História A Garota do Traficante - Capítulo 33


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Justin Bieber, Personagens Originais
Tags Justin Bieber, Xenia Deli
Visualizações 369
Palavras 3.823
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Festa, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi oi minhas meninas, tudo bem? ❤

Desculpem a demora, de verdade 💔

E essas leitoras novas meu Deeeeeeuuus 😍 Amo ver o quanto vocês gostam da história assim de primeira, e morro do coração quando vocês falam que recomendam a história pra um monte de gente! Simplesmente obrigada e já lhes amo! ❤

#AquiÉBisiePorra 😂

Boa Leitura ❤

● Vou tentar dar uma revisada, mas sem promessas. ●

● Notas Finais ♡ ●

Capítulo 33 - Fucking Jealous - Part. 1


Fanfic / Fanfiction A Garota do Traficante - Capítulo 33 - Fucking Jealous - Part. 1


— Uma festa?

— É, uma festa.

— Mais uma? 

— É cara, olha o convite na sua frente.

— E nenhum de nós foi convidado?

— Não. - Simon disse com as mãos nos bolsos da calça e me parecia meio nervoso. — Nenhum de nós a não ser a Sienna.

— O quê? - Peguei o envelope azul escuro e o abri. A tal festa seria em Montreal, continha o emdereço e atrás dele só tinha o nome dela, em caneta dourada com uma caligrafia toda frufru. — Ela não vai ir, nem fodendo. Vocês vão ir, entrem usando o nome de outras pessoas. Essa festa vai ser útil em alguma coisa.

— Já vamos derrubar Ahmar usando o carregamento falso, o que mais vamos fazer?

— Mudar a tática. - Kellan disse e olhou pra Simon sentado do seu lado no sofá. — O cara é da máfia russa, não é otário, tem que ser algo mais...

— Interno. - Falei e ele assentiu com a cabeça. — É isso, então. Esse endereço é da onde? - Ergui o convite e Simon o pegou da minha mão. Tirou o celular do bolso e segundos depois olhou pra mim.

— Da casa onde ele está hospedado. - Esperto, está justamente na cidade onde eu costumo ter mais problemas. Seu amiguinho Paollo já deve ter passado tudo o que precisa pra ele, pra o ter ao seu lado contra mim. — O cara com certeza já sabe sobre nós, e a idéia de convidar a Sienna deve ser coisa do pai dela.

— Ela é esperta, Justin. - Jess, que estava sentada no braço do sofá, ao lado de Kellan que tinha a mão em sua perna, disse meio que de forma insegura. — Sabe, ela pode entrar e sair sem que..

— Não, claro que não. - Disse a interrompendo e chamando a atenção de todos na sala. Eles não eram idiotas, já sabiam como as coisas entre eu e ela estavam, e muito antes disso eu já disse que ela só saberia do necessário do que eu fazia. Gente do meu mundo, principalmente as contra mim, usavam pessoas que amávamos pra tentar nos atingir, e se algo desse errado eu jamais iria me perdoar se tentassem revisar através dela. — Ela vai ficar aqui comigo, não se sabe quem pode aparecer por lá. Falando nisso, Simon eu quero que você consiga desde a lista de convidados até a lista de quem vai estar trabalhando no lugar.

— Sim senhor. - Simon se levantou do sofá a frente da minha mesa e pegou um dos notebooks na mesinha de centro. 

— Precisamos ir agora, Kellan. - Peguei a garrafa a minha frente e cheguei perto da porta, e quando a abri me deparei com ela do outro lado prestes a bater. — Posso ajudar? 

— Preciso da Jessica. - Ela deu um passo pro lado pra entrar e eu também, bloqueando a sua passagem. Ela suspirou olhando pra mim, e pela blusa justa que estava usando, seus seios estavam "turbinados". — Com licença? 

— Sabe pedir licença agora? - Mordi o lábio inferior olhando pra renda preta de seu sutiã e de reflexo vi em seu rosto um sorriso aparecer. 

— Se forem se pegar também por favor não ser na minha frente. - Simon saiu da minha sala e olhei pra trás. Kellan e Jessica estavam se engolindo e eu olhei pra Sienna. 

— O quê foi que você fez? - O sorriso em seu rosto era uma mistura de surpresa e admiração. Parecia estar orgulhosa do que fez.

