História A Garota do Demônio - Capítulo 10


Escrita por: ~

Exibições 30
Palavras 4.755
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Festa, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá! Mais uma vez ressurgir das cinzas e espero que não tenham desistido de mim. 😂😂
Para os interessados, nas notas finais estarei explicando os motivos da demora para postar.
Boa leitura e me desculpem qualquer erro.

Capítulo 10 - Jantar Em Família.


 

Capítulo 10.

A água caia do céu tão facilmente quanto a que caia dos meus olhos. A cidade que antes já era macabra, parecia estar pior. Ele havia se instalado em cada canto, provocando tristeza e medo. 

Essa noite tive um pesadelo atrás do outro, quase não dormir. Eu tinha pânico dele. 

- Lauren! - vejo Normani me chamar lá embaixo. Suspiro e me preparo psicologicamente para não desabar. 

O papai já havia saído para levar a Clara para escola e ir trabalhar. Não sei o que aconteceu com a ideia de sair da cidade, ele não falou mais nada. Assim deve ser melhor, de qualquer maneira, Johnny seria capaz de nos caçar até o fim do mundo. 

- Você está péssima. - Normani faz um comentário "cruel", porém verdadeiro. Solto uma risada amarela. - Nada que uma boa maquiagem não resolva. Vamos. 

Ela me consola e me oferece sua mão. Mas escuto um barulho vindo de trás de casa. Olho e sei que tem alguém lá, me vigiando. 

- O que foi? - Normani pergunta confusa. 

- Espere um segundo. 

Caminho devagar, quase que tranquilamente. E quando vou me virar minha testa bate com a de outra pessoa. 

- Ai! - resmunga. 

Olho para frente. É um dos empregados do Johnny. Como se chama mesmo? É... Charlie! 

- O que faz aqui? Ele mandou você me vigiar? - pergunto irritada.

- Não. Ele nem ao menos sabe que eu tô aqui. Queria saber se você estava bem. - seus olhos claros estão assustados, espantados. 

Por que ele estava fingindo se importar? Será que era algum plano deles? 

- Mas que diabos você está fazendo aqui? - outra voz surge saindo de dentro da floresta. Tomas. - Está ficando louco? Mas que droga, cara! - ele briga com o Charlie. 

- Mas, Tom, eu só... - Charlie é interrompido quando tenta falar. 

- Apenas vá embora. Agora! 

E com um suspiro pesado Charlie abaixa a cabeça e some dali. Não estou entendendo. 

- Será que você poderia não falar sobre o que acabou de acontecer? - Tomas agora está falando comigo. Ele fala sério, mas sua feição é doce. - Charlie só tem 15 anos e acha que você é o amor da vida dele. - ele revira os olhos com uma expressão cansada. Ele aparentava ser mais velho do que realmente era. Parecia que carregava o mundo em suas costas. - Se Johnny descobrir ele o mata. 

[...]

Não falo nada sobre o que aconteceu para a Normani. Não gostava do Johnny e dos seus empregados, mas não queria ferrar ninguém. E outra, eu não queria nem ao menos falar, nem sobre isso nem sobre nada. 

Chegamos ao colégio e parecia mais um velório; não havia risadas, nem bagunça, nem música. O luto parecia ter vencido a energia da juventude. 

- Meninas. - Liam chega e nos dar um beijo na bochecha - Estão sabendo que o Louis está doente?

- Como assim? - pergunto.

- Eu também não sei muito, mas estou indo lá depois do colégio. 

- Eu vou com você. - digo e ele concorda com a cabeça. 

- Lauren, tem um homem procurando por você. - Camila avisa se aproximando - É bonito. - ela sorrir. 

Olho na direção de onde ela tinha vindo e vejo Johnny na frente de um carro, chamando a atenção de todas as meninas que estão ali no gramado. Minhas entranhas parecem fazer um nó. Respiro fundo, olho para meus amigos e vou até ele. 

- O que está fazendo aqui? - pergunto sem olhá-lo. A irritação tomou o lugar da tristeza. Eu o odeio, definitivamente.

