História A garota do trem - Camren - Capítulo 15


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Tags Camila Cabello, Camren, Fifth Harmony, Lauren Jauregui, Norminah, Trolly
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Palavras 2.783
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi pessoal, quero agradecer a todos aqueles que dedicam alguns segundinhos do seu tempo pra sempre comentar no final, é sempre importante isso, nem que seja apenas um simples ''continua'' eu já fico contente, porque vejo que tem pessoas gostando da história, e isso me estimula a continuar com ela. então continuem assim, eu adoro saber a opinião de vocês no decorrer dos capítulos. adorei escrever esse, espero que gostem. boa leitura

Capítulo 15 - Telling about pregnancy


Fanfic / Fanfiction A garota do trem - Camren - Capítulo 15 - Telling about pregnancy

Depois do momento de tensão pelo qual Lauren sentiu seu coração acelerar com um simples toque da mão de Camila, demorou poucos minutos para que o táxi parasse em frente a casa dos Cabello's. a latina suspirou já temerosa. pagaram o táxi e pediram para que o mesmo as aguardasse. ao sair do carro Camila ainda ficou parada em frente a casa pensando se deveria ou não, ir. mas tinha logo que fazer isso, ou enlouqueceria, sua barriga logo estaria a mostra e ela não teria como esconder.

— acho que não tem mais volta, é agora

— vai dar tudo certo. vamos lá

ela foi na frente e Lauren seguiu a garota. apertou a campainha e logo a porta se abriu, o homem de semblante sério fitou Camila e logo em seguida a Jauregui.

— como teve coragem de sair desse jeito menina? nos deixou preocupados

— eu não aguentaria dormir naquele inferno, aqui não é bar pra trazer daquele tanto de bêbado e ficar até tarde com som alto

— não importa, ainda assim não devia ter saído

— mas eu sai, e você não manda em mim

passou por ele e entrou para casa

— com licença

Lauren disse antes de passar por ele e seguir a latina. ela não viu Sinuhe na sala e deduziu que ela estivesse no quarto, foi diretamente pra lá, e quando abriu a porta viu o que nunca imaginou.

— m-mãe?

Sinuhe estava de joelhos perto do criado mudo enquanto cheirava um pó de cor branca, mas branca foi a cor que ela ficou quando bateu seus olhos em Camila.

— C-camila... eu...

— desde quando?!

— olha filha, eu posso explicar

— meu pai que é um bêbado né? será que devo acreditar nessa versão, ou na versão de que minha mãe é uma drogada e ele não suportou e te largou?

— não fale assim comigo, você não sabe nada sobre o Alejandro, ele me batia!

— isso é o que você fala

— ele bebia muito e quando chegava em casa me batia, não era sempre, mas aconteceu algumas vezes, e eu cansei

— como pode mãe? como pode ter chegado a isso? foi Guilherme quem te deu né? eu sabia que ele não era um bom homem pra você, e que aqueles caras que vem aqui de vez em quando não eram boas influências, ele vende é? não está se dando bem com as vendinhas dele e quer me fazer casar com um cara rico?

— eu não forcei ela a nada

A voz grave do homem soou bem atrás dela. Sinu levantou do chão.

— eu não sou um viciado, eu apenas vendo, e é na hora do aperto, pra sustentar a porra dessa casa, seu pai, aquele filho da puta foi embora, você não entende isso garota? ele não te quis, você não deveria nem ter vindo ao mundo, Sinuhe não te queria

— o que?

— Guilherme!

— fala pra ela Sinu, fala o que me disse, das brigas com Alejandro, e de quando descobriu a gravidez e tentou abortar, que não queria que ela nascesse

— isso é verdade? — perguntou com os olhos marejados. Lauren percebendo ela estar nervosa segurou em seu braço

— eu te amo minha filha, é tudo que precisa saber, eu era jovem e não sabia o que estava fazendo, e sobre isso — apontou para o pó — eu vou parar, eu prometo que irei parar...

— já chega, eu cansei desse circo, cansei dessa casa, eu vou embora daqui

Guilherme começou a rir.

— e pra onde você iria? eu que coloco as coisas dentro de casa garota, e você tem que me obedecer porque eu sou o esposo de sua mãe e é a mim que deve respeito

até então ninguém tinha se importado ou dado atenção a presença de Lauren, até ela resolver falar.

— ela vai comigo

Sinu e Guilherme olharam pra ela que estava com a mão no ombro da latina

— quem é você?

