História A Garota Do Calendário: Janeiro (Camren) - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Camren
Exibições 277
Palavras 2.487
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ficção Científica, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oiiii, tudo bem? Espero que sim, tenham uma Boa Noite! Espero que gostem do capítulo. 😁😁❤😙

Capítulo 3 - Capítulo 3


Depois dos vinte e quatro dias, você vai ter o restante do mês para ficar em casa, relaxar, se recuperar e providenciar qualquer cuidado de beleza que seja necessário. Na virada de cada mês, um novo encontro vai ser designado a você.

— Não posso acreditar nisso! — Comecei a andar pelo escritório, sentindo-me de repente como um animal enjaulado que precisa se libertar. Tinha acabado de me dar conta de que a vida com que eu estava acostumada havia acabado. Nada mais de encontros normais, não que eu tivesse saído com alguém nos últimos tempos. Nada de audições, o que faria da minha incipiente carreira uma lembrança distante, e pouco ou nenhum tempo para ver meu pai, Sofia ou Dinah.

— Acredite, garota, isto aqui não é brincadeira. O que o seu pai e o seu ex-namorado fizeram determinou que seria assim. Você tem sorte por eu estar lhe oferecendo esta oportunidade. Não seja ingrata. Agora, sente-se e cale a boca! — A voz dela ficou completamente desprovida do calor habitual, adquirindo o tom frio e formal de uma empresária muito objetiva.

— Desculpe. — Ela estava tentando me ajudar, mas era tudo tão... repentino. Inacreditável. Caí na cadeira em frente a sua mesa e apoiei a cabeça nas mãos. Sacudi-la repetidamente não mudaria o resultado. Era como se eu estivesse para alugar. A cada mês seria atribuída a uma nova pessoa e, se eu transasse com ela, ganharia vinte por cento a mais.

Balancei a cabeça e ri. Isso provou que eu estava maluca. Encostei a cabeça no couro da cadeira e olhei para o teto branco. Depois de um momento, uma decisão me acalmou. Era isso que eu tinha que fazer. Então deixaria uma pessoa sexy me levar para jantares de negócios chatos e aonde mais ela quisesse. Eu não precisaria transar com ela e, mais importante, não tinha nenhuma chance de me apaixonar. Uma nova pessoa todo mês não era tempo suficiente para que eu me apaixonasse, como tinha acontecido no passado. Quem disse que eu precisava desistir da minha carreira de atriz? Existiria melhor maneira de aperfeiçoar minhas habilidades de atuação do que fingindo ser quem essas pessoas queriam que eu fosse? Então, quando o mês acabasse, eu seria outra pessoa e meu pai se manteria seguro. Se eu conseguisse convencer Blaine a concordar com os pagamentos mensais, a coisa poderia dar certo.

Respirei fundo, levantei e estendi a mão para minha tia. Seu sorriso era cruel, mas ainda assim sexy. Ela era muito boa no que fazia.

 — Certo, sra. Milan — enfatizei seu nome falso para que ela compreendesse meu comprometimento. — Parece que eu sou a sua nova Garota do Calendário.

     Alguns Dias Depois:     

Lauren Michelle Jauregui Morgado III. Fiquei olhando para o papel, me perguntando por que alguém iria querer ter um numeral romano no fim do nome. Eu poderia apostar que ela era uma garota rica e pretensiosa cuja mãe não queria constrangimentos por vê-la desfilar em eventos elegantes com vagabundas de Hollywood. Pelo menos, na minha cabeça, esse era o único motivo para que alguém tão devastadoramente bonita precisasse contratar uma acompanhante. Folheando as páginas, encontrei a lista de regras que a “sra. Milan” havia me entregado na noite anterior.

1. Esteja sempre com a melhor aparência possível. Nunca deixe que o cliente a veja desarrumada. Você deve estar sempre maquiada, com o cabelo arrumado, unhas feitas e roupas perfeitamente passadas. O (a) cliente vai lhe fornecer um guarda-roupa à escolha dele (a). Suas medidas e preferências foram enviadas ao personal stylist dele (dela).