- Vim me desculpar. - a surpresa é tenta que me vejo obrigada a olhá-lo. Ele está sério. - Não deveria ter feito aquilo. Eu prometo tentar controlar meus impulsos selvagens. - ele sorrir, de um jeito sujo. Reviro os olhos. - Se afaste do seu namoradinho vampiro. - seu humor muda de novo. Céus, ele é tão imprevisível. Franzo o cenho. 

- Por quê? Ele é meu amigo. - protesto. Ele troca o peso de um pé para o outro, bufando levemente. 

- Não importa, ok? Apenas faça o que eu mandei. E aliás, eu acho que seu pai acharia um pouco estranho você ser minha namorada e continuar a sair com ele. 

- O quê? O que meu pai tem a ver com isso? Ele não precisa saber de nada. 

- Querida, eu não tenho tempo para seus dramas. Se afaste dele e pronto. Essa noite irei jantar na sua casa. - ele põe seus óculos escuros e faz menção de entrar no carro, mas para - Esse é o Barclay - ele aponta para o garoto que está como motorista. Diabos, de onde ele tira esses caras bonitos?

Ele entra dentro do veículo. Mas é claro que ele tinha que aumentar minha raiva mais um pouco;

- E baby... - ele espera eu olhá-lo e sorrir - fique boa para mim.

[...]

Eu queria prestar atenção na aula, mas minha mente só conseguia tramar formas de me livrar do Christopher. Nunca me sentir desse jeito sobre outro ser vivo, nem nos maiores momentos de raiva e ódio cego. Claro, não me orgulhava de sentir o que estou sentindo agora, mas é mais forte do que eu, não conseguia controlar, eu apenas o odiava e isso era tudo. Ele ser um monstro asqueroso era tudo o que eu conseguia pensar a respeito dele.

Sinto meu celular vibrar sobre a mesa. Olho para o professor antes de lê a mensagem. É do Harry.

 “Me encontre agora na biblioteca. 
Venha depressa.”​

Invento alguma desculpa estúpida ao professor e vou ao encontro perigoso com o Harry. Se Johnny descobrisse eu não sei o que aconteceria, provavelmente ele o mataria na minha frente para me traumatizar. Mas Harry e eu precisávamos conversar, apesar dos riscos. 

Não havia muitos alunos na biblioteca. Por impulso decido ir até a mesa mais distante e escondida, e assim que chego escuto um: “Psiu!”. Harry está debaixo da mesa. Se não tivéssemos tão fodidos eu provavelmente riria daquilo.

Me junto a ele.

- O que você quer, Harry? Não deveríamos está aqui. – sussurro. Se minhas costas já estavam doendo por ter que ficar aqui inclinada fico imaginando como ele deve estar se sentindo, já que é bem mais alto do que eu. 

- Eu sei. – ele fala também baixo, mas parecia que estava resmungando. – Daniel me mandou ficar longe de você. – me olha triste. Acho que aquilo é muito mais difícil para ele do que está sendo para mim, de fato. – Queria ver como você está, sabe, lidando com tudo isso. 

- Estou lidando da melhor forma que posso, eu acho. – dou de ombros – Mas não se preocupe comigo, Harry. Apenas faça o que seu... mestre, ou sei lá... lhe mandou fazer. E tente não se meter em problemas.

- Que merda você está dizendo, Lauren? – ele me olha irritado e eu não entendo – É claro que eu vou me preocupar! Você acha que eu simplesmente vou te deixar nas mãos desse cara e tudo bem? Não mesmo! Eu vou arrumar um jeito de te tirar dessa, você vai vê. Você foi a única pessoa que ficou do meu lado e não desistiu de mim quando mais precisei. Você me fez forte, Lauren, eu te amo e vou lutar por você, até o fim. 

Queria me jogar nos braços dele e chorar, mas não o fiz. A última coisa que precisamos agora é de um drama. Harry é um garoto muito especial e importante para mim, tenho certeza disso agora. Fico feliz ao saber que tem uma pessoa que me ama desse jeito, e isso me fortalece de algum jeito.

- Obrigada, Harry. – beijo sua bochecha e o abraço o mais forte que consigo, na medida do possível.

Quando as coisas estão ficando mais sentimentais do que realmente deveriam, nos afastamos e sorrimos. Ele me ajuda a ficar de pé e damos de cara com o Daniel. Engulo em seco. Porra, ele diria ao Johnny.