— Juntei mais um casal. - Ela sorriu olhando pra mim e eu a segurei pela cintura, saindo do vão da porta. 

— Mais um? - Encostados na parede ao lado da porta, eu fazia uma trilha de beijos desde o seu pescoço até perto de seus seios.

— Sim, mais um. Assim como vou ajudar o Logan a ficar com a Grace. - Seu sorriso era sim de orgulho. Ela tinha arrumado um passatempo e por mais estranho que fosse, eu ficava feliz que ela tivesse achado alguma coisa pra fazer além de liberar droga e ficar presa nessa casa. Quer dizer, ela não ficava presa. Ela sempre saia com Jessica, agora eu estava passando a levar ela pra sair e por mais que eu não gostasse, ela me acompanhava nessas festas cheia de gente que a qualquer segundo poderia me matar. 

— A filha da Josephine? - Ela assentiu e eu continuei. — E ela também quer ficar com ele? 

— É claro que ela quer. Já olhou pro Logan? Ele é um amorzinho! 

Amorzinho? Desde quando ela chama as pessoas disso?

— Você chamou ele de que? - Aquela cara dela outra vez. O sorriso de canto revelando as pequenas covinhas nos cantos da bochecha, o olhar de baixo, o peito empinado fazendo pose de durona. Ela estava jogando comigo.

— É, um amorzinho. Por quê? Tá com ciúmes? - Segurei suas mãos que brincavam com a minha camisa aberta e a preensei na parede. Eu não sabia se eu morria de tesão ou de confusão com esses momentos em que ela do nada fazia cara de malícia.  E então eu me toquei, a minha namorada era tão safada quanto eu. 

— Eu não sinto ciúmes, amorzinho. - Roubei um breve selinho dela, que quando me afastei de seu rosto ela veio pra frente pra me beijar outra vez, porém estava presa na parede. 

— Ah, não sente? - O deboche misturado com a malícia dela deixava tudo mais exitante.

— Não, eu não sinto. Por mais que eu ame você, eu sei que ninguém além de mim vai te tocar. Confio no meu taco. - A cada dia eu faria por onde ela ver que existem mais motivos pra ela ficar comigo do que me deixar, por eu ser quem eu sou, e pelo o que eu faço. — Preciso sair agora. - Dei uma mordida em seu lábio inferior e o puxei, o deixando com a marca dos meus dentes. — Quero você bem gostosa hoje a noite, entendeu? 

— Entendi, amorzinho. - Ouvi Kellan sair da minha sala com Jessica logo atrás. Soltei os pulsos de Sienna e olhei pra ele que tinha o braço em volta do pescoço da loira.

— Vamos nessa? 



POV. Sienna 


Esses momentos em que as coisas esquentavam entre nós eram super divertidos, porque na maioria das vezes eram essas situações em que ele não podia me tocar da forma que queria e além de eu gostar muito, apimentava as coisas de uma forma sem igual. 

Ele trabalhava bastante, amava muito o que tinha e tudo o que conquistou nesse mundo, e desde o primeiro momento eu já tinha percebido isso. Boa parte do seu tempo era dedicado ao seu trabalho e eu respeitava isso acima de tudo. Deitada na minha cama, vendo Jess revirar meu guarda-roupas atrás de algo pra hoje a noite, eu pensava mais sobre todas as coisas que me vieram a tona recentemente. Eu não sabia o paradeiro do meu padrasto. Se estava vivo ou morto, ou atrás de mim por ai junto daquele cafetão. Aquele cafetão também, será que desistiu de vir atrás de mim? Será que matou Edgar pra saudar a tal dívida que ele tinha em poker? Não que eu me importasse, quer dizer, talvez um pouco. 

Minha mãe se casou com Edgar quando eu tinha doze anos. Um cara sem filhos, que já foi casado uma vez e sempre tinha uma mancha de molho na camisa. Ela achava que eu precisava de um pai e decidiu se casar justamente com o meu professor substituto de história. Sabe aqueles professores que entram vez ou outra na sua sala pra substituir o efetivo? Ele era um desses. Ganhava cinquenta dólares a cada aula que dava, o que era uma merda já que não dava quase nem duas aulas no mês. No começo foi super estranho, aquele mesmo cara que mal sabia o que falava pra um bando de crianças ia pra mesma casa que eu e beijava a minha mãe bem na minha frente. Mas com o tempo, ele meio que se tornou meu amigo. 

