História A Garota do Uchiha - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Karin, Mebuki Haruno, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, TenTen Mitsashi
Tags Sasusaku
Exibições 2.259
Palavras 3.616
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Visual Novel
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá meus lindos, cheguei *--*
Gente pelo amor da batata doce, o que é tudo aquilo de favoritos?
Cara trezentos e setenta e três!!!!! Sem contar os comentários que foram mais de sessenta e tudo isso no segundo capítulo de fanfic, vcs querem me enfartar, não é? Mas isso só faz eu amar mais vcs :3
Pessoal muito obrigada pelo carinho e fico muito feliz mesmo que a história está sendo recebida de braços abertos *--*
Bom, espero que curta esse capítulo, ele ficou legal e pouquinho trabalhoso, sabe, mais foi de coração.
Ah, ainda irei responder os restantes dos comentários.
Boa Leitura.

Capítulo 3 - Beijo.


 

A Garota do Uchiha

Cheguei à loja de doces dez minutos adiantada, a senhora Chiyo - a dona da loja - estava atendendo alguns clientes no balcão. Ela sorriu quando me viu e retribui com um pequeno e miserável sorriso mínimo enquanto eu seguia para os fundos da minúscula salinha de funcionários.

Tenten, minha colega de trabalho, estava amarrando seus cabelos num coque alto. Ela estava arrumada com o uniforme da loja, um simples avental amarelo-creme cheio de desenhos de cupcakes coloridos e o nome da loja em letras grandes no meio do bolso que ficava em cima.

- Chegou cedo hoje. - ela disse assim quando me notou.

Estava animada como sempre.

- Acho que sim. - respondi guardando minha mochila no meu armário junto com o suéter amarelo da escola, ficando só com a camisa branca.

Coloquei o avental por cima da minha roupa da escola e fiz o mesmo que Tenten, prendi os meus cabelos num rabo de cavalo alto, e como ele era curto, vários fios ficaram soltos no pescoço.

Fomos para o interior da loja, e fiquei detrás do balcão atendendo alguns clientes, e Tenten foi arrumar algumas prateleiras enquanto a senhora Chiyo foi pra cozinha terminar de preparar algumas fornalhas de diferentes doces.

E assim se passou à tarde, foi um pouco movimentado, talvez seja por que hoje era sexta-feira. A loja fechou um pouco mais tarde do que o normal, mas acho que iria sair alguma coisa a mais no final do mês.

Peguei minhas coisas no armário, tirando o avental e o dobrei, deixando no canto. Vesti meu suéter e coloquei minha mochila nas costas e soltei os cabelos.

- Até segunda senhora Chiyo. - me despedi dela que estava arrumando algumas coisinhas para o outro dia. Tenten já havia ido embora fazia alguns minutos.

Ela me fitou e sorriu simpática como sempre, pondo uma mão em meu ombro.

- Até segunda Sakura, e obrigada pelo dia de hoje.

Apenas sorri um pouco forçado e dei as costas e saí da loja. O vento frio batia em minhas bochechas, fazendo eu me encolher no suéter da escola. Aqui em Tóquio o dia sempre amanhecia lindo e ensolarado, mas quando a noite caía o frio era bem incômodo.

As ruas estavam pouco movimentadas, virei umas duas esquinas até chegar o ponto de ônibus mais perto. Naquela parte onde eu caminhava estava praticamente deserto, a não ser por mim, e não pude deixar de sentir aquela pontinha de hesitação.

Aquele ponto de ônibus era mais tranquilo do que o outro que ficava mais distante, mas a hora não era tão boa. Tirei meu celular do bolso da mochila, e vi as horas. 10hrs e 30 min. A bateria estava no vermelho.

Tomara que o ônibus venha logo.

Fiquei esperando por indetermináveis dez minutos e nada, meu pé esquerdo tremia de ansiedade para sair daquele lugar enquanto minhas mãos ficavam mais geladas. Pensei em ligar para a minha mãe vir me buscar, mas eu sabia que eu iria levar um sermão de que eu não precisava trabalhar, e eu não queria escutar isso.

Suspirei e ergui minha cabeça para cima e meu coração congelou.

Do outro lado da rua havia um homem suspeito, usava roupas normais e um casaco com capuz na cabeça, e me olhava de um jeito estranho.

Ele percebeu que eu havia o notado e começou a se movimentar. Meu sensor de proteção falou mais alto e não pensei duas vezes, saí do pondo indo em direção ao centro de Konoha. Mesmo que minha mãe alertasse que o ponto distante estava tendo assaltos constantes, lá pelo menos havia mais gente.

