meus seios carentes e doloridos, que ansiavam pelos toques e beijos dela, ela começou a me fazer cócegas. Seus dedos se encaixaram na área sensível entre as costelas, causando fortes risadas. — Admita que você era minha! — ela exigiu. Era difícil ouvir com as gargalhadas que explodiam do meu corpo. Balancei a cabeça e tentei segurar seus dedos. Eu não conseguia respirar. Meu corpo já não era meu, mas, droga, ela estava certo. Eu fui dela desde o início.

— Tudo bem, tudo bem — implorei.

— Não é o suficiente. — Ela puxou minhas mãos para cima da cabeça. — Diga as palavras.

Levei cerca de vinte respirações profundas para tentar me acalmar da sensação de seus dedos me apertando os nervos. Então olhei em seus olhos e, de alguma forma, soube que a resposta que eu desse seria muito importante para ela.

— Eu sou sua desde janeiro, Piper. — Ofeguei, a voz repleta de emoção. — Eu não queria acreditar. Tentei muito negar. Enfiei isso em um armário, numa prateleira alta, onde ninguém poderia encontrar. Nem eu mesma. Muito menos você. Mas essas coisas têm um jeito de se libertar. E estou feliz por ela ter conseguido.

Uma única lágrima escorreu pela lateral do meu rosto. Piper se inclinou e a secou.

— Sabe de uma coisa?

— O quê? — falei, enxugando as bochechas enquanto seu olhar estava focado apenas em mim.

— Eu também sou sua, linda. Desde janeiro.

 

 

O ensaio do dia anterior foi brutal. O fato de Piper estar lá assistindo, fuzilando Anton com os olhos a cada vez que ele girava o corpo contra o meu e colocava as mãos em meus quadris, não ajudou muito. O papel de sedutora no clipe era para encantar o homem, fazê-lo sangrar de desejo por ela. Agora, segura de mim, o amor de Piper me deu a confiança de que eu precisava para suportar o toque de outro homem. Na verdade, eu estava pegando fogo. Brilhando. Maria estava fora de si, e a felicidade continuou em cada etapa enquanto filmávamos.

— É isso aí, corta!

As câmeras pararam de gravar. As mãos de Anton estavam segurando meus quadris, seu rosto perto da minha barriga, em uma pose muito sugestiva. Ele levantou como se não estivesse passando o nariz em meu joelho, sobre as meias sete oitavos, e subindo o vestido minúsculo com os dentes. No entanto, quando  falaram “corta”, ele parou. Voltou a relaxar e a ser o Anton amigável, que fazia questão de manter distância.

O plano funcionou, porque o medo do seu toque e a ansiedade que senti pela maior parte do mês haviam se dissipado quase totalmente.

Maria estava certa. Conversar com Nicky por telefone e falar sobre isso com Piper — duas pessoas que me conheciam como ninguém — tinha me ajudado a superar. Descobri que não era apenas o toque de outro homem que desencadeava uma reação. A culpa me levava aos flashbacks, à ansiedade e ao medo que surgiam em minha experiência com Anton. No fim, precisei aceitar que eu tinha feito a escolha certa. Quando aceitei isso, entendendo que estava protegendo todos os outros com a decisão que eu havia tomado, eu fui salva. Jamais poderia viver com a consciência de que milhares de pessoas que precisavam de cuidados também sofreriam as consequências.

Saí do set para a área onde a estilista estava. Ela levantou o último look. Aquele seria o maior teste de todos. Uma designer que Anton conhecia fez a roupa — se é que poderia ser chamada assim.

Essencialmente, peças de tecido muito fino foram costuradas como uma colcha de retalhos, tornando-a fácil de rasgar. O maquiador e a estilista me arrumavam enquanto Piper ficava quieta ao meu lado. Como uma mulher que fazia filmes e lidava com atores diariamente, era de imaginar que ela seria compreensiva, aceitaria o fato de que eu estava interpretando uma personagem e não pensaria muito naquilo. Totalmente errado. Ela ficou em silêncio, uma profissional sólida e de respeito na indústria, mas eu sabia o que isso lhe custava. O jeito como ela mantinha sua postura, a linha fina dos lábios, a forma como seus olhos passavam pelas partes nuas da minha pele, que Anton havia tocado. Todos aqueles sinais indicavam que Piper não estava lidando bem com aquilo.