Revirei os olhos e encarei, já com saudade, a pilha de calças jeans no meu armário. Personal stylist? Nossa, essas pessoas tinham muito dinheiro. Era tão difícil assim escolher suas próprias roupas? Minhas medidas tinham sido enviadas? Ótimo. Agora a moça sabia que eu precisava perder uns quilinhos. Ter um metro e setenta e três me dava a vantagem de parecer mais magra do que era, mas eu sabia que minha tia preferia que suas meninas usassem tamanho trinta e quatro. Eu era um quarenta e dois curvilíneo, às vezes quarenta e quatro, para ser sincera. Provavelmente eu seria considerada plus size no mundo da moda.

Ela escolheu você. Lembrei disso ao encher uma pequena mochila com itens de primeira necessidade. Hidratante, maquiagem, perfume, meu Kindle e uma bolsinha com minhas bijuterias favoritas. Não havia nada de valor, mas eram minhas coisas, e, no mínimo, eu precisava me sentir eu mesma de alguma forma. Peguei também um diário sem uso e meu bloco de papel de carta personalizado. Levando em conta que seria uma longa experiência, com um ano de duração, eu poderia muito bem tentar aprender algo com isso. Caramba, talvez eu pudesse até escrever meu próprio roteiro de cinema um dia.

Jogando a mochila sobre a cadeira estofada do apartamento barato que eu alugara, olhei para o restante da lista.

2. Sorria constantemente. Nunca pareça estar brava, triste ou emocionalmente instável. Os homens ou mulheres não contratam uma mulher para lidar com seus problemas emocionais. Eles (as) a contratam para que não tenham de fazer isso.

Sem emoção. Essa eu já tinha sacado. Eu refleti muito sobre isso após ter falado com Millie e concordado com o trabalho.

3. Não fale, a menos que falem com você. Você vai estar lá para ser bonita e encantadora quando for requisitada. Discuta com o  (a) cliente as necessidades dele (a) antes de qualquer evento social ou profissional, para que vocês estejam de acordo a respeito de sua posição.

Quantos anos temos? Cinco? Seja uma Barbie. Entendi. Isso é fácil.

4. Esteja disponível o tempo todo. Se o cliente quiser apenas ficar em casa, fique com ele. Seja respeitosa, mostre boas maneiras e se mantenha atenta às orientações do cliente. Se ele desejar companhia, oferecer um afago é aceitável. Sexo não é obrigatório.

Ela esperava que eu oferecesse um afago ao cliente quando ele (a) quisesse transar? Ri alto. Seria uma transição interessante. “Ei, moça, quer um afago?” Um riso abafado deixou meus lábios enquanto eu continuava a ler.

5. Sexo com o cliente não está incluído no contrato. Se você optar por oferecer companhia sexual, será uma escolha sua, e não responsabilidade da Exquisite Acompanhantes de Luxo. Exigimos, no entanto, que todas as nossas acompanhantes façam uso de algum método anticoncepcional que possa ser comprovado. Exames de sangue poderão ser solicitados.

Aonde ela queria chegar com essa merda? Fala sério. Quem iria querer engravidar de uma pessoa que acabou de conhecer e por quem não está apaixonada? Ah, sim, pessoas ricas, mulheres burras. A receita certa para o desastre. Bem, eu não era uma dessas mulheres. Uma vez que meu pai estivesse seguro e a dívida paga, minha vida voltaria ao normal. Seja lá o que isso significasse.

Olhei para o relógio e percebi que estava na hora de ir. Ainda que Millie quisesse que eu chegasse em uma de suas limusines, garanti a ela que eu mesma me encontraria com a cliente. Essa foi minha única exigência. Se este primeiro encontro desse certo, então eu estaria disposta a aceitar que os outros clientes me pegassem. Por enquanto eu estava desconfiada pra caramba e iria de moto. Mesmo tendo prometido a ela que pegaria um táxi. Como se ela fosse descobrir.