Íamos e voltávamos pra casa de ônibus. Um dia desses a caminho da escola, havia vários carros pretos e vermelhos na rua, e ele sugeriu que eu contasse os vermelhos e ele os pretos, mas em silêncio, pra no final do dia quem tivesse contado mais pagava um sorvete pro outro. Na volta pra casa, meu sorvete foi três bolas de chocolate com cobertura de caramelo. Então passamos a ter uma certa amizade.

Na minha primeira menstruação, nos meus treze anos por aí, ele ficou nervoso e inquieto como um pai de verdade ficaria. Quando dei meu primeiro beijo e fui contar pra minha mãe, ele acabou ouvindo e por mais que tivesse tentado, eu vi que ficou meio enciumado. Quando eu tinha dezessete e fui na minha primeira festa de escola, ele me levou na porta da casa de Dylan Cooper às sete em ponto e às dez e cinquenta e nove já estava lá de novo pra me buscar. Por oito anos ele foi a figura mais próxima de pai que eu tive. Nunca o chamei desse nome, era algo único demais, porém pai não é o cria, o que te leva até a porta da sala de aula e te busca na hora de sempre. É o que conta errado os carros pretos só pra você ganhar um sorvete no final do dia. É o que faz lasanha com macarrão instantâneo nos dias que sua mãe precisa virar noites trabalhando. É o que faz você se apaixonar por carros esportivos e uma vez no ano, mesmo que por mais sem dinheiro que esteja, te leve a uma exposição dos mesmos na cidade vizinha. 

Minha vida era feliz, muito humilde e principalmente simples, mas nunca poderia dizer que eu não era feliz. Tinha uma mãe maravilhosa, um padrasto muito legal e um melhor amigo que se preocupar me arrastava pra rachas no meio da noite. Porém, aos poucos as coisas foram desabando. Minha mãe e eu brigávamos cada vez mais. Giovanni foi embora e eu fiquei sozinha, indo pra rachas de gente estranha e desconhecida. Minha mãe morreu e meu mundo foi todo ao chão. Passei a ter um padrasto alcoólatra e viciado em jogos, que dia após dia ia aposta do alguma coisa de dentro da casa da minha mãe, e por mais que eu berrasse, ele continuava a apostar nossas coisas. Fodida da forma que eu era nem um advogado pra lutar pelos meus direitos eu conseguia, se o que agora, eu podia fazer muita coisa, e eu ia. 

Quando ele lá foi enterrada, parece que de baixo da terra junto ao seu corpo, todas as coisas boas entre eu e ele morreram ali com ela. Edgar me culpava pela morte dela, nunca precisou dizer isso, só pela forma que passou a falar comigo e a me tratar eu tinha percebido. Só que me dar como forma de pagamento a um cafetão, pra trabalhar como prostituta e ter que passar por só Deus sabe o que, não era justificativa nem aqui e nem na puta que pariu.


Não, eu não me importava. 

Não, ele não era meu pai. 


— Sienna você tá me ouvindo? - Descongelei do transe e me dei conta de que eu encarava o teto. Ao piscar os olhos os senti secos. Eu devia ter ficado igual um vegetal no mundo da lua. Olhei pra ela e em suas mãos dois cabides, um com um vestido cheio de lantejoulas retas e outro estilo tubinho azul escuro. — Quando compramos essas coisas feias?

— Sei lá, você me faz comprar tanta coisa inútil. - Passei a mão no rosto e percebi seu olhar sobre mim. — Desculpa, não quis dizer isso.

— Tá certo... - Ela jogou as peças nas outras a minha frente e se sentou na cama, de frente pra mim. —  Vai me falar no que estava pensando? 

— No meu padrasto. - Ela deu um suspiro e virou o rosto pro guarda-roupas. — Eu preciso saber o que aconteceu com ele. - Me sentei chegando perto dela e ficando ajoelhada, com as pernas dobradas pros lados do corpo. 

— Pra que? O cara não é um puto por ter entregado você a um cafetão? Olha, eu agradeceria se estivesse no seu lugar agora.

— O que? - Franzi o cenho tentando achar lógica no que ela disse.