- Harry, por que não vai andando? – ele pergunta, mas parecia uma ordem. Seus olhos me fuzilam e eu me sinto culpada pelo Harry. – Não vá muito longe, precisamos conversar. – Harry apenas abaixa a cabeça e vai embora. – Você realmente deve odiá-lo, não é?

- O quê? Do que está falando? Eu adoro o Harry! 

- Bem, não é o que parece. Está colocando a vida dele em risco por causa de alguns caprichos tolos, porque honestamente nós dois sabemos que você não está nem perto de estar apaixonada por ele. – fico sem fala. Ele está, cruelmente, certo. – Por que não faz o que Johnny mandou fazer e o deixa em paz? Acredite, é o melhor para todos.

 

( Camila narrando )

Estou matando aula. É o Matthew que está na minha classe, e eu não posso olhar para ele agora. Estou cansada de todo esse lance de anjo protetor. Se for para ele sair correndo sempre que achar que está acontecendo algo de errado com a Lauren eu não quero. Sinto como se a Lauren fosse vim sempre em primeiro lugar na vida dele, e isso é chato e me deixa irritada. Eu adoro a minha amiga e não quero que nada aconteça a ela, mas quero ser a garota número da lista de pessoas que meu namorado pularia de um prédio para proteger.

Estou me maquiando e vejo o Daniel atrás de mim pelo pequeno espelho que está na minha mão. Respiro fundo antes de me virar em sua direção.

- Você está de volta. – digo, tentando manter a voz firme. Tinha me esquecido do que a presença dele causa ao meu corpo. Acho que preciso começar a rezar agora.

- Estou. – seus olhos me encaram e não piscam nem uma vez. – Vá até meu apartamento hoje à noite. – ele dá menção de se virar, mas minha voz o interrompe. 

- Não. – uma de suas sobranceblhas levanta e um sorriso surpreso surge na sua boca – Vou ficar só com o Matt agora.

- Está de brincadeira comigo? Vai preferir ficar com aquele idiota? – não respondo. Cruzo os braços e olho para o lado. – Você não tem nada a ver com ele, Cami. É uma pena você não conseguir enxergar isso. 

Ele vai embora e eu sinto que conseguiu mexer com a minha cabeça, eu já não tinha certeza de nada agora. Eu o desejo tanto. Ele é a droga que me puxa para todas as outras porcarias que o mundo tem a me oferecer, e eu sou uma viciada.

- O que ele queria? – a voz de Matt atrás de mim corta a minha vontade de sair atrás do Daniel. Eu o olho e me sinto tão culpada.

- Nada importante. – respondo rapidamente. Eu ainda sentia raiva dele.

- Você não consegue resistir, não é? – a forma que ele fala me irrita, eu não sou nenhuma criança.

- Por que não vai brincar de super-herói com a Lauren e me deixa em paz? – pego alguns livros dentro do meu armário e vou embora. 

Preciso ficar com longe do Matthew, e preciso ficar longe do Daniel. 


( Johnny narrando ) 

Estava que nem louco atrás do meu anel, precisava achá-lo. Lembro-me de ter o colocado dentro da minha mala quando estava fugindo, na noite que ocorreu a tragédia com meu avô, mas tenho toda a certeza que caiu. 

- Posso entrar? – Christian coloca a cabeça para dentro do meu escritório. Faço sinal com a cabeça para que entrasse. – O garoto que você falou já foi encontrado, ele já está bastante fraco. Peço para irem buscá-lo?

- Ainda não, o padre só chega amanhã. Não temos tempo para ficar vigiando um adolescente em transformação. – sei que quer me questionar, mas também sei que não tem coragem de fazê-lo, e também sei que o seu respeite por mim o mantém calado.

Christian não é como a maioria de nós, não demorou muito para que eu percebesse isso. Ele é bom, honesto e quase sempre hesita quando o assunto é machucar algo ou alguém. Mas ele é bastante inteligente e tem uma grande admiração por mim, sei que posso contar com ele, por isso o mantenho por perto o tempo todo. Isso daqui não funcionaria sem sua habilidade com a computação. Tomas é o meu braço direito, Christian é o que me mantém informado.