— amiga dela. vocês não percebem o quanto estão tornando a vida dela um inferno? ela tem 17 anos, o pai foi embora cedo, a mãe encontrou outro homem no qual agi como se ela fosse um robô, atrás de um casamento arranjado? vocês não querem a felicidade dela? que tipo de mãe você é senhora Cabello?

perguntou fixando seus olhos nela que passou a mão no rosto enxugando as lágrimas que escorriam.

— ela não sai dessa casa, Camila ainda é de menor e a guarda dela está com a mãe, e nem você, nem ninguém vai tirar ela daqui

— pois bem, a gente vai a tribunal se for preciso, eu tenho 24 anos e posso muito bem lutar pela guarda dela, acha que um juiz em sã consciência iria deixá-la na mão de um vendedor de cocaína, uma usuária, e em um lar pelo qual ela não tem sossego? a minha irmã é advogada, eu posso ligar pra ela agora mesmo e a gente resolve isso, o que acham?

Guilherme olhou pra ela furioso. não tiveram tempo de responder porque Camila teve uma vertigem.

— Camz...

segurou ela e a fez se sentar na cama.

— eu vou pegar água pra ela

Sinuhe disse e passou pela porta quase que correndo, Guilherme continuou olhando feio pra Lauren e com os braços cruzados

— ei, calma, respira tá?

acariciou o rosto dela e colocou seu cabelo para atrás da orelha

— foi só uma tontura, eu... estou bem

— aqui está, beba filha

ela pegou o copo sem se quer olhar pra mãe

— isso, beba tudo, e respira fundo — Lauren disse calmamente

— eu estou grávida

disse de uma só vez, surpreendendo até a Lauren

— como é? acho que ouvi errado — Guilherme disse ao se aproximar

— é isso mesmo que você ouviu, eu estou grávida, de quase dois meses, e eu vou ter o bebê

— não! não pode ser, espera, o filho é do Louis? porque se for ele vai herdar tudo, seria uma jogada de mestre e...

— CALA A MERDA DA SUA BOCA! — ela disse gritando — JÁ FALEI QUE NÃO SOU A PORRA DA SUA MOEDA DE TROCA, E EU NÃO VOU ME CASAR COM AQUELE GAROTO IDIOTA E MIMADO. O FILHO É MEU, SÓ MEU, NÃO IMPORTA QUEM É O PAI, ISSO SÓ DIZ RESPEITO A MIM, E SE EU VIM AQUI FOI APENAS EM CONSIDERAÇÃO A MINHA MÃE, QUE POR SINAL NÃO MERECE, ME ESCONDIA QUE ERA UMA VICIADA

— eu não sou... eu só estive em um momento de fraqueza

— ela não vai ter esse filho Sinuhe! o que vão pensar da nossa família? que temo suma vadia em casa? uma puta que ficou grávida de um qualquer? você deve ter fodido com um qualquer né? por isso não quis o Louis, se é que não fodeu com ele e está sem saber quem é o pai, por isso não quis dizer. FALA! VAGABUNDA

ele foi para cima dela tentando acertar um tapa no rosto da garota e Sinuhe tentou segurá-lo, falhando, então Lauren entrou na frente e deu um soco no rosto dele.

— você NUNCA MAIS, ouse tocar em um só fio de cabelo dela, seu covarde

— você me paga!

ele tentou segurar nos braços dela, colocou força mas ela resistiu, Camila se afastou nervosa, com medo de algo acontecer com seu bebê, e Sinuhe estava atordoada, não sabia o que fazer.

— esse soco não vai ficar barato

as mãos grotescas dela apertavam os braços de Lauren, sua pele branca sendo machucada, mas ela conseguiu golpeá-lo e imobilizá-lo.

— ai! me solta!

— você é um grande merdinha! eu não deixarei que ela fique nessa casa, não sei como ela aguentou vocês! e pode chamar a polícia e pedir para irem até minha casa, posso deixar o endereço caso estejam curiosos. eu sou uma cidadã de bem, não tem passagem com a polícia, posso contratar uma boa advogada, inclusive pode ser até minha irmã, te coloco atrás das grades por tentativa de agressão com uma menor, e ainda mais por vender drogas.

empurrou ele no chão. o homem ficou calado temendo ela fazer mesmo aquilo.