 Eu sabia que meu movimento repentino de sair daquele ponto não havia sido nada discreto, mas eu tinha uma pontinha de esperança de que aquela sensação de perseguição fosse coisa da minha cabeça.

Depois de um minuto andando arrisquei dar uma olhada disfarçadamente para trás e para a minha desgraça o homem estava vindo logo atrás de mim. Meu coração deu um salto e apressei mais os passos, e voltei a olhar para trás e não precisei disfarçar, pois o homem também havia apressado os passos.

Reprimi um grito desesperado que queria escapar por minha boca e comecei a correr, segurando com força a alça da minha mochila, sentindo meu copo tremer pela adrenalina.

Um pouco mais a frente pude ver uma loja de conveniência, e para a minha sorte estava aberta. Entrei na loja, esbarrado num senhor de idade que saía. Murmurei um desculpe, percebendo algumas pessoas que estavam ali me olhavam como se eu fosse um ser alienígena estranho. Caminhei com passos largos para os fundos da loja, virando algumas seções e tentando disfarçar o meu nervosismo. Iria ficar ali até que o homem desistisse e fosse embora.

Dei uma olhada para o lado enquanto eu andava distraidamente para frente, e foi nesse momento que meu corpo trombou no da outra pessoa o que me fez desequilibrar. E antes que eu sentisse o chão duro, senti uma mão segurar o meu braço direto, me equilibrando de volta.

Ergui meu olhar para cima, e para a minha total surpresa era Sasuke Uchiha em carne e osso na minha frente.

- Você? - minha voz saiu rouca e esganiçada, transpassando toda a minha fobia e nervosismo.

Ele ficou me olhando de um jeito curioso, o cenho levemente franzido, mas logo suavizou, abrindo um pequeno e torto sorriso de lado.

- Oi.

Não consegui respondê-lo, eu podia sentir os efeitos em minha pele por causa de sua mão ainda segurando firme o meu braço. Soltei-me de seu aperto, começando a sentir o meu rosto ficando rubro por causa de seus olhos negros e atenciosos em mim. Dei um passo para trás, umedecendo meus lábios ressecados e vendo-o unir as sobrancelhas.

- Você está pálida. - ele começou, dando um passo para frente e me fazendo dar mais outro passo para trás. - Está passando mal? Está tremendo!

Só agora que eu percebi que meu corpo todo tremia, meu coração ainda estava acelerando e eu sabia que cinquenta por cento desse batimentos era por que ele estava se aproximando mais de mim. Eu podia sentir meus olhos começando a lacrimejar enquanto minha boca tremia levemente.

Eu estava assustada.

Olhei para a porta de vidro da entrada do estabelecimento e pude ver o homem de capuz parado lá fora, encostado ao poste na espreita, me esperando.

O que eu faço? Eu não sabia o que fazer naquela situação. Eu estava ferrada.

- Ei. - senti as duas mãos de Sasuke me meus ombros, fazendo-me voltar minha atenção para ele. - O que está acontecendo?

Seu rosto sério e levemente preocupado, me fez de alguma forma perceber que ele era a única pessoa que eu conhecia e que poderia me ajudar. Eu realmente não costumava a confiar nas pessoas, elas sempre arrumava um propósito para aprontarem comigo no final. Mas olhando Sasuke naquele momento, eu não pude ver nada em seu rosto a não ser uma leve preocupação comigo.

- Tem... Tem um homem lá fora me seguindo. - gaguejei, eu tentava controlar a minha ansiedade e o meu descontrole para não cair em prantos. - Eu entrei aqui para poder despistá-lo.

Sasuke desviou seus olhos de mim e fitou a rua lá fora pelo vidro da porta da loja. Seu cenho se franziu mais, enquanto seus lábios crisparam. Ele voltou a me fitar, e pude sentir suas mãos em meus ombros apertarem mais.

- Fique calma, tá?

Assenti com a cabeça. Ele me fitou de cima a baixo e uniu mais as sobrancelhas, enquando seu olhar avaliador parou em meu rosto.

 - O que está fazendo sozinha andando numa hora dessas? - seu tom um pouco repreendedor não passou despercebido por mim, enquanto suas mãos deixaram os meus ombros.

- Eu saí um pouco mais tarde do trabalho. - minha voz saiu mais baixa do que o esperando, enquanto eu desviava meus olhos dos dele para o chão.

Eu estava nervosa, a presença de Sasuke era de alguma forma intimidante e confortante ao mesmo tempo. Eu não sabia explicar, eu não o conhecia direito. Ele parecia ser diferente... Claro que ele era diferente, pois estava dando trela para mim. Acho que ninguém em seu juízo perfeito faria isso. Eu não era ninguém importante, só uma simples garota comum que nunca foi protagonista de sua própria vida, e mais nada.