— Você sabe que pode voltar para o apartamento. Vamos filmar a última cena e depois podemos jantar com todo mundo. — Tentei mais uma vez fazê-la sair, sem querer realmente que ela fosse.

Piper balançou a cabeça.

— Linda, eu estou aqui. Faça o seu trabalho e vamos seguir em frente.

Seu tom de voz era sério, sem emoção. Tentei uma tática diferente.

— Estou muito feliz por você ter ficado. Tornou tudo mais fácil. — Pisquei, afastando a sensação das lágrimas.

Ela veio até mim, levantou meu queixo, se inclinou para a frente e me beijou de leve. O maquiador gemeu e xingou. Sorri contra a boca de Piper.

— Você vai me colocar em apuros.

Finalmente ela sorriu e balançou as sobrancelhas.

— Eu gosto de colocar você em apuros. Tenho certeza de que existem muitas formas de fazermos isso.

Rindo, eu a empurrei, olhei para o maquiador me desculpando e soprei um beijo para Piper. Ela lambeu os lábios e acariciou o inferior com o polegar. Adorei aquilo. Sexy demais.

— Preste atenção, hermana. A cena final vai ser fodástica. Está pronta?

Piper ficaria louca quando visse o que tinha sido planejado para o final.

— Pronta como nunca — confirmei, mas queria acrescentar: “Para uma mulher prestes a ficar nua numa sala cheia de dançarinos, a equipe, Anton e minha namorada”. Considerei contar a Piper uma versão resumida do que aconteceria na cena, mas decidi que não. Se pudéssemos gravar uma vez só, a coisa toda sairia de forma natural e ela não teria outra escolha a não ser aceitar.

Todo mundo sabe que é mais fácil pedir perdão que permissão. Aquele era, com certeza, um desses momentos.

A estilista me acompanhou até o novo palco, ajeitando a bainha e falando sobre os pedaços de tecido, glitter e pedras. Quando digo pedras, quero dizer strass ofuscante com o fundo plano e o topo multicolorido. Meus mamilos estavam cobertos de pedras, coladas de um jeito que cobrisse as aréolas, mas o resto dos seios ficaria de fora. Um fio-dental minúsculo, novamente feito de pedras brilhantes e uma fileira de diamantes em cada alça, cobria meu sexo totalmente depilado. Outra coisa que Piper ainda não sabia, já que tínhamos feito aquela parte terrível no banheiro enquanto ela almoçava. Tudo isso estava escondido sob o pedaço de tecido que não podia ser chamado de vestido. Especialmente quando eu sabia que seria rasgado em alguns segundos, logo que as câmeras começassem a gravar.

Cuidadosamente, subi no pedestal. A batida pesada da música de Anton nos rodeava. A iluminação piscava, dando um efeito estroboscópico e tornando difícil enxergar sem pestanejar. A máquina de vento me atingiu, fazendo meu cabelo se movimentar de forma selvagem e livre. Os cachos soltos, balançando na corrente de ar, davam o resultado apelativo que eu esperava e Anton e sua equipe desejavam.

Piper ficou na escuridão à minha frente. Eu podia ver seu rosto, principalmente aqueles olhos azuis. Seus braços estavam cruzados, e seu olhar, focado em mim. A sala ficou longe. Dançarinos se misturavam ao meu redor enquanto eu remexia os ombros, balançava os quadris, inspirava e expirava como Maria me ensinou a fazer para conseguir ofegar daquela forma que afetava os homens. Palavras dela, não minhas.

O personagem de Anton apareceu atrás de mim. Senti sua mão subir na lateral do meu corpo. Fechei e abri os olhos, sem enxergar nada além de Piper, e o que vi ricocheteou por minha coluna e caiu pesadamente em meu estômago. Luxúria. Necessidade carnal tão forte que endureceu meus mamilos, fazendo as pedras beliscarem de um jeito bom. No meio de uma cena, com uma centena de pessoas ao redor, Piper acendeu meu corpo como uma tocha. Anton continuou dançando a minha volta, me tocando, cantando com o playback, implorando. De vez em quando ele encostava em uma peça da roupa, rasgando um pedaço. Eu dava solavancos, conforme as instruções, como se estivessem arrancando pedaços da minha armadura. Acho que aquele era o significado oculto da cena: ele removendo a armadura da sedutora para que ela fosse sua.