— eu juro que se você tentar encostar nela de novo, eu não responderei por mim

— eu me descontrolei, me desculpe, Camila... você sabe que é como uma filha pra mim, sabe disso pequena

ela estava tremendo, e Sinuhe estava com a mente bagunçada por causa da droga. viu o olhar de decepção da filha pra dela.

— não vai Kaki, fica... por favor

— eu sinto muito mãe, eu não posso suportar ficar aqui, e eu não vou deixar que meu filho nasça no meio dessa  bagunça

— e o que espera fazer? essa mulher vai te bancar? ela vai se aproveitar de você! — Guilherme disse furioso

— eu irei ajudá-la, no que for preciso, e quando estiverem calmos e querendo conversar como gente civilizada, vocês ligam pra ela. vem Camz.

segurou não mão dela, estava gelada e suando. passou pela porta em alerta para qualquer ato de Guilherme, mas ele não fez mais nada. Sinuhe do jeito que estava, ficou... paralisada, não sabia o que fazer, na verdade sabia que não podia fazer nada, Camila estava certa em olhá-la com aquele desprezo, não devia ter caído, não devia ter usado a droga de novo, já fazia dias que ela não consumia, a principio foi apenas pra provar, Guilherme quando falou pra ela sobre o que fazia de trabalho extra, a deixou furiosa, mas por amor a ele, acabou aceitando, e seu maior erro foi ter experimentado.

Lauren foi para o táxi com Camila, e respeitou o silêncio da garota, era muita coisa pra processar. avisou ao taxista para levá-las para a praia. a latina que estava mergulhada em pensamentos nem ouviu quando ela disse isso. o sol já estava se despedindo no horizonte. só quando o carro parou a garota franziu a testa.

— pode esperar só mais um pouco, por favor? eu pagarei a mais pela espera

— claro, não se preocupe — taxista respondeu

ela saiu do carro e deu a volta pra abrir a porta pra Camila

— vem comigo

— porque me trouxe aqui Lauren?

ela não disse nada, apenas segurou na mão dela com um pouco de insegurança e levou Camila até perto do mar

— é tudo tão calmo aqui né? — ela assentiu — é pra onde venho quando quero fugir dos problemas, ou quando não aguento mais eles. eu sempre estive em desunião com a minha mãe, acho que já te contei, somos muito diferentes, e tudo que eu tinha era Selena, então ela se foi... eu a perdi, e tive que aprender a viver assim, sem meu porto seguro. eu posso imaginar como se sente agora Camz, perdida, assustada, com medo, magoada, decepcionada, porque até eu fiquei triste ao ver aquela cena, mas eu quero que você saiba que não está sozinha nessa, eu não vou deixar que te arrastem para aquele caos — respirou fundo — eu te trouxe aqui na intenção de te fazer se acalmar um pouquinho, nervosismo não faz bem para a gravidez. veja só, que lindo, o céu está um pouco alaranjado

apontou para a imensidão linda que era o céu, o astro sol se despedia, o mar estava calmo, e a cor do céu um pouco alaranjada. Camila olhou e suspirou. a mão da Jauregui baixou ficando paralelo ao seu corpo, e encostou na de Camila que olhou pra ela no momento.

— sente-se um pouco melhor?

perguntou com seus olhos fixos nos castanhos da latina, as vezes vacilando e fitando os lábios cheios e atrativos, tendo a leve impressão de que Camila fazia o mesmo, não conseguindo sustentar o olhar.

— s-sim, desculpe se invadi o seu lugar

— ele pode ser seu também, se quiser. é um bom lugar pra pensar na vida, não acha?

— sim, deve ser ótimo poder entrar um pouco no mar por volta das 19:00

— eu já fiz isso, mas era bem mais tarde, umas 23:30, isso depois da morte da minha esposa, eu precisava sair, precisava achar um lugar pra pensar, colocar a cabeça em ordem, então eu apenas caminhei sem rumo, e acabei aqui, me joguei na água, e a partir desse dia, voltei outras vezes, então se tornou meu lugar, não literalmente, claro

— obrigada por compartilhar comigo

— não agradeça

disse baixo, sabia que ela tinha ouvido porque elas estavam muito próximas, e os olhares pareciam quase se fundir em uma mistura de castanho e verde. então Camila saiu de seu transe.

— uh, bom, eu acho melhor voltarmos para sua casa, o taxista está esperando

— tudo bem, claro. vamos!

ouviram o barulho do trem, um som um pouco distante, mas dava pra ouvir a buzina alta soar ali perto. Lauren sorriu se lembrando que foi lá que conheceu Camila. voltaram para o carro, e sem mais paradas, o taxista parou em frente a casa da Jauregui, ela o pagou e agradeceu pela paciência, elas entraram e a latina sentou no sofá prendendo seus cabelos longos.