- E o bruxo? Quando vai chamá-lo? – paro com a minha busca e o olho. Tantas perguntas já  estão me deixando irritado.

- Christopher, por que não se preocupa com o seu trabalho? Se eu precisar de alguma coisa eu te chamo.


( Lauren narrando ) 

Tinha medo, não sabia o quão ruim Louis estava. Liam também parecia estar abalado e preocupado, temendo perder o amigo. Claramente ninguém sabia como ajudar. Os problemas pareciam não ter fim.

Niall me explicou o que aconteceu; os dois estavam discutindo, Louis tentou machucá-lo e acabou desmaiado no chão.

Liam, Niall e eu olhávamos a figura pálida de Louis em cima da cama. Seus olhos mal conseguiam se abrir direito, não tinha nenhum sinal de saliva em sua boca.

 - Não sinto a vida no meu corpo. – com muito esforço ele tenta falar – Acho que minha alma foi embora, é como se eu estivesse vazio. 

- Isso é loucura. – Liam não aguenta vê o amigo naquele estado e sai do quarto.

- Você vai ficar bem, Lou, eu sei disso. – me sento com cuidado ao seu lado. Seguro sua mão gelada. – O frio sempre combinou com você, de qualquer maneira. – tento fazer graça. Ele até que dar uma pequena risada. 

Ele estava triste, nunca tinha o visto daquele jeito. Ele sempre foi durão, invencível. 

- O seu futuro marido pode salvá-lo. – escuto a voz de Niall atrás de mim. Sinto um calafrio.

[...]

Eu sabia o que tinha que fazer e realmente estava disposta a fazer tudo para ajudar Louis. Ele sempre foi um grande companheiro, sempre me ajudou com tudo. Não importava qual fosse o problema, Louis estava lá para me ajudar e eu sentia isso o tempo todo. E foi por minha causa que ele não se tornou o monstro que ele deveria ser, e talvez por essa escolha ele esteja passando por tudo isso, então é meu dever tirá-lo dessa, mesmo que para isso eu tenha que dialogar com aquele monstro.

Tudo o que eu precisava agora era arranjar um jeito de contar ao meu pai que eu estava namorando um cara praticamente da sua idade. Estou em pânico.

A TV estava ligada, passava um jogo de futebol americano nela. Tinha garrafas de cerveja e pacotes de salgadinhos e batatinhas em cima da mesa de centro. Conclusão: Papai está em casa.

Vou até a cozinha e o vejo lá, concentrando em fritar algo no fogão.

- Querida! – ele me cumprimenta todo energético. Ele está animado com alguma coisa, tirando o fato de que há algumas horas atrás ele tinha saído de casa disposto há evaporar dessa cidade, mas tratarei disso depois. – Que bom que chegou.

- Trarei alguém para jantar conosco hoje à noite. – decido começar assim. E estranho um pouco porque isso não o surpreende muito.

- Até que fim você e o Harry decidiram assumir esse relacionamento logo. – Ah! Agora eu entendi o porquê dessa calmaria toda.

- Não é sobre o Harry que eu estou falando, pai. – ele agora parece prestar mais atenção no que eu digo – Eu estou namorando um cara aí há algum tempo. – ele desliga a fogão e cruza os braços, me olhando mais sério. Quero sair correndo.

- Que papo é esse, Lauren? Desde quando começamos a não contar mais as coisas aqui dentro desta casa? Por que não me contou antes?

Ah se ele soubesse todas as coisas que tenho que esconder dele... Eu estaria ferrada. 

- Porque ele é mais velho. – ele sopra pesadamente.

- Desde quando se interessa por homens mais velhos?

- Ele é uma exceção, pai. Faça isso por mim, por favor. Ele é muito especial para mim. – queria vomitar.

- E o que devo fazer para o jantar?

- A sua lasanha especial, ou qualquer coisa.

 


( Murilo narrando )

Acaba a aula, e enquanto os alunos vão saindo lentamente do auditório eu vou juntando minhas coisas. Hoje os fiz assistir uns três documentários. Não estava com cabeça para falar sobre a história sendo que eu nem sabia da minha direito.

- Será que tem um tempinho para mim, professor? – Kaley aparece na porta. Eu não acredito! Era tudo o que me faltava agora, essa mulher me enchendo.