— É, qual é, Sie. Olha pra você agora. - Ela apontou pra mim e eu ainda mantinha o rosto em confusão. — Está protegida a sete chaves pelo maior traficante do Canadá. Mora numa puta mansão, tem um namorado que é um absurdo de gostoso. - Eu ergui uma das sobrancelhas pra ela, meio que em advertência. — Convenhamos né amiga? Ninguém é otária. Enfim..

— Isso não envolve o meu presente, Jess. - A interrompi e ela soltou o ar pela boca franzindo o cenho.

— Então por quê mexer no passado? Por quê quer tanto saber se ele está vivo e na sua antiga casa? Por quê você quer ter uma garantia? 

— Uma garantia? - Perguntei e quando ela lá isso me responder, seu celular vibrou em seu colo, que no instante em que ela leu já ficou de pé. — Continuamos depois, tá bom? Sobre isso, esquece. As vezes o fantasma do passado vem pro nosso futuro pra estragar com tudo. É o que você quer?

— Não, claro que não. - Disse e me levantei a sua frente. — Eu só..

— Sie, esquece esse assunto. - Jess cortou minha fala e eu comprimi os lábios.  Esses últimos meses pra você foram um inferno, não foram? Então aproveita o paraíso, que é loiro e todo tatuado. - Ela deu um sorriso andando de costas até a porta e  a abrindo. — Em algumas horas Justin vai voltar. Confio em você pra escolher uma roupa linda, tá bom? Tenho umas coisas pra fazer e volto pra sua maquiagem. Até mais tarde. 

Antes que eu dissesse qualquer coisa a mais ela saiu do quarto, me deixando sozinha com uma pilha de roupas. Uma garantia, garantia de que ela estava se referindo? Esquecer, eu tinha que deixar o fantasma do passado no inferno em que eu vivia e aproveitar o paraíso. Jess estava certa e eu tinha de colocar isso na cabeça. 

Agora as outras coisas que eu tinha a fazer: escolher o traje da noite, pegar meu celular no meu carro e fazer Grace e Logan se aproximarem. Revirando por mais alguns minutos o móvel que transbordava minhas roupas, encontrei um macacão de seda cor creme, aberto nas costas e que fazia um laço na nuca. Ele era soltinho na parte dos seios e se eu não tomasse cuidado, algumas partes que não deveriam iriam aparecer. Deixei a peça separada dobrada em cima da cama e guardei as outras. Na pilha enorme de caixas de sapato do lado do móvel, peguei um par de saltos caramelo de fivela no tornozelo e tiras na parte dos dedos. A combinação não me pareceu tão ruim, e eu gostei dele ser aberto nas costas pra mostrará máquina o biquíni de dias antes eu de como a seda marcava bem a minha bunda. Alguém ficaria doido ao me ver nessa roupa, e sorri ao ouvir um elogio mental de Jess pela boa escolha de roupa. 

Depois de ficar igual uma garotinha admirando a escolha de roupas, sai do meu quarto recebendo uma pequena rajada de vento, que me obrigou a fechar o zíper do moletom de Justin, que ainda tinha o seu cheiro forte e marcante. Andava a passos ansiosos até a garagem da casa, curiosa pra saber se tinha alguma mensagem no aparelho a minha espera. Passando pela sala da casa de funcionários, vi Grace sentada no sofá desmontando o seu celular e xingando baixinho. 

— Tudo bem? - Me aproximei dela e ela jogou o que parecia ser a bateria do telefone no espaço ao seu lado. 

— Não, essa droga não quer ligar sendo que a bateria tá cheia, só aparece o nome da marca e ele desliga. Eu vou morrer sem essa coisa! - Ela olhou pra mim com os olhos cheios de desespero e eu dei risada, que se sessou com a idéia que eu tive, acompanhada de um sorriso bem do malicioso. — O que?

— Eu conheço alguém que entende dessas coisas. Ele pode te ajudar, o que acha? - Ela pegou as partes do celular e ficou de pé.

— Claro, qualquer um que faça essa coisa ligar de novo vai ser o amor da minha vida! 

O auto-controle que eu tive pra não dar rir foi inacreditável. Fomos em direção a mansão e entramos pelas portas de vidro da sala. Assim que passamos pelo pequeno corredor pra cruzar o arco que dava pra cozinha, a porta da geladeira foi fechada por Logan, que desde o lado de fora eu já tinha visto. Ele estava sem camisa, com uma samba canção azul escura e um boné preto pra trás. 