Usando meu jeans preto mais sexy e um top de malha preto e justo, vesti minha jaqueta curta de couro e botas de camurça de cano longo. Eu sabia que Millie me mataria se me visse com essa roupa, mas eu precisava do elemento surpresa para conhecer a tal Lauren Michelle Jauregui Morgado Terceira antes de concordar de bom grado em ser sua acompanhante pelas próximas quatro semanas.

Finalmente, a mensagem de texto chegou. Veio de um número desconhecido.

{Ansiosa para conhecê-la. Praia El Matador. Encontre a escada de concreto que leva até a praia. Vejo você em breve.}

Intrigante. Ela estava querendo me encontrar na praia às oito da manhã? Rapidamente, peguei meu iPhone e pedi orientação à Siri, percebendo que já eram sete horas. A voz automatizada me indicou a praia e mostrou que ficava pouco mais de nove quilômetros a noroeste de Malibu. Devia ser perto da casa dela, porque levava uma hora inteira de moto da minha, no centro da cidade, até a praia. Meu apartamento não era grande, apenas alguns metros quadrados, onde o futon que comprei por cinquenta dólares em um bazar de garagem servia como sofá e cama, mas era o que eu podia pagar. Olhando ao redor, notei que tinha feito a decoração do jeito mais aconchegante que pude. As paredes eram bege-claro, e, embora a mobília fosse desencontrada e não combinasse, de alguma forma o conjunto tinha ficado bom.

Era o primeiro lugar que eu podia chamar de meu. E agora eu precisava deixá-lo. Peguei a garrafa de água e derramei o resto no vaso de bambu que eu mantinha no pequeno balcão da cozinha. Era uma triste tentativa de ser ecologicamente correta, e, supostamente, era uma planta da sorte. Eu esperava que ela sobrevivesse. Enquanto caminhava porta afora com a mochila no ombro e o capacete na mão, notei quanto a planta e eu tínhamos em comum. Certamente eu esperava sobreviver a essa ausência também.

     Alguns Minutos Mais Tarde:     

Cascalhos se soltaram e pedras pularam pelo chão quando Suzi derrapou até parar, antes de bater na viga de metal que terminava pouco antes de um penhasco rochoso. A escada de concreto — que eu estava procurando ao longo da praia — era claramente visível desta área de estacionamento. Esta parte da praia era pequena e parecia isolada. Apenas um carro estava estacionado na manhã fria de segunda-feira. Provavelmente porque pessoas normais estão trabalhando às oito da manhã de um dia útil. Eu não sabia o que pensar sobre encontrar minha cliente naquele lugar, mas não estava chateada com isso. A vista era incrível; a praia, de tirar o fôlego. As ondas azuis batiam contra a areia em nuvens brancas quando quebravam. Era uma das poucas vezes que eu tinha ido à praia desde que me mudara para cá, seis meses antes. A maior parte do meu tempo era ocupada tentando entrar no mundo das artes cênicas. O local não importava. Eu só precisava dar o fora do deserto. O mar era o oposto do calor seco de Las Vegas, e o contraste era reconfortante à sua maneira.

Uma figura solitária surfava. Acompanhei com os olhos a pessoa pegar todas as ondas como uma profissional, mergulhando a longa prancha amarela para coincidir com as elevações do mar. Observei atentamente o local, mas não vi ninguém mais. Não havia outros carros estacionados além de um jipe e da minha moto. Será que ela ainda não havia chegado?

Observei a surfista por mais alguns momentos enquanto ela deslizava em cima de uma onda até a areia. Ela pulou quando a prancha a levou delicadamente para a beira. Devia surfar havia muito tempo para ter esse nível de equilíbrio e força. Talvez desse aulas ali, embora eu não tivesse visto nenhum tipo de construção por toda a orla. A mulher sacudiu o cabelo e soltou a cordinha que conectava a prancha ao seu tornozelo. Eu não podia ver suas feições daquela distância. Como se estivesse em câmera lenta, a surfista olhou em minha direção. Ela não podia ver o meu rosto, pois eu ainda estava de capacete. Levantei a viseira para enxergar melhor e vi quando ela abriu o zíper da roupa de mergulho e revelou uma quantidade enorme de músculos molhados, fortes e bronzeados. Tirou os braços de dentro da roupa e a deixou cair na cintura enquanto levantava a prancha e seguia até a areia fofa em uma corrida.