— hoje eu tive uma confirmação maior de que Guilherme é um idiota, ele disse todas aquelas coisas ruins sobre mim...

— não ligue para as merdas que aquele homem falou, ele é um grande imbecil, e assim que der certo, quero voltar a conversar com sua mãe, ela precisa de um tratamento, e principalmente precisa enxergar a verdadeira face do homem que tem em casa

— ele ia me bater!

— e eu disse que não deixaria — sentou ao lado dela — ele teria que enfrentar os super golpes da lutadora aqui — Camila riu

— você falou a verdade quando disse que lutava quando mais jovem, não que seja velha, claro

— sei técnicas de defesa, fiz errado eu dar um murro nele, mas ele bem que mereceu né

— tenho que concordar. ai meu Deus

olhou para os braços de Lauren vendo as manchas roxas que se formou na pele branquinha dela

— ele te machucou

— não se preocupe, não foi nada, eu passo pó quando tiver que ir dar aula, ninguém vai perceber, e só colocarei pra evitar perguntas

— está doendo? ele deve ter apertado forte pra ter ficado assim

passou a ponta dos dedos na pele dela, analisando a região dos braços

— dói?

— um pouco

não sabia se foi inconscientemente ou não, mas Camila beijou a região afetada e tornou a olhar pra Lauren

— ainda dói muito?

— acreditaria em mim se eu falasse que melhorou um pouco? — Camila sorriu

— a minha falecida vó dava beijo nos meus machucados quando eu era pequena, ela dizia que beijos passava a dor

— então acho que deveria dar mais alguns

disse sorrindo e ela sorriu de volta e deu outros beijos na região dos braços dela, até que Lauren segurou delicadamente em seu queixo, fazendo-a fitá-la. a conexão dos olhares de novo, Camila estava achando esquisito aquela situação, mas parecia que seu corpo não queria obedecer e se mover, ela ficou ali, parada, mergulhada nos olhos verdes.

— você é tão frágil Camz

passou seu dedo indicador na maçã do rosto dela que fechou os olhos por breve segundos

— eu vou proteger você, prometo, e ela também

— ela?

— a neném

Camila olhou para a própria barriga e acariciou a mesma

— eu acho que é um menino

— posso? — pediu permissão para tocá-la, ela assentiu — eu sinto que é uma linda princesinha, uma mini Camila

ela sorriu. a latina não tinha nem noção do quanto seu sorriso era lindo, e do quanto ele deixava Lauren quase zonza, porque a afetava demais.

— do que me chamou?

— Camila?

— não, antes de falar o que disse sobre o bebê ser uma menina

— Camz?

— sim

Lauren ficou vermelha. tirou a mão da barriga dela e colocou sob os joelhos

— é um apelido que coloquei em você, mas se não tiver gostado eu posso...

— não, está tudo bem, eu gostei

— mesmo?

— sim, ele é exclusivo, já me chamaram de Mila, Cami, Kaki, mas de Camz, nunca, só você

— que bom, só eu posso te chamar assim então

Ela sorriu e levantou do sofá

— eu logo pensarei em um pra você — bocejou — eu vou tomar um banho tá?

— claro, fique a vontade

— eu posso... pegar alguma roupa sua? não quero abusar, é que... não deu pra pegar nada, você sabe, aconteceu aquilo tudo, e eu nem pensei na hora

— fique tranquila, pegue o que quiser, há calcinhas novas na primeira gaveta do guarda roupas, pode pegar. amanhã eu irei falar com alguém que possa ir buscar suas coisas, ou uma parte delas

— obrigada, não sei como poderei te pagar por tudo que está fazendo por mim

— mas você já está pagando, eu não me sinto mais sozinha como antes

disse e caminhou até a cozinha para preparar o jantar, planejava chamá-la para ver um filme com ela na sala. Camila então foi para o quarto tomar seu banho. apesar de na sua cabeça estar uma bagunça, ter ouvido aquelas palavras que Lauren lhe disse em frente ao mar, deixou ela mais tranquila. não estava sozinha nessa.


Notas Finais


hum, elas estão mais próximas, sentiram a conexão? rsrs.
agradeço por ler até aqui, até o próximo capitulo. xoxo *-*


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