Os dançarinos, vestidos com faixas de tecido preto com buracos que mostravam sua pele reluzente de glitter, giravam ao meu redor como fantasmas. A metáfora na coreografia que Maria criou, com base nas sugestões de Heather, era realmente única. Conforme a música foi crescendo, os dançarinos se aglomeraram ao meu redor. As câmeras estavam em todos os ângulos. Com o forte impulso dos quadris de Anton à minha frente, cada bailarino arrancou um pedaço da minha roupa, e o resto foi ao chão, me deixando apenas com a lingerie de pedras. Anton caiu de joelhos. Eu agi de maneira confiante e poderosa, realmente entrando no papel. Quando ele ergueu as mãos, como em oração, implorando para ser meu, segurei seu rosto com uma das mãos, coloquei a outra em seu peito e a câmera deu zoom. Com movimentos medidos, franzi os lábios e murmurei as últimas palavras da canção, em perfeita sincronia com a voz feminina da trilha sonora:

— Me esquece.

Então, quando as câmeras se afastaram, cruzei um braço sobre os seios, empurrei Anton para trás e posicionei a outra mão sobre meu sexo. Fechei os olhos, inclinei a cabeça para o lado e para baixo. A luz se apagou.

— Corta, corta. Acabamos! — o diretor gritou. Um roupão foi jogado sobre meus ombros e eu estava nos braços de Anton.

— Lucita, você foi genial! — Beijou meu rosto, testa, têmpora, cabelo e, finalmente, segurando minhas bochechas, olhou profundamente em meus olhos, sua intenção clara. Ele se inclinou e me beijou suavemente nos lábios. O mero sussurro de um beijo, mas foi o suficiente. A melhor parte foi o fato de que não houve absolutamente nenhum medo, nenhum flashback, apenas o conforto de um amigo me parabenizando. Ele segurou meu braço, então o soltou de repente, e um sorriso surgiu em suas feições.

— Acho que já chega de você tocar a minha namorada, não acha? — Piper falou, em um tom monótono.

Anton se virou e puxou Piper em um daqueles abraço.

— Você faz bem para ela. Agora vamos comemorar!

Um braço sobre meus ombros e outro em minha cintura me aninhavam entre eles, apesar da advertência anterior de Piper. Anton não pareceu se importar. Ele vivia o momento e ignorou a atitude irritada de Piper. Isso, por si só, fazia de Anton um cara especial. Ele vivia a vida no presente, gostava de seus amigos, de seu trabalho e celebrava sempre que podia.

Heather e Maria nos encontraram no meio do set, com abraços e uma garrafa de champanhe Cristal.

— Que ostentação — observei secamente, mas bebi o líquido impressionante, deixando o néctar dourado borbulhar e dançar em minha língua.

— Você foi incrível! — Heather me puxou para um abraço apertado.

— Tive uma ótima professora. — Sorri para Maria, incapaz de conter o entusiasmo.

Com o clipe sendo reproduzido no mundo todo, eu sabia que pessoas em todos os lugares me veriam.

Não havia como descrever a sensação. Fantástico. Maravilhoso. Inacreditável. Era tudo isso e muito mais. Junte a isso ter Piper e três novos amigos — o mundo que eu conhecia estava bombando!

 

Malas prontas, a TV com o volume baixo no telejornal, relatando os acontecimentos na região de Miami. Fechei a última mala, cheia das roupas que Heather e Anton haviam escolhido para mim. Eu as levaria para a Califórnia e as colocaria num depósito, com todas as coisas que eu precisava embalar e tirar do apartamento minúsculo que eu tinha alugado.

Pensei na última semana em Miami. Como no Havaí, foi um dos melhores momentos da minha vida. A visita de Piper, nossa nova relação e o compromisso uma com a outra foram os destaques. Ela tinha ido embora no dia seguinte ao término das gravações. Disse que faria o máximo para tirar folga quando eu estivesse em Malibu, mas provavelmente teria que trabalhar um pouco. Principalmente em seu escritório em casa. Para mim, só importava estar com ela. Descansando para o próximo trabalho. Dallas, no Texas, e um magnata do petróleo. Eu não sabia muito sobre ele além do fato de querer que eu fingisse ser sua irmã desaparecida havia muito tempo. A irmã que ele nunca conheceu. Aparentemente, meu visual não importava, apenas meu nome e a data de nascimento, que eram iguais aos dela. Levei alguns dias para perceber que Diane não tinha mencionado o nome dele. Descobri que era Maxwell Pearl Cunningham.