Em completo e absoluto fascínio, vi seu corpo se mover na paisagem. A surfista era uma delícia. Dava um novo significado à expressão “colírio para os olhos”. Ela continuou a se aproximar, o peitoral quadrado e o abdome definido cada vez mais visíveis com a proximidade. O pedaço sexy de pele que mergulhava fazendo um V delicioso tinha pontos de areia e água do mar misturados. Aquilo me fez perguntar qual seria o seu sabor. Salgado por causa do mar com notas do gosto natural.

O calor tomou meu corpo quando ela chegou à escada. Meus ouvidos começaram a estalar e eu senti como se o mar estivesse rugindo, causando um ruído oscilante dentro do capacete. Era como estar em um carro com todas as janelas fechadas e alguém abrir uma delas. Instantaneamente, você se vê inundado pelo som distorcido que atravessa seu ouvido, como uma coisa física batendo contra o tímpano. Lentamente, tirei o capacete e joguei o pescoço para trás, permitindo que meu cabelo balançasse e se soltasse, livre do confinamento. Respirei fundo quando a mulher que eu estava esperando parou no topo da escada e me encarou. Seu olhar era... intenso, lascivo. Grandes gotas de água pingavam de seu cabelo sobre os ombros largos e escorriam até os seios, que poderia ter sido esculpida por deuses. Ela deslizou os olhos das minhas botas até as coxas, depois para o meu peito, até finalmente encontrar o meu olhar.

— Que prazer inesperado. — Ela sorriu.

— Sim, inesperado. — Lambi os lábios, que haviam ficado secos de repente, e mordi o inferior. Ela se movia com leveza enquanto caminhava até o Jeep Wrangler 4 x 4 cinza. Não era um carro caro, embora parecesse estar em boas condições. Não tinha capota, e imaginei que era para que o dono pudesse colocar uma prancha gigante na parte de trás sem nenhum problema. Aquela coisa era leve? Eu achava que não, mas ela fazia parecer que não pesava nada. Os músculos de seus braços se esticaram e tensionaram quando ela posicionou a prancha no lugar, e uma onda de excitação formigou por meus poros.

— Você é a Camila? — ela perguntou quando desci da moto e andei a passos largos, certificando-me de conferir um balanço extra a meus quadris. Seus olhos pareciam cintilar em apreciação enquanto acariciavam minhas formas.

— Sou eu. E você é a Lauren Michelle Jauregui Morgado Terceira? — Levantei três dedos e coloquei a mão no quadril.

Ela riu e se apoiou na lateral do jipe, me oferecendo uma visão ainda melhor dos seus seios quase nu. Caramba, ela era linda. Seus olhos verdes ficaram escuros ao encontrarem os meus.

— Terceira. — Ela imitou meu gesto. — Meus amigos me chamam de Laur — disse, casualmente.

— E eu sou sua amiga? — perguntei, tímida.

— Espero que sim, srta. Camila. — Ela piscou, virou-se e deu a volta no jipe. Pegou uma camiseta branca e rapidamente a puxou sobre a cabeça, cobrindo o belo corpo. Quase agradeci pela distração. Imediatamente a Barbie bobinha deixou o recinto e a Camila inteligente fez sua aparição mais uma vez. — Está pronta para ir?

— O dinheiro é seu. Você diz onde e quando — falei.

Lauren lambeu os lábios, me encarou novamente, sorriu e balançou a cabeça.

— Eu ia te oferecer uma carona, mas parece que você já tem como ir.

— Tenho sim. Eu sigo você.


Notas Finais


Finalmente elas se conheceram, né? Bom... gostaram?


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