- Na verdade eu já estou indo embora. Conversamos depois. – assim que termino de pôr alguns papeis dentro da minha pasta tomo um susto por perceber que ela já está bem perto de mim. – Por que não me dá um tempo, Kaley? – a olho sério. Não tenho mais paciência para ela.

- Porque já ficamos tempo demais separados, querido, agora eu só quero ficar perto de você. – ela segura meu rosto com uma mão e fica me olhando com aquele olhar irritante, brilhante e apaixonado. Bufo.

- Tenho uma ideia melhor: Vamos continuar separados. Eu estou indo muito bem. – dou um sorriso forçado e saio andando.

- Por que não me dá uma chance, Murilo? – ela vem falando, me acompanhando – Dê uma chance para sua mulher.

Viro-me para trás pronto para lhe dar outro fora, mas quando sua imagem entra no meu campo de vista sou desarmado de alguma forma, sinto meus músculos relaxarem.

- Quer jantar comigo e com o Zayn? – as palavras simplesmente saem da minha boca, eu não estava no controle de mim mesmo.

- Eu adoraria. – ela sorrir de orelha a orelha.


( Lauren narrando )

Fico feliz pelo Depp não ter me dado outro vestido idiota. Tudo o que eu menos queria agora era me sentir um vadia com ele me dando coisas. 

Me olho no espelho do banheiro. Estou me vestindo do jeito que eu quero e estou bem. Só preciso fazer o jogo dele, isso tudo vai ter um fim. Louis precisa da ajuda dele, tenho que controlar a minha boca para não irritá-lo.

“Fique boa para mim”, me lembro de suas palavras repetidas. Ele é o maior cretino de todos, e ainda é marxista.

- Por que está se arrumando para esse cara? – Lara aparece na porta do banheiro – Ou melhor, por que está trazendo ele pra cá? – me viro para ela.

- Lara, eu não posso contrariá-lo. Ele é perigoso demais, tenho que fazer o que ele quer.

- Vamos fugir, Lauren. Como pode não estar com medo? Eu estou com muito. – ela se desespera e começa a chorar. Vou em sua direção e a abraço. Era terrível vê minha irmãzinha passar por aquilo.

[...]

Conseguir fazer a Lara se acalmar, ela estava dormindo. Agora estou aqui na sala, com o papai me olhando furioso, esperando o demônio maldito chegar. 

A campainha toca e o dono da casa dá um pulo do sofá. Sei que ele está a ponto de me esganar com as tripas do meu mais novo namorado. 

Sinto sua mão áspera segurar a minha antes de abrir a porta, quase a esmagando.

- Boa noite! – Johnny é o primeiro a falar. Sua voz tem um tom de malícia e certamente isso iria fazer o papai odiá-lo ainda mais. – Johnny Christopher Depp. – ele estende sua mão, papai solta a minha e o cumprimenta.

- Ivan Jauregui. – me espanto ao vê um sorriso na boca dele. O que o fez desarmar tão depressa?


( Murilo narrando )

- Zayn, cheguei. - anuncio. Olho para trás e vejo uma Kaley curiosa, olhando tudo ao redor.

- A Samantha vai vim ja... - Zayn para de falar quando vê a minha nova convidada. Permito meus olhos se fecharem por um segundo. Droga, garoto. 

- Quem é Samantha? - logo a minha bomba começa á sua contagem regressiva, e poderia explodir à qualquer momento. 

- Uma amiga. - digo. 

- Quem é Samantha? - ela está mais próxima agora, com seus olhos ameaçadores para mim. 

- A namorada dele. - Zayn se intromete. Nós dois nos viramos para ele. 

Kaley sai da casa, batendo a porta com força atrás de si.

- Não deveria ter feito isso. - falo, deixando o ar que estava preso em meu pulmão sair. 

- Por quê? É a verdade. Eu não sabia que você se importava com ela. 

- Tá legal. Apenas coloque mais um prato na mesa, ok? 


( kaley narrando )

Meu ciúmes é tóxico. Não pensei que as coisas poderiam está tão diferentes. Quem imaginaria Murilo Benício com outra mulher sem ser Kaley Walker? Johnny certamente riria de tudo isso. Ele está certo, de qualquer maneira, eu sou uma boba apaixonada. 