Fiz uma pesquisa rápida sobre o caubói. Ele era dono de cinquenta e um por cento da Cunningham Óleo e Gás, uma das vinte e cinco maiores indústrias de petróleo do mundo. Para um homem de apenas trinta anos, era um grande feito. No entanto, durante a pesquisa, eu soube que ele tinha herdado sua parte da empresa havia só um ano. Não descobri a quem pertenciam os outros quarenta e nove por cento, mas eu sabia que, na maioria das megacorporações, as ações menores eram compradas por investidores. De qualquer forma, ele estava me pagando para me passar por sua irmã, Alex Vause. Era bem estranho.

Quando vi a foto dele, senti como se já o conhecesse. Aquilo me fez pensar se ele esteve em algum dos bailes chiques que frequentei ao longo dos últimos seis meses.

Sabendo que em breve minhas dúvidas seriam sanadas, fui até a bolsa e peguei meus artigos de papelaria.

 

Anton,

Como se agradece a alguém por ajudá-la a lidar com um trauma? Não é como se eu pudesse ir à Hallmark e escolher um cartão que diga: “Ei, você me ajudou a voltar do precipício. Obrigada, amigo!” Haha. Sinceramente, você teve cuidado e respeito comigo, da forma como um amigo de verdade faria. Dividir sua história comigo, me permitindo compartilhar a minha experiência com você, me salvou de tantas formas que eu nem consigo expressar.

Estou muito feliz por você ter resolvido as questões de trabalho e seu relacionamento pessoal com a Heather. Ela é um anjo e tem uma ética profissional incrível. Você nunca vai conseguir pagar o que ela vale, porque nem você tem todo esse dinheiro.

Apenas se certifique de retribuir a ela com elogios e gratidão pelo trabalho bem feito. Até mesmo empresárias fodonas precisam de um tapinha nas costas de vez em quando. Especialmente quando ele é dado pelo melhor amigo.

A experiência do clipe é algo que eu nunca vou esquecer, mas a lembrança mais querida para mim é o nosso passeio de moto. Foi simplesmente maravilhoso. Obrigada por compartilhar seus brinquedos comigo.§

Eu sei que essa música vai arrasar. Vou comprar no minuto em que for lançada.

Até a próxima.

Sua Lucita, Alex

 

Heather,

Conhecer você foi um presente. Espero que você saiba que, não importa onde eu esteja, sempre serei sua amiga. Ligue, mande mensagens, fale comigo sempre que quiser, e eu vou fazer o mesmo. Por quê? Porque é isso que amigas fazem! Estou louca para saber todos os apuros em que o Anton vai te colocar. Também estou feliz por vocês terem resolvido as coisas.

Melhores amigos, daqueles para a vida inteira, sempre encontram um jeito de se acertar.

Boa sorte no novo cargo!

Sua amiga, Mia

 

Depois disso, peguei minhas malas, deixei a chave do apartamento em cima da mesa, fechei a porta e saí. Anton e Heather achavam que me encontrariam dali a duas horas para me levar ao aeroporto, mas despedidas não são para mim. Eu preferia voar ao pôr do sol para o meu próximo destino, sabendo que a próxima aventura estava virando a esquina.

Eu havia retomado o controle da minha vida e me sentia bem com as decisões que tinha tomado, com o lugar onde estava e com o que o futuro me reservava. As possibilidades eram infinitas, especialmente quando eu imaginava minha surfista que faz filmes usando short de banho, com areia nos pés e nos tornozelos, acenando para mim do Pacífico.

Hora de ir para casa... pelo menos por um tempo.


Notas Finais


ALEX INDO PRA CASA AAAAAAAAAAAA feliz estamos, né?
O que será que vem por aí nessa semana dela com a Piper? SEXO, com certeza, mas e o que mais? E o proximo cliente?UHMMMMMMMMMM AI TE HEIN

tentarei voltar amanhã de noite, mas não garanto nada, infelizmente. :(


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...