História A Garota Do Calendário: Janeiro (Camren) - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Camren
Exibições 368
Palavras 1.188
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ficção Científica, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, galera! Tudo certo? Bom, este é um começo de uma Fanfiction, que é baseada no livro ''A Garota Do Calendário", adaptei ela para para Camila e Lauren= Camren. Espero que gostem.

Capítulo 1 - Capítulo 1


     P.O.V CAMILA:     

 Amor verdadeiro não existe. Passei anos imaginando que existisse. Na verdade, achei que tivesse encontrado. Quatro vezes, para ser mais exata. Vejamos:

Taylor. Meu namorado do colégio. Ficamos juntos durante todo o ensino médio. Ele era a estrela do time de beisebol. O melhor que a escola já teve. Grande, tinha mais músculos que cérebro e o pinto do tamanho de um amendoim com casca. Provavelmente graças aos esteroides que tomava escondido de mim. Ele me abandonou na noite da formatura. Fugiu com a minha virgindade e a chefe das líderes de torcida. Ouvi dizer que ele largou a faculdade e está trabalhando como mecânico em uma cidadezinha sem nome, com dois filhos e uma mulher que não torce mais por ele.

Depois, teve o assistente do professor na minha turma de introdução à psicologia na Faculdade Comunitária de Las Vegas. Seu nome era Maxwell. Eu achava que ele era o cara. Acontece que ele sapateou em cima do meu coração, porque pegava uma garota de cada turma em que era assistente. Na verdade, ele prestava assistência a peitos e bundas, e sempre tinha muitos deles à disposição. Tudo bem. Ele acabou engravidando duas meninas na mesma época e foi expulso da faculdade por má conduta. Aos dezenove anos, já tinha duas mães na sua cola, exigindo que ele pagasse pensão. Pensando bem, havia algo muito poético nisso. Graças a Deus, sempre exigi que ele usasse camisinha comigo.

Aos vinte, dei um tempo. Passei o ano todo servindo mesas no MGM Grand, na Las Vegas Strip. Foi aí que conheci o afortunado número três, Benny. Só que nem eu nem ele tivemos sorte. Ele contava cartas no pôquer. Na época, dizia que era da área de vendas, rodava os cassinos e adorava jogar. Tivemos um romance que nem foi tão romântico assim. Acho que passei a maior parte do tempo bêbada e debaixo dele, mas, infelizmente, acreditei que ele me amava, já que me dizia isso o tempo todo. Durante dois meses, nós bebemos, nadamos na piscina do hotel e transamos a noite toda em um dos quartos que eu conseguia arrumar com um amigo que trabalhava na limpeza. Eu servia bebidas de graça para esse cara e os amigos dele e, em troca, ele me dava a chave de um quarto na maioria das noites.

Funcionava. Até o dia em que não funcionou mais. Benny foi pego contando cartas e desapareceu. No primeiro ano de seu desaparecimento, fiquei desesperada. Então descobri que ele tinha sido espancado quase até a morte. Ele passou um bom tempo no hospital e depois se mandou da cidade, me deixando para trás sem uma palavra. O último erro foi o que podemos chamar de a gota-d’água. É o motivo pelo qual eu acredito que o amor verdadeiro é uma coisa criada pelas empresas que vendem cartões e por pessoas que escrevem livros sentimentais e roteiros de comédia romântica. Ele se chamava Blaine, mas seu nome deveria ser Lúcifer. Era um executivo de fala mansa. “Executivo” é bondade minha. Na verdade, ele era um agiota. O mesmo que emprestou ao meu pai mais dinheiro do que ele poderia pagar. Primeiro ele mirou em mim, depois no meu pai. Naquela época, eu achava que o nosso amor era de contos de fadas. Blaine me prometeu o mundo e me deu o inferno na Terra.