- Não acredito que você está com ciúmes. - escuto a voz do meu marido atrás de mim, me arrepiando. Céus, eu sinto tanta falta dele! - Digo, é patético. 

- Eu sei. - assumo. Não consigo olhá-lo. 

- Não pode apagar a minha memória, sumir e quando voltar esperar que as coisas estejam do jeito que você deixou. Eu tenho uma vida construída, Kaley, eu já te disse isso antes. 

- Mas eu quero você comigo! - viro-me para ele. Estou envergonhada por estar chorando, mas não posso controlar. Minhas mãos pousam no seu peito. - Eu quero você e eu, Murilo, pra sempre, como deve ser. 

Ele apenas me olha, quase hipnotizado, e sei que agora é a hora perfeita para fazer o que eu quero. Beijo-o, como nos velhos tempos, nossos lábios feitos para estarem ali. Ele pertence a mim e sabe disso. 

- Prometa que vai largar essa mulher. - murmuro entre seus lábios. 

- Eu prometo. 


( Lauren narrando )

Johnny e papai conversavam como se fossem velhos amigos, e eu estava com ciúmes e com raiva. Estavam tomando o velho uísque do papai e tudo, por que ninguém aqui estava reparando na minha cara de tédio? 

- Então, como se conhecerem? - finalmente sou incluída no assunto, mas preferia quando estavam me deixando de fora. Olho para o Johnny rapidamente, gritando com os olhos por socorro. 

- Foi uma semana antes de eu me mudar para cá completamente. - Johnny começou a explicar, calmamente, como se fosse verdade - Eu estava resolvendo uns negócios quando a vi no gramado do colégio... - ele me olha com um olhar apaixonado que me dá vontade de vomitar - Admito, Lauren foi a garota mais linda que vi em toda minha longa vida. 

Como ele conseguia ser tão falso? Eu poderia socar a sua cara agora! 

- Parece que vocês dois se gostam mesmo. - papai interrompe o momento teatral. Onde ele está vendo isso? Eu mal sorrir desde que esse cretino entrou na nossa casa. 

- Sim, nós estamos completamente apaixonados. - sinto a mão de Johnny nas minhas costas, e luto contra a vontade de me arquear para longe do seu toque. - Não é, querida? - ele me olha mais uma vez e eu tento esboçar um sorriso - E é por isso que não poderíamos mais ficar em segredo. 


( Murilo narrando )

Confesso que vê Zayn e Kaley se dando bem me deixa contente. Os dois estavam conversando bastante durante o jantar, eu só fazia rir da empolgação deles. 

- Como é ter vivido tanto tempo e ainda assim permanecer jovem? - Zayn pergunta, fazendo Kaley sorrir.  

- É bom e ruim ao mesmo tempo, tenho que admitir. Não pude aproveitar muito, tive que ficar tomando conta do Johnny. Ele é tipo uma criança irritante, nunca muda. - ela revira os olhos. 

- Eu quero te mostrar uma coisa. Vem! - Zayn pega na mão da nossa casa e vai arrastando-a para seu quarto. 

Agora que estou sozinho me sinto um pouco confuso. Não sei por que tinha prometido à Kaley me afastar da Samantha. Eu amo minha namorada e não pretendo deixá-la. 


( Lauren narrando )

Essa definitivamente estava sendo a pior noite da minha vida. Meu pai estava confraternizando com o inimigo, que ótimo! Nem no jantar paravam de falar. 

Nunca tinha visto o papai empolgado dessa maneira. Seus olhos brilhavam tanto. Johnny sabia realmente o que estava fazendo, sabia perfeitamente o ponto fraco do meu pai; a ambição. 

Quando acabamos de jantar papai mandou eu mostrar a casa para Johnny. Eu não queria ficar sozinha com ele nem por um segundo, mas essa seria a oportunidade perfeita para eu falar sobre o Louis. 

Sem cerimônia, o levei direto para meu quarto e fechei a porta. 

- Não pensei que você fosse tão soltinha assim... - ele rir de um modo safado, me fazendo bufar e revirar os olhos. 

Enquanto eu me preparava para lhe pedir ajuda, ele observava o meu quarto, parando na cômoda. 