Eu podia sentir os seus olhos em mim, queimava em minha pele, o que me deixava mais envergonhada.

- Entendo. - ouvi a sua voz baixa, mas para a minha surpresa, ele agarrou a minha mão e me puxou em direção à saída. - Vamos.

Ergui meus olhos para cima, seu ato repentino me pegou de surpresa.

- Para onde? Ei, eu não posso sair assim, aquele homem ainda está lá fora.

Como ele estava um pouco mais na minha frente, ele virou sua cabeça para trás, mas sem deixar de me puxar.

- Não se preocupe com isso, confie em mim. - e novamente aquele pequeno sorriso torto surgiu em seu rosto.

Confiar?

Será mesmo que eu podia confiar em algum que eu mal conheço? Eu não tinha outra opção. Sasuke era a única pessoa ali que eu conhecia, em partes.

Deixei ser guiada por ele. Sasuke parou no caixa e colocou dois tabletes de chiclete de menta e um pacotinho preto pouco suspeito também, mas não precisei ficar olhando para conseguir identificá-lo. Podia sentir o vapor subindo em meu rosto, e o virei para o lado para disfarçar o meu constrangimento ao ver que ele estava comprando camisinhas, e que completamente iria usar com alguém.

Eu não sabia o que estava acontecendo comigo, pois de repente eu sentia uma necessidade de sair correndo dali e ignorar a ajuda dele. Eu já deveria saber que um cara como ele deveria ter alguém. Mas que droga eu estava pensando afinal?

Antes que eu surtasse de vez com a rota que meus pensamentos estavam em levando, a mão de Sasuke agarrou a minha mais uma vez e me puxou em direção à saída.

Ele abriu a porta para mim e receosa e com o nervosismo tomando conta do meu corpo saí do local. Assim que pus os meus pés na rua o homem com capuz parou em minha frente como um gavião, para o meu desespero.

- Finalmente. - sua voz grossa com o toque de malícia fez meus pelos do corpo enrijecerem. Um pequeno sorriso estava em seu rosto e seus olhos castanhos me fitavam de um jeito meio sádico.

Mas antes que eu pudesse pirar de vez, senti um braço sobre os meus ombros me envolvendo e logo a figura de Sasuke entrou no meu campo de visão.

- O que você quer com a minha namorada? - a voz rouca de Sasuke saiu fria e sombria.

Não pude evitar sentir um frio no estômago, quando a palavra namorada se referindo a mim saía da boca de Sasuke. Novamente eu sentia meu rosto ficando quente, mesmo que a situação ali fosse delicada. A mão de Sasuke que estavam em meus ombros, desceu pelas minhas costas até enlaçar a minha cintura, me puxando para perto, me fazendo automaticamente me encolher e abraçar o seu corpo, sentindo pela primeira vez o seu cheiro amadeirado e hortelã, viciante demais pro meu gosto.

E mesmo que a situação fosse assustadora e constrangedora - em partes -, Sasuke fazia com que eu me sentia pela primeira vez na vida protegida.

- Ela... É sua namorada? - o homem parecia um pouco desconcertado, seus olhos voltaram a me fitar, ele estava irritado.

Não consegui manter o olhar dele e logo desviei, afundando o meu rosto no peito de Sasuke, sentindo mais o seu cheiro, e me deixando mais embriagada. Suas mãos me apertaram mais contra ele, fazendo aquela sensação de proteção aumentar.

- Não está vendo? - Sasuke questionou, irônico. - Aqui a duas quadras tem um departamento de polícia, terei o prazer de prestar uma queixa contra você por perseguição.

- Que isso cara, também não é pra tanto.

Virei um pouco o meu rosto, e pude ver o cara um pouco mais afastado, parecia surpreso com a ameaça de Sasuke.

- Então vaza daqui!

O homem não pensou duas vezes para sair dali com passos rápidos, e entrando na outra rua e sumindo.

Soltei um suspiro aliviado e me separei de Sasuke, dando dois passos para trás. Não consegui olhar para ele, eu estava muito envergonhada. 

- O-obrigada. - eu odiava quando eu gaguejava, mas eu não conseguia controlar a minha timidez, era muito mais forte do que eu. E Sasuke com aquele olhar intenso não colaborava com nada.

Agora parando para perceber, eu não havia notado suas roupas. Um jeans claro com rasgões no joelho, uma camisa preta de mangas comprida de algodão com alguns detalhes de estampa branco e vermelho, e botas de motoqueiro nos pés. Só agora eu havia percebido que ele se vestia como um badboy, e que ele estava muito charmoso, principalmente com aquele cabelo cobrindo a metade de seu rosto e aquela pequena argola preta na orelha direita.