— É por isso que eu acho que você deve pegar o emprego que a sua tia ofereceu e ver o que acontece. — Minha melhor amiga, Dinah, mascou seu chiclete de um jeito barulhento do outro lado da linha. Afastei um pouco o telefone da orelha. — É a única solução. De que outra maneira você vai conseguir livrar o seu pai do Blaine e dos capangas dele? Dei um gole na água fresca, enquanto o sol da Califórnia dividia as gotas em fragmentos de luz salpicados na garrafa.

— Não sei o que fazer, Dinah. Não tenho essa grana toda. Não tenho grana nenhuma. — Suspirei, de um jeito alto e dramático demais até para os meus ouvidos.

— Olha, você sempre curtiu se apaixonar...

— Não mais! — lembrei à minha melhor amiga de toda a vida. Eu podia ouvir o barulho de Vegas pelo telefone. As pessoas acham que o deserto é um lugar tranquilo. Não na Strip. Máquinas caça-níquel tilintavam e campainhas soavam constantemente em qualquer lugar em que você estivesse. Não dava para escapar.

— Eu sei, eu sei. — Ela mexeu no telefone, fazendo-o estalar no meu ouvido. — Mas você gosta de sexo, não é?

— Eu não sou uma Barbie, Dinah. Por favor, não me faça perguntas idiotas. Estou em uma situação complicada aqui. — Ou melhor, se eu não encontrar um jeito de conseguir um milhão de dólares, meu pai é que estará.

Dinah gemeu e mascou seu chiclete.

— O que eu quero dizer é que, se você pegar o trabalho de acompanhante, só vai precisar estar sempre bonita e transar muito. Você não fica com ninguém há meses. Poderia muito bem aproveitar a chance, né?

Dinah era a única pessoa capaz de transformar um trabalho de garota de programa — muito bem pago — no emprego dos sonhos.

— Não estamos no filme Uma linda mulher, e eu não sou a Julia Roberts.

Caminhei até minha moto — uma Suzuki GSX-R600 que apelidei de Suzi. Era a única coisa de valor que eu tinha. Passei a perna sobre o banco e coloquei o telefone no viva-voz. Separei meu cabelo, grosso e pesado, em três partes e fiz uma trança.

— Olha, eu sei que você tem boas intenções, mas, sinceramente, não sei o que vou fazer. Não sou uma prostituta. Pelo menos não quero ser. — O simples pensamento fazia meu peito estremecer de pavor. — Mas tenho que pensar em alguma coisa. Preciso ganhar muito dinheiro, e rápido.

— Sim, eu sei. Depois me conta como foi o encontro na Exquisite Acompanhantes de Luxo. Se puder, me ligue à noite. Merda, estou atrasada para o ensaio e ainda tenho que me vestir. — Sua voz soava entrecortada e eu podia imaginá-la correndo pelo cassino para chegar ao trabalho, o telefone colado ao ouvido, sem dar a mínima para quem a observava ou achava que ela era louca. Era isso o que a tornava tão especial. Ela falava as coisas do jeito que eram... sempre. Assim como eu.

Dinah trabalhava no show burlesco Dainty Dolls, em Vegas. Assim como o nome do espetáculo, minha melhor amiga era pequena e meiga, e sabia exatamente a melhor forma de balançar o traseiro. Homens do mundo todo vinham assistir ao show sensual na Strip. Mesmo assim, ela não ganhava o suficiente para emprestar a mim ou ao meu velho. Não que eu tenha pedido.

— Tá bom. Te amo, sua vaca — falei docemente, enquanto enfiava minha trança dentro da jaqueta de couro, para que ela caísse entre as omoplatas.

— Te amo mais, vadia.

Virei a chave no contato, acelerei e abaixei a viseira do capacete. Enquanto guardava o telefone no bolso interno da jaqueta, coloquei o pé no pedal e saí em alta velocidade, em direção a um futuro que eu não queria, mas não tinha como evitar.



Notas Finais


Por hoje, é isso. Espero mesmo que tenham gostado! ☺❤❤


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