- Sou eu? - ele se vira com um papel na mão. O desenho que tinha feito dos seus olhos. 

- Não. Eu tinha pesadelos com esses olhos, é tipo uma representação do meu medo. - minto descaradamente. 

É claro que a porra dos olhos era os dele. Depois que vi sua fotografia o seu olhar me chamou atenção, agora é só mais uma das coisas que odeio nele. 

- Bom... De qualquer forma, se parece com os meus. - ele coloca o papel ao lado do seu rosto e sorrir. Às vezes ele até parece ser normal. 

Aproveito que ele fica de costas novamente para falar. 

- Eu preciso que me ajude em algo. - falo de uma vez. Minhas mãos congelam. Escuto sua risadinha e fico irritada por não saber o motivo da graça. 

- As pessoas não demoram muito para ir pedir favores ao diabo, não é mesmo? - ele se vira, eu me arrepio. - O que você quer, Lauren? 

- Meu amigo Louis é igual a você. Ele está mal, ainda não se transformou, só você pode ajudá-lo.

- Sim, só eu posso ajudá-lo. - ele coloca as mãos para trás e vem caminhando lentamente na minha direção. - Mas eu não faço favores, querida, eu faço acordos. 

- O que você quer que eu faça? 

- Não quero muito. Só preciso que seja uma boa garota e se comporte. Será que pode fazer isso, querida? - ele junta as sobrancelhas, ficando com uma expressão fofa, mas sei que é só uma fachada. 

- Eu aceito. - eu poderia me comportar, certo? Sem problemas. Eu só tinha que não ter vontade de matá-lo toda vez que estivéssemos juntos. 

- Venha. Vamos selar o nosso acordo. - ele pega minha mão fria e me arrasta para perto de si, e acho que não estou respirando agora. 

- O que está fazendo? - minha voz sai como um sussurro, e eu me odeio por não conseguir disfarçar o meu nervosismo. 

- Gosto de selar os meus acordos com um beijo. 

Suas mãos já estão no meu rosto e eu já não consigo dizer não. Sua boca de pecador encontra a minha. Os meus músculos relaxam instantaneamente. Minhas mãos descontroladas seguram seus braços, numa falsa ilusão de prendê-lo ali, porque logo depois ele se afasta. Quando sua boca forma um sorriso sacana eu percebo o que tinha acabado de fazer. Oh, puta merda! 

- Bom, eu ia ajudar o Louis de qualquer maneira. Não precisava ter vindo me pedir. - ele solta uma piscadela e sai do meu quarto.

Filho de uma puta! 

[...]

Tive que aturar mais conversas do Johnny com o meu pai, minha cabeça parecia que ia explodir. Eu só conseguia pensar no beijo e no quanto eu queria arrancar a minha boca. 

Na hora da despedida ainda fui surpreendida com a intimidade que já estavam, chamando um ao outro pelo nome e não pelo sobrenome. 

E mais uma vez estou sozinha com ele, no lado de fora da minha casa. 

- Você me parece um pouco tensa. - Johnny murmura, entortando a cabeça um pouco de lado. Ele sabia exatamente porque eu estava assim! - Não se preocupe, esse será o nosso segredo. 

- Por que acha que estou preocupada com isso? - cruzo os braços. 

- Talvez você não queira que saibam que é só mais uma que não resiste a sedução das trevas. - ele alisa meu queixo, mas me afasto rapidamente. Ele me dá nos nervos! 

Ele distribui um selinho demorado nos meus lábios e sai andando. Por que eu simplesmente fico parada? 

- E Lauren, - olho em sua direção - Seu amigo Louis mudará para sempre. 
 


Notas Finais


Sei que não está tendo muita ação nesses últimos capítulos, mas prometo que virão surpresas pela frente.

E gente, é o seguinte, o meu celular vem me dado muito problema ultimamente, passei um bom tempo sem ele, e é nele que escrevo os capítulos, então vejam o tamanho do problema.
E eu até recompensava, escrevendo pelo notebook, só que meu colégio é semi integral, eu não passo o dia em casa então por favor, entendam.

Barclay: http://nowmagazine.media.ipcdigital.co.uk/11140/000025481/0300_orh480w360/Barclay-Beales.jpg


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