E eu também sabia que ele era muita coisa para alguém como eu.

Sua mão se ergueu e agarrou novamente minha mão. Era grande com as pontas dos dedos geladas, envolvendo toda a minha.

- Vem! - e novamente eu era puxada por ele, por aquela calçada vazia.

- Não! - puxei minha mão para trás, fazendo-o parar e me fitar. - Eu tenho que ir para casa.

- Eu te levo.

- Não precisa. - balancei a cabeça para os lados, de forma totalmente débil. - E-eu vou para o ponto de ônibus...

- Sakura. - ele me interrompeu, seu rosto não havia vestígio de humor. - Não seja ingênua. Você acha mesmo que aquele cara foi mesmo embora? Se eu te deixar sozinha ele vai voltar a te perseguir e... E pode acontecer o pior.

Engoli em seco. Realmente e não havia pensado nisso. Aquele cara poderia está na espreita em algum lugar nos vigiando, havia percebido que ele havia ficado com raiva pela intromissão de Sasuke. Eu deveria agradecer por ele está ali comigo naquele momento. Não queria formular qualquer imagem do que possa ter acontecido comigo se eu não tivesse tido essa sorte de trombar com ele por acaso.

Conforme eu não formulei nenhuma palavra que respondesse a sua, ou desse algum tipo de decisão positiva, continuando parada e o fitando, ele continuou:

- Eu não vou fazer nada com você, confie em mim. - seu tom era calmo, mas eu podia ver na escuridão de seus olhos que me banhava a sua sinceridade em suas palavras.

Era a segunda vez que ele me pedia para confiar nele em menos de vinte minutos, e era a segunda vez que eu confiava.

Apenas assenti com a cabeça, fazendo com que aquele maldito e lindo sorriso de lado se abrir no canto de sua boca novamente.

Paramos em frente a uma motocicleta preta enorme estacionada ali perto. Ele caminhou até ela e levantou o acento para cima e tirou um capacete dali de dentro, podia ver o outro preso na lateral da moto.

Sua mão estendeu o capacete para mim.

- Você dirige uma moto. - aquilo não foi uma pergunta, meus olhos não saíam daquela máquina mortífera assustadoramente grande.

Eu tinha pavor de motocicletas, eu preferia o conforto e a segurança de um automóvel de quatro portas, para a minha saúde e proteção.

- Sim. - ele disse. - Vai me dizer que você nunca andou de moto!?

Balancei minha cabeça para os lados, negando e o fitei.

- Não acho isso... Seguro.

Seu pequeno sorriso se alargou em seu rosto, e me senti uma idiota por isso.

- Prometo que irei de vagar. - ele ergueu o capacete mais uma vez. - Pegue.

Variei meus olhos para ele, o capacete estendido, e a monstro ali estacionada.

Que Deus me ajude.

Peguei o capacete de suas mãos e o coloquei na cabeça, e passei a outra alça da mochila no outro ombro em seguida. Sasuke havia já colocado seu capacete e agora passava a perna na moto e a ligava. Fiquei ali parada olhando todo aquele processo, e o barulho que ela soava. Podia sentir minhas pernas tremerem só de imaginar que eu iria arriscar a minha vida naquela coisa.

Sasuke virou seu rosto para mim.

- Pode subir. - seu tom saiu um pouco mais alto devido ao barulho.

Engoli em seco novamente, ainda indecisa se ia ou não subir naquilo. Inspirei e suspirei três vezes até tomar coragem e me aproximar.

Timidamente levei minhas mãos aos seus ombros e tomei o impulso para cima e subi daquela máquina assustadora. Ajeitei um pouco a minha saia para não voar com uma mão, enquanto a outra ainda estava em seu ombro, procurando apoio.

Sua cabeça virou para trás, tentando me ver.

- Acho melhor você se segurar em mim.

Ele inclinou a moto para que ficasse reta e automaticamente agarrei sua cintura, com um medo horroroso de cair. Eu tinha que me lembrar para nunca mais subir numa dessa novamente.

Não demorou para que a moto se movimentasse pelas ruas de Konoha. Eu apertava sua cintura com força, podendo sentir os relevos de seus músculos da barriga por debaixo daquele tecido fino, me deixando mais envergonhada do que eu já estava.

Céus eu estava andando de motocicleta e eu não havia morria até agora.

Disse meu endereço para ele quando me perguntou e depois de contáveis dez minutos ele entrou na minha rua sem árvores, e aos poucos a moto foi desacelerando até parar em frente a uma pequena casa com uma pintura de um bege-claro com as janelas de grades verdes.

A minha casa.

Novamente usei os seus ombros como apoio para descer, e tropecei nos meus pés e quase caí. Morri de vergonha por causa desse mico, estava demorando para que eu fizesse alguma coisa desastrada, não tinha tanta coordenação motora, e geralmente eu vivia caindo.

- Cuidado. - ele disse, saltando da motocicleta em seguida, tirando seu capacete.

Tentei tirar o meu, sentindo meus dedos trêmulos pelo nervosismo de ter bancado a tola desastrada, e por está em frente a minha casa. Não queria ser arrebatadas de perguntas que mamãe poderia fazer quando me visse com um garoto. Ela iria pensar coisas, formular coisas e planejar todo um futuro perfeito como os comerciais de margarina que passava na Tv para mim.

Senti os dedos de Sasuke contra os meus, ele agora me ajudava a tirar o capacete, e foi tão fácil que eu fiquei impressionada, e logo me vi livre dele.

- Obrigada mais uma vez. - falei baixinho, com a voz arrastada, minhas bochechas deveriam está vermelhas, completamente deveriam está vermelhas.

Que Droga.

Aquele maldito sorriso de lado se abriu em seu rosto, o deixando mais cativante e fazendo meu coração maluco bater muito mais forte.

- Não a de quê. - ele disse lentamente ainda sorrindo e me olhando daquele jeito intimidante.

Desviei meus olhos para o chão e mordi o lábio levemente.

- Eu tenho que ir. - olhei para ele. - Tchau.

Dei as costas para ele e iria fugir novamente como uma covarde que eu era, mas sua voz me chamando me fez parar:

- Sakura.

Em seguida o que aconteceu foi rápido demais para eu poder assimilar, e no momento quando virei meu corpo para trás eu fui surpreendida quando Sasuke tocou os seus lábios nos meus, num pequeno e singelo selinho.

Não fechei os olhos, estava chocada o suficiente para isso. Eu estava petrificada.

Ele se afastou e me fitou nos olhos e depois sorriu.

- Nos vemos segunda.

Em seguida guardou o capacete que eu usava, colocou o seu e passou a perna na moto e a ligou. Olhou para mim mais uma vez e acenou com a cabeça antes de fazer aquela máquina monstruosa voltar o caminho por aonde veio, até sumir das minhas vistas.

Fiquei ainda um tempo ali parada no frio, olhando a rua deserta como uma tonta. O que diabos havia acontecido? Por que ele fez isso?

- Sakura? - a voz de minha mãe me tirou de meus devaneios.

Virei meu corpo num rompante, vendo minha mãe parada no portal de entrada, com o cenho levemente franzido.

- Mãe. - comecei a caminhar com passos rápidos até ela, tentando ocultar a minha expressão assustada por ter sido pega aprontando.

- O que está fazendo aí fora? - ela deu espaço para que eu entrasse em casa.

- Ahn, nada.

- Que ficar doente nessa friagem?

- Desculpe. - tirei a mochila das costas.

- Eu estava preocupada com você demorando desse jeito. - ela me olhou. - Eu te liguei umas três vezes e você não atendia.

- O movimento foi um pouco mais intenso e saí um pouco mais tarde, e acho que o meu celular descarregou.

- Tudo bem, mas da próxima vez me ligue quando for demorar assim para eu ir te buscar. E espero que isso não aconteça no dia em que tem aula. Sorte sua que hoje é sexta.

- Tá bom.

Ela suspirou e depois sorriu.

- Vai tomar um banho e trocar essa roupa para jantarmos.

Assenti com a cabeça e sorri comprimido e caminhei para o corredor. Entrei no quarto e joguei a minha mochila na cama para em seguida suspirar pesadamente, fechando os olhos.

Podia sentir meu coração ainda batendo rápido enquanto eu levava meus dedos nos lábios, lembrando-me do acontecido de alguns minutos atrás.

Aquele tinha sido o meu primeiro beijo.

Continua.


Notas Finais


O que acharam desse capítulo?
E o beijo?
Quem achou Sasuke um fofo por cuidar da Sakura?
Gente e essas camisinhas?
Lembrando pessoal que a Sakura tem a autoestima baixa e veremos muito ela se colocando para baixo e não enxergando que ela é muito melhor do que ela pensa.
Bom espero ver suas opiniões e sugestões e criticas, aceito tudo pode mandar, mas sem me xingar isso é ruim :(
E ACIMA DE TUDO ME AME!!!!
Bjs.


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