— Logan? - O chamei com o sorrisinho estampado na cara e ele olhou pra mim antes de colocar a colher com cereal na boca. Seus olhos se arregalaram assim que avistou a figura atrás de mim. — A Grace. - Disse puxando ela pro meu lado. Seu rosto estava congelado em surpresa e todo vermelho. — Esta tendo alguns problemas com o celular dela, você pode ajudar? 

— Ahn.....ah eu....Eu... - Ele colocou a tigela sobre o balcão e seus olhos estavam somente em Grace. — Claro, qualquer o problema? 

— Ele não...Ele... - Os dois se encaravam e depois de um tempo ela virou o rosto passando a mão no cabelo e ele começou a coçar a nuca olhando pela janela da cozinha. — Ele não quer ligar, só aparece o nome da marca e depois desliga. - Seus passos até ele foram meio inseguros e tímidos, e quando ela entregou o aparelho desmontado pra ela ele, suas mãos se tocaram fazendo os dois se olhar nos olhos. Antes que eu desse um gritinho histérico eu sai do cômodo, mas antes ouvindo o que me surpreendeu ser risadas. Os dois só precisavam de um empurrão pra que tudo seguisse seu curso natural. Passando pela sala de Justin ouvi a voz da Jessica de lá dentro, pelas pausas que ela dava, notei que falava no celular.

— Eu já fiz a minha parte no que você me pediu, acho que não tem mais o que fazer. - Mais uma pausa, seguida de um suspiro. — Tá, eu já entendi. - E mais outra pausa. — Eu disse que já entendi, tá? Eu vou continuar fazendo, mas duvido que venha a acontecer de novo, tudo me pareceu muito convincente.

Não fazia idéia do que ela estava falando essas com quem, e acho que nem queria. Ela me disse que tinha coisas pra resolver e com certeza era sobre coisas que eu não tinha necessidade de saber. Tinha muita coisa que eu não sabia, e talvez fosse até melhor eu não saber. Não sei se teria estrutura pra saber de todas as coisas erradas que Justin eram metido. 

Do lado de fora, esperei alguns segundos pra porta automática da garagem subir e revelar alguns dos carros que tinham guardados ali, assim como nas outras cinco portas de garagem pelo lado oposto da casa. Andei até minha Ferrari e abri a porta, entrando e ficando com a perna esquerda pra fora. Apoiei o corpo no banco do passageiro e abri o porta luvas, encontrando o meu celular e aproveitando pra pegar a arma de baixo do banco. Depois da conversa com Jessica na sala, decidi não ter surpresas em ser surpreendida por alguém enquanto via as mensagens, então desbloqueei a tela me deparando com seis mensagens novas, quatro sendo do número privado de sempre e duas do Justin, que tinham chegadoa alguns minutos. Já que estavam no topo da caixa de entrada, comecei por elas. 


"Pro seu bem espero que tenha entendido quando eu disse que quero você bem gostosa hoje a noite." 


É claro que eu entendi, meu amor.


"Eu quero você o tempo todo, pra falar a verdade." 


Essa última tinha me feito sorrir e virar a cabeça pro lado igual uma mocinha apaixonada. Ele estava diferente, um diferente bom. Parando de reler as mensagens dele, fui pras outras quatro que me esperavam e me arrancaram o sorriso do rosto.


"Estou muito ansioso em ver a minha menina hoje a noite."


"Azul é uma cor muito bonita, mas pra combinar com os olhos verdes que você herdou de mim, talvez um vestido da mesma cor ficasse melhor. Mas você está linda, minha querida Vick."


"Esse seu namorado fez muita sujeira hoje a noite, e quase complicou as coisas pro meu lado matando o governador. Ele é nosso inimigo, caso não saiba, minha filha. Por quê não sair de perto dele e vem cumprimentar a sua família?" 


Minha família? Então os olhos dele também eram verdes? Mas tinha uma infinidade de pessoas com olhos verdes por aí e.....Espera, matando o governador? Justin matou o governador do Canadá? Por quê ele faria isso? De que forma os atos de Justin poderiam prejudicar o meu pai?

Deus, meu pai e meu namorado eram traficantes?


"Sinto muito, minha filha, mas papai não aprova esse relacionamento. Me desculpe."


Como assim não aprova? Quem ele pensava que era? Idaí se pudesse ser o meu pai, eu nunca precisei da autorização e aprovação de ninguém pra fazer tudo o que me desse vontade. Só existiu uma pessoa no mundo pra quem eu devia e precisava desse tipo de coisa, e ela não está mais entre nós pra tal coisa. Eu já tinha a porra de dezenove anos, sabia muito bem onde metia meu nariz e pra quem eu abria as pernas. E até onde eu sabia, essa pessoa que se intitulava meu "papai" podia ser qualquer um dos inimigos de Justin jogando comigo. Essa gente parecia ratos, que ia nos esgotos atrás do passado das pessoas pra levar de volta à superfície. 

Esquecer, eu iria esquecer tudo isso. Depois de fuçar o celular todo, consegui bloquear o número de receber mensagens e ligações. Se antes eu nunca precisei da presença dele, não seria agora que eu iria precisar. Sai do meu carro e quando fechei a porta, o telefone vibrou com uma nova mensagem, que foi a certeza de que o que eu estava fazendo era mais do que certo, que eu estava com a pessoa certa independente do que ela fazia. Ela foi meio confusa, mas nem por isso deixou de ser um dos motivos pelo qual eu estava feliz.


"Não quero que volte pra sua casa, seu lugar agora é comigo, assim como o meu é com você. Eu te amo, nunca se esqueça disso, por favor."


Nem em um milhão de anos eu iria me esquecer disso, meu amor. 





Notas Finais


Minhas girls, eu prometi a vocês um capítulo de bater palmas com o pé né? Então, vai ser o próximo KKKKKKKKKKKKKK

"Mais Mizz como assim você demorou 7 caralhos de dias pra escrever e ainda não foi o bastante?" Não.

Talvez até sim se eu tivesse uma base na idéia que eu tenho pronta. Eu não podia simplesmente escrever o que eu pensei e dar pra vocês lerem sem pé e nem cabeça.

A história está se desenrolando pro final de temporada (Não terá quantidade de capítulos certos as temporadas, apenas vou ir escrevendo.) e eu tô tentando a cada capítulo fazer isso acontecer, mas o que acontece: As meninas que estão lendo desde o começo devem se lembrar que eu disse que a história não teria roteiro, eu só ia escrever sobre uma menina que se envolve com um traficante e meu plano era fazer várias coisas desse mundo acontecer e tals. Só que com o tempo, eu fui tendo idéias, pensando em coisas que seriam interessantes e quando eu já tinha SEIS capítulos postados, decidi colocar um roteiro no meio. E o que acontece, algumas coisas acabaram ficando sem nexo, tipo "??????" E isso fode muito já que eu tô tentando juntar o útil ao agradável, ou seja, estou tentando juntas essas coisas sem sentindo com as com sentindo, entendem? 😂

Sem falar que é final de semestre, tô no terceirão e tinha uma caralhada de coisa pra fazer. Aí juntou minhas aulas de violino, as atividades que eu me envolvi na minha escola (O teatro lembram? Então) o bebê que eu cuido aos fins de semana, deveras de casa e compromissos com a família e eu toda angustiada em escrever logo que aaaaaaa 💔💔

Porém já estou de férias! E vou passar a ter muito mais tempo pra me dedicar aqui! YAAAYYY

Eu já estava muito aflita com esses dias todos sem postar, sério, então achei melhor dividir o capítulo em dois. Pra não ser mais vacilona ainda, já vou começar o próximo pra quem sabe lá pelas cinco da manhã eu já não poste, mas acho que vai dar sim.

A capa da segunda temporada vai atrasar mais alguns dias, a designer está tendo problemas pessoais e eu não posso cobrar isso dela, então a temporada dois vai dar uma demoradinha, e acho até que mesmo depois da capa pronta vou tirar uma semana se "folga" pra colocar as idéias que eu já tenho no lugar. Não vou cometer o mesmo erro de só sair escrevendo sem planejamento. Gente, isso é um pesadelo, sério.

Tá, vou a calar a boca, ou melhor, os dedos.

Espero que me perdoem, ainda estejam comigo e saibam que não abandonei a história. Amo vocês, meninas.

Bom, por aqui é só! Até o próximo daqui umas horas! Beijo ❤

Meu tt: liaraspberry

Xoxo